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13 de abr. de 2016

Lava a Jato virou trampolim, backstage para lançar pop star.

Cunha e Temer mostram pro mundo o que um político pode ter de pior. Desfaçatez, mau caratismo em aulas teóricas e práticas todos os dias. Sinto vergonha.
A mão da lava a jato que não teve o mesmo peso para investigar e punir membros delatados de todos os partidos. O juiz formando parceria com a mídia colocando em risco as investigações em detrimento da discrição que demonstra a lisura dos bons policiais, transformou essa operação, pra mim, num teatro mambembe. Se havia uma preocupação com o país e interesse em combater a corrupção isso foi perdido. Lava a Jato virou trampolim, backstage para lançar pop star.
A desqualificação de ídolos nacionais como Chico Buarque, por suas convicções politicas me deixaram completamente apoplética porque: Chico sempre foi rico, já nasceu mito e lindo, sempre foi de esquerda. O que as pessoas queriam? Que ele mudasse de lado? Se comportasse como um rato peemedebista ou espancador de mulheres?
A amante do FHC apareceu, ela tinha emprego fictício, apartamento em Paris e provas do que dizia, ninguém se importou e ainda esperavam de Chico que ele aderisse a esse lado?
Então hoje, ser uma pessoa de convicção é merecer o apedrejamento moral público.
O "povo" está usando esses dois crápulas para falar em seu nome, depor um presidente por coisas que todos os governos fizeram desde o tempo da coroa portuguesa. De lá, manifestantes alimentados com filé mignon não são considerados "vendidos" são tratados como militância, de cá, qualquer discordante é acusado de ser vendido por pão com mortadela mais 30 reais, desconsiderando as leis do trabalho voluntário, por exemplo.
Parece que tudo dando certo o jato que lava se extingue, todos partem para novos empregos, desafios ou oportunidades, na certeza que nós povo passivo e pacífico com nossa docilidade africana nos prestaremos mais uma vez a servi-los e ao seu poder sujo, suas fortunas imundas e sangrentas nos esquecendo do assunto e ponto. Vida que segue.
Agora, espero que me entendam quando eu falo da farsa do voto, bem como dizia Brizola (ah, como me arrependo de não ter sido brizolista!). De tanto fazermos opções entre a falta de representatividade dos políticos disponíveis, chegamos a isso.
Os militares forjavam atentados, a nossa democracia prende rapazes com produtos de limpeza, finge que é povo e vai pra rua com adereços cujo valor mataria a fome de muita gente e simplesmente acha normal usar a mão de obra suja dos imundos para sentar-se com eles na mesma mesa mais tarde.
Dilma fez tudo errado, mas se fosse homem teria sido perdoada e menos traída, eu acho. Desculpem o exemplo tosco, mas parece uma "justa causa" por alcoolismo para uma funcionária abstêmia numa fábrica de pileques.
Voltarei a votar nulo. Pararei de escrever no meu celular porque é muito complicado e não quero texto longo, mas se ficar foda-se, tem que ser claro, por fim, desabafei.
Viva o povo! (o verdadeiro)
Viva Chico Buarque de Holanda!
Tenho certeza que o Apto de Paris dele foi comprado e pago de forma digna, esse é o traço que deveria unir os brasileiros: ter vergonha na cara, trabalhar, viver com o que se ganha, pagar as contas...

29 de out. de 2015

A RODA NÃO PARA NUNCA DE GIRAR

Samba Independente dos Bons Costumes é a princípio um projeto, uma idéia, um desejo. Desejo de resgatar toda a despretensão do samba entre amigos, batido na palma da mão, pronto para ser mostrado despretensiosamente, apenas com a vontade de alegrar os tristes, cansados, apressados naquele meio tempo entre a saída do trabalho e o engarrafamento na volta para casa.
O projeto tornou-se um grupo coeso de jovens, poder-se-ia dizer, meninos apaixonados pelo samba de raiz, as raízes mais profundas e antigas, sambas de Candeia, de Monarco, de Casquinha; partidos de Xangô, de Gracia, de Tantinho, de Sargento, dentre tantos outros que eles cantam com amor, paixão e muita reverência.

