7 de out de 2012

DANDO NOME AO PAI

Quando o assunto é religião, descrevo-me como atéia, por não reconhecer deus da forma como o descrevem. Se o assunto é religiosidade sou crente fervorosa. Suponho que o grande lance da religião seja nos orientar para o caminho da igualdade, até que percebamos a fraternidade e possamos nos tornar irmãos. Para isso somos diferentes: para descobrirmos a igualdade de uma forma além dos discursos, longe dos "sepulcros caiados".

Acredito em deus e, para não confundi-lo com os genéricos de ocasião, a ele dou o nome de Vida, tenho uma virtual (talvez virtuosa) amiga que o chama de "deus de pelúcia". Ela crê nele assim porque assim o vê, porque com ela assim ele mora.
Dessa forma,  hoje, eu quero agradecer à Vida (podem entender como Deus) por ela estar comigo e ter sido pra mim do jeito que é.

Agradeço à Vida tudo o que ela me deu, principalmente as tristezas, decepções, bolas-fora, falsidades,  essas coisas tantas que me fizeram olhar pra fora, olhar pra cima e perceber que a luz se faz, alegria se vive e felicidade se constrói.

A alegria endinheirada em excesso,acaba por resultar num tédio de shopping que ressalta as diferenças. Porém tragédias só são excessivas quando focamos nelas - aprendi isso vendo as competições da paraolimpíadas esse ano. Talvez no futuro os atletas paraolímpicos tenham recordes superiores aos olímpicos... 

Eles não lutam apenas para vencer uma prova, eles lutam para se tornarem maiores que as suas limitações, enquanto a nossa sociedade só faz ver se as pessoas encaixam no modelo criado para as competições diárias que existem onde deveria existir apenas cooperação. 

Aprendi isso vendo os noticiários esportivos, então é fato!
"Gracias à la vida que me ha dado tanto"!

BOM DIA AINDA QUE SEJA DE TARDE.

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