FELIZ 2018!
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24 de dez. de 2017
MENSAGEM DE ANO NOVO
FELIZ 2018!
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VÍDEOS
UM DIA A GENTE ENXERGA QUE ERA FELIZ
Um dia a gente abre os olhos e enxerga que era feliz,
Ter sido feliz já é um bom motivo pra não se entristecer.
Ah, a alegria de quem foi tolo o suficiente pra ser feliz sem saber!
Doce sabor de festa
Aquela ressaca daquele pileque que veio sem querer
Ter sido feliz já é um bom motivo pra não se entristecer.
Ah, a alegria de quem foi tolo o suficiente pra ser feliz sem saber!
Doce sabor de festa
Aquela ressaca daquele pileque que veio sem querer
TODO AMOR TEM VERDADE ATÉ SE NÃO FOR VERDADEIRO
De amores e desencontros fizemos nossa vida.
De desencontros viveu o nosso amor.
Ainda assim, sempre responderei seu aceno,
evitarei despedidas,
Todo amor tem verdade
mesmo se não é verdadeiro,
vou te ler alguns poemas,
serão eles, não eu, que lhe falarão de amar.
Amor de desencontro dói demais,
Fiquemos no chope, nas conversas triviais
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14 de dez. de 2017
EU VI: DO COMEÇO AO INFINITO
Papo de fã. Você vai a um show do Roberto Carlos sabendo que vai gostar, sabendo o que vai ouvir com poucas variações no que vai ver e aqui nenhuma crítica ao Rei que amo de paixão. Prosseguindo com o raciocínio: Eu vou a um show de lançamento da Ana Costa sabendo que vou gostar mesmo sem saber exatamente o que vou ouvir ou ver. Simples assim.
Dia 08 de dezembro desse ano que insistentemente demora a acabar, fui assistir uma das edições dos show de lançamento do novo trabalho da cantora, compositora e violonista, Ana Costa.
Um show com menos músicos e mais música, com menos instrumentos e mais som.
A leveza contínua, flutuante que repousa na delicadeza de uma sintonia muito perfeita entre voz, bandolim. Fui ouvindo em casa o CD e vejo que a perfeição continua.
A inserção de "Último Desejo" (Noel Rosa) deu-me a sensação de que eu deveria ter ido nos lançamentos anteriores (no Municipal de Niterói e C.R da Música na Tijuca) porque fiquei com a sensação que cada apresentação jamais será repetida.
E eu acho que Ana Costa é bem isso: Uma artista que jamais se repete, busca mais que inovar, mas um refazimento. numa recriação infinita como se cada dia vivido e cada aprendizado entrasse como filigranas no que ela nos traz. Como não sou crítica digo apenas o que vejo e o que sinto do que ouço. É um show belíssimo e o CD, sim, eu sou do time que baixou as músicas de uma das muitas plataformas onde etão disponíveis mas gosto de pegar, mostrar, acompanhar, seguir com o dedo o que está escrito e que a tia lá da escolinha no século passado dizia que não era legal fazer; Pois bem o CD tem um dos designers mais bonitos que já vi. É o tipo de trabalho que não tem o que se criticar, só curtir e muito!
E eu acho que Ana Costa é bem isso: Uma artista que jamais se repete, busca mais que inovar, mas um refazimento. numa recriação infinita como se cada dia vivido e cada aprendizado entrasse como filigranas no que ela nos traz. Como não sou crítica digo apenas o que vejo e o que sinto do que ouço. É um show belíssimo e o CD, sim, eu sou do time que baixou as músicas de uma das muitas plataformas onde etão disponíveis mas gosto de pegar, mostrar, acompanhar, seguir com o dedo o que está escrito e que a tia lá da escolinha no século passado dizia que não era legal fazer; Pois bem o CD tem um dos designers mais bonitos que já vi. É o tipo de trabalho que não tem o que se criticar, só curtir e muito!
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TEATRO
31 de dez. de 2016
OXOSSE e OXUM REGENTES DO ANO 2016
Prepare-se para fortes emoções e grandes possibilidades. Um ano de quem não aceita ser contrariado trará quebra de tabus para o bem e para o mal. Quem quer ter filhos, o ano é esse!
Passará rápido por isso, olho vivo.
Passará rápido por isso, olho vivo.