Meninos que se dispuseram a tocar para quem passasse e que fizeram esses passantes permanecerem e permitiram que eles tocassem e cantassem junto e sem perceberem, estava formada uma roda bem como antigamente onde as novidades coo Toninho Geraes, João Martins, esses jovens que mantem a cadência, também tem espaço.
No dia 29 de outubro receberam Marquynhos Diniz, aquele do Trio Calafrio, aquele parceiro do Zeca, o filho do Mestre Monarco, o compositor de Dona Esponja. Marquynhos entusiasmou-se, mostrou sua veia partideira, enveredou pelos sambas de enredo, passou por quase todas as escolas de samba do Estácio à Madureira, cantou seus sucessos deu um verdadeiro show e trouxe para a roda até o mais distraído telespectador da TV do Araponga (Luiz de Camões 78), onde todas a quintas a magia prossegue.
Sambas conhecidos, sambas de terreiro, do lado B que o CD nunca teve. Sambas autorais de ótima qualidade, fabricados na simplicidade das almas que não admitem que o samba vá morre um dia. Se esse garotos, encantaram o filho do nosso baluarte portelense, o que mais posso eu comentar?

1 de dez. de 2014

PORTELA

Era exatamente meia-noite quando o locutor parabenizou todos os presentes pelo Dia Nacional do Samba, bem na hora de a penúltima Escola da noite, a Portela, se apresentar.
Sim, o dia 1o de dezembro tinha-se ido. A União da Ilha se retirava do palco após uma excelente apresentação do seu samba para 2015, Ito Melodia, havia acabado de exercer todo o seu talento de intérprete, mas ainda havia algo de muito especial por acontecer.
Não sei exatamente como, no conta-gotas seleto de público presente, entra na área uma amostra da comunidade portelense. Aguerridos, possuídos, entoando o novo hino da agremiação de Oswaldo Cruz/Madureira a plenos pulmões, como se o soubesse desde sempre, sacudindo bandeiras como se estivessem no Setor 1.
Em pouco tempo o entusiasmo dos cariocas de Madureira, contagiaram a todos, não deu pra ninguém ficar parado.
Muito bonito de ver e, quem gosta de samba apreciou independentemente da bandeira de seu coração.
No palco, os compositores, Noca e parceiros; os intérpretes Wantuir e Wander Pires, Daniele Nascimento e Alex, mais a legendária Wilma - o Cisne da Passarela; a eterna pastora Tia Surica, o grande e tranquilo mestre Monarco. Serginho Procópio, o presidente sambista da Agremiação, que foram como as demais escolas acompanhados pela bateria da Escola campeã de 2014, a Unidos da Tijuca.
Entra a rainha de bateria Patricia Nery, um caso talvez único, de possessão sambística dentre as rainhas,convocando, exortando,animando, cumprimentando e sambando.
Era a Portela, eram capítulos de histórias, passado de glória e muito ânimo,entusiasmo, esperança e fé no futuro que está chegando.
Na Cidade do Samba o Natal só vem primeiro que o carnaval no calendário.

6 de ago. de 2014

FOGO AMIGO. É fogo, amigo! | E o tiro de defesa do negro atingiu a cultura negra

O preconceito é tão arraigado, como diria Jean Willys, introjetado, que se torna uma verdadeira armadilha até para as suas vítimas, seus ativistas, aqueles que se declaram contra ele. Não importa qual o preconceito. Se é brasileiro, nascido, criado, educado, escolarizado no Brasil é quase certo ter o seu. 
Eu  que sempre achei essa coisa do politicamente correto uma chatice danada! Às vezes me pego pensando que esses chatos além de terem lá suas razões (porque todo mundo tem) acabam tendo razão mesmo... Por aqui brinca-se muito com coisas sérias mas, quem de nós nunca pronunciou os tais ditos populares que "brincando dizemos as verdades que não temos coragem de falar a sério"?  "Embriagados dizemos o que pensamos quando sóbrios"?
Somos tão galvanizados no preconceito que nem percebemos quando ele se manifesta. É normal, é assim mesmo, é só uma brincadeira, podemos estar simplesmente repetindo, sem refletir, um jargão que ouvimos desde a infância, simplesmente porque na nossa nunca fomos atingidos pela pedrada que ele (o jargão) é.

