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27 de nov. de 2019

MARIA É MULHER

 


Sigamos na fé, muita fé, haja fé

Por que Maria é mulher
Eu sou mulher também
Faça o que fizer
Não é o que se coloca
É mudar o que vem
Complicado aceitar o que me dão
Segunda classe, preconceito escravidão
Não precisa me dar,
Não adianta negar
Não adianta me tirar
Se não tenho eu corro atrás e vou busca

30 de abr. de 2018

A NOSSA HISTÓRIA NÃO VAI COM A GENTE














Breve.
Meu PC ta ferrado,
Todo desmontado
Em cima do armário.
Tenho planos de vendê-lo.
Sei lá como fazê-lo
Minha mãe sempre dizia:
A pior coisa do mundo
É fazer freguesia.
Mas nunca atendia
Vendedor de porta-em-porta
Mensagem decorada
Hoje não sei vender nada.

Estou indo morar na minha antiga casa.
Lá não tem telefone e nem TV.
Imprimi nas coisas, coisas nada a ver.
São quase 3 anos fora de casa
Batendo asa
Tentando fazer o coração dar certo.
Sem família por perto
Tentando ficar ereta,
Tentando a coisa certa,
Tentando fincar o pé,
Catando onde deixei minha fé
Caçando algum chão depois da ventania.
Mania de insistir no que nem se queria
Teimosia
Acabar o que comecei

Não tenho pena de mim,
até acho que é bem feito, sim
Quem mandou eu ser intensa?
No amor tem gente que sente
E tem gente que só pensa.
Só vai na boa:
Dinheiro, carro e um bom endereço
Gente assim que no amor bota preço
Que se amarra numa sedução
E amar de verdade? Ama. não.

Sou diferente,
Sou igual a quem é igual a mim
Mas na vida a gente
Não encontra só gente assim
A gente que ama,
quase sempre se engana
A vida é muito sacana

Quem mandou não ter segredo?
Se jogar num sentimento sem medo?
O amor  que pra uns é fogo
Pra outros é só mais um jogo.

Um dia e a gente se sente perdida.
A genteentende que perdeu
A gente percebe que se perdeu.
Tentou mas não deu.

Já me senti fracassada,
errada,
culpada,
feliz,
irada,
E isso não tem nada de mal
mas estar perdido é perda total.
Não tem seguro que pague
Não tem borracha que apague.

Tenho medo de me achar,
O que preciso fazer não quero,
Queria mesmo era ficar
Preciso ser bem ser sincero:
Não tenho coragem.
Devo ser meio masoquista:
Estou sofrendo e acho que vai passar
Não consigo ir, porque quero ficar
Tenho medo de me arrepender
Fazendo o que não quero fazer
Nunca tenha me arrependi das minhas partidas.
Mas vamos combinar? Odeio despedidas
Fico assim nesse vai, não vai
Tenho alma de criança pobre,
qualquer coisinha me distrai.

É uma ferida que me abriu na cabeça
E dói rasgando o coração.
A boca sorri, de tristeza sou avessa
Minha alma pateta diz não, não, não

Há muitos anos fiz um poema de rimas doídas:
A noite chicoteia e o sol trata com sal as feridas.
De lá pra cá nada mudou. Tudo continua sendo
O sal é sal, o sol continua queimando, tudo segue ardendo

Passamos a vida inteira nos deparando
com os mesmos fatos
Aprendendo a ir com eles lidando
Até que consigamos mudar nossos atos
Se não muda, não "rola"
Nãos saímos da escola

Já comprovei, provei.
A vida é repleta de rituais,
(Tem manual, nada demais)
mesmo para os descrentes,
(principalmente para os valentes)

Preciso criar o meu ritual de dar no pé sem despedida
Porque é assim que é na vida
Não tem olá quando se chegamos
Não tem tchau quando nos vamos

Rituais que marcam de forma solene as trajetórias
de modo que nos lembremos depois, com orgulho ou não,
Sem saber uma vírgula, temos que escrever nossas histórias
Nossa história  não vai com a gente,
Ela fica com quem nos guarda na mente.

E a história só é sua porque você a viveu
Mas e o argumento? Quem foi que te deu?

