2 de jul de 2017

UMA COISA É UMA COISA OUTRA COISA É OUTRA

Dividindo uma coisinha ou outra do samba que se bebe, absorve e vive. A parte da batucada será tão mais importante na medida que o tempo passe. Ao viver, não só estamos cumprindo nossa trajetória, mas escrevendo a história. Viver no samba, viver de samba, ir ao samba, fazer samba, cantar samba, se aproveitar do samba, são coisas muito distintas

21/07/2015

28 de jun de 2017

SANTA CRUZ TEM NOVIDADES! #VAITERCARNAVAL

A primeira Feijoada do ano vai apresentar a comunidade os reforços para o carnaval de 2018 como o Carnavalesco Max Lopes, o Mestre Sala Rogerinho e a Porta Bandeira Roberta e os intérpretes Quinho e Roninho. Tudo ao som de Arlindinho, grupos Ki Samba e Desejo Simples, além de participação da Beija-Flor de Nilópolis.
A Quadra da Acadêmicos de Santa Cruz fica na Rua do Império, 573 - Santa Cruz

VOCÊ JÁ FOI À FEIJOADA DA PORTELA?


Vem aí a edição de julho da melhor Feijoada do Brasil!

A próxima edição da Feijoada da Família Portelense acontecerá no dia 1º de julho e contará grande apresentação da tradicional Velha Guarda Show da Portela e um show completo do cantor e compositor Toninho Geraes e sua banda, com o lançamento do CD "Estação Madureira". A abertura ficará por conta dos grupos Na Linha do Mar e Tempero Carioca. O encerramento fica por conta do Elenco Show da Portela, com a Bateria da Portela - Tabajara do Samba, intérprete oficial Gilsinho e demais segmentos.

Serviço:
Edição de julho da Feijoada da Família Portelense. 
Atrações: Na Linha do Mar, Tempero Carioca, Velha Guarda Show da Portela, Elenco-Show da Portela e show completo de Toninho Geraes e banda
Data: Sábado, dia 01 de julho de 2017
Horário: A partir das 13h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira, Zona Norte do Rio

Preço: R$ 20 (primeiro lote antecipado limitado).
Prato da feijoada: R$ 25
Mesas para 4 pessoas: R$ 140,00 (já contempla 4 ingressos)
Camarote superior para 15 pessoas: R$800,00
Camarote inferior para 15 pessoas: R$650,00

Classificação etária: Livre
Informações e vendas na bilheteria da quadra, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Tel (21) 3256-9411

Vendas online www.ingressocerto.com/portela

Sócio-Torcedor do plano Majestade do Samba não paga entrada e ganha o prato de feijoada grátis. Associe-se em www.aguianocoracao.com.br e aproveite essa vantagem!
Participe deste grande evento!

18 de jun de 2017


Prazeres engarrafados, 
alegrias tabeladas,
Sorrisos precificados...
Esperanças congeladas
E o que se diz?
Sem isso ninguém é feliz.

17 de jun de 2017

Desprezo à Liberdade

No fundo, no fundo, todos desprezam tanto a liberdade quanto aqueles que mais próximo dela chegam.
O ser humano gosta de ser prisioneiro, de arrastar suas correntes e conduzir seus múltiplos chifres.

15 de jun de 2017

RECIPROCIDADE

A certeza de ser agregadora, parceira, alguém que dividindo multiplica e se empenha em plantar coisas boas. Procuro não dar atenção se todo mundo age diferente. Minha mãe me dizia: "Você não é todo mundo". Não,não sou e jamais serei. 
A arte de sorrir cada vez que alguém me diz não, me puxa o tapete ou só se lembra de mim quando converte minha presença em valor de uma entrada, é algo que hoje tiro de letra. 
O "Samba Independente dos Bons Costumes" é a materialização desse amor à vida a despeito da reciprocidade

O TEMPO


7 de jun de 2017

O PREÇO DO QUE NÃO SE COMPRA MAS SE ACEITA




A incompetência, acintosamente manda a conta para nós, cidadãos brasileiros, povo do Brasil. Pagamos e muito caro por jamais termos rompido a inércia, por nunca termos promovido a ruptura com o colonialismo, o feudalismo institucional. Pagamos por termos comemorado a Abolição da escravatura, sem termos deixado de ser escravos, libertos sem reconhecimento pelos serviços prestados às riquezas constituídas de roubo, farsa, morte, sangue e hipocrisia.
Pagamos pela ignorância da preguiça ou incapacidade de pensar pela própria cabeça e acatar os desmandos dos políticos que se sentem patrões, agem como reis nababos porque assim o vemos, dessa forma os aceitamos, esse poder conferimos a eles. A insegurança ou o medo de decidir, a incompetência de pensar, lutar ou reagir, nos fez entregar a qualquer um as decisões mais importantes das nossas vidas. Aceitamos como se fosse normal não sermos protagonistas das leis que regem nossa sociedade.
Temos funcionários mal formados, péssimos profissionais, gente que a honestidade só dura o tempo em que falte oportunidade de se praticar o ilícito. Temos bons profissionais, dedicados, idealistas que não nos convencem pela competência porque damos mais valor à marca do tecido, ao corte da roupa e do cabelo, à cor da pele, ao gênero, à elegância externa - "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"...
A gente sabe que no comando estão os corruptos e a gente não faz nada a não ser assistir e ainda acreditar no que dizem na TV. Como se não fosse do nosso lombo que saem os pagamentos disso tudo.
A gente já viu que religiosos no poder misturam as coisas todas, facilitam pro clero, pro bispado mas a gente não se importa. 

A gente vê manifestantes e lutas de classes e ainda que seja a nosso favor, a gente não luta, não apóia, nem se abate e ainda critica. Se condói pela vidraça quebrada do banco, aquele mesmo banco que não deixou você abrir uma conta porque seu salário é ridículo, porque você não tem holerit, porque você tem jeito de pobre e é pobre mesmo, porque você é preto, nem é famoso. Aquele mesmo banco que apita e tranca a porta giratória porque você é mal vestido. E te humilha te fazendo ir e voltar e colocar todos os seus parcos pertences, até aquele
celular ainda não pago pro guarda olhar com cara de tédio e nojinho.
As universidades públicas, as únicas que nossos filhos poderiam estudar, estão um lixo e a gente fica achando que não é problema nosso. Que greve é preguiça de professor. A gente não se importa que o dinheiro da manutenção esteja todo nos bolsos, nas malas, nas contas de políticos vagabundos que nunca trabalharam pra valer. Viraram políticos pra não ter justamente que trabalhar.
A gente está tão egoísta que acha que pode ser bom ter no comando do país um homofóbico, racista, religioso de araque que tem irmão mamando nas tetas públicas; e o filhote dele no governo do estado. A gente nem percebe que eles ganham simpatia porque falam mal de pobre, de preto, de gay e desconsideram a mulher como gente.
A gente não faz e ainda fica puto com os que tentam fazer. A gente aplaude a continuidade da ditadura que nunca se foi e ainda expandiu suas formas de tortura e seus torturados. Ela não precisa mais de quartéis e porões.
A gente só perdeu nessa coisa de só ter transição em detrimento da revolução.
Aplaudimos nosso pacifismo porque não somos violentos como os estrangeiros e não vemos que matamos muito mais, aos poucos, na unha, permitindo que o preconceito retire a cidadania, o status de pessoa de alguém que de vítima, passa a ser simplesmente alguém que merecia a tragédia que sofreu.
A gente virou hiena? Tá rindo de quê?
Por quê, Brasil?