Da cartilha do politicamente correto não gosto da terminologia favela ter sido substituída por comunidade. Acho favela uma palavra bonita, sonora, musical que se soletra mesmo sem querer. Seria tão mais interessante dar dignidade à favela do que apenas substituir a palavra. Comunidade é tudo, e ao transformarmos a favela em comunidade não percebi na prática a comunhão entre os bairros nem entre as pessoas. Não sei se aprecio totalmente a forçação de barra de chamarmos as pessoas negras de afro-descendentes o tempo todo, que em algumas ocasiões me soa tão hipócrita quanto o antigo termo "cidadão de cor" com o qual minha finada mãe que nunca me pareceu racista, definia/descrevia algumas pessoas, imagino eu, aquelas que se sentiriam ofendidas em serem chamadas simplesmente de negras.
Algumas vezes meditei sobre a maneira de as pessoas falarem "negra linda", "loira linda" sem entender porque não simplesmente: mulher linda. Essa forma de falar como se fosse uma exceção a beleza nas negras assim como o bom caráter que empresta "alma branca" aos negros e todas essas terminologias tão hipócritas que até entendo que educar por força de cartilha talvez seja um caminho para se chegar ao respeito, só não avalio o quanto de percurso irá ser acrescentado por conta dessa hipocrisia.

Todas as vezes que me disse negra, sempre tinha alguém que me corrigia: "você não é negra, você é morena" e isso sim me deixava chateada da vida. Afinal o que é ser morena? Para mim morena era a pessoa que não era loira. às vezes aquela que se torrou na praia outras, carne assada tostadinha, Simples assim. E como consequência da minha geração, a palavra mulata, sempre veio à minha mente como aquelas poderosas mulheres que sambam como ninguém e a culpa disso deve ser do Oswaldo Sargentelli. Felizmente pra mim, mulata me remete à beleza de uma passista no samba e não à cria da mula.


E já que chegamos na mulata e no samba,  li um dia desses uma publicação criticando uma futura produção que irá ao ar na emissora "líder em audiência". A crítica pelo fato de 4 atrizes negras protagonizarem papéis de humildes trabalhadoras como camareira, cozinheira, operária e costureira. Um debate é um debate mas nem debati, bem pouco teria a acrescentar na enxurrada de centena e meia de comentários que recebeu a publicação, a não ser que a TV mostra o que o povo assiste, o povo que assiste compra o que o patrocinador anuncia e é de anúncios que vive a emissora. Outra coisa que até não faz tanto tempo assim, é que atores brancos caracterizavam-se como negros, pintando-se de preto - não havia um ator negro bombando na ocasião. Claro que doía o coração ver Ruth de Souza, Léa Garcia e tantas excelentes atrizes negras eternamente vestidas de mucamas ou com os ridículos uniformes de empregadas domésticas fazendo papéis secundários. Claro que ainda estamos muito longe do ideal. O lado positivo é que tem negro à beça que estudou para ser ator e o espaço vem se fazendo aparecer com luta e insistência e, o erro está na ânsia da nossa população de ver-se brancamente embranquecida.
Voltando ao samba, no artigo publicado tem uma frase que me engasgou e me irritou tanto quanto o autor deve ter se irritado ao saber da produção de um seriado envolvendo 4 atrizes negras em papéis "inferiores". A frase é:
(...) "associar a população negra à pobreza, favela, ao samba e etc". Qual o problema em associar-se a população negra ao samba? O que há de errado com o samba? O que haveria de errado nessa "associação"?
Então meu comentário foi diretamente ao ponto que me incomodou:


Se o samba mais que música, é cultura da nossa matriz africana, zero de problema sermos associados a ele, não acha? Penso até que não se trata de associação, nem mesmo de coincidência... 
Há sambistas e pessoas que gostam de samba de todas as cores e poder aquisitivo. Há as que são negras, de classe média que consomem artigos de preços elevados também, inclusive com poder aquisitivo suficiente para pagar umas centenas de reais por shows de sambas nas casas badaladas do Rio.
Penso que lá como cá, cada um com seus preconceitos. Ele reside em nós. Infelizmente...

Acho que o autor da postagem deixou às claras o seu preconceito contra o samba e a sua ignorância quando à origem do samba e não vou inventar de falar sobre o embranquecimento a que nós negros somos forçado, porque quem fala bem sobre isso é o Sr. Nei Lopes. Claro que as pessoas, principalmente as negras, não são obrigadas a gostar do gênero, mas há que respeitar a cultura. 