16/11/2007

3 de nov. de 2017

PEDIDO QUE SE FAZ

Todos os dias eu peço a vida, que jamais aconteça de eu pensar pequeno, que jamais tenha "crises" de mesquinhez, porque é apenas isso o que não permite que sejamos grandes.
03/11/2017

AS PESSOAS NO BRASIL PENSAM QUE SÃO BRANCAS -

Não só mas também por isso, sou apaixonada por esse cara. Nessa vida, marcamos mas eu me atrasei um pouco, saltei na família errada, vim mais tímida do que ele e quando nos esbarramos por duas vezes, uma no calçadão da ZS, outra, em Vargem Grande/Recreio, eu fiquei mais gaga que o Gaguinho do Perna Longa, mais muda que uma girafa e aí, nem ele não me reconheceu, nem eu me apresentei. Acabou assim sem começar, a maior historia de amor de todos os tempos. Mas to marcando para a próxima reencarnação quando voltarei hétero, escrevendo um pouco melhor e completamente desinibida!

Me realizei vendo esse vídeo e praticamente gozo quando vejo a inveja que os bobos tem desse homem, como se ele
fosse meu! Vejam o vídeo, o final é ainda melhor!
(Rozzi Brasil)



"Nosso valor é miscigenação. As pessoas pensam que não são mulatas, mas estão fazendo muita coisa boa porque são mulatas. A miscigenação é o futuro da humanidade e o Brasil está adiantado nisso", declara o compositor e escritor nesse vídeo.

Numa entrevista rara, o cantor, compositor e escritor fala sobre racismo e a sua visão de Brasil. Segundo o artista, não existe branco no Brasil e é uma ilusão o brasileiro querer negar a mestiçagem nacional. Chico relata casos de racismo sofridos pela família. Ele conta que já foi vítima de piadas racistas por conta do genro, Carlinhos Brown, ser casado com sua filha Helena Buarque.
( Conexão Jornalismo)


2 de nov. de 2017

AOS NOSSOS MORTOS, A VIDA!

Chorei as perdas, sofri pelas ausências. Um dia a ficha caiu: 
O que vamos visitar no túmulo é uma parte de nós porque nos sentimos sós.
Quantas visitas posso ter recebido dos meus finados amados e não os percebi?

E assim sendo, será que eles ficariam por lá pra me receber?
Não sei se os meus mortos gostariam de me ver chorosa, triste, mastigada pela saudade que eles deixaram pelo abandono involuntário.
Lá em casa, sempre, todos os encontros eram muito barulhentos com música alta, dança desengonçada, muita birita e algum bullying, farra de família.

Não, não vejo muito o sentido em fazer essas visitas silenciosas e tristes de morte ao morto quando deveríamos fazer uma festa, tocando a música que nosso morto gostava, vestindo suas cores prediletas, sacudindo a bandeira do seu time, cantando pra ele o samba de enredo da escola dele para o carnaval que virá ou aproveitar a chance e cantar o da nossa escola dizendo que ela vai ganhar pra devolver o bullying só um pouquinho pra senti-lo sorrindo. Qualquer coisa que pudesse dar um pouco de alegria pra eles e pra mim também.

Não foi um bom negócio essa exploração portuguesa, pegou tanto da nossa riqueza e deixou essa herança de tristeza, tudo tão triste, choroso e roupa preta que eu nem tenho, que fico feliz por saber que, na minha filosofia, os que dissemos mortos, apenas partiram livres, de pesos de ossos, carne, nervos, cabelos, sangue, dores, levando seus amores e humores, enquanto eu aqui, levando flores, mortinha, com a minha vida soterrada nos pesos que carrego e tudo o mais que só serve pra impedir a minha alma de voar em vida.


25 de nov. de 2016

É o membro da comunidade que sustenta a escola na avenida


Escola de samba tem alma e sua alma é composta de passado e presente para que tenha futuro. 
Gerir uma escola de samba para que tenha bom desempenho como escola de carnaval no molde empresarial é compreensível e é o que precisa ser feito se ela tem como meta campeonato na Sapucaí.

Mesmo os românticos incorrigíveis, quando o papo é samba sabe a importância do dinheiro, mais: a gente até sabe o custo das coisas mas é importante não deixar que a falta de grana, mudanças no fluxo e esquema, vaidades pessoais e llusões de poder (não precisa ser o rei pra receber a picada do inseto da vaidade) azedem as relações primordiais que são intrínsecas aos objetivos quando o assunto é comunidade, ser humano. A comunidade paga o que pode e às vezes o que não pode para se dar à sua escola. Comparece aos eventos, chama os amigos reparte camarote, usa camisa, boné e o diabo, briga se alguém fala mal. 

