20 de out de 2012

Sozinhos no Mundo




O brasileiro ainda não percebeu que é único, que escreve a história, que é singular e isso nada tem a ver com ufanismo. 

Nossa história é singular e estamos a escrevê-la de primeira, talvez sem rascunho. A gente não pode adotar padrões de beleza internacionais, nem pacotes culturais completos de fora. 
Por nossa singularidade temos que ter nossas próprias soluções e criar nossos próprios model
os. Somos um país jovem e não tem como se ver num espelho de neve e tradição dos antigos. Era ridículo empoar a cara, usar espartilho e vestidões armados e calças de veludo. Era de extremo mal gosto o capataz mulato caçar e chicotear o escravo negro.

Praticou-se tanta ação grotesca para se parecer com a Europa de séculos atrás... 
E agora? Vamos copiar alguém mais uma vez ou entender que "esperar não é saber"?
Nenhum outro país do mundo teve sua nação constituída por várias etnias, criando, não uma nova etnia, mas novos padrões de comportamento.
Nenhum país do mundo tem tanta variedade de fauna, flora e clima.
Falta ao brasileiro perder esse orgulho babaca relativo às coisas que nem nos dizem respeito, na verdade, prêmios de consolação, agradinho estrangeiro, bala Juqinha e orgulhar-se das sua verdades, do seu estilo ao qual não pode fugir.
É lindo um olho azul, mas será que a cor de jabuticaba em conjunto com um cabelo da cor da asa de graúna não tem sua beleza?
Assim conseguiria criar suas próprias modas, ser autêntico e perceber que tem todo o direito de fazer suas escolhas.
A gente tem bunda pra dar e vender, casos de mulheres desbundadas são pontuais e isso não quer dizer que sejamos apenas bunda mas apenas, que não precisamos de expedientes artificiais para tê-las. Isso não é problema nosso.
Por que adotar um padrão estético que foi baseado no excesso de mulher despeitadas e sem bunda? Porque achar que nada é mais lindo que o bebê loiro? A grma do vizinho pode até parecer mais verde, mas há mitas vantagens em não ter cor.

Ninguém faz novelas como nós. Pra que criticar quem gosta?
O país é democrático. Qual o problema de se escolher uma TV como diversão?
A programação da TV é ruim. A cobrança é para quem assiste ou para quem faz?
Lugar de intelectual não é na rede social criticando noveleiro, um intelectual tem que no mínimo saber suas competências e seu lugar de direito. Pessoas estudas e inteligentes precisam nos ajudar a pensar nosso país e nos apresentar a ele como inédito, o que dá atodos, nós brasileiros grande responsabilidade. Ninguém faz samba como nós, ninguém improvisa como nós, ser moreno é lindo, ser negro é bacana e isso é cor de pele, raça não existe, talvez só no Kannel Club e a gente não é cachorro, não!

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