29 de abr de 2016

CINE LEMBRANÇAS

Não sou cinéfila porque nunca consegui reter na memória tantas informações que os cinéfilos conseguem. Na adolescência, com uns 12 anos os cinemas tinham sessões duplas e eu amava! Quando surgiram as salas múltiplas, aos sábados eu ia lá para a Dagmar da Fonseca e via até 4 filmes por dia.
Ficavam na minha memória a história os atores e o diretor, no mais, só o impacto de uma bela fotografia ou trilha sonora. Era assim, minha memória oficial não tinha muito espaço, mas a emocional já trabalhava com gigabytes.
Tinha amigo cinéfilos que eram úteis à beça! Era só citar uma vírgula e eles exibiam orgulhosos toda a ficha técnica mais algumas biografias. Eu tinha orgulho desses amigos por mais que a minha turma da música os chamassem de metidos. Sempre achei lindo quem acumula conhecimento do que ama.
Mas velha, passei a frequentar cinemas de rua que eu gostava muito mais que os de galeria. Quando chegaram os shoppings, eu me ressenti da ausência de charme desses em relação às galerias. Com a queda do império dos cinmas de rua, a minha voracidade me empurrou para esses monstrengos de lâmpadas claras e burburinhos bobos, mas o papo obre o filme tinha que ser num bar, lanchonete, restaurante qualquer coia bem distante do shopping.
Um dia na porta, acho que do Metro Boa Vista, aquele que tinha ali no passeio, uma prostituta, me deu maior decisão porque eu estava parada bem no ponto dela. Minha cara de susto e medo foi tamanha que ela ficou amiga e quando o filme era legal, assistia comigo. Não dá pra amar shoppings com as histórias de rua que tenho pra contar.
O ritmo diminuiu muito, só no Festival de Cinema do Rio me aventuro numa maratona. Quase sempre estou em atraso com os lançamentos.
Quero ver Truman por tudo e muito mais pelo Darin. Não sou cinéfila por incompetência, mas sou ainda cinemaníaca com alguma eficiência.

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