12 de jun de 2014

Ficando Menores

O que me chateia em tudo isso é que "construímos" estádios carésimos no "padrão fifa" quando o nosso padrão era simplesmente "o maior do mundo"
Chato ver que nos apequenamos mesmo naquilo que fazemos melhor que o mundo todo

2 comentários:

  1. Concordo, mas entre nõs isso infelizmente é mania recorrente. Brasileiro tem mania de querer mudar pra agradar os outros. Olha só:

    Por diversas razões minha família, pra dizer o mínimo, não era nada convencional. Houve motivos ruins, que quem viveu perto de nós conhece bem. Prefiro falar dos bons: sempre vivemos de maneira absolutamente exuberante. Muito pouca coisa na nossa casa funcionava da mesma forma que nas outras , da arrumação dos cômodos à gestão do tempo, da forma como consumíamos cultura à escolha das prioridades da família. Não é que não existisse uma organização, longe disso; simplesmente ela não correspondia à dos outros mortais. Meus pais estavam convencidos de que o método deles era o melhor, e nós os filhos tínhamos a mesma convicção. Hoje, adulta, não penso da mesma forma, mas admito que fui profundamente marcada, e de forma positiva, pela minha criação..

    Essa diferença me fascinava e era motivo de orgulho, mas um detalhe me incomodava profundamente, inclusive porque se acentuou com o passar dos anos: a imensa preocupação da minha mãe em camuflar a casa a cada vez que vinha uma visita. A ideia de receber alguém de surpresa ou com pouca intimidade a aterrorizava, a não ser que fosse alguma criança ou adolescente amigo nosso. Receber algum adulto de cerimônia (e pra ela quase todo adulto era de cerimônia) exigia um preparo, uma arrumaçåo intensa da casa. Quem era de fora acabava só vindo em dia de festa. O engraçado é que a minha sensibilidade de menina me dizia que as pessoas no fundo não se importavam, ou muito pouco, com a nossa excentricidade. O estresse da minha mãe em não mostrar a casa como ela era aos outros sempre me pareceu uma perda inútil de tempo e energia.

    Por que estou falando disso? Porque essa é a mesma sensação que eu tenho quando vejo a angústia brasileira para receber turistas em eventos no nosso país. Em vez de sentir orgulho das nossas diferenças fica todo mundo aflito pensando no que vai acontecer quando os estrangeiros descobrirem quem de fato somos, sem entender que o melhor que podemos ser e mostrar a quem vem de fora é nossa brasilidade. Lamento os gastos com projetos inúteis pra gringo ver (o novo Maracanã padrão FIFA por exemplo). Ninguém precisava disso. Por experiência própria, o que os visitantes querem é conhecer o Brasil, não um arremedo da Europa ou dos Estados Unidos. Isso eles já têm a domicílio.

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  2. Daia, nossa! Falo isso o tempo todo, até com relação às manifestações, certamente que os estrangeiros não entendem as manifestações como as autoridades repressoras para as quais elas são sinônimo de bagunça e "comunismo" segundo Odorico Paraguaçu.
    Eles estão se esbaldando, fazendo coisas que eu nem pude sonhar em fazer na Copa da França rsrsrs

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