19 de dez de 2009

O TEMPO


Horário de Verão: Eu não gosto, mas entendo que é uma delícia para quem gosta. Entendo também que ele traz uma série de vantagens, só não acredito que realmente economize-se tanta energia, afinal, como ficam luzes públicas acesas ainda com dia claro! Mas é inegável que quando o horário de verão está em vigor, os dias parecem durar menos. Ou será que de uns tempos para cá, nosso dias realmente parecem mais curtos?! É tanta gente que encontro dizendo que não tem tempo! Até mesmo eu... E de tanto acreditarmos que não temos tempo, ficamos sem ele. Já pensaram na quantidade de pessoas que “perdemos” porque não temos tempo? Porque deixamos para depois aquela visita, aquele telefonema? Por que perdemos as pessoas? Claro que a nossa vida ficou cheia demais, as possibilidades de contato aumentaram tanto que acabamos por perder o maior dos contatos: O olho-no-olho, o riso, o abraço...


Quando passamos de ano no colégio perdemos alguns coleguinhas de classe. Quando terminamos a faculdade perdemos contato com muitos amigos da turma. Quando mudamos de emprego. Quando mudamos de casa. Quando mudamos de idade, de pensamentos, aquelas mudanças que não nos damos conta... Até dizemos: “Ih, como fulano mudou!” Será? Crescemos e mudamos nossos objetivos, amadurecemos e nos transformamos, nem sempre nos tornamos uma outra pessoa, ficamos apenas um pouquinho diferentes a cada dia que passa na nossa vida. Há mudanças que agregam, somam e unem. Há mudanças que se estivéssemos atentos não permitiríamos. Mas é um fato que o tempo passa, tudo muda, inclusive nós.


Há pessoas das quais nos perdemos sem querer, outras sem perceber. As pessoas estão sujeitas às mesmas mudanças que nós. Mas certos fatos e ocasiões nos remetem diretamente a algumas pessoas que eram tão queridas! Quando organizamos uma festa, quando vamos a algum lugar que tem “a cara daquele amigo”, quando lembramos da infância, do passado. Quando chega o Natal.


Uma das coisas que “embaçam” nosso natal é, não só cedermos aos apelos estritamente comerciais desta data, mas o número de pessoas que não temos mais como visitar ou convidar e as pessoas tão queridas que não tem como nos visitar também. É chato o número de cadeiras vazias numa reunião seja ela qual for e o Natal potencializa isso. No entanto decidi que toda e qualquer ausência por “frescura” seja da minha parte ou por parte do outro, este ano será eliminada! Como assim? Se eu lembrar de alguém eu vou ligar, eu não direi para mim mesma: “ah agora não. Vou fazer só essa coisinha primeiro e ligo depois”. Eu não vou pensar: “ah, fulano aquele dia me chateou, então não vou ligar pra ele, não”. Gente isso é frescura, é bobagem!


As pessoas mais simples carecem hoje de falta de tempo por morarem ou trabalharem longe, porque a vida está dura e difícil, então porque complicar ainda mais o que já está... complicado? Se eu sou uma pessoa atarefada e complicada verei nisso um ponto positivo: A minha presença já é uma surpresa, um presente! Se não for? Bem, aí passo para a página seguinte, pois minha parte já foi feita!


Nós brigamos muitas vezes por coisas idiotas, por uma herança, por um objeto, por um dinheiro, por coisas que não levaremos no nosso coração. Logo, não nos tornarão melhores e nem mais felizes... Por exemplo: Um carro faz bem? Claro que faz! Mas de nada adiantará se não tivermos onde ir com ele... Pior: Se onde vamos com ele não tiver um sorriso sincero, uma abraço amigo, uma alegria por nos verem chegar.


Somos atingidos por propagandas demais e acabamos por observar demais a vida alheia, acreditando que qualquer um é mais feliz que nós por questões supérfluas. Vivemos em sociedade para estarmos juntos e não para colocar nela valores que nos separam. Olhemos o dia, agradeçamos à vida e perceberemos o que realmente é necessário para a nossa felicidade. Veremos que é algo que temos ou que poderemos alcançar, veremos que a vida é um desafio e o maior deles é por a felicidade onde estamos, onde alcançamos. O restante o tempo vai corroer, de nós ficará tudo o que vivemos e tudo de nós que os outros vão recordar. Vamos fazer assim: Tentemos viver de modo que as pessoas fiquem “roxas” de saudades nossa e jamais possam dizer que não tem tempo pra nós!


F-E-L-I-Z  N-A-T-A-L!

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