9 de fev de 2013

COMO A BANDA TOCA



Sábado de carnaval. Na pracinha a banda do bairro "quebra tudo" no bom sentido. No corredor algum morador aproveita o dia de folga para fazer algum conserto, melhorar a decoração ou seja lá o que for. Passa um pouquinho das 15 horas e ouve-se uma furadeira roncar, não muito furiosamente, nem tanto assim insistente. Entre o barulho da bateria carnavalesca da banda e o roncar da furadeira vizinha, relaxo, afinal este é um prédio onde nada acontece de segunda à sexta.
De repente ouço vozes, alguém reclamando que irá reclamar com o porteiro.
Mais alguns minutos e a mesma voz masculina, aos berros em palavrões ameaça a moradora, aquela da furadeira. Se acordar a minha filha vai ver só é frase mais gentil que ele conseguia gritar. Do meu canto, imagino que se a criança não acordou com os seus gritos, certamente só acordará por outros motivos...
Queria ver ele ir encarar a multidão carnavalesca, afinal, barulho por barulhoo pior que tivemos hoje foram seus berros...
Que péssimo exemplo de intolerância e covardia. Ameaçar uma senhora, por causa de barulho no meio de uma tarde de carnaval enquanto a banda ensurdecedoramente toca. Que bom que essa criança tem sono pesado, isso a gente compreende.

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