Os responsáveis por cada setor da escola, ainda que não sejam gestores, administradores, líderes formados, escolarizados nas áreas administrativa ou humana, precisam ser orientados no sentido de valorizar o componente e os baluartes da agremiação que são o ar ( ou vias respiratórias ) dessas escolas porque oxigênio mesmo, hoje, é o patrocinador.
Por mais modernos, modernosos, antenados e poderosos que os articuladores/responsáveis pelo processo de formação do desfile sejam, por mais que se sintam o pica-das-galáxias-carnavalescas, se não tem conhecimento das tradições ou não se interessam em formar um clima harmonioso no que se convencionou chamar comunidade, eles precisam ter boas maneiras, educação, mesmo. Onde falta técnica, perícia há de se ter jeito, sensibilidade, sobretudo respeito.

É o membro da comunidade que sustenta a escola na avenida. É ele quem se sacrifica para comparecer aos ensaios e, ainda que falte a um ou outro ensaio, estará lá dando o sangue cantando como poucos das alas comerciais ou convidados célebres o fazem.É grotesco ver gente em "condição de chefia" ironizando, debochando do componente e destratando baluartes. Educação todo mundo tem que ter para com todos, roupa suja se lava em casa, tem que saber arrumar um cantinho pra colar os paetês que insistem em cair e o melhor lugar não é no meio do povo!
Saber contar até 3 é imprescindível. Saber a diferença entre favor, obrigação e o que é certo e justo não pode ser esquecido jamais. 

23 de nov. de 2016

Tia Surica Da Portela é o luxo da nossa cidade


Estava olhando agora essa foto linda da Tia Surica Da Portela (sambista, pastora, tia de ponta) por Bob Wolfenson, fotógrafo internacional de ponta, para o projeto (social) da Amsterdam Sauer, joalheria de ponta e me vieram tantas reflexões acerca de valorização.
Nosso país tem muita dificuldade para valorizar suas gemas, seus ouros, suas riquezas. Fora aquelas que fomos acostumados a ver batendo asas para as arcas dos colonizadores, sendo particularizadas para os bolsos privados. Mais as riquezas culturais que achamos normal por de lado em detrimento de outras línguas modos e costumes estrangeiros e também nossas pessoas, personalidades. Crescemos, nos desenvolvemos encarando com normalidade copiar culturas mais pobres, menos talentosas que a nossa e aplaudir talentos alheios e ou transitórios.

Seria necessário dizer a cada brasileiro que não é ruim ser brasileiro. Não é feio ser brasileiro, nem negro, nem índio, nem miscigenados que é o que somos. Que a origem humilde é honrosa. 

Um dia nos vestimos com roupas  européias, colocamos perucas bizarras, empoamos a cara para parecermos menos morenos, usamos termos estrangeiros sob um sol escaldante e calor senegalesco, copiando os que julgamos superiores por acharmos chiques seus maneirismos que assim pareciam apenas por serem diferentes, sem nos darmos conta que, falidos vinham os donos desses costumes, abastecerem-se com as nossas riquezas. Os ricos éramos nós. Ainda somos e culturalmente ficamos ainda mais a partir dessa mistura. 

Quando aqui chegaram os gringos e galegos, encontraram um modo de viver, uma cultura, uma medicina, várias pessoas, alguns povos da mesma etnia e tudo foi desprezado. 
Pois bem, as crianças costumam vestir as roupas e calçados dos pais num processo de identificação, logo elas crescem e discutem com os pais para impor seu próprio estilo. Captaram o que desejo transmitir? O país se desenvolveu dentro de uma fôrma (acento proposital) que não permitiu a ele cresce e a nós nos desenvolvermos.

Recentemente num grupo do whatsapp que eu gostava muito, vi-me envolvida numa conversa a princípio irônica e que eu nunca poderia supor que fosse séria e assim levei na brincadeira. Um membro ironizava ou desconfiava ou questionava a qualidade vocal e competência musical da nossa pastora. No decorrer da conversa percebi que ele levava para o lado do usufruto financeiro a oportunidade que Tia Surica teve de gravar CD e DVD. Tratava-se de alguém muito jovem e apaixonado por carnaval e talvez até por samba. Ele não se dava conta que samba e carnaval são coisas diferentes, que o carnaval sem samba é festa pagã vinda sei lá de onde vinculada às colheitas. Carnaval com samba, é filho da nossa cultura, expressão libertadora de pessoas que construíram esse país a peso de chibata e humilhação. Samba é valor agregado por um povo sequestrado de sua terra e tudo o que era seu. 

É preciso lembrar cada momento essa origem para que meninos entendam ou aprendam a não trocar o ouro do nosso samba pelos espelhos da avenida, ainda que assim ele possa enriquecer feito um nobre cavalheiro, daquele pertencente à corte dos títulos comprados, defendendo uma arte descartável ao custo do 
menosprezo por arrogância e ignorância do seio que o amamentou e das entranhas que o fez nascer.
Não me zanguei nessa contenda, tentei esclarecer, mas retirei-me do grupo porque na minha idade, sabendo o que eu sei - muito mais por saber o que sei do que pela minha idade, não aceito ouvir sandices de quem mesmo vivendo de Brasil, não valoriza brasilidades genuínas.