5 de jun de 2017

ONDE DEUS MORA



Toda vez que vôo uma certeza se me confirma:
Deus, existindo, mora dentro da gente. 
Porque tudo fica muito pequeno lá de cima...

4 de jun de 2017

A SOFRÊNCIA NÃO E ESCOLHA UNIVERSAL DA JUVENTUDE

Considero Tia Surica Da Portela um fenômeno. Ponto. E acho uma maravilha os jovens que vem se voltando para ela com muito respeito e admiração. Eles têm em mãos as mídias alternativas e enxergam que o samba é a alternativa, que os bambas não envelhecem. Admiro a sede de conhecimento dessa galera e a vontade de estar no contexto cultural juntinho com a nossa perene tradição. É lindo isso. Não acha, não?

Na Associação A Rebeldia na comunidade Alto Vera Cruz, Belo Horizonte:

No Samba Independente dos Bons Costumes, Praça Tiradentes, Rio de Janeiro:

Como disse Pedro Manhães, líder do grupo Samba Independente dos Bons Costumes, após participação de Tia Surica no projeto que tem o mesmo nome:
"Tia Surica, botou todo mundo no colo e levou!"

Entusiasmado, o musico, 24 horas depois do evento ainda não cabia em si. Pensa que deveria ter dado um intervalo depois da participação, mas colhidos pelo furacão Surica, seguiram tocando e rindo com caras de bobos, mesmos.

Foi arrebatadora a cantoria que a pastora portelense ofereceu, carregou geral que não desgrudou da roda. Creio que esses jovens nunca viram algo assim, acostumados a correrem atrás do samba de raiz pra curtir num mercado entupido de pagodinhos insossos, corridinhos com umas vozes gritadas no melhor estilo sofrência atual . 

Acho que além da faixa de Matriarca da Portela, Tia Surica merece mais uma, a de embaixatriz da Portela, do samba, de Madureira, daquelas coisas "goiabada cascão em casca, é coisa fina que ninguém mais acha". Que bom que nós achamos e além de um público que se diverte vimos um público encantado!
Essa é uma das tônicas do Samba Independente dos Bons Costumes, levar samba carioca para os cariocas.
Foi lindo, lindo e inesquecível.

 Antes, Tia Surica vai receber Moção Especial de reconhecimento Cultural pelo mandato do Vereador Reimont e iniciativa do Departamento Cultural da Portela, em sessão solene na Câmara de Vereadores do Município do Rio de Janeiro, às 18h

21 de mai de 2017

É a função da polícia, manter a ordem, impedir a desordem, evitar vítimas.

A maneira fácil, simplista de se desenvolver um pensamento ou de simplesmente adotar o que já foi pensado por outrem é um aspecto muito relevante (e revelador) dos tempos atuais. As consequências disso ecoam em escala geométrica e podem espelhar a preguiça de raciocinar ou desprezo pelo semelhante ou egoísmo social que desenvolvemos ou tudo isso junto e muito mais (não vou alongar o textão)
Quando as comunidades ainda eram apenas românticas e poéticas favelas, havia um consenso maior de que eram locais onde havia muito mais gente honesta/trabalhadora do que bandidos/traficantes. Era pra lá que iam (ou eram empurrados) os recém-libertos da escravidão, os alijados das reformas urbanas que excluíam o pobre. Eram povoações estratégicas que mantinham os trabalhadores próximos aos seus locais de trabalho. "Antigamente" parece que havia mais pessoas entendendo isso.
Nessa "época" havia mais sensibilidade, horror, indignação com a polícia que invadia barracos metendo o pé na porta, quase sempre sem mandato, quebrando tudo em busca de "marginais" e provas de crimes, não necessariamente contra os moradores do barraco.
O reverso dessa medalha era que o traficante também invadia para ocupar, expulsando seus moradores.
No tempo do "Aqui, Agora" comandando pelo Franco (esqueci o primeiro nome) e com Wagner Montes de cabelos negros, não era raro as denúncias de famílias (quase sempre, chefiadas por mulheres) que perderam tudo e não tinham para onde ir ou se enfiaram de maneira desastrada, improvisada e inadequada na moradia de um parente. Os motivos variavam, dívida de um dos moradores com o tráfico, envolvimento "trabalhista" com a "boca", o traficante "babando em cima" de uma das moradoras e por aí vai.
De repente, a favela ( não importa que se tenha passado a chamá-la de comunidade, palavras não mudam a essência das coisas, apenas rotulam), passa a ser vista como apenas um território que abriga bandidos, por eles governada e os demais moradores como apenas coniventes, acomodados. As empresas deixam de empregar pessoas porque têm um CEP favelado, o preconceito ganha a batalha, pobres perdem a guerra. Substituíram o policial de pé na porta por balas perdidas (ou não). Com os programas do tipo "Favela Bairro" as escolas se encravam nas comunidades e as crianças como o imóvel, passam a ser alvos de balas projetadas por armas cada vez mais potentes e eficientes no objetivo de ferir, matar. E isso também ficou banal.
A polícia passa a desenvolver a tática de plantar flagrantes junto ao corpo das vítimas e a idade dessas foi baixando à medida que a indignação das pessoas não envolvidas foi-se reduzindo.
Está certo isso?
Não.
Todo crime precisa ser apurado e culpados punidos.
Da mesma forma, se há desordeiros, baderneiros, black blocs infiltrados em movimentos de rua que causam prejuízo de qualquer ordem que seja, eles precisam ser descobertos, investigados e receber punição conforme reza a lei. Penso que essa é a função da polícia, manter a ordem, impedir a desordem, evitar vítimas.
Só pra citar um exemplo, quando o cinegrafista foi morto , acidentalmente, na Cinelândia não foi preciso muito tempo para a polícia fazer o seu trabalho, descobrir, prender, julgar, manter preso. Como então, a investigação da policia não acessa os sempre mencionados "meia dúzia" de baderneiros que esculhambam as manifestações pacíficas dos cidadãos nas ruas?
Como assim, a polícia não consegue perceber a diferença entre uma senhora cinquentona, de um marmanjo parrudo ou ágil que depreda patrimônios?
Como policiais não têm a capacidade de discernir entre uma multidão que faz baderna, de um agrupamento de pessoas que estão num samba, alheio (o agrupamento) ao evento político?
Por que a polícia tem que arrastar uma mulher, jogar spray de pimenta à queima-roupa na sua cara ou no seu bebê de 2 anos, mirar sua balas de borracha e não ter responsabilidade por isso?
Como um policial, funcionário público treinado (suponho) esfacela um cassetete no rosto de um estudante colocando-o entre a vida e a morte num hospital?
Desculpem os que concordam com isso, não é uma crítica, mas uma reflexão. É simplista demais, egoísta ao extremo, justificar como normal as eventuais "baixas" provocadas na população como "ossos do ofício" policial.
No meu entendimento é atitude grotesca, brutal, cruel, covarde semelhante às que se toma nas favelas seja com o pé na porta de antanho, seja com as balas disparadas por fuzis que matam crianças comprovadamente inocentes e indefesas, e, creditar às vítimas o título de bandidas, baderneiras é uma hipocrisia sem nome.
Não se permitam ser manipulados por aqueles que só massacram a população a fim de manter a desordem social da qual se beneficiam, ainda que você se beneficie.
Diga não ou não diga nada, mas não concorde com a truculência, com a covardia que agride sem escrúpulos os mais fracos e indefesos.
Lembram das manifestações dos funcionários públicos? Lembram do movimento dos professores?
Lembrem, reflitam. É grátis.
Oservação 
A título de ilustração, foto de 1982 do finado repórter J.Paulo, de uma operação ocorrida em uma das favelas próximas à Grajau-Jacarepaguá