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FÉ
30 de dez. de 2016
FOI UM ANO MESTRE, NÃO MASTER
Uma coisa é viver outra, sobreviver. Uma coisa é viver as coisas outra aprender com as coisas que vivemos. Aprender é diferente de descobrir que é diferente de entender e embora tudo isso envolva o sentir, sentir não basta. Às vezes a gente sente que não deve sentir determinadas coisas e a alternativa é evitar dar importância aos sentimentos que não constroem. Neste aspecto 2016 foi um ano professor e eu vou terminando esse ciclo sentindo que começo a me tornar uma boa aluna.
Eu sou uma pessoa de posições bem definidas, palavras nem sempre doces, intensa, tensa, visceral, e cheia de sentimentalidades e tudo isso me soava como defeito porque eu não sabia o que fazer com quem estivesse no lado exatamente oposto. 2016 me ensinou que não se faz nada com os opositores, arrumar nossa casa, jogar bem, fazer a nossa parte é o que os mantêm respeitosamente distantes
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MEMÓRIAS
2 de jan. de 2016
RODA DE SAMBA INDEPENDENTE DOS BONS COSTUMES
Nosso samba continua grátis
Nosso samba continua lotando a esquina.
Nosso samba continua muito bom porque buscamos fazer o melhor.
Sam Indep Cost - Samba Independente dos Bons Costumes
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VÍDEOS
2 de dez. de 2015
TRISTEZA
Tristeza é só uma alegria que não chegou ou ainda não aprendeu a sorrir. Emprestou o meu sorriso para ela na certeza que ela aprenderá,
31 de dez. de 2014
Não confunda fim de ano com fim do mundo
Mas é que estamos numa época que é proibido ficar triste.
Está vedado permanecer desanimado.
Se as coisas não deram certo, não desiste.
É o momento de acreditar que se acertarão.
Não se preocupe, passa rápido, logo te esquecerão.
Pega essa dor e pinte-a de branco.
Coloque a sua tristeza sentada em algum banco.
Pode ser ali, fazendo companhia ao Drummond.
Ele é calado, volta e meia roubam-lhe os óculos com sorte ele nada verá.
Se as coisas não deram certo, não desiste.
É o momento de acreditar que se acertarão.
Não se preocupe, passa rápido, logo te esquecerão.
Pega essa dor e pinte-a de branco.
Coloque a sua tristeza sentada em algum banco.
Pode ser ali, fazendo companhia ao Drummond.
Ele é calado, volta e meia roubam-lhe os óculos com sorte ele nada verá.
Não é um tempo de alegria, pois que muitos se foram, alguns se perderam
Empregos escassearam, faz um calor infernal, o trânsito permanece umbralino.
O mundo vive como se ainda não tivesse encontrado seu destino
Empregos escassearam, faz um calor infernal, o trânsito permanece umbralino.
O mundo vive como se ainda não tivesse encontrado seu destino
Não confunda fim de ano com fim do mundo.
Mas se confundir, vai fundo!
A preocupação alheia é só uma postagem
Por sua causa ninguém perde a viagem
Não é tempo de alegria,
apenas algumas horas de euforia
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2 MILHÕES
Se 2 milhões não fosse um número tão expressivo, assustador, ameaçador, opressivo, apavorante em se tratando de quantidade de pessoas num só local, eu me arriscaria a reviver essa aventura.
#Copacabana #Reveillon2015
#Copacabana #Reveillon2015
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FRASES
30 de dez. de 2014
Como a humanidade pode querer sonhar com a paz, se o povo não pode ter uma folga e um tantinho de dinheiro que já começa a soltar fogos??
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FRASES
SÓ A GENTE SABE O QUE FAZ
Jamais começaria meu ano novo fazendo o que detesto. Portanto, tenham certeza que não me verão com roupa de festa, nem salto alto ou cabelo feito.
Depois de durante todo ano, cansar minha beleza respondendo perguntas idiotas, explicando o óbvio, aguardando nas salas de espera, sorrindo pra quem me enrola dizendo que "o projeto é maravilhoso quem sabe", sendo polida, educada por força da profissão, rindo com os lábios e estrangulando com a alma certas figuras, não passaria os últimos minutos do ano agradando só poque vai ficar bonito no álbum da rede social.
Podem ter certeza que 2015 vai me achar muito doida. na simplicidade dos pés no chão. Não sou do tipo que chama Yemanjá pra ver eu dar 3 pulinhos fazer o pedido como num drive thru e sair correndo!
Se é a gente que faz o ano novo, em algum momento temos de começar e sabemos que apenas damos sequencia.
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REFLEXÕES
TEMOS O QUE FIZEMOS
Se eu tivesse que enviar uma mensagem de ano novo,não teria nada de novo pra dizer. Quem teria?