Tia Surica Da Portela é o luxo da nossa cidade, do Brasil e o é porque é autêntica como muitos dos poucos que nos restam. Ela traz as portas da sua casa abertas, fala da nossa cultura porque a viveu e a defende, é a representatividade de um Rio de Janeiro que está acabando. Vê-la tão linda com as belas jóias da conhecida joalheria que completa 75 anos mostra tanto sobre isso! Esse projeto que escolhe 75 mulheres magníficas a comemorar com apoio à juventude fala muito sobre tantas coisas do Brasil que se perde de si mesmo a cada minuto quando a juventude não recebeu na escola a educação que a valorizasse pelas suas raízes. 

Cultuam-se celebridades, até mesmo com incursões no samba, mas quantas delas estarão disponíveis para algo a mais que fotos e selfies? Quantas delas estariam disponíveis para alavancar os sonhos da juventude que "curte" samba, se interessa por ele, estuda jornalismo, quer beber na minguada fonte dos baluartes sobreviventes, quer conhecer o Rio além dos pontos turísticos que ficam ali onde os colonizadores chegaram, como faz Tia Surica?

Cheguei à essa entidade viva não porque ela fosse famosa, mas porque ela era talentosa e fiquei porque ela é uma grande pessoa e continua talentosa. Passei a me relacionar com ela como ser humano e segui admirando quando ela abre aquela boca e canta como as pastoras antigas que não cantam mais e segui aparvalhada quando ela dá de contar os "causos" da época que não vivi e sigo amando muito e agradecendo à Vida (meu deus pessoal) pela oportunidade que tenho de conviver com ela e mais alguns poucos desse tempo que passando não evolui as mentes dos que só vislumbram fama, algum poder e muita grana.

Para mim, é o auge a sambista de sucesso que criou fama, que a mídia séria procura para beijar a mão e a imprensa sem nível se aproveita para criar escândalos toscos objetivando apenas uns cliques. 
Se Tia Surica tivesse se mudado para a Barra muita gente por aí a respeitaria muito mais, no entanto, a gente sabe que para o respeito não é imprescindível morar à beira do amar e que bom, que a Amsterdam Sauer sabe disso também e muitos que nos valorizam., disso estão conscientes.

Será ótimo no dia que cada pessoa souber. Chique é ser verdadeiro. Nossos negros expulsos da região central do Rio foram muito chiques construindo esse império cultural lá pras bandas de Madureira, Oswaldo Cruz, freguesia de Irajá. É muito triste ver nosso povo, tão alheio repetindo as ações daqueles que nos roubaram, escravizaram e insistem em manter as patas subjugando nossas oportunidades invenções e criações, dizendo "sim" para que nossos ouros se vão em troca de espelhos por mais que eles pareçam brilhar nas avenidas.

22 de nov. de 2016

Vamos falar de bobagens?

Um dia eu estava comendo pipoca e um pequeno grão detonou o meu dente, aquele ao lado do canino, aquele que é o primeiro que muita gente perde. Mas eu não podia sair com AQUELE dente quebrado! 
Ele quebrou verticalmente, só ficou a parte posterior dele, então ficou estranho. Quando eu sorria não ficava a lacuna, banguela, mas ficava estranho. Na época eu fazia roda de samba na Lapa. Você acha mesmo que eu ia pra Lapa, pro samba desse jeito? Mas nem me ameaçando de morte!
Isso é vaidade, mas uma vaidade que considero que tenho direito.


Nunca estive de acordo com o meu próprio padrão de beleza e desconfiava quando me achavam "bonitinha", mas o sorriso era um consenso. Mesmo quando sofri um acidente e ele foi modificado "na marra", ainda assim as pessoas gostavam dele. Uma vaidade tipo IPHAN, dá orgulho, todo mundo gosta vamos preservar!



E fica nisso. Não sou uma pessoa vaidosa. Sou capaz de sair de casa sem pentear o cabelo e vou à padaria com o que estiver vestindo, valendo até pijama, se eu tivesse. Só usei maquiagem, limitada ao batom, rímel e sombra durante o meu tempo de secretária numa empresa. Usei saltos na adolescência até descobrir que não era obrigada. Obrigada!

Não "faço" sobrancelha, depilo o sovaco pra evitar polêmica que não gosto de ninguém me perturbando. Há mais de 10 anos dispensei a manicure, só uso podólogo, não uso esmalte nunca, só pra consertar umas coisinhas em casa.


