12 de dez de 2013

Quando o Povo Somos Nós

Muitos dizem que é feio falar em terceira pessoa e eu concordo. Direto ao assunto?  
Se não houvesse as inssurreições, passeatas e manifestações certamente estaríamos colônia de algum país poderoso, vivendo como escravos. O progresso chegou ao Rio de Janeiro graças à fuga de Dom João VI e sua Família Real e foi parar lá no Centro Oeste, longe do mar  tentando levar habitantes àquelas terras...  
O poder faz-se acompanhar do progresso ou vice-e-versa. Poderosos precisam de conforto, a maioria ama ostentação e quem pode manda... Sendo assim, quem vai pensar em primeiro lugar no povo? Ninguém que o cite em terceira pessoa. 
Lula | Haddad | Maluf

Ouvimos que o povo brasileiro não lê, tem mau gosto, é avesso à cultura, é ignorante, só quer saber de birita e futebol, é vagabundo e não sabe votar. 
Ouvimos isso em bom português brasileiro, de pessoas indiferentes  à nossa história, falta de oportunidade de pessoas que se espremem em coletivos que enriquecem o empresário, e passam horas me trajeto casa x trabalho. Comparados à Europa, somos um país jovem e nosso desenvolvimento social e político é um processo lento, nossa cultura, a mais rica do mundo  formada pelos sons e cores de três raças, desenvolve-se movida à globalização, atropelada pelas influências externas que nos “salva” de nossa própria brasileirice. 
Quem fala mal do povo, tem vergonha de ser brasileiro e apesar do discurso, não se move do assento pra melhorar o país. 
Políticos agem à moda dos pioneiro extrativistas que trocavam seus espelhos pelo nosso ouro. Partidos políticos se empenham em alianças onde o importante é abocanhar cadeiras e criam um saco de gatos que não há presidente que consiga administrar. Governar torna-se a arte de  matar a fome  de poder de quem lá está e a fome do povo que fique  pra depois.

Vejo alguns jovens duvidarem que tenha havido uma ditadura e aí, só me resta aplaudir os que não se perdem nessas questões e vão para as ruas, como muitos de nós fomos um dia. 
Era um tempo que a TV mostrava o que deixavam, hoje mostra o que querem. De 1 milhão caminhando nas ruas, mostra 300 quebrando patrimônios e surge a legenda Black Blocs que não é  um movimento, mas um instrumento, uma tática de viés anarquista, descentralizada, que se põem a serviço de causas que simpatizem expostas nas manifestações . São anticapitalistas e para chamar a atenção para o que é reivindicado, atacam os símbolos do capitalismo. Não surgiram ontem, nem são organizados internacionalmente. Representam aquele “dia de fúria” quando palavras e protestos não são suficientes. Eles pertencem ao povo, porque o povo é formado por nós todos brasileiros. 
O povo brasileiro não é apenas o miserável e iletrado. O “mauricinho” e patricinha da Zona Sul são brasileiros e tem todo o direito de estar nas passeatas, assim como o classe média alta, o nordestino e o nortista, sulista e as mulheres, os gays e os religiosos. Todo mundo que é brasileiro e que tenha o que reivindicar que na situação atual, não é pouco.

Manifestações fazem parte de um processo, percorremos todo um longo trajeto, para que

tivessem o direito de acontecerem. Não argumentemos que elas nada mudarão, todo processo muda alguma coisa e a direção dessa mudança vai depender da nossa atitude. É a passividade que não muda nada e ainda propicia que outros mudem por nós e foi assim que todos os males se deram. Vivemos tão engessados na má política e atados em ditaduras que à moda dos militares criticamos e selecionamos o que deve estar expresso nas manifestações e quem pode fazê-las... 
Estamos tão acomodados na nossa zona de conforto permitindo que homens decidam sobre o aborto que jamais farão, religiosos imponham a prática da sua fé  nas leis que afetarão todos nós; heterossexuais digam sobre nossos direitos legais e legítimos enquanto cidadãos pagadores dos impostos mais altos do mundo. 
Os "blocs" se movem e se eles não te representam, faça-se presente onde todos deveríamos estar ou os políticos dessa política continuarão a agir por nós sempre contra nós.

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