6 de out de 2014

SEM TÍTULO

Poucos defendem o povo dos títulos de burro, incompetente, ignorante, como eu que por motivos óbvios defendo, decretando a morte da terceira pessoa nesses assuntos. 
Compreendo nosso passado índigena, desrespeitado, estuprado,expropriado. 
Nossa negritude  'diasporada', escandalizada, escravizada, desrespeitada, até tornar-se envergonhada. 
Nossa cultura européia extrativista, massacrante. De hipocrisia, de panos baixos e por baixo dos mesmos. 
Nossa monarquia atrapalhativa e atrapalhada. Nossa ditadura de atos feios, macabros, de terrorismos forjados. Nossos coronéis engravatados, perfumados, enguardanapados, bem pagos, motivados, empeachemados...

Nossa democracia compulsória. 
Nossa educação dilapidada com professores excomungados, crianças sem escolas, escolas sem condições de acolher crianças. 
Nossa saúde que tendo hospital não tem equipamentos, tendo equipamentos não tem quem os opere, não tendo quem os opere temos uma fila de desempregados. Com médicos desvalorizados, população enganda (lembram dos índios? Ouro pelos espelhos? Pois é...). 

Nossas crianças usadas como escudos, 'pretextuosos' e sementes para o retrocesso de uma educação humana igualitária. Nosso Estado laico de bancada repleta de religiosos arcaicos, onde a imagem e semelhança de deus são eles próprios e jamais os outros. Amando Deus, desprezando  os humanos.

Eu entendo e, assim defendo esse povo do qual jamais perdi a noção que dele faço parte. Esse povo que só quer ser feliz, que aprendeu um monte de bobagem, entre elas a cultura de levar vantagem.

Eu entendo a sede por mudança de estado e o medo da mudança de direito. 
Eu sei que uma vez colonizados, faz-nos falta a liderança, a liderança imbuída de senso comum, senso de justiça, de entendimento, envolta na mais completa ausência de preconceito. 

Percebo nosso lado subserviente e percebo aqueles que o atravessam usando a ponte da arrogância. 
Essa cidade partida que jamais se colará com perfeição.
Esse país partido pelo seu gigantismo. Essa política que era melhor declinar dos partidos que não se partem por sua ideologia mas entram em simbiose pela ambição do poder pelo poder. Que juntam seus minutos eleitorais para ter o prazer de chamar outros de nanicos.

Sou compreensiva e entendo, povo meu, meu povo e,  até eu,  contraditória tantas vezes, indo e vindo, afinal,  "São demais os perigos dessa vida", é muito excesso de informação, muito maior do que o tempo para que se possa verificar suas excessivas procedências e, eu não estudei pra isso,  aliás quem? Mas sonhar com mudança e ir de Collor? Bolsonaro? Clarissa? Feliciano ????!!

Olhe bem, veja só: Aí fica complicado qualquer defesa. Comportamento como diria meu avô de "mulher de malandro"...

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