Gostaria de emagrecer uns 20 quilos e aí outro castigo da vida: Sempre emagreci muito fácil, no entanto depois dos 40 perder uma grama já é um problema, ganhar vários quilos nem sei como acontece... 

Desfilei em duas escolas de samba no carnaval ano passado e perdi 8 quilos, só por isso vou desfilar esse ano de novo.  Ok, talvez eu tenha gostado... 


Quanto mais problema tenho, mais quilos eu ganho. Quanto menos eu como, mais gorda eu fico. Papo de ansiedade, me disse a médica. Ai, ai...

Tenho horror às academias, aliás, às pessoas que as frequentam. Isso desde a época da novela Baila Comigo. Nunca entendi porque as academias são envidraçadas com a rua inteira vendo as pessoas lá dentro. Nunca fiz o tipo carne no açougue quando podia, imagine se faria nem agora, mesmo para quem gosta de picanha com gordura. Não quero ser notada por nada disso. 
E as olhadas que a gente ganha quando chega numa academia, cheia de sobrepeso? 
Parece que viram um ET, já te olham com cara de: "Ih, essa baranga não vai conseguir! Essa não tem jeito! Só morrendo e nascendo de novo."
A gente vira atração de circo.
Enfim, gente, é isso. Hoje eu não tinha assunto. Mas parece que tinha, né?

18 de nov. de 2015

O SAMBA QUE SOBROU PRA MIM

 





O meu lance sempre foi samba, carnaval não chegou a ser minha praia, consolo-me feliz em ser boa na assistência. Não tenho a alegria/euforia descabida que não cabe em nós e vamos à avenida extravasar. Não tenho a desinibição necessária e as saudáveis necessidades que o carnaval exige. Ah! sim, quando eu não estava "na praia do samba" dei meus pulinhos, no Nevada da Barra e alguns outros clubes do bairro na minha fase áurea entre 25 e 35 anos. Sempre me fantasiava de executiva, só que de maiô e gravatinha e adornos na cabeça que sempre foram a minha paixão. Era prático.
O carnaval faz parte do samba ou pelo menos fez algum dia. Acho que em alguma vida passada estive dentre aqueles alijados para os confins, onde se reunir em torno da percussão era tudo o que se tinha para aliviar a angústia, a dor, as humilhações.
Assim, as escolas de samba me fisgaram pela vivência comunitária que eu nem alcancei nos moldes antigos e ficava imaginando como era no tempo que quadra era terreiro. Até hoje olho para o Monarco e fico imaginando ele, Manacéa, Lonato, e todos aqueles antigos reunidos, jogando uma conversa fora, mostrando a "primeira" pronta, faltando a segunda.
A musicalidade dos sambistas chegou até mim através das escolas, mesmo muito menina conseguia assimilar que as melodias de Dona Ivone Lara eram diferentes das melodias do Candeia, enquanto meu tio e seu grupo faziam saraus na varanda lá de casa. Aos 6, 7 anos de idade eu não compreendia os versos de Candeia e m. Como assim folha caída? Como assim pintura sem arte? Lembro que a batida portelense da Velha Guarda - que ainda não tinha essa denominação - me entristecia sem eu saber porque. Mas aquele "Tiê, tiê olha lá oxá" nem precisava entender, era mágico!
Quando chegavam o LPs das escolas de samba, dava pra perceber que o batuque da Portela era diferente do Império e nenhum dos dois eram iguais ao da Mangueira. A cadência me fascinava tanto que lembro de perguntar para alguém porque no Salgueiro se corria tanto pra cantar.
Mas nesse tempo, o carnaval já não era mais nosso. Já era caro além de complicado, ir pra avenida assistir. Minha mãe trabalhava no Hospital da Policia Militar e trazia naqueles tempos sem internet, quase sem tempo real as novidades que ela via. As decorações da Rio Branco começando para o desfile de bloco, a Presidente Vargas com a montagem das arquibancadas, depois a Antônio Carlos, depois ela chegando encantada porque passava pertinho dos carros perfilados ali no entorno do Teleporto, quando este ainda não existia.
Com tudo isso, começava a febre da "Disco Music" e foi ela que embalou minha adolescência aterrorizando nas rádios, cinemas, TVs, toda parte. Menos na sala lá de casa, que nas festas ainda se afastava o sofá para ouvir por diversas vezes o novo LP com os sambas enredo intercalado com os anteriores e às vezes misturado com os lançamentos da gravadora CID que trazia de volta gente que eu nem tinha conhecido, como Pedrinho Rodrigues além de muitas marchinhas onde eu reconhecia as vozes do grupo "As Gatas" umas 3 ou quatro coroas que eram onipresente nos estúdios da época e também no programa do Chacrinha. Eu gostava porque minha mãe gostava. Não sambava porque era tímida e meus irmãos zoavam.
Minha geração é meio que um elo perdido. Assistimos às mudanças e ouvimos testemunhos de quem viveu a "A Era de Ouro". Do vozeirão para a voz. Da cadência para a correria. Do malabarismo dos passistas pandeiristas e exuberância das mulatas e Maria Lata D'água para a procissão de alegorias, até que nos tornamos parte delas como engrenagens perfeitas. O final do bloco de sujos, que a minha mãe confeccionava umas máscaras engraçadas com fronhas de travesseiros e me vestia com os pijamas dos irmão mais velhos e muito maiores, mais meias enfiadas nas mãos e a gente ia mascarados em família dar sustos nas amigas de trabalho dela que moravam lá no conjunto da PM na Cidade de Deus, onde o bloco aumentava e íamos para a praça zoar. Desses carnavais eu gostava ele podia ser nosso.
Ainda bem que apesar de todos os filhotes esquisitos que o samba também teve, ele, o próprio, ainda pode ser ouvido e fascina os jovens que não se deixaram convencer pela melodia melosa desses "sambas melody apagodeados", lamentosos cantados por meninos todos com a mesma voz. Nem por uma calça skinny, boné e o balançar de suas próprias bundinhas com alguns holofotes. Eles não precisarão vender seus sambas, nem vender o samba. Eu confio!

