30 de nov de 2008

AMADEUS

Revi Amadeus, o filme de Millos Forman. E foi como se tivesse sido pela primeira vez... Depois da sessão de cinema da tarde de ontem não consegui mais ficar feliz... Estou incomodada, apreensiva. Não se trata apenas dos ecos que porventura despertam no nosso coração a maldade, a inveja, o orgulho e conseguintemente o egoísmo. Não! Algo mais simples e complicado está naquele filme, naquela vida daquele gênio...

Fazemos sessões de cinema eventuais, como é um programa de quando a grana acaba, esse eventual está cada vez mais frequente. Comentamos depois, discutimos, não raro discordamos principalmente eu, que sempre vejo o que não está na fita... E depois deste antigo e premiado Amadeus não fui capaz de articular palavra porque a cabeça estava cheia de pensamentos que não se traduziam na forma como tinha visto o DVD, mas em algo que de repente pesou-me no coração...

Mais que a frieza nas articulações de Salieri, mas que seu egoísmo, inveja e equívoco religioso ao fazer o pacto com o Deus dele... Mas o que me espetou? A ingenuidade de Wolfie.
A abstração a qual a musica o levava que o incapacitava de ver qualquer sentimento que não fosse puro, bonito, só a beleza, a alegria de viver/ver a vida eram válidas.
O pai que Salzburgo usufruia da grana que ele pudesse ganhar, a mulher dependia desta mesma grana, grana essa que nunca aparecia, porque ele era genio e na ânsia de ser amado,dissipava em festas, roupas e alegria o que sabia, queriam dele...

from net log em Segunda, 22 Janeiro 2007 às 13:37

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