6 de jun de 2013

AMAR É TOCAR O SINO E CALEJAR AS MÃOS


Alguns desafios não saem no nosso caminho,
A vida tem para com alguns, estranho carinho.
Outros, são os próprios caminhos a nos desafiar.
Ignorando nossos passos, quer nos ver marchar.

Aqueles caminhos que nos desafiam como uma batalha,
No guarda-roupa, em comum todos temos a mortalha.
Desafio para uma marcha, jamais uma guerra.
Nem sempre vence quem acerta, nem sempre perde quem erra

Uma série de batalhas, sem outras alternativas, com alguns dissabores,
pequenas e grandes lutas, uma guerra, às vezes, sem seus horrores.
Guerra assim sofrida, deriva de competições, espraia-se por desamores.
                                                   II
Cultiva-se desamor querendo pra si o que pertence a outro
Mudando de desejo sem saber-se onde exatamente chegar.
Querendo-se mais do que se tem, beleza, sorriso, amor, ouro
Entra na guerra quem só olha pra frente,
Não percebe que ao seu lado tem gente
Não percebem seus estragos
Por viver estabanados
Vive a ansiedade de colher estrelas,
Acampar na lua e beber o mar.

Tem raiz no egoísmo, caule no peito fechado, esse desamor
folhas no sorriso trancado, frutos de mau humor...
Quando a vida alheia é mais interessante que a própria
A vida do outro é original, e a nossa, apenas cópia.
Ter amor dentro de si é a luz que clareia todo e qualquer terror,
Ter amor não é fazer-se acompanhar, mas tornar-se companhia.
Passa pelas noites certo de que é apenas parte do dia.
Não se cria um amor partindo a semente egoísta,
Nem enfurnando-se no meio do mundo de tanta gente,
Esgueirando-se, bambeando, agindo como malabarista.
                                      III
Não tem amor o que vive se contorcendo
ou mesmo se doendo, 
De tanto amar.
Nem o que vive clamando, reclamando,
por desamar
Que o amor não nasce das dores,
elas somente dele fazem parte,
Amor cultiva mas não cria flores
Colhê-las é mata-las, não é arte
O amor não está nas explosões de cores
Não traz consigo sons de sinos a badalar.
O amor é um destino
O amor é tocar o sino
Caleja as mãos.
                                         IV
 Pra fazer a semente do amor brotar e tirar o vazio de dentro do peito, 
fortifique, regue, trate bem aquela sementinha do respeito.

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