20 de mai de 2017

POVO SÃO O OUTROS


O Brasil tem 35 partidos políticos. A JBS comprou 28.
Ah, políticos! Os salários altos, benefícios ótimos, mordomias incríveis, não ajudam nem pressupõem honestidade, pelo contrário.. Pagam qualquer valor pra se manterem no poder, desde que não seja do seu dinheiro, claro.
Botam o país pra sangrar e debocham, riem, escarnecendo do povo do qual querem extorquir os direitos, pois não desejam ser incomodados.
Enquanto isso, o povo ataca a si mesmo. Quer se livrar dos infortúnios. Precisa ganhar na loteria, passar num concurso público, casar com parceirx rico, entrar pra politica...
Pra se eleger tem que ter tempo de TV, aquela que só pobre vê.
O povo nem sabe que é povo, pra ele, povo são os outros.
O povo brasileiro ainda não existe. Só na terceira pessoa. Ele (o povo brasileiro) não tem nada que dê lucro, nem a cultura, pois que passam-na a diante - é melhor pagar caro por um lugar num camarote e os pobres que assistam pela TV.
O Brasil é tão aficionado pelo poder que não sente o cheiro e se sente, não se importa. É melhor ser primo de um irmão que é colega de um amigo da tia de um vizinho de um famoso do que ter juízo e ser decente, porque isso dói e dá trabalho.
Ainda assim, celebridades são melhores que políticos. A celebridade a gente pode encontrar no shopping e aceita fazer selfie - o ano todo, não somente nas eleições.
Alguém encontra político no shopping? Claro que não! Os caras andam de helicóptero, carro oficial e têm esquema de segurança. Ainda que definam as estratégias, regras e percursos dos transportes públicos que só nós (povo inexistente) usa.
 Políticos são iguais às mulheres lindas do carnaval e as frutas da estação: passada a sua época, desaparecem! Deve haver um foguete 🚀 levando e trazendo essa gente, ops, esses seres.

30 de abr de 2017

BELCHIOR - NADA É MAIS CRUEL QUE PERDER AS ESPERANÇAS

Belchior foi o cara que deu nome aos sentimentos da nossa geração. Pôs melodia nos nossos sentimentos. Escreveu com clareza nossos amores, dores, frustrações. "Apenas um rapaz latino-americano. Gritou com verdade nossa realidade.- "Fazia tempo que ele não fazia nada".
Disse um amigo meu num papo num barzinho onde cantávamos MPB das antigas, num protesto íntimo contra a sofrência cachaceira e repetitiva toda animadinha. Respondi com uma pergunta: 
- E precisa?
No tempo dos super-heróis, ele era o nosso herói mais destemido porque tinha medo e o cantava desbragadamente. No meio da torcida não cantou a comemoração do gol do atacante, apenas citou a angústia do goleiro na hora do gol, porque a dele era maior. Para angústia grande um sol num quintal é remédio.
Lembro da minha mãe falando do bigode horrível, alguem que dizia que ele parecia banguelo e eu pré-adolescente o achava lindo, cabelos mais bonitos do que do Tarcísio Meira, mãe...
Com o primeiro salário do primeiro emprego comprei o primeiro LP dele que entrou na minha coleção que passei anos fazendo. Alucinação chegou tarde na minha estante, mas não com menos delírio das amigas colegas de trabalho num supermercado. Seus LPs eram expulsos da vitrola lá de casa, o povo preferia Pedrinho Rodrigues, mas as músicas não saíam da cabeça, compuseram minha vida, sedimentaram minha trajetória. Quando todo mundo cantou medo de avião eu ainda preferia aquelas musicas pelo meio do disco que não tocava no rádio.
- Uma música que não dá pra dançar, alguns me diziam. Aprenda a dançar conforme a musica eu respondia e esquecia, deixava pra lá. "Nem leve flores para a cova do inimigo".
E aí o bigodão se vai aos 70 anos e a gente fica aqui com cara de que? Com cara do que deveria ser, mas não foi.
"Tudo poderia ter mudado, sim,
pelo trabalho que fizemos - tu e eu.
Mas o dinheiro é cruel
e um vento forte levou os amigos
para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos,
e nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não".
Acho que acabou. Que pena. Nada é mais cruel do que perder as esperanças porque não se tem o que fazer nem como esperar.
Vai na paz Belchior, aquela que parece a gente nunca conseguiu ter.

ALUCINAÇÃO


"minha alucinação é suportar o dia-a-dia 
meu delírio é a experiência com coisas reais"

30 de mar de 2017

A minha tristeza às vezes encontra um jeito de ser feliz


... Mas eu quero aquela felicidade 
espontânea, desmedida, deseducada
deselegante tipo a de quem  gargalha 
inocentemente no metrô e deixando a todos
com inveja da felicidade