Hoje, voltando à página que hospeda o texto, por sinal é um site autodefinido como "de combate ao racismo, preconceito, discriminação e violência contra mulher - em defesa dos direitos humanos" é que observei  a rápida descrição do colunista e não deixei de achar curiosa: (...) "Orgulha-se de não saber bater pandeiro nem palmas para programas de TV ruins". 
Não sei por que não li isso ou não percebi,  na ocasião que comentei a postagem do colunista. Ainda bem, afinal, a dicussão é sobre o programa de TV e o preconceito Global, nem local, nem mundial, apenas global, aquele que reside numa logo prateada que faz um irritante plim-plim

8 de jan. de 2014

Barriga negativa? Nunca terei uma...


E finalmente chegou o verão, viramos o calendário,  época de exibirmos  o resultado   das promessas do ano passado... Não é maravilhoso que não tenhamos um censor  para regular isso?!  
Eu me sinto totalmente desobrigada, afinal,  as 7 ondas que eu pulei não  trouxeram os meus sonhos, não abandonaram o mar para satisfazerem  meus pedidos.

O ano de 2013 trouxe muita coisa boa, já que as coisas ruins  sempre estiveram por aqui, desde o tempo de Adão, Eva e a maçã, não fazemos outra coisa a não ser atormentar a natureza, implicar uns com os outros, cobiçar os dons do próximo, achar a vida injusta e o mundo mau, sem tomar o menor conhecimento das  nossas generosas parcelas de contribuição para isso. 
Não satisfeitos com todo nosso tormento e suplício, pela primeira vez, em 2013, tomei conhecimento do mais novo objetivo de vida de muita gente boa por aí: A “barriga negativa” e sabe o que eu acho? Se não temos uma dessas pra mostrar, vamos  celebrar  tudo e  todos aqueles que contribuíram para toda  a positividade da nossa barriga! Comida de mãe, o “passatempo da sua viagem” oferecido pelos ambulantes dos trens e ônibus, seus filhos (sim, sou do tempo que lamber a cria era mais gratificante do que voltar ao peso normal), aqueles amigos convincentes que não podem saber que estamos em casa, as festas convencionais e chatas que se salvam unicamente pela qualidade do bufet, as Tias do samba e seus quitutes, a nossa preguiça depois da ralação de trabalho, engarrafamento e condução.
Afinal, não bastam todas as amarras sociais e politicamente corretas, a luta pelo conforto e agora temos essa obrigação de estarmos lindos para os olhos e padrões de seres que não sabem um terço do que passamos?

Eu não sei se tendo tempo livre, gostaria de gastá-lo em academias, focada na satisfação pessoal de me transformar em linda para os olhos de outros que não conheço, com os quais eu não concordo e, eu acho que ainda não evoluí  o suficiente para deixar  o  espelho  e ser benvinda ao mundo do Instagram, toda a minha beleza ainda está condicionada às minhas quatro paredes...

 Não é uma crítica a quem faz, é uma solicitação velada que as capas de revistas publiquem  outras perspectivas de felicidade. Aquela que até bem pouco tempo vendia outros tipos de produtos e menos neuroses. Suponho que a ginástica cerebral, seja tão mais penoso e difícil que pusemos outros músculos para trabalhar com resultados mais imediatos, afinal só se sabe das nossas idéias, conversando e os olhos são mais rápidos que qualquer pensamento ou palavra. Vivemos num mundo que simplifica ao máximo para que todos os medíocres sejam exaltados, eles também são filhos de Deus!

Ainda temos representantes do outro lado, aquele lado que não é antigo, talvez apenas um pouco mais romântico, no fundo apenas outros valores, gente que ainda pensa que a vida é para viver e viver não prescinde de moda, status, ditaduras midiáticas. Gente despudorada, que ainda pensa que o melhor presente é a sua presença, seu sorriso e abraço. Pessoas modernas porque se adaptaram à informática, aderiram às redes sociais, como forma de interagir e não de patrulhar ou se exibir e até ousam em convidar pela rede os amigos para um chope presencial!

Não é crime ser gordo, não é afronta ser sarado, crime é ter um mundo tão grande, viver numa cidade tão linda, com gente tão gente-fina e manter-se escravo das aparências e do que os outros vão pensar. Isso acontece desde que o mundo é mundo, mas em tempo globalizado, manter a privacidade é um desafio, manter a individualidade  é outro, onde referências são muito mais importantes que modelos.

