4 de dez de 2010

Pra Não Dizer Que Não Falei das Armas ou Parabéns Autoridades Continuen Fazendo Por Merecer

Eu acho que temos sim que aplaudir a polícia, pois afinal soubemos vaiá-la muito bem.

Houve um tempo em que bastava ter relação com a PM pra não se valer nada, qualquer coisa a respeito da Polícia Civil e já se achava suspeito e onde houvesse Polícia Federal  não poderia ser coisa boa. Enfim,  nossas polícias mantinham sua autoridade perante a população, não necessariamente o respeito, pois onde paira qualquer tipo de desconfiança o medo prevalece, mal pior para a PM que, se tinha suas chagas expostas, não achava conforto medicinal para elas, muito pelo contrário, parecia haver um prazer sádico dos governantes em manter os soldados à míngua, malqueridos, mal falados, fadados a associação com o crime no imaginário popular (eu mesma mantive durante tempos tanto medo da polícia quanto do ladrão...)
As desgraças são tão amplamente divulgadas que parecia não haver bons profissionais no segmento policial - quando os erros são "amplificados" os acertos perdem a sonoridade.

Eis que agora foi feito algo eternamente esperado pelos cidadãos de bem e que era posto em dúvida por aqueles que por gosto, escolha, índole, conjunção astral-social, destino ou acaso caminharam para  uma via paralela contando com os superpoderes da impunidade adquirida com o terror das armas ou propinas a peso de ouro.
Neste esforço feito e apresentado, estão presentes todos os tipos de policiais e militares, polícias e políticas, tanto os membros isentos, idôneos como os profissionais longe da tentativas de  perfeição. O amplifcador dos bons feitos está com volume mais alto e algumas deficiências técnicas num show, não devem ser o suficiente para que se dê vaia ao artista... Portanto, é hora de apoiar como um todo as ações  dos nossos policiais, militares e  autoridades, mas sem esquecer que já assistimos a péssimos shows, já testemunhamos pífias participações, é hora de interagir com a produção, reivindicar que se separe o joio do trigo, a limpeza feita nas comunidades precisam ter eco nas corporações e a atitude de preocupação das autoridades, nossos governantes, com a segurança da população precisa ter continuidade e mostrar-se verdadeira, para que o inimigo mesmo sendo outro, não se arvore de ter  tanto poder quanto os traficantes supunham ter e nós pia e amedrontamente acreditávamos que tivessem. O "se" não pode impedir que se aplauda e parabenize nesse exato momento aqueles que já tínhamos por hábito vaiar, mas  devemos nos nortear pela certeza de que esse momento é extremamente transitório, como um ritual de passagem entre forças dominantes, deveríamos ver brevemente líderes genuinamente comunitários saindo das suas tocas de proteção, pois sabemos que poder e dinheiro apenas trocam de mãos. Esta deveria ser a hora do cidadão que vive em comunidades ser visto não como uma fonte de renda ou mão de obra mas apenas pessoas com direitos salvaguardados pela nossa Constituição...


Um comentário:

  1. E por tabela, estão dando uma chance as crianças de estudarem.

    Sou eu, a Val :)

    Beijo,

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