A nossa ânsia de que o relógio vire os seus ponteiros e deixe o que foi desagradável para tras. Arrancar a última folhinha do calendário como se arrancássemos para longe de nós o que não nos traz felicidade.
Mas a gente nem sabe o que é a felicidade. Quando sabemos e a alcançamos já estamos em busca de uma felicidade diferente que está sempre à frente.
Mas a gente nem sabe o que é a felicidade. Quando sabemos e a alcançamos já estamos em busca de uma felicidade diferente que está sempre à frente.
Pular 7 ondas, comer lentilha, subir em algum lugar à meia-noite, calcinha nova, cueca vermelha, simpatia com romã, uva e tantas coisas que são apenas manifestações da nossa necessidade incurável de ser feliz ou de nos sentirmos felizes.
Jamais seremos! Construímos uma sociedade onde a felicidade derrubaria as bolsas, acabaria com os lucros, seria um transtorno para a produção. Vivemos numa sociedade que só lamenta a falta de escola, a precariedade do ensino, isso não impacta tanto se as nossas crianças estiverem em bons colégios, para nos dar a ilusão de que vencerão na vida e estarão bem encaminhados.
A sociedade em que vivemos não nos permitirá ser felizes ou iguais, porque nos ensinou a ensinar as diferenças para as nossas crianças e elas acreditarão em nós como nós acreditamos em quem nos ensinou os absurdos que colam etiquetas de absurdos naqueles que acham que podemos ser felizes com pouco,com compreensão, com diálogo.
Construímos uma sociedade mais terrível que qualquer selva, não matamos pra comer, matamos para ter,nos matamos para obter. Temos leis para prender os outros e as brechas das leis para nós.
Construímos uma sociedade mais terrível que qualquer selva, não matamos pra comer, matamos para ter,nos matamos para obter. Temos leis para prender os outros e as brechas das leis para nós.
Caminhamos a passos largos para desconhecer de vez a arte e qualquer selfie tortamente tirada é mais bem vista que uma boa foto, selfies são o nosso olhar sobre nós mesmos imposto aos outros,
Não somos muito mais que uns papagaios a repetir o que outros papagaios dizem. Nâo fomos muito além daquela criança sem criatividade que copia o coleguinha. Criticamos sem ler, julgamos sem ver, nos deixamos levar.
Fico imaginando a cara de Yemanjá que em 30 segundos vai do vozerio a mais completa solidão.
Tem que dar lucro pra dar certo. Não basta ser belo para parecer bonito. A gente não se conhece a gente faz contato. Vivemos em estado bancário. Desconfiando de tudo e todos que não portam cartão de crédito...
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De que adianta?
De que adianta tentar adivinhar meus pensamentos, se não se importa em conhecer meus sentimentos.?
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FRASES
DESPREZO
Desprezo é o melhor dos sentimentos que eu consigo ter para certos tipos de pessoas.
Aqueles que para se defender do que a própria consciência os acusam, atacam.
Aqueles que atacam com palavras vis e sem procedência.
Aqueles que assistem um ataque sem se indignar
Aqueles que discordando permanecem calados
Aqueles que fazem vista-grossa para os erros de alguém que possa um dia ser-lhes útil.
Aqueles que tem amigos gays mas adoram ofender comentando a sexualidade e gostam de rir e comentar quando não estão por perto.
Aqueles gays que sabem que isso acontece, mas fingem que não sabem.
Aqueles que tem amigos negros de alma branca e amigos "pretinhos mas tão legais"
Aqueles que não sabem de nada, mas numa briga revelam o que deduzem
Resumindo, desprezo, é o melhor dos sentimentos que consigo ofertar aos covardes.
Aqueles que para se defender do que a própria consciência os acusam, atacam.
Aqueles que atacam com palavras vis e sem procedência.
Aqueles que assistem um ataque sem se indignar
Aqueles que discordando permanecem calados
Aqueles que fazem vista-grossa para os erros de alguém que possa um dia ser-lhes útil.
Aqueles que tem amigos gays mas adoram ofender comentando a sexualidade e gostam de rir e comentar quando não estão por perto.
Aqueles gays que sabem que isso acontece, mas fingem que não sabem.
Aqueles que tem amigos negros de alma branca e amigos "pretinhos mas tão legais"
Aqueles que não sabem de nada, mas numa briga revelam o que deduzem
Resumindo, desprezo, é o melhor dos sentimentos que consigo ofertar aos covardes.