16 de nov. de 2015

NÃO ADIANTOU SER EXPULSA DO PARAÍSO

"Toda cobra é silenciosa",  algumas até sorriem e chamam de amiga. Os dois tipos não  cumprem o que prometem e quando pedem desculpas é porque ainda não podem "se livrar" de você  e a qualquer momento vão morder mais uma vez.

Há pessoas que nos admiram tanto, que até gostariam de ser como nós. Para ter o que a gente tem, se aproximam ou simplesmente para comprovar publicamente que são capazes de ter uma amizade "da hora".
Um dia iremos perceber, que em nenhum momento elas deixaram de nos julgar, apenas para concluírem para si mesmas que são melhores e que mereciam mais da vida, provavelmente, algo que nós tenhamos e isso não significa que essas coisas desejadas por elas e de nossa posse, sejam realmente melhores do que as coisas que elas possuem.

14 de nov. de 2015

LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE

Fui dormir às 23 depois de um Rivotril inteiro - nas raras vezes que uso, parto em 4 - foi o nocaute que me coube diante das notícias vindas de Paris. 

Eu sinto no fundo da minha alma que a felicidade do meu ser está por lá e, às vezes vai à Barcelona passear. Acontece que sonhar em ser feliz em Paris é tão lugar comum que sempre prefiro calar. Percebi que amava aquela cidade quando notei que o seu céu não era tão azul como diziam e eu supunha,  ainda assim, meu olhos negros viam nele todos os azuis que eu conhecia e iam  enxergando  os melhores seres que eu já tinha encontrado, na minha vida, até então bem curta,  para bater papo.

"Liberdade, Igualdade e Fraternidade" é o que explodiram em Paris ontem.
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Aqui deveria ter uma foto minha bem antiga por lá, mas elas estão trancadas numa casa que é minha e eu não consigo entrar, o pensamento de ódio e dominação do que é do outro, infelizmente está disseminado por toda a humanidade.

13 de nov. de 2015

Tenta a sorte, quem sabe você gosta?

Um canal de samba, para o samba e pelo samba entendendo  o  samba   como  manifestação    da nossa cultura, englobando trabalho, diversão     e entretenimento, um conjunto de atividades que vai muito além de música repleta de saberes, sabedoria  e muitos sabores.
A nossa cultura de matriz africana que se sobrepôs, ganhou o mundo, nos une e iguala
Vamos falar do samba antigo e seus antigos que permanecem firmes e fortes. Mostraremos os mais jovens que tomaram para si o estandarte do samba de raiz mantendo-o saudável, vigoroso, atual, atuante gerando frutos e descendência.