Que em 2014,  suas escolhas possam ser suas, se a imagem não estiver de acordo com aquele galã da novela das 21, ainda assim você pode e deve ser feliz.

O espelho não é aquilo que mostra sua aparência, o espelho é aquilo que você irradia e reflete. Se veja bem e será bem visto, muitos poderão não compreender, mas todos poderão gostar!

Dedicada a Juan Espanhol, compositor do GRES Portela, do  Arranco do Engenho de Dentro e dos concursos de sambas cariocas.

20 de mai. de 2011

O FANTASMA DA DISCRIÇÃO

FOTO: personagem do game no qual o protagonista com seus poderes mutantes, é capaz de transformar-se em uma "réplica" perfeita daqueles que atravessam o seu caminho, roubando inclusive habilidades e poderes. Mas o processo é violento, pois ele devora suas vítimas. Mercer pode passar por qualquer superfície e destruir tudo o que aparece, o que promete generosas doses de ação. Mercer é capaz de usar diversas armas, mas seu próprio corpo já é uma máquina de guerra: o braço, por exemplo, pode se transformar num instrumento perfurocortante e estraçalhar quem estiver pela frente. Se os inimigos estiverem num veículo, uma alternativa é comê-los, e assumir o controle da máquina
Há muito tempo, muito mesmo, no tempo que orkut era coisa de brasileiro... rs Numa comunidade, assim são chamados os grupos no orkut, surgiu o tema dos vídeos educativos do "kit escola sem homofobia". Eu ainda não havia assistido, acho que nem sabia sobre o assunto, mas na minha condição de defensora de tudo o que se costuma atacar, desde que esteja alinhado um pouquinho mais à esquerda, fui a favor.

Travei quando informaram-me que os vídeos eram pesados e agressivos, além de inadequados para a faixa etária sugerida...  Wel, com criança não se brinca, pelo menos não dessa forma. Calei, pois não tive acesso aos dito cujos vídeos.

Algum tempo depois, surgiu exatamente o mesmo assunto no Face Book, sendo que ali, aqueles que se colocavam contra o kit comentavam, reafirmando que não eram homofóbicos, pois inclusive, contavam  causos de amigos gays que eles tinham - como quem tem um passaporte, um ticket to ride, um crachá corporativo  ou coisa assim e que, esses amigos eram "discretos" e mesmo sendo gays, colocavam-se contra o kit.

Acho que eu não saí do grupo em consideração aqueles que lá estavam, heterossexuais a defender o kit.  Porém, a minha retórica se exauriu, minha paciência se esgotou e como a vida é bel,  o grupo se implodiu por ele mesmo e eu nem estava por perto pra rir. 

As pessoas antes de atacarem o kit, esclareciam que não eram homofóbicas porque tinham "amigos gays discretos" (eu sei que falei isso antes, a redundância é proposital) e logo veio o assunto de duas meninas que se beijaram num shopping e de dois marmanjos de mãos dadas e o kit ficou esquecido.

Particularmente,  penso que se há a necessidade de se justificar, a culpa existe mesmo que não haja nenhuma acusação explícita. Muitas pessoas estão tendo que lidar em escala macro com aquilo que não resolveram dentro de si e se,  de alguma forma elas não sentissem que a homossexualidade é (no mínimo) feia, não precisariam se "explicar"  antes de formalizar suas opiniões. Há tempos, precisamente em  23/11/2011 passeei por uma certa mídia social e percebi que o mundo mudou. No passado tínhamos o "negro de alma branca", aquele cara "pretinho mas legal pra caramba". Hoje as pessoas não tem preconceitos e provam isso tendo amigos gays e esses gays são discretos...

 A vida seguiu, bela como sempre, dura como à vezes, boa como quando sabemos assim transformá-la. Até que hoje vi os vídeos!
Deus sabe o que faz, se tivesse visto antes tudo seria diferente...
Não vi absolutamente nada de tão negativo e pesado no material e ainda que fosse mais agressivo, nada justificaria a defesa que muitos implementaram,  do tal parlamentar (que jamais citarei o nome). Embora defendê-lo me parecesse absurdo,  ele, ao defender aberta e escandalosamente sua posição radical, possui ainda alguma dignidade a mais do que esses, que antes de mais nada se declaram  não  homofóbicos, demonstrando nas entrelinhas do politicamente correto a leitura exata da cartilha do deputado. 
Pior que o preconceito, é o preconceito disfarçado de compreensão. Pior que ter muitos adversários é ter "adversários discretos"
Vamos ao vídeos?
 http://uol.com/bwT9t #UOL 