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REFLEXÕES
24 de dez. de 2014
FELIZ NATAL...
Para todo os amigos, aqui do Face, lá do G+, do Twitter, do blog e de todos os espaços que frequentamos para não sermos esquecidos.
Que fiquemos então com as melhores lembranças, pois são as válidas, no mais, apenas o aprendizado é válido.
Cuidem bem dos seus sonhos, sonhem direito, porque sonhos quando muito desejados mais cedo ou mais tarde, se realizam! Um 2015 de muitos sonhos e que cada um seja aquele que realiza!
Feliz Natal!
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IMAGENS
15 de dez. de 2014
POR ACASO UM POEMA sobre uma UMA FESTA
Não foi proposital.
Dia desses buscava entre os meu poetas preferidos algum poema pra colocar como foto de capa no meu perfil do facebook. Como sempre comecei por Drummond, depois Bandeira, depois Vinícius, Cora Coralina, Cecília, Adélia e por aí vou até encontrar o que preciso.
Achei alguns dos poemas do doce Bandeira um pouco tristes demais para o meu objetivo. Esse principalmente, mas tinha tanto a ver comigo, que selecionei o trecho mais apropriado, tristeza à parte.
O título do poema é "Consoada" que é, segundo o Google, numa versão resumida, "jantar da noite da véspera de Natal, geralmente reunindo toda a família em ambiente de festa e terminando com a distribuição dos presentes; ceia que reunia a família na madrugada da noite de Natal, após a missa-do-galo "
O poema na íntegra:
Consoada
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Consoada é o poema dos que sem medo estão prontos ou acham que estão. Não sei se retrata um momento de pensamento fúnebre daqueles que estão solitários por ocasião da consoada, mas imagino que sim.
Poderia ser que ele, o Manuel Bandeira, estivesse apenas preparando a consoada para a "Indesejada", a tal "Caetana", por viver o momento propício, quando já fizemos tantas coisas, que qualquer alegria será tão reconfortante tal qual o seu primo-irmão o tédio.
Há momentos na vida que realmente as contas estão pagas ou decidimos que não temos
Enfim, Bandeira escreveu muitos livros, tinha grana pra produzi-los e publicá-los, tornou-se professor, crítico de arte, teve seus livros independentes reeditados, aposentou-se como professor, viajou, viajou e viajou!
de pagá-las, os filhos cresceram e nos cobrem de atenção ou esqueceram de onde vieram... As realizações como a desistência dos sonhos trazem a certeza da missão cumprida, um gosto de fim da linha, uma preguiça de lutar pelo que não foi feito, um encantamento entediado sobre o que foi construído.
Viajou a trabalho, para tratamento, por lazer, como membro de comissão julgadora.
Foi reconhecido, laureado, homenageado, recebeu muitas flores em vida, felizmente.
Principalmente, teve Bandeira, tuberculose aos 18 anos, eu mesma antes de estudar um tiquinho sobre ele, achava que tinha morrido disso, o sucesso/repercussão de "pneumotórax" nos faz esquecer a foto do velhinho e nos confunde com a informação dos seus 80 e tantos anos. No entanto, ele viu morrerem mãe, irmã (a enfermeira e anjo da guarda nos tempos da doença), pai, irmão. Por que não, não poderia por um momento achar que já estava de bom tamanho?
E que diferença poderia fazer?
Sendo apenas um pensamento, por um momento suficiente para mais um poema.
A simplicidade de Manuel Bandeira me toca profundamente. Ele transforma a decepção a desilusão, as mazelas de uma sociedade em desenvolvimento, que desdenha o auto-conhecimento, em lirismo, aliás, não abre mão dele, o lirismo e pulverizado por um bom humor tão da nossa gente!
Manuel Bandeira, foi o primeiro poeta que me fez pensar na forma de comunicação através da escrita - Sim eu sei que a gente estuda isso na escola, mas não necessariamente nos faz pensar...
Enquanto o Parnasiano é capaz de sacrificar a comunicação em prol da métrica, da rima, da valorização da forma, da palavra em si, Bandeira usa quase sempre palavras simples e quando, não é simples é direto seu modo de se dirigir ao leitor.
Claro que estamos falando sobre os anos 20 30, 40, uma época que dentre os consumidores de poesia estava também o grupo dos que faziam poesia.
Época na qual os que adentravam no universo literário chegando a publicar livros, falavam no mínimo duas línguas. Faculdade não era nenhuma "molezinha" nem existiam em profusão.
As classes ricas eram realmente ricas, sem essa de crediário, cartão de crédito, financiamento.