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12 de nov. de 2015

PRO QUE DER E VIER


Às vezes, na nossa vida, as coisas não acontecem como imaginamos ou planejamos. Passei muito tempo pensando que fosse alguma falha minha no desenvolvimento desse planejamento, achava que talvez estivesse sonhando o sonho errado, desejando o que não era para mim. Bobagem!
Mais do que o foco naquilo que desejamos, é importante realinhar-se quando as coisas não saem conforme desejamos ou planejamos.
Tudo na vida é uma aprendizado, no caminho entre os sonho e sua realização estão as lições sem as quais, se chegarmos ao objetivo, não o aproveitaremos em plenitude. 
Se a vida parece nos "castigar" é porque não estamos "colocados" de modo a aprender a verdadeira lição.
Eu já fui uma pessoa um tanto ou quanto mimada no sentido de fazer bico quando algo dava errado ou, talvez apenas mais uma "reclamona", hoje, fui para o ensaio na Portela como desfilante e não levei câmera porque quero viver com toda a intensidade esses momentos com aquele povo todo e também planejei  fazer registros escritos, porque fotografados já fiz ano passado quando fui a todos os ensaios da Portela e não desfilei.
Enfim, que terminado ensaio tive oportunidade de estar com gente ótima, no camarim da escola, coisa chiquerésima. Para isso tive que romper a barreira de ser uma fotógrafa, naquele momento, sem câmera e usar o celular - do qual só faço reclamar - com a certeza que as fotos sairiam boas. Em certos momentos não há espaço para hesitação, ou a gente incorpora o caboclo Vai dar certo ou fica no canto lamentando o espírito do por que não.
Resumindo, a gente tem que lamentar menos, choramingar nunca e estar atento e sorridente para as oportunidades que não deixam de surgir. Caso contrário, elas surgirão e a gente vai seguir lamentando sem perceber que as tivemos.
Algumas fotos:



   


11 de nov. de 2015

A MÃO QUE BALANÇA AS REDES


As redes sociais são bem diferentes entre si, assim como o perfil do usuário. No facebook, rola o "jogo pra torcida". Tem que ter criatividade pra postar durante o mês enquanto não se tem A foto da refeição suculenta, no final dele. Ah, e nenhum constrangimento de ostentar o que dá pra mostrar que se tem...
O WhatsApp além de vir a substituir o telefone, herdou sem medo e inibição os trotes, gracinhas e piadas do extinto Orkut. Seus grupos são como aquelas festas que se vai pra "curtir uma diferente" e nela se fica falando sempre apenas com os conhecidos.
O Twitter é a trincheira dos que sabem dizer muito com poucas palavras, também é paraíso dos fakes de celebridades e dos impiedosos críticos do tudo alheio.
Todas tem sua utilidade e a gente que já está indo pro museu na seção de marcar um chopinho tem que ter muita paciência, alguma habilidade e bastante necessidade.

Mas é melhor respeitar


Tenho pensado que para uma sedentária radical, fumante convicta, ensaiar até fevereiro em duas escolas ou me bota na linha ou me destrói antes do Ano Novo.

‪#‎ensaioterceirodia‬

9 de nov. de 2015

FARRA EM FAMILIA ANIMADA POR MART'NALIA

MAIS FOTOS AQUI
Mart'nalia na Feijoada da Familia Portelense - foto: Rozzi Brasil








Farra! Foi o que Mart'nália fez no palco da Feijoada da Portela! Farra no sentido de festa, simpatia, competência no domínio de palco, alegria e todas as características do nosso povo e a generosidade que só os simples tem. Gostamos da Mart'nália porque ela gosta da gente, gosta de cantar pra gente e não economiza. Que bom que essa energia não tem bandeira vermelha e a a Light não pode cobrar!

No mais, era Portela! A Portela que vem sendo nos últimos 3 anos, alegre, feliz, confiante, reunião de família com direito à feijoada, comidinha de mãe, ops de Tia.

Rainha a postos, Velha Guarda de plantão, público extasiado, Teve inauguração de mastro com a Bandeira do Brasil e da Portela.
Teve a presença dos voluntários que orientam, esclarecem sobre a Lei Seca e incentivam o divórcio do álcool com volante - um casamento que nunca dá certo.

Teve Tia Surica tocando tamborim!
Teve Chacal e o seu sax fazendo um verdadeiro baile de carnaval.
Teve festejo de niver da Aldaleia.
Teve homenagem ao Dionísio Lins pelo trabalho social promovido na Zona Norte e eu não estaria sendo sincera nesse relato se não contasse que teve um tantinho de vaia nesse momento... Fazer o quê? Nem todos precisam, nem todos conhecem, nem todos são gentis, enfim, deixa pra lá.

Ah, na Portela tem de tudo um pouco e sempre é muito bom!

