1 de dez de 2014

PORTELA

Era exatamente meia-noite quando o locutor parabenizou todos os presentes pelo Dia Nacional do Samba, bem na hora de a penúltima Escola da noite, a Portela, se apresentar.
Sim, o dia 1o de dezembro tinha-se ido. A União da Ilha se retirava do palco após uma excelente apresentação do seu samba para 2015, Ito Melodia, havia acabado de exercer todo o seu talento de intérprete, mas ainda havia algo de muito especial por acontecer.
Não sei exatamente como, no conta-gotas seleto de público presente, entra na área uma amostra da comunidade portelense. Aguerridos, possuídos, entoando o novo hino da agremiação de Oswaldo Cruz/Madureira a plenos pulmões, como se o soubesse desde sempre, sacudindo bandeiras como se estivessem no Setor 1.
Em pouco tempo o entusiasmo dos cariocas de Madureira, contagiaram a todos, não deu pra ninguém ficar parado.
Muito bonito de ver e, quem gosta de samba apreciou independentemente da bandeira de seu coração.
No palco, os compositores, Noca e parceiros; os intérpretes Wantuir e Wander Pires, Daniele Nascimento e Alex, mais a legendária Wilma - o Cisne da Passarela; a eterna pastora Tia Surica, o grande e tranquilo mestre Monarco. Serginho Procópio, o presidente sambista da Agremiação, que foram como as demais escolas acompanhados pela bateria da Escola campeã de 2014, a Unidos da Tijuca.
Entra a rainha de bateria Patricia Nery, um caso talvez único, de possessão sambística dentre as rainhas,convocando, exortando,animando, cumprimentando e sambando.
Era a Portela, eram capítulos de histórias, passado de glória e muito ânimo,entusiasmo, esperança e fé no futuro que está chegando.
Na Cidade do Samba o Natal só vem primeiro que o carnaval no calendário.

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