29 de mar de 2017

VAMOS FALAR DO QUE ACONTECEU ONTEM

Mais ou menos assim:
Passei uma boa parte do dia terminando uma logo. Pode parecer fácil, mas não é. Desenha, redesenha, muda, colore, altera, redesenha de novo e, só quem usa o bom e valente Corel sabe dos bugs quando ele não está rodando num slave ou numa máquina com placa dedicada. 
Terminei pouco antes das 18 horas. Feliz, abro o e-mail para enviar ao cliente e ouço um barulho tipo de um curto circuito, sabe quando a fiação da rua estala? Faltou luz e a bateria do note deu pra salvar o trabalho de dias. Quando estou trabalhando sou calma e pouco curiosa. Então ouvi um grito. Era a vizinha (moro numa vila) me berrando para eu abrir o portão, que sem energia elétrica não aciona o porteiro eletrônico. Um caminhão derrubara os fios da luz, do telefone, da internet. A vizinha queria anotar a placa e dar esporro no motorista, que ao ouvir os gritos de ca@%$ ra *&lhos@@@@ se pirulitou com caminhão e tudo. Abrimos o portão mas o objetivo não foi alcançado.
Cai uma chuva torrencial. Sem a luz e seus benefícios, sem internet . A palavra de ordem era ligar para a Light e o povo não tinha crédito. Menos eu que sou uma infeliz proprietária de um LG modelo sei lá qual que usei muito lá pelos idos 2008 ou 9. Não posso precisar a data mas posso comprovar que o aparelho é do tempo do Orkut, tem 3 letras em cada tecla e funciona com aquela canetinha, lembram? Hahahahaha
Assim, com celular sem internet, do tempo que poucos sabiam o que era wi-fi, inclusive o próprio (celular), claro que eu tenho créditos, franquia intacta! 
Liguei pra Light, a atendente com um forte sotaque nordestino e sem nenhuma paciência me pede código do cliente, CPF do titular da conta. Gente, não tinha a luz, a conta de luz não era minha, chovia pra caramba como assim, código do cliente?! Fiquei como ela sem paciência, claro! Informo a ela que o fio está fagulhando na calçada e ela insiste em código do cliente, CPF e cacete A4. Fico como ela sem paciência. Consigo achar e ela me tranquiliza prometendo prioridade.
Entro em casa a pensar . Duas horas depois, a chuva havia parado e voltado a cair várias vezes. Ligo pra Light de novo e uma atendente gentil me informa que não vai demorar. Fico satisfeita por saber que ninguém vai ser eletrocutado ali ao lado do meu portão, agradeço, desligo e ouço um barulho seco, abafado. Pensei: Pronto! A vizinha caiu e bateu com a cabeça... Antes que chegasse à porta, ouço gritos (sim, de novo) só que muitos mais, bem mais altos e diferente:
- Fogo! Tá pegando fogo! Rozziiiiiiiiiiiiiiiiiiiii !!!!!
Paro à porta pensando rapidamente o que vou levar de casa antes que o fogo chegue nela e, antes de me decidir pelo notebook, câmera e a Nina, descubro que o fogo é na rua. Um bonito Renault Logan, novo, prata tinha chamas dentro. Pensei que era do vizinho, pensei que com um extintor poderia-se debelar as chamas. Mas o pessoal achou melhor ligar para o bombeiro e ficar olhando. Pergunto:
- Será que vai explodir o tanque de gasolina?
Alguém responde:
-Vai.
Vou pra casa, o calor está vindo aqui. Claro que eu lembrei daquelas cenas de filmes e novelas e já me via voando pelos ares.
Chega o bombeiro e seus dois caminhões, apagam o fogo, tiram fotos. Chega a PM e duas viaturas, tiram fotos. Chega mais PM em dois camburões, conversam. Chega a Civil e quatro viaturas e a Light não chegou. A Civil também tira fotos, escreve, pergunta. A foto já sai no facebook numa página de notícias de Jacarepaguá. Chega um reboque e o motorista não tira fotos. Dentro do carro incendiado tem um corpo. Chega o rabecão, com dificuldade, tira do carro e leva embora o corpo. O reboque leva o que restou do carro. São quase duas da manhã, rápido para remoção mas acho demorado para uma emergência da Light. 
Na calçada o fio fagulhava. A chuva para e dessa vez parece que de vez.
Todos decidem dormir entre chocados com a violência (não é fácil ter um corpo carbonizado numa rua tão pacata de gente tão simples e comum que já está com medo do local virar ponto de desova) mais a decepção por não poder xeretar por mais notícias na internet....
Mandei um torpedo pro cliente da logo, lembram? Torpedo gente... Vamos combinar, né? Quem que manda torpedo hoje em dia? Eu, com o meu celular do tempo do Orkut porque o cliente não atendia. Bem feito pra ele, então. Vai ter que responder por torpedo! hahahaha
Na calçada, borra produzida pelo incêndio. Cada um pra suas casas cheios de histórias pra contar.
Cadê a Light? Então como numa cena bem produzida, vem subindo olimpicamente o carrinho da Light! Quase que a gente aplaudiu! O senhorio me dá a boa notícia que ao restabelecer-se a energia, a internet vai funcionar imediatamente. Ele também descarta a idéia do funcionário de remover as telhas de flandres da marquise para fazer o reparo, providencia uma escada imensa, colabora e finalmente, fez-se a luz! Mas a internet não veio. Como vou enviar o trabalho pro cliente? Na lan house. Gente eu nunca pisei numa lan house.

Nina agitada, não está acostumada à tanta confusão nem a me ver tanto tempo fora de casa. Ouve minha voz e mia, vou lá converso com ela faço um carinho ela dorme, eu saio e na volta encontro cocô fora da areia higiênica. Recado entendido. Entro e não saio mais. O sono não chega, a imagem da retirada do corpo não vai. Fico com medo, penso que o fantasma daquela pessoa vai morar ali no gramado. Vou demorar um bom tempo para passar naquele trecho da rua. Descubro que finalmente envelheci, pois que estou com essas coisas de um medo que só criança ou velho têm. Mas antes disso, vamos enviar o trabalho para o cliente que ele tem pressa.

14 de mar de 2017

VAMOS FALAR DE CARNAVAL

 

Carnaval essa coisa que todo mundo entende minuciosamente, até aqueles que não gostam, mais os que não participam. Tem gente que não sabe a diferença entre um pandeiro e tamborim mas se o assunto é  desfile de escola de samba, sabe tudo de carnaval. Assim, reduzindo a festa mais popular do estado do Rio, aos resultados que acontecem na Sapucaí (que raramente encontram concordância). Opiniões categóricas e firmes não obstante mudarem com as vitórias anunciadas na quarta-feira de cinzas.
 Como no futebol, todos têm um time ideal, uma tática mais apropriada, como todo mundo tem contratações melhores do que as feitas pelas escolas e logicamente, enredos melhores para apresentar. No reino encantado dos comentários tudo é muito fácil!
Aprendi isso nas redes sociais.

Gente dizendo que mestre Ciça estava velho e ultrapassado. Gente dizendo que Rosa Magalhães é “museu”, ultrapassada e velha. Gente que diz estar Lucinha Nobre antiquada e lenta precisando de novidades coreográficas.  Gente que dizia que a Portela não voltaria a ser campeã enquanto trabalhasse enredos que falassem dela mesma e água e rio e Clara e Baluartes.
Entendo que haja uma turma com certa ansiedade de vir a ocupar os espaço ocupado por esses nomes que se consagraram e seguem construindo ativamente a história dessa manifestação cultural. Percebo que há ignorância também, desconhecimento do contexto histórico de como se construíram os desfiles para não dizer que há muito pouco caso e um tremendo desrespeito.

Existe uma dificuldade imensa em transformar os fatos em experiência, vivência. Por exemplo, quando Paulo Barros foi contratado pela Portela notei, por parte dos verdadeiros portelenses, a expectativa e curiosidade do que poderia gerar esse “casamento”, por outo lado, notamos a satisfação no sorrisinho de lado e piadinhas daqueles que acreditavam ou tinham que acreditar que isso não poderia dar certo. Pensamentos que alimentam os veículos noticiosos que sobrevivem de cliques, onde a verdade das notícias são menos importantes quem e os anúncios empurrados olhos adentro do leitor. O povo quer é falar!

Se Paulo Barros não permaneceu na escola, qualquer alternativa foi desprezada e passou a ser por culpa da incompetência da escola em mantê-lo. Como se coubesse à direção da agremiação sequestrar o profissional e mantê-lo ali em cativeiro.
Se Rosa Magalhães vem para a Portela, é um retorno ao passado com uma “museóloga” (termo que li nas redes) que vai alimentar a cafonice portelense. Cadê o poder de analisar todo um caminho de um que parte e trajetória de outro que chega? Cadê o respeito ao talento, feitos históricos? Cadê o amor pela agremiação que faz com que se respeite características e tradições? O amor que faz calar quando o que se acha que se tem a dizer não é construtivo? Complicado.

Mestre Ciça, o “velho e ultrapassado”, depois de duas experiências vitoriosas na União da Ilha, recebe propostas de outras co-irmãs e decide ficar onde fez discípulos, amigos no seu  segmento.

Tudo no carnaval é feito com dinheiro, mas as decisões dos seus componentes não são regidas apenas por esse parâmetro.