Foi um dia de reencontros festivos que a chuva regou pra florescer melhor. Bonito ver na saída da quadra, naquela da "saideira", os grupos que saíam cantando o samba 2016 pela rua! Sim, o samba pegou! E faltando pouco menos de 1 mês para o lançamento do CD oficial tá na boca do povo. "Esse samba do vôo da águia, uma viagem sem fim", que já começa com um desabafo e um "toque": mas tem que respeitar (...)!" (isso eu ouvi lá no bar)
Tem mesmo e, redundância explicar porque. É a Portela.

ANTES DE...

foto: Phss Santos Souza 














Minha alegria é intensa e extrapola.
Minha tristeza é enorme, extravasa
Minha lágrima transborda
Meu sorriso transcende.
A sinceridade do que eu sou
E-qui-li-bra-me.

Não tem corda bamba
não tem fio certo,
que eu não tenha
a- tra-ves- sa- do.
Miro, pois conheço os olhos
dos abismos que me tentam
Eu tento, não atento.
Um dia eles me ganham,
No outro, eu os venço.
Tentativas do que eu quero
E-qui-li-bram-me
Tentativas do que eu preciso
Balançam-me
Guerreira?
Nunca.
Guerreiros matam,
antes que morram,
Eu apenas sobrevivo
antes de.

A REGRA É CLARA, MAS QUE SACO!

Tô com agonia dessa novela ‪#‎ARegraDoJogo‬. É bem feita e é por isso mesmo. Não me conformo com Tony Ramos feio, barbudo, descabelado e bandido.
Gosto da Barbara Paz, louca e não retardada. Cauã não pode tomar porrada toda hora e acabar mais bicudo.
Não é possível que um policial seja tão burro e pouco intuitivo como o esse Dante.
Preferia que Adisabeba aceitasse o Zé Maria bandido porque não fica bem uma puta vencedora pagar de otaria .
A familia do Leleco desandou e a graça do núcleo é cansativa como era o Zorra Total de antigamente.
Tem que botar o Cauã sem camisa o MC pra dançar mais ou outro texto pra ele falar. Vejo a novela duas vezes por semana e ele está sempre falando a mesma coisa.
Essa Toia é mais chata do que meio de mês e acho ela meio velhinha pra acreditar em tudo o que todos dizem, menos em quem ela conviveu a vida toda. Uma sonsa enjoada do cardápio que come desde a infância! E olha que o Cauã é um tremendo banquete e aí da ficou fora 4 anos....
Mas nada disso seria problema se não reproduzisse a nossa realidade: só bandido, mentiroso e explorador se dá bem por aqui...
Ah, e se você perguntar por que, então assisto é porque a minha TV a cabo era a gato e quem não tem grana não tem escolha. É a "regra do jogo" rsrsrs

7 de nov. de 2015

ENERGIA DEBAIXO D'ÁGUA

Como dizia minha avó: "Chovia de cachorro beber água sentado", no entanto quem disse que chuva é problema para o povo do GRES Coroado de Jacarepaguá,, que neste ano de 2015, passou impávido pela Intendente debaixo d'gua ?
Quadra muito lotada, três sambas na final, Bruno Ribas compondo o corpo de jurados, compositores do samba campeão do Arranco do Engenho de Dentro marcando presença, apresentação de musas e rainhas, blocos da região que certamente a exemplo do Coroado emergirão para a categoria Escola de Samba, enfim, uma festa muito bonita!

Fiquei quieta no meu canto, olhando, gostando e pensando: A produção nas apresentações dos sambas influem e contribuem? Sei que no passado, fazia sucesso nas quadras o samba cantado pelas pastoras, seriam as torcidas suas substitutas na atualidade? É fato que a escolha foi pensada para privilegiar o melhor samba e promover um excelente desfile. Eu, que nos tempos antigos como jacarepaguense torcia para o extinto Custou Mais Saiu e Bafo do Bode- a atual Renascer de Jacarepaguá, parei de pensar e fui curtir a festa. Parabéns Coroado! Parabéns aos vencedores e aos concorrentes, vencedores também por terem chegado a uma final com 3 sambas dos bons!
Aqui as fotos que sobraram de uma câmera que quase se afogou.

4 de nov. de 2015

GERAÇÃO X

"Porque o amor é uma coisa mais profunda que uma transa sensual". 
Assim era a minha geração... A gente falava pacarái. Resolvia os problemas do Brasil numa assembléia constituinte do chope.
Éramos politizados, todos "cabeça". Queríamos igualdade, voto direto para presidente, liberdade de expressão, liberação do aborto e do divorcio. A gente saia de casa, dividia AP e gostava de casar.
"Divina Comédia", " blá-bla-bla, eu te amo", "caminhando contra o vento" a gente queria comer o mundo ou quem sabe, comia todo mundo.