20 de mai de 2011

O FANTASMA DA DISCRIÇÃO

FOTO: personagem do game no qual o protagonista com seus poderes mutantes, é capaz de transformar-se em uma "réplica" perfeita daqueles que atravessam o seu caminho, roubando inclusive habilidades e poderes. Mas o processo é violento, pois ele devora suas vítimas. Mercer pode passar por qualquer superfície e destruir tudo o que aparece, o que promete generosas doses de ação. Mercer é capaz de usar diversas armas, mas seu próprio corpo já é uma máquina de guerra: o braço, por exemplo, pode se transformar num instrumento perfurocortante e estraçalhar quem estiver pela frente. Se os inimigos estiverem num veículo, uma alternativa é comê-los, e assumir o controle da máquina
Há muito tempo, muito mesmo, no tempo que orkut era coisa de brasileiro... rs Numa comunidade, assim são chamados os grupos no orkut, surgiu o tema dos vídeos educativos do "kit escola sem homofobia". Eu ainda não havia assistido, acho que nem sabia sobre o assunto, mas na minha condição de defensora de tudo o que se costuma atacar, desde que esteja alinhado um pouquinho mais à esquerda, fui a favor.

Travei quando informaram-me que os vídeos eram pesados e agressivos, além de inadequados para a faixa etária sugerida...  Wel, com criança não se brinca, pelo menos não dessa forma. Calei, pois não tive acesso aos dito cujos vídeos.

Algum tempo depois, surgiu exatamente o mesmo assunto no Face Book, sendo que ali, aqueles que se colocavam contra o kit comentavam, reafirmando que não eram homofóbicos, pois inclusive, contavam  causos de amigos gays que eles tinham - como quem tem um passaporte, um ticket to ride, um crachá corporativo  ou coisa assim e que, esses amigos eram "discretos" e mesmo sendo gays, colocavam-se contra o kit.

Acho que eu não saí do grupo em consideração aqueles que lá estavam, heterossexuais a defender o kit.  Porém, a minha retórica se exauriu, minha paciência se esgotou e como a vida é bel,  o grupo se implodiu por ele mesmo e eu nem estava por perto pra rir. 

As pessoas antes de atacarem o kit, esclareciam que não eram homofóbicas porque tinham "amigos gays discretos" (eu sei que falei isso antes, a redundância é proposital) e logo veio o assunto de duas meninas que se beijaram num shopping e de dois marmanjos de mãos dadas e o kit ficou esquecido.

Particularmente,  penso que se há a necessidade de se justificar, a culpa existe mesmo que não haja nenhuma acusação explícita. Muitas pessoas estão tendo que lidar em escala macro com aquilo que não resolveram dentro de si e se,  de alguma forma elas não sentissem que a homossexualidade é (no mínimo) feia, não precisariam se "explicar"  antes de formalizar suas opiniões. Há tempos, precisamente em  23/11/2011 passeei por uma certa mídia social e percebi que o mundo mudou. No passado tínhamos o "negro de alma branca", aquele cara "pretinho mas legal pra caramba". Hoje as pessoas não tem preconceitos e provam isso tendo amigos gays e esses gays são discretos...

 A vida seguiu, bela como sempre, dura como à vezes, boa como quando sabemos assim transformá-la. Até que hoje vi os vídeos!
Deus sabe o que faz, se tivesse visto antes tudo seria diferente...
Não vi absolutamente nada de tão negativo e pesado no material e ainda que fosse mais agressivo, nada justificaria a defesa que muitos implementaram,  do tal parlamentar (que jamais citarei o nome). Embora defendê-lo me parecesse absurdo,  ele, ao defender aberta e escandalosamente sua posição radical, possui ainda alguma dignidade a mais do que esses, que antes de mais nada se declaram  não  homofóbicos, demonstrando nas entrelinhas do politicamente correto a leitura exata da cartilha do deputado. 
Pior que o preconceito, é o preconceito disfarçado de compreensão. Pior que ter muitos adversários é ter "adversários discretos"
Vamos ao vídeos?
 http://uol.com/bwT9t #UOL 

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