Lucinha Nobre fará bonito porque ela é dessas. Está comprando um desafio como todos que trabalham no carnaval e prestam uma espécie de vestibular a cada ano, onde as notas obtidas não significam nada frente às novas que precisa-se conquistar. Ninguém vai para uma escola como a Portela desejando "fazer ruim".

Rosa se declarou feliz por retornar à Portela e eu espero que ela exerça toda essa felicidade aliada à sua capacidade e talento para tornar nosso carnaval mais feliz. Não esqueço seu primeiro campeonato pelo Império Serrano transformando o enredo do Pamplona de “Praça XI, Candelária e Sapecaí”   para “Bum-Bum Paticumbum Prugurundum. E quem esquece? Um monte de gente, que além de esquecer ou não procurar conhecer insiste em desrespeitar. Logo o samba, cultura que se criou e permaneceu lutando e respirando respeito.

27 de fev de 2017

NÃO DÁ PRA CONFIAR NO IMPONDERÁVEL, NEM NO PODER


Sou muito respeitosa com as instituições exatamente porque sou passional entendedora que o mesmo coração que bate aqui bate em todos e tudo o que vive por isso ninguém está isento da paixão e nem todos sabem distinguir opinião de crítica; observação de julgamento.
Ontem após o acidente pavoroso de proporções dramáticas, as primeiras palavras que ouvi foram sobre o excesso de pessoas nas laterais da avenida durante as apresentações das escolas. Certo. Mas culpar as vítimas pelo desastre que sofreram é complicado. As vítimas mais graves estavam trabalhando. Todas as nossas orações e/ou vibrações positivas por todos os envolvidos e que os responsáveis pela realização do evento, principalmente das escolas de samba tenham discernimento na distribuição de camisas de diretoria.
Acidentes podem acontecer a qualquer momento em qualquer lugar, quem produz eventos tem a obrigação de não perder isso de vista e conduzir as providencias de modo a minimizar o que pode acontecer por menos que aconteça porque sempre poderia ser pior não se pode confiar no imponderável.
Confesso me sentir aliviada por não estar no Setor 1 na hora em que aconteceu, mas me sinto em choque por ter acontecido. Meu entusiasmo nublou.

BEIJA FLOR REINVENTANDO A RODA...

Beija Flor retoma a simplicidade e tenta reinventar a roda, desconstruindo o que enxertou na competição há tempos e fez com que se tornasse a deusa da passarela, mas dessa vez, sinto que o apatetamento da primeira inovação deu lugar a um nó na cabeça do povo e dos jurados. 
Legal essa idéia de ópera mas eu já achava que os desfiles eram um tipo de ópera. Contudo, do que eu vi, foi o que mais gostei. Lamentando não ter visto a Imperatriz que veio com um tema que muito me interessa. Carnaval e crítica social tem tudo a ver, embora me pareça que nos tornamos pessoas com dificuldade de interpretar, nem por isso as denúncias devem deixar de ser feitas e com samba é bem melhor.

ORAÇÃO PORTELENSE DA SAPUCAÍ


Minha nossa senhora da light e santa do led, que todas as lâmpadas se acendam corretamente.
Santa Maria velocímetro, que a velocidade seja perfeita.
Nossa senhora do paticumbum, ique tenha se encerrado a quizila com a nossa bateria.
Santa Catarina da harmonia, proteja nossa evolução.
São Genaro dos adereços, que não caia nada no chão.
Nossa senhora dos estandartes, protetora dos casais, não peço nada demais, só 40 pontos !
Santa protetora dos queijos, que nenhum fique vazio.
Nossa senhora dos destaques, que nenhum tenha medo do carvalhão.
Santa animação pilhe a platéia pra nôs do 1 ao 13. Protegei-nos da cabine dupla, dos erros de interpretação,amem

24 de fev de 2017

A RESISTÊNCIA IMPERIANA EM DESFILE

Não tenho grande expectativa quanto à ascensão do Império Serrano ao grupo especial neste ano, o que não significa que não estarei na avenida com "sangue nos olhos"!
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Se acontecer e, queremos que aconteça porque ninguém desfila pra perder, Vai ser uma imensa e excelente surpresa!
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É que eu nem sei qual e o patamar hoje do Império. Se o Acesso é pouco pra ele, o Especial nada tem a ver com ele.
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Quando imperianos falam de resistência, eles estão indo muito além de tempo de exposição na mídia e dinheiro para fazer o carnaval.
Quando a escola tiver uma gestão que entenda isso e bote banca, além das palavras, com projetos, o Império Serrano promoverá uma revolução no carnaval porque no fundo, ela já existe dentro de cada coração verde e branco.
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No Especial ainda pode acontecer que a singeleza, o artesanal de panos e planos executado com o capricho de bordadeiras roubem a cena e "belisque" o prêmio principal, mas eu não vejo no Acesso isso acontecer.
Se não me engano, podem me corrigir, em 2015, Império Serrano veio com uma comissão de frente, remontando as tradicionais dos antigos desfiles.
Os membros traziam uma capa, cada uma, por dentro, com uma foto de baluarte que era exibida em certos momentos da coreografia e eu chorei de emoção e beleza. No entanto, essa comissão perdeu ponto, muitos pontos.
Como já é difícil acompanhar o resultado do G-A, imagina ter acesso às justificativas desse grupo? Logo, nunca soube porquê aquela "carnificina" num segmento com elemento do mais significativo do nosso carnaval. E ouvi gente especializada dizer que, não subindo naquela oportunidade, ficaria difícil dali pra frente, pois o desfile estava impecável.
Estão todos viciados nas tendências. J-30 introduzindo o luxo nos desfiles, não o fez em detrimento das raízes e origens, talvez por isso ele tenha sido gênio, o luxo não era a principal mensagem dos seus desfiles, apenas um meio de pulverizá-la com mais eficiência, numa escola que se sustenta pela comunidade que tem, numa época quando poderosos e ricos não eram questionados.
Os meios de comunicação perderam sua função e hoje são canais de vendas, ainda que isso deturpe culturalmente o caráter de toda uma nação.
Divulgam do carnaval apenas o que interessa a eles e o que interessa a eles é o que lhes rendem lucros. Certamente, nunca se interessarão em fazer um cobertura decente dos desfiles, porque teriam que trocar os seus assalariados por especialistas. Porque trazem os valores do primeiro reinado que brasileiro gosta de bunda de fora, cachaça e furdúncio, fingindo ignorar as horas de trabalho escravo e, oferecem isso para evitar que as senzalas se esvaziem.
- Deixa, deixa eles dançarem e tocarem esses tambores no quintal
Imagina se vão "perder" ainda mais tempo com o Acesso carioca, se já não têm como dividir o tempo do seus anunciantes com o Especial...
Quando a gente fala sobre a resistência imperiana, não estamos falando de uma escola que só não está no Grupo Especial porque não tem dinheiro para desfilar no padrão luxuoso e custoso (tecnologicamente) das co-irmãs-ricas, a gente está falando de Resistência, um dos componentes daquele sangue que irriga jovens gerações que torcem por agremiações que jamais viram ser campeãs.
Enquanto isso, segue o leilão, o modismo, a alienação de quem entende samba como mercadoria e não como cultura, a ignorância implantada de que qualquer coisa estrangeira que não seja cultura brasileira, e por isso mesmo, é mas aceitável que qualquer carnaval ou samba.
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Tem continuação, mas agora vou ali pegar minha fantasia imperiana!

