1 de dez de 2008

UM BEIJO ROUBADO


Esse filme me prendeu já nos primeiros diálogos, tipo uma identificação imediata. Muito fofo!
Achei que a Elisabeth, aceitou provar a torta blueberry porque ela iria para o lixo sem nunca ter sido tocada. Bem legal essa colocação de que não há nada de errado com aquilo que não é escolhido, como muitas vezes o que é escolhido não tem nada demais. Mas bem que pensei, nunca na minha vida quero ser a torta não escolhida, embora, prefira sempre eu mesma escolher…

Achei um pouqunho arrastadinho em alguns momentos, mas não gostei menos por isso. Gostei muito desse filme que a mim pareceu falar da necessidade que temos de nos perder de nós, para nos achar.
Do quanto é difúicil nos desapegarmos daquilo que imaginamos ser nossa, vida, nossa salvação, nosso amor. Muito tocante a situação de um casal quando o amor acaba de um lado, sendo substituido por um outro sentimento que a parte abandonada não entende, não respeita, não aceita. Mesmo as boas criaturas são capazes de atrocidades amorosas.
Mas o que me enterneceu foi perceber que mesmo alguem sensível, observador e com uma cabeça eternamente em movimento pode ser sossegado e permanecer o mesmo e no memso lugar. Eu que sempre associei conhecimentos assimilados com inquietação e mudança. E a constatação do Jeremy de que não se pode mais fumar em lugar algum…


Lella:

"Oi Rozzi!
Além da torta ir parar no lixo, creio que também ela sentia ‘fome’. O filme para mim evoca o alimentar uma relação. Mas ai, depende do que? Como na canção: Você tem fome de que?

Mas também uma relação não deve ser uma via de mão única. É preciso que ambos estejam motivados para que ela prossiga. Ceder, sempre, só de um lado, em algum ponto vai haver cobranças. E muitas das vezes, pesadas.

O Jeremy não é um cara ambicioso. Seu Café, já dava a ele chance de mostrar o seu talento"

Rozzi:
Sim! Mas a inquietação que eu falo traz a ambição que ele tinha, uma sede de evolução, um amadurecimento. O que quis dizer que sou uma pessoa que se mudo me mudo e achava uma coisa inerente a outra e percebi que não necessariamente…. Entendeu?
Talvez esse seja o grande lance do filme… Conhecer as diferenças do outro, entendê-las, sem necessariamente praticá-las embora de certa forma delas participemos…

Veja: O Jeremy, queria ser atleta, viajar, quebrar recordes,ganhar premios. Acabou por criar raizes, fixou-se e a principio parecia parado no tempo, um guardião de chaves (e chaves eram dores, desiluões, fim de romances) inclusive a dele próprio.

No entanto, era um cara que sabia se mobilizar pelo que queria. Capaz de roubar um beijo, de enrolar um cigarro e tê-lo sempre à espera, de procurar por telefone todas Elizabetes em restaurantes de Detroit(? esqueci… mas não importa).
Mas é a partir desse beijo roubado que ele se movimenta, então, desde o ultimo “toco”, nada de interessante acontecia na sua vida, nada que valesse a pena algum esforço, a não ser a rotina dos sabores (isso é nome de poema rsrssr).

Ele tinha um interior em movimento, observando, vendo, vivendo, só o seu externo parecia estar parado, como constatou a ex namorada que o visitou durante a viagem da Liz e depois dessa visita as chaves desaparecem, ele muda, esconde a fita e refaz o filme desta vez consentidamente (viagem minha, ok?)

No diálogo final com a Liz, por sinal eu achei primoroso! Leslie diz que ela precisa aprender não confiar e Liz responde que Leslie precisa aprender a confiar.

Não são atitudes, posturas, pareceres, diferentes que separam… Diante de uma desilusão amorosa, Liz viaja e Jeremy fica, cada um a seu modo conseguindo limpar sua área, juntar seus cacos pra um recomeço. Isso é divinoooooo!

Eu achei esse filme de uma riqueza esculachante! Vou ver de novo sim. Até pq pretendo montar um almanaque de desilusão amorosa com arranhões reduzidos…

Qto ao talento do Jeremy, do jeito que é fofo nem precisava saber cozinhar…E ainda beija bem!

Em 22 de julho de 2008 - Comentarios no bog Cinema é a Minha Praia

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