6 de ago de 2012

Mulher | PENSAMENTO PARALELO

Nem sempre o que não tem um bom nome, deixa de ser uma grande idéia e artigo de necessidade. Sinceramente não acho Marcha das Vadias um nome positivo, mas como é chamativo, acaba tendo oportunidade para que o movimento diga a que veio.  Sua história é interessante e sua trajetória tem sido vertiginosa, por ser assim tão recente e já estar colecionando causos, virando caso de polícia e fazendo história! 

Deixando os conservadores em estado de choque e o preconceito exposto feito fratura.
Fui atrás das duas marchas que ocorreram no Rio, ano passado e neste, não tenho opinião formada (pasmem vocês!) sobre o impulso das meninas de tirarem a blusa... 


Credito o ato ao calor tanto climático quanto da emoção de estar numa atividade dessas. Acho que dá munição para os do contra que conseguem tudo oque queriam, um motivo pra xingar. 

O lugar comum de dizer que o movimento tem o título adequado, já me dá vontade de rir, deve ter muito marmanjo pensando se na próxima vai ter mulher pelada de novo, assim como conheço gente que pinça do facebook  as prováveis frases que estamparão seus cartazes.
Não sei o que acontece com as cabeças do movimento o restante do ano.  Mas o que achei bastante interessante sobre o movimento foi num blog de um homem do qual linkei o texto abaixo.
Ah, tá legal, a Marcha aqui no Rio foi em maio e escrevo agora justamente como forma de não deixar o fogo apagar. Mais do que na hora de as mulheres se mexerem de novo para uma direção diferente do shopping, salão e festas. O mais bacana que acho nessa Marcha das Vadias é ver toda a organização e linguagem nascer e se organizar pela internet, eu que sou de outro tempo, enho o hábito de pensar que internet é coisa de quem  não é feliz de verdade, tem medo de lutar de verdade, tem medo de ir contra uma realidade. Não me acho ultrapassada, pelo contrário, me assumo como uma pessoa pouco plugada e  analiso que uma postagem denunciando corrupção gera milhares de curtir e compartilhamentos  ao mesmo tempo que não cria corpo tão robusto nas ruas, mas já é um grande começo!


"Não podemos mais falar em uma “mulher universal”. Quando não explicitamos a cor, o sentimento de gênero ou a sexualidade dessa mulher, estamos falando da mulher branca heterossexual. Uma mulher que durante anos foi confinada ao lar e que corresponde ao estereótipo de recato e fragilidade. 

A mulher negra sempre teve que trabalhar, são brutalizadas e desumanizadas. Seu estereótipo é de uma mulher hipersexualizada, desregrada e interesseira. 

As indígenas, por sua nudez, são chamadas de devassas. 

As lésbicas tem sua sexualidade constantemente questionada. 

As transexuais não podem sequer existir socialmente. 

Sabemos que a ideologia machista desumaniza a mulher, garantindo assim sua subordinação como sujeito de categoria inferior na hierarquia das classes sociais, mas é preciso perceber que o racismo, a lesbofobia e a transfobia agem de maneiras diferentes, apesar de fazerem parte do mesmo sistema misógino."


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