22 de fev de 2017

Alguns jamais entenderão


Alguns jamais entenderão.
Peguei hoje a fantasia com a qual desfilarei na Portela. E aí acontece que todas as dificuldades, sufocos, complicações, transtornos se desvaneceram. Tudo valeu a pena, é a sensação que se tem quando algo que se faz parte começa a se concretizar. Tá bem bonita e isso é um quê a mais.

Aqueles que não valorizam isso (carnaval, cultura, samba, alegria do povo) talvez possam compreender um tanto, se no lugar da fantasia para um desfile numa agremiação muito amada, admirada, colocar-se o período de férias, a viagem tão desejada, algo que faça bem.Tem gente que pra ser feliz precisa de um diamante, uma viagem ao exterior, um casamento outros precisam de bem menos. Uma questão de possibilidades alcançáveis.
Algumas pessoas podem fazer planos para passeios, viagens, shoppings, outras não. 
Algumas pessoas são convidadas para desfilar em escolas, outras não. 
Criticar o desfilante é uma maldade sem tamanho, um julgamento de valor sem conhecimento e sem empatia daquilo que todo ser humano precisa ter: diversão.

Não há de se pensar que as pessoas mais humildes acostumadas aos sacrifícios, pequenos espaços e tudo mais derivado da ausência de dinheiro não tenha direito ao lazer ou, que seja idiota ou alienada porque gostam de desfilar no carnaval. 
Quem é alienado e/ou idiota é por outros motivos não por esse seu gosto e necessidade. Muita gente boa que malha o carnaval é alienada e idiota... :/

Como componente da comunidade eu só desfilo na Portela e no Império Serrano (e isso começou como terapia), por não ser uma coisa fácil, são minhas escolas de coração, só elas merecem o sacrifício de 2 ensaios duas vezes por semana com tudo o que isso envolve, inclusive o nó que se precisa desfazer nas agendas, a disposição que precisa se tirar sabe-se lá de onde naqueles dias que a gente "não tá podendo". Em outras desfilaria com a tranquilidade de uma ala comercial, ou de um convite, ou de uma fantasia ganha. Mas... Quem sou eu na fila do pão doce?
Ano passado foi tudo muito leve e divertido, esse ano, a ala de outros carnavais desfeita e, estando numa ala de marcação, foi bem menos divertido... Ensaios longe, em dias diferenciados, sem bateria, sem a galera dos anos anteriores e amigos de sempre. Mas aí, que como eu moro sozinha e trabalho em casa, o meu lar não é um ambiente necessariamente de descanso, como da maioria das pessoas que chegando do trabalho deixam os problemas do lado de fora e relaxam. Trabalho duro, mais de 14 horas por dia, seja executando tarefas, seja procurando tarefas remuneradas, logo, quando tenho uma ocupação esquento a cabeça desenvolvendo-a, quando não tenho, esquento a cabeça procurando por ela (a ocupação remunerada). Sair duas vezes por semana para algo que possa me divertir - ainda que inclua responsabilidade - que me permite conhecer novas pessoas é um refrigério, sim. Não gosto de shopping, ir ao ensaio me custa menos do que ir ao cinema, por exemplo.
Eu vejo algumas pessoas julgando as outras numa caretice medonha. Gente que tem outros programas no feriado carnavalesco acha que pode desqualificar a diversão dos foliões... "Mandam mal".

Até surgiu no facebook, a campanha contra o álcool no carnaval. Sim, eu sei que muita gente só colou porque não bebe e achou diferenciado. ok, ok. Vamos pensar: Será mesmo que o cara que bebe no natal, no ano novo, no domingo, na sexta ou todo dia não vai beber no carnaval?

E a pessoa que não bebe o ano todo, colando no mural vai arrumar o quê? 
Um "se dirigir não beba" tá mais do que bom, no mais, cada um com o seu cada qual sem inventar campanhas para constranger o biricutico social alheio, porque a cerveja não está barata mas custa bem menos que o "escote" e vinhos. 
E aquela água mineral das geleiras de onde ninguém nunca pisou? Como que conseguem essa tal água, não faço idéia, mas pense que pode ter xixi de urso polar nela...  :)

8 de fev de 2017

NINGUÉM REFLETE, TODOS JULGAM. ATÉ O QUE NÃO CONHECEM

O caso da passista Janna expulsa da sua escola pelo presidente é um material para fartas reflexões que, inclusive, extrapolam o ambiente das escolas quando lemos tantos comentários - na verdade julgamentos e essa é uma das reflexões, como as pessoas estão prontas para julgar a atitude descrita nem sempre de forma consistente na web. É que para condenar uma pessoa, é preciso muito mais e não vou me estender para evitar um texto muito mais longo

No caso especificamente, quando li, a primeira dúvida que tive foi se no show da apresentação da escola não foi incluindo no elenco nenhum diretor de harmonia para fazer a proteção do estandarte, dar suporte à porta bandeira e ao mestre sala, praxe das escolas em nas quadras e na avenida. Produtor faz falta. Essa é uma outra reflexão, produtor, coordenador de evento, principalmente com conhecimento cultural do samba faz muita falta, venho observando isso já faz um tempo.

Não planejo julgar (ou tornar público o meu pensamento) se a decisão do presidente foi acertada ou não. Quem sou eu na fila desse pão de queijo? Nem vou contra aqueles que vociferam "desrespeito", por alguns motivos mas o que importa é que analisando-se sobre toda a ótica da representatividade e das normas envolvendo os estandartes que representam as escolas, foi uma falta grave, no entanto é preciso dizer que falta grave e acusação desrespeito são coisas diferentes e há o que se analisar tanto em uma quanto em outra dessas duas coisas.

Sim, pessoal, existem normas que regem a condução, guarnição, tratamento e tudo relativo ao estandarte, existem pessoas que estudam para aprender a exercer essa função, existem pessoas que ensinam diretores de harmonia os procedimentos. E num momento em que as escolas de samba não têm aquela convivência de antigamente com a comunidade que hoje tem outros interesses e outras diversões que não somente os terreiros, em nome da profissionalização que os desfiles de carnaval passaram a exigir, deveria o ensino das tradições, da importância e função dos segmentos serem ensinados aos componentes, se não a todos, pelo menos a esses que representam oficialmente as escolas em shows.

Três coisas eu ouvi de Dona Dodô e nunca esqueci: A primeira que eu era muito baixinha para desfilar na Ala das Damas da qual era ela a responsável :( , fato que me deixou com medo da Portela até chegar àquela idade que a gente não tem mais medo de nada porque ou faz ou vai viver o arrependimento de nunca ter tentado fazer. 
A outra foi que não se beija a bandeira estando de bermuda ou shorts ou qualquer outro traje inadequado (daí entendi a importância do harmonia que direciona a porta bandeira para levar o pavilhão até as pessoas que o reverenciarão e o quanto ele tem de ter conhecimento do seu riscado) e por fim, a terceira, que nunca se encosta o "bico" na bandeira, coloca-se a mão e beija a própria mão - para não sujar o tecido e também por questão de higiene, né?

Mas quantas pessoas, na qualidade de amantes, apreciadoras, frequentadoras, componentes puderam ter a sorte de ouvir coisas assim? Mas que esses conceitos devem ser ensinados, eu não tenho dúvida. Principalmente quando vemos em várias ocasiões modelos nuas ou semi, enroladas em "suas" bandeiras em ensaios fotográficos...