8 de jul. de 2009

PLANTAS MAL CUIDADAS NÃO GERAM FLORES NEM ATRAEM BEIJA-FLORES


Dentre todas as facilidades que a modernidade nos trouxe, a melhor talvez seja a liberdade. Hoje podemos nos sentir livres como um equipamento sem fio! Está cada vez mais fácil fazermos nossas escolhas e decidirmos nossas vidas sem levar em conta uma série de conexões externas. Complicado? Explico: As pessoas estão cada vez mais livres para exercerem suas escolhas e preferências. Antigamente havia os casamentos tratados entre famílias aos quais os filhos eram obrigados a ceder, a novela das 8 que começa às 9 e meia Daquela Emissora, mostra o núcleo tradicional indiano com sua tradição de castas que nos parece totalmente inverossímel, mas creiam: Houve um tempo em que era impossível desimpregnar da nossa vida as regras sociais! As mulheres já foram propriedades dos maridos e os filhos dos pais. Gays casaram-se tentando ter um pouco de sossego, simplesmente para viverem suas vidas...

Acontece que não são as obrigações sociais instituídas que nos obrigam a fazer o que não queremos ou não podemos... Somos nós mesmos, a nossa dificuldade de lutar,nossa incapacidade de colidir, a impossibilidade de nos permitirmos ser frágeis e demonstrar nossas fragilidades.
Alguns inconformados lutaram tanto que abriram caminhos para uma maior tolerância social, o politicamente correto, pode até ser uma hipocrisia, na prática proíbe que façamos algumas piadas mas também impede muitos moralistas de difundirem seus pensamentos preconceituosos, o que não faz da vida das minorias nenhum paraíso, é claro.
E quanto das amarras que nos impedem de ser feliz partem de nós mesmos? Luiza Brunet, a eterna bela, essa semana nos conta que está “sozinha e feliz. É inteligente ficar sozinha, pois estou tranquila. Faço o que quero. Acho muito bom”. Selton Melo, o talento que bomba nas telonas nos conta que lida muito bem com a sua solidão. “Tem gente que tem medo de ficar sozinho, eu não. A gente não programa relacionamentos, eles acontecem.” E agora?
Eles são lindos, bem sucedidos, famosos e aptos a fazer a felicidade de qualquer mortal. Dá pra pensar que pra eles é mais fácil, no entanto suas vidas são notícias e a intimidade restrita pela curiosidade humana natural que todos têm de saber da vida alheia e o julgamento que automaticamente se faz quando de posse de certas informações. Tipo assim:
Para a grande maioria das pessoas estar só é defeito e, para não potencializarmos este defeito, muitos de nós muitas vezes nos “atrelamos” a pessoas que em nada poderão contribuir para a nossa felicidade, muito pelo contrário...
Já repararam o poder de atração que uma aliança exerce no povo?
Já notaram a “fila” que se forma para os recém-descasados e para aqueles que atravessam crises conjugais?
Seriam os casados mais interessantes partindo do princípio que quem está só tem algum defeito? Claro que não! Luiza e Selton provam isso, mas às vezes temos dificuldade de ser feliz de uma forma diferente, pois a lenda urbana é que precisamos de uma alma gêmea, precisamos da metade da laranja, precisamos da tampa da panela. Pergunto:
Você estaria feliz sendo apenas a metade de alguma coisa? É muito mais fácil ter bons relacionamentos quando estamos inteiros, de bem coma a vida de tal modo que estar sozinho seja uma excelente oportunidade para dialogarmos e fazermos bons programas com a excelente companhia de nós mesmos.
Portanto nada de atacar com aquele discurso dos que não querem nada nem ninguém até o momento que surge a oportunidade de por alguém do seu lado e colar nele o adesivo “tem dono”!
O dono de você é você, estando inteiros somos parceiros, companheiros, amantes, pessoas! Essa relação de metade não foi feita para seres humanos completos que já nascemos inteiros com as sementes da felicidade. Por falar em semente, cuidar de um jardim acompanhado é bacana, cuidar de um jardim sozinho não é impossível e plantas mal cuidadas não geram flores nem atraem beija-flores. Nesse inverno pense na primavera.