9 de dez de 2008

QUEIME DEPOIS DE LER

Fugindo da tristeza fui ao cinema.
A verdade é que entre qualquer filme estrangeiro e um brasileiro, minha audiência vai para o BR.
No Arteplex estava em cartaz, entre outros que não lembro o "Queime Antes de Ler" e "Escola de Meninos". Embora eu tivesse comentado um dia antes que queria ver o filme com Murilo Rosa, a amiga vascaína lembrou-se que uma semana antes eu tinha comentado sobre o filme com Brad Pitt. E foi esse o ingresso que ela gentilmente comprou para mim.
Não se contraria quem já tem motivos de sobras para estar chateado e combinemos que Brad Pitt não é nenhum sacrifício! O problema foi entrar na sala de projeção sem resenha, levada apenas por Clooney e Brad, pensando que veria um filme de ação, suspense, espionagem como o trailer visto na semana anterior, induzia.

Queime depois e ler, é uma piada. Chateia quem vai assisti-lo com espírito de coisa séria, mas lava a alma de quem já cansou de ver americano salvar o mundo ou apenas um homem americano acabar sozinho com a banda podre do mundo.
Ver a liberdade sexual e o divórcio virar brincadeirinhas de pessoas depressivas, fúteis e entediadas em vez de a salvação afetiva que o mundo precisaria aprender com a América.
Ver o quanto uma americana acima de 40 valoriza a amizade e sua necessidade vital de fazer cirurgias estéticas.
"Queime Depois de ler", achincalha o poder. O poder da mulher empregada em detrimento do marido que pede demissão por motivo de orgulho profissional.
O poder da Inteligência Americana e sua relação com os crimes ocorridos em função dos seus próprio erros.
O filme começa com uma tomada de imagem via satélite muito legal e com uma música que sinceramente, gostei. A imagem "invade" o prédio da CIA e mostra a demissão arbitrária de um agente nível 3. Ligeiramente deprimido ele vai pra casa e não consegue contar à mulher da demissão, pois ela está ocupada com os preparativos para receber visitas, um casal amigo que o marido detesta, aliás eles se detestam mutuamente. Tem o agente que em 20 anos de serviço nunca usou a arma e os caras da CIA que há tempo no poder nada fazem de sério, relevante ou coerente. Enfim, o filme vai brincando com tudo aquilo que os americanos levam a sério e que nós nos acostumamos a acreditar.
Quando percebemos que estamos vendo uma comédia?
Eu percebi quando vi o Brad Pitt vigiando a casa de um suposto espião com uma inimaginável dancinha de braços, simplesmente impagável! A cena do armário, achei excelente!
Enfim, é um filme que não vai deixar lembrança, vai te dar umas breves oportunidades de riso e talvez satisfaça aquele lado todo-americano-é-ridículo.
O que aprendemos com o filme? Que não se escolhe filmes pelo trailer, nem pelos atores bonitões; que depois de pago um ingresso ele até pode pode valer a pena, se a sua alma não for pequena...

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