4 de fev de 2017

DE MANGUEIRA À MADUREIRA

Sexta-feira, 04 de fevereiro, uma noite quente à beça. Tia Surica recebeu das mãos de Regina Celi, presidente do Salgueiro a faixa de Matriarca da Portela. Era um desejo antigo do seu filho do coração o falecido presidente da Portela Marcos Falcon. Ela estava feliz tanto quanto emocionada e eu fiquei muito feliz de vê-la assim. Aos poucos os desejos do falecido presidente, vão sendo realizados pela Portela que em à frente Luis Carlos Magalhães. A águia mais imponente, maior, mais iluminada substituiu a anterior, uma bossa inventada por ele que era apaixonado por águias e colocou uma na entrada e outra na parte interna da quadra. Que possamos ver realizar-se o seu desejo master e todos os portelenses um campeonato, a 22a estrela a brilhar no pavilhão de Madureira...

O atual presidente da agremiação contou a liga
ção da presidente do Salgueiro com a azul e branca de Oswaldo Cruz, mas confesso que não compreendi, o som apesar de alto não era claro, mas eu sei que Tia Surica ama Regina e a recíproca é verdadeira, no mais me informo depois.
Antes disso, Tia Surica esteve na apresentação da nova diretoria do Museu do Samba, onde funcionava o antigo Centro Cultural Cartola, Nilcemar Nogueira, a antiga diretora executiva, apresentou sua substituta, Nilcéa Freire, agora que ela ocupa o cargo de Secretária Municipal de Cultura.  É impressionante como o Centro Cultural rapidamente se tornou "antigo", Nilcemar é vertiginosa, da criação do Centro Cultural, capitaneou a criação do Museu do Samba num espaço bem pequeno de tempo considerando-se o vulto e a importância das duas iniciativas. A foto foi tirada bem no início do evento que ficou bastante cheio com presenças daqueles que mais do que falar de cultura-sambística-afro-brasileira praticam-na.

Voltando à Tia Surica, tietada por gente bamba, fico pasma com sua vitalidade, até hoje não consigo acompanhar seu pique e vai ficando cada vez mais difícil à medida que eu envelheço e ela não tem essa intenção. Saímos um pouco às pressas e muito à francesa, direto pra Madureira onde a faixa esperava a nossa Matriarca, mas tive tempo de ouvir o discurso de Nilcemar que será uma postagem à parte, pois que é muito conteúdo ara apenas uma notícia...

PENSAR DÓI

Eu não queria ser essa pessoa que enxerga através das paredes, que percebe por detrás das palavras, que sente o atrás dos olhos, que decifra subliminaridades. 
Eu queria ser como o porteiro do prédio, por exemplo, aquele que cumpre ordens.
Pensar dói, perceber me destrói e eu sei, vocês só amam aquela que por tanto pensar, pra não chorar, sorri...

27 de jan de 2017

Vamos falar do vacilo da Segurança Pública ao permitir a proteção dos bandidos às comunidades, antigas favelas?

Nasci e me criei em Jacarepaguá. Por um bom tempo não me adaptei viver em outro bairro, foi mais fácil acostumar-me com outro país. Eu gostava das longas e intensas sombras ao longo das ruas que nos protegiam. Eu amava acordar ouvindo sons incríveis, sentindo cheiros inacreditáveis. Era bom reconhecer os rostos de quem eu encontrava na rua.
Minha mãe trabalhava no Centro, o que o nativo de Jacarepaguá chama de "cidade", como se ele vivesse em outra cidade, estado, planeta - daí comecei a dizer que Jacarepaguá é capital da província de Nárnia. Minha mãe trabalhava no Centro da cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente no Estácio, então, ela tomava o 241 (antes era o 267 que oferecia uma excursão suburbana) e saltava na Cidade Nova, entrava ali ao lado de onde depois, construíram o Piranhão, antes era só a zona, mesmo.
O ônibus 241 um dia foi uma novidade que ligava, através dessa auto-estrada, Jacarepaguá ao restante do Rio. Ela começa na Freguesia que é um sub-bairro de Jacarepaguá e termina no Grajaú/Vila Isabel, ali pertinho do "Clube da Light".
Ir com a minha mãe ao trabalho foi o primeiro contato consciente que tive com favelas. Porque no alto da auto-estrada vislumbrava-se aquelas moradias que chamavam de barracos. Que eu lembre, de favela no bairro tínhamos à época, Rio das Pedras que logo se mudou para Barra, Gardênia Azul possuía até umas palafitas de madeira, mas como um tio meu morava lá, eu não entendia que era favela, pois que ninguém nomeava assim, eram terras do Linifício Leslie cedidas aos seus funcionários. No Jardim Clarice acontecia o mesmo com os imensos quintais usados pelas famílias dos trabalhadores na fábrica da Antárctica (cervejaria), mas isso eu já conheci depois de crescidinha. Tinha a cidade de Deus também, inclusive, minha explicadora de Matemática ficava lá e como não conhecia barraco na CDD, na minha mente de criança o conceito da época de favela não se formalizava.
Na Praça Seca já havia surgido algumas favelas como a Chacrinha e Bateau Mouche mas elas não eram vistas por quem passava de ônibus pela Cândido Benício que tinha um trecho chamado Mato Alto que ia até o Ipase e onde hoje está a Vila Olímpica local e na parte onde o mato era alto, vem descendo o morro e chegando à rua um apinhado de casinhas que antigamente se chamavam barracos. Aquelas favelas antes não vistas chegam atualmente ao asfalto. 
Ainda assim, na quele tempo nem tão distante, ficávamos sabendo de como o "dono do morro" tinha atirado em mãos e pés de "pivetes" que roubaram relógios dos motoristas em carros parados no sinal, ou aplicado uma coça nos que roubavam bolsa de mulher, botijões de gás nos quintais adjacentes e do justiçamento aplicado naqueles que roubavam mais pesadamente nas imediações.
Então, subindo a Auto estrada Grajaú-Jacarepaguá, víamos um aglomerado de casas, casinhas, casebres, barracos. A uma certa altura, os moradores dessas favelas (era o nome da época que confesso acho muito mais bonito que "comunidade") começaram a entrar pela porta da frente do ônibus, posto que, havia um trocador que ficava na parte de trás do coletivo ao qual devíamos pagar a passagem. Foram delimitados pontos ao longo dessa via onde não se pagava a passagem e as pessoas entravam quase sempre aos grupos, aglomeravam-se na ali na entrada, próximo ao motorista e iam descendo onde tinham que descer. Sobre essa prática comentava-se na época que era um acordo com os bandidos locais a fim de garantir que os ônibus que trafegavam por ali e seus passageiros não fossem assaltados, uma coisa que acontecia muito nesses anos 70/80 e na Grajaú-Jacarepaguá acontece até hoje.
E era assim em vários locais onde havia comunidades, os bandidos "zelavam" pela ordem nos acessos próximos aos seus "domínios", dizia o povo que a fim de evitar investidas da polícia, de modo a não atrapalhar o seu comércio de "entorpecentes" - que era assim que se chamavam as drogas

Então você está lendo esse texto e deve estar se perguntado: "E o quico"? (E o quico = E o quicotenho com isso)
É que ainda não entendi, nem entrou na minha cabeça que bandidos, ladrões foram esses que assaltaram a quadra do Império Serrano, roubando funcionários que trabalham para o carnaval da escola... Escola de samba, fruto da vivência das pessoas em comunidade, Império Serrano, representatividade de uma comunidade com uma história linda, assaltada! Nem sei o que penso. Quando souber eu volto.

