8 de ago de 2015

POR EXEMPLO


Durante anos mantive que não tinha pai. Até hoje acho que não tenho. Durante a infância era a incompreensão do não entendimento, na adolescência o entendimento me revoltava, afinal eu tinha dois, como poderia não ter nenhum?
Por fim, todos os demais pais que diziam serem meus, incluindo as mães, se foram. Restou o biológico, que não cuidou de mim, nem da gente. Não me deu direito a herança, permitiu que eu aprendesse pelas ausências e indiferenças.
Mas se me deixou essa genética de ser gorducha, cara redonda e solitária por natureza, deu-me também o gosto pelo samba, sobrancelhas eternamente feitas, covinhas marcantes e o sorriso que todos elogiam. É o suficiente para amanhã eu estar com ele, mostrar-lhe que aprendi o que ele certamente não sabia para nos ensinar. Ainda que tenha tido oportunidades e se recsou a aprender.
A vida é um dia depois do outro e me surgiu de algum lugar. Na falta de consideração, respeito ou amor (que para mim é tudo uma coisa só) devemos fazê-los os melhores dias possíveis. Se não tenho bom exemplo, tive que ser um exemplo de alguma coisa boa que uma história ruim possa gerar. Vivi o suficiente para compreender finalmente que pirraça não constrói.
Feliz Dia dos País!!!

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