3 de jan de 2017

Vamos falar de tudo misturado?


Essa frase de Dona Dodô me lembra muito o que diz a Selminha Sorriso da Beija, que ela faz com alegria, não sabe se é a melhor no ofício (de porta bandeira) mas faz o melhor que pode. 
Talvez não haja outro caminho para o sucesso que não seja fazer com amor para que se possa ter dedicação plena e tornar leve todo o processo de trabalho que sempre será exaustivo, principalmente para quem faz com um objetivo qualquer, por exemplo, sucesso pelo sucesso ou apenas dinheiro. 

Pessoas que se dedicam a um ofício por amor, com amor acabam por fazer sucesso, compreendendo bem que sucesso é diferente de fama.  Às vezes eu penso que o exercício de um ofício por amor e a dedicação que acarreta, transcende e tanto que projeta o resultado para um patamar que só poderão ser reconhecidos em plenitude no futuro, exigindo evolução da sensibilidade para que o valorize (o resultado). 
Sim, pensei em Van Gogh ao elaborar esse pensamento existem vários gênios incompreendidos na sua época cujas obras, pensamentos, teorias só foram compreendidas algum tempo depois e valorizadas muito posteriormente.

Certamente no nosso país há pelo menos centenas de artistas dos mais variados segmentos de arte e cultura popular que não recebem o devido reconhecimento porque somos educados dentro dessa coisa de cultura de massa que nem sempre nos representa por ter seu conteúdo destacado e adaptado ao que marqueteiros e indústrias chamam de mercado. Resultando numa divulgação maciça de produtos híbridos onde a essência não é o que encanta mas o que nos cega e ensurdece. 

A sensibilidade é um atributo natural que pode ser desenvolvido e até mesmo adquirido através da educação e cultura. Dificilmente uma pessoa sensível aceitaria determinados "produtos artísticos" impostos goela abaixo da população. A nossa insistência em rotular chamou aqueles que tiveram oportunidade de estudar, muitas vezes aprimorando seu nível de sensibilidade, de intelectuais. 

Pensando que no início do Brasil, para se estudar precisava-se se deslocar para a Europa, podemos entender porque essa oportunidade era exclusiva dos endinheirados (recuso-me a chamar de "elite") e podemos compreender ainda porque nunca foram realizados esforços efetivos para que a população como um todo pudesse se desenvolver intelectualmente através do estudo acadêmico. 

A ditadura da ignorância não pode ser negada, analisando-se que às mulheres foi negado durante séculos o direito de se escolarizar, logo, é fazer "ouvidos de mercador" não se assumir que sempre fomos manipulados para que nos mantivéssemos no nosso local de colonizados, miscigenados, selvagens, pouco mais que animais,  incompetentes para decidirmos nosso presente e futuro seja através de escolhas seja através das leis.

Concordar com essa estrutura e modo sempre praticado no nosso país, para mim é ser de direita.  Direita é a manutenção do estabelecido e para qualquer brasileiro não rico  e vivenciando o dia-a-dia dos que ganham salário mínimo é simplesmente inaceitável. 

- O que é ganhar um salário mínimo? 
É ter dinheiro recebido por muitas horas de trabalho mais algumas de transporte que não é suficiente para o mínimo necessário a um ser humano urbano ou rural. 
É ter a sensação térmica de 56 graus sem direito ao ar condicionado. 
É quando se consegue ir a um médico e ser atendido, não ter como comprar a medicação ou praticar os hábitos de vida indicados pelo médico. 
É não ter moradia adequada em lugar digno. 
É ver os endinheirados (não quero dizer elite), políticos indiferentes ao sofrimento da falta de qualidade de vida, quando não, sorrindo com escárnio e deboche de uma situação que passa bem longe deles. Hábito, aliás, que tem sua raiz na monarquia, um tipo de governo em que pessoas por pertencerem a uma determinada família já nascem prontas para governar, decidir tudo o que será feito com o dinheiro que nunca fizeram nada para ganhar. 

No Brasil, fora os nobres que vieram de Portugal fugindo de Napoleão, tivemos aqueles compraram títulos de nobreza. O Brasil tem esse período tão, digamos engraçado! Bastava empoar a cara de um negro para ele ser branco, bastava um qualquer que conseguisse sua fortuna comprar seu título de nobreza e voilá, se tornava nobre...

No o Brasil o que se tem  de mais parecido com democracia, foi o direito de poder escolher quem vai gastar o nosso dinheiro. Mecanismos nobres da Constituição visando  proteger a divergência de idéias aos poucos foram e continuam mais que nunca sendo adaptados como meios de proteger esses que se aboletam no poder descobrindo formas de se apropriarem de cada vez mais, mais, muito mais do nosso dinheiro. 

- Mas não escolhemos nossos políticos?
Parece que sim, mas se pensarmos na forma como esses chegam ao nosso conhecimento, se avaliarmos as dimensões intercontinentais do país, concluiremos que não.

- Ah, mas o assunto não era trabalhar com amor a própria arte?
Verdade! No entanto, da mesma forma que não temos acesso às informações de todos os políticos que se candidatam, não conseguimos ter conhecimento de tantos artistas que fazem bem o seu trabalho. 
Aí entra uma coisa chamada mídia. Mídia é um instrumento composto de vários elementos que têm a capacidade de penetração em grande escala nas populações para disseminar informações. Isso antes de ser propaganda quem é uma informação nem sempre verdadeira que serve para que os donos da mídia angariem dinheiro com ela (a mídia). A mídia no princípio do Brasil era o "boca-a-boca" e os panfletos escritos à mão (lembrem de quem podia aprender e sabia escrever). 

Depois vieram os periódicos confeccionados letra por letra com os clichês. 
Calma! Clichê ainda não era uma coisa vulgarmente dita por qualquer um e repetida por todo mundo. Era uma peça de metal, acho que de chumbo que feito um carimbo imprimia as palavras no jornal que na época deveria ter uma tiragem muito limitada, haja vista o quanto da população podia lê-lo. Assim, podemos também imaginar quem tinha acesso a informação e por conseguinte, tinha direito a ter opinião.
Todo esse furndúncio de palavras alteram o conteúdo sem modificar o rótulo. Jornalista não é mais o profissional que escreve em jornal, e nem todos que escrevem em veículos de informação são jornalistas. Jornalista a princípio tinha o dever de verificar fontes, pesquisar fatos para não passar informações inverídicas. 



Mas o importante é que ainda temos muita gente que exerce o seu ofício ou arte com amor e até por amor, talvez tenhamos até políticos fazendo isso, pena que na política não há tempo de um reconhecimento efetivo tardio. Podemos até reconhecer mas adianta de quê? Fica para história e nem todos sobrevivem a ela.
Parar por aqui que virou textão. Há um tempo eu comentei que gostaria de ter um local que explicasse política de forma que qualquer um pudesse entender e muitos tinham essa mesma necessidade, aproveitei para dar a minha contribuição, uma pena que misturado com talento, sucesso e arte, mas são coisas da inspiração ou quem  sabe do desespero?