Assim, os poetas que gostavam de complicar, despejando conhecimento e pedantismo para uma classe de consumidores afins ficavam restrito, mantiveram-se prisioneiros dos livros didáticos que o jovem bufa quando tem de ler...
Daí seja importante comentar pra quem não lembra ou não teve "saco" de aprender na escola, a importância do Modernismo (Semana de Arte Moderna de 1922, copiou?) Bandeira não estava lá, mas já era o próprio modernista, seu "sapo" estava, tanto assim, que veio a fazer amizade com todos aqueles que de um jeito ou de outro são os responsáveis "por qualquer um" 'poder estar escrevendo', se comunicando, dando o seu recado, pois que quebraram a rigidez obrigatória das formas, liberaram as compotas do conteúdo, permitiram que outros estilos literários pudessem ser olhados com respeito, perdoaram pequenos pecados para nós apenas leigos de uma língua altamente complexa e nada disso é uma crítica, muito pelo contrário.
(continua um dia)
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Consoada é o poema dos que sem medo estão prontos ou acham que estão. Não sei se retrata um momento de pensamento fúnebre daqueles que estão solitários por ocasião da consoada, mas imagino que sim.
Poderia ser que ele, o Manuel Bandeira, estivesse apenas preparando a consoada para a "Indesejada", a tal "Caetana", por viver o momento propício, quando já fizemos tantas coisas, que qualquer alegria será tão reconfortante tal qual o seu primo-irmão o tédio.
Há momentos na vida que realmente as contas estão pagas ou decidimos que não temos
Enfim, Bandeira escreveu muitos livros, tinha grana pra produzi-los e publicá-los, tornou-se professor, crítico de arte, teve seus livros independentes reeditados, aposentou-se como professor, viajou, viajou e viajou!
de pagá-las, os filhos cresceram e nos cobrem de atenção ou esqueceram de onde vieram... As realizações como a desistência dos sonhos trazem a certeza da missão cumprida, um gosto de fim da linha, uma preguiça de lutar pelo que não foi feito, um encantamento entediado sobre o que foi construído.
Viajou a trabalho, para tratamento, por lazer, como membro de comissão julgadora.
Foi reconhecido, laureado, homenageado, recebeu muitas flores em vida, felizmente.
Principalmente, teve Bandeira, tuberculose aos 18 anos, eu mesma antes de estudar um tiquinho sobre ele, achava que tinha morrido disso, o sucesso/repercussão de "pneumotórax" nos faz esquecer a foto do velhinho e nos confunde com a informação dos seus 80 e tantos anos. No entanto, ele viu morrerem mãe, irmã (a enfermeira e anjo da guarda nos tempos da doença), pai, irmão. Por que não, não poderia por um momento achar que já estava de bom tamanho?
E que diferença poderia fazer?
Sendo apenas um pensamento, por um momento suficiente para mais um poema.
A simplicidade de Manuel Bandeira me toca profundamente. Ele transforma a decepção a desilusão, as mazelas de uma sociedade em desenvolvimento, que desdenha o auto-conhecimento, em lirismo, aliás, não abre mão dele, o lirismo e pulverizado por um bom humor tão da nossa gente!
Manuel Bandeira, foi o primeiro poeta que me fez pensar na forma de comunicação através da escrita - Sim eu sei que a gente estuda isso na escola, mas não necessariamente nos faz pensar...
Enquanto o Parnasiano é capaz de sacrificar a comunicação em prol da métrica, da rima, da valorização da forma, da palavra em si, Bandeira usa quase sempre palavras simples e quando, não é simples é direto seu modo de se dirigir ao leitor.
Claro que estamos falando sobre os anos 20 30, 40, uma época que dentre os consumidores de poesia estava também o grupo dos que faziam poesia.
Época na qual os que adentravam no universo literário chegando a publicar livros, falavam no mínimo duas línguas. Faculdade não era nenhuma "molezinha" nem existiam em profusão.
As classes ricas eram realmente ricas, sem essa de crediário, cartão de crédito, financiamento.
Assim, os poetas que gostavam de complicar, despejando conhecimento e pedantismo para uma classe de consumidores afins ficavam restrito, mantiveram-se prisioneiros dos livros didáticos que o jovem bufa quando tem de ler...
Daí seja importante comentar pra quem não lembra ou não teve "saco" de aprender na escola, a importância do Modernismo (Semana de Arte Moderna de 1922, copiou?) Bandeira não estava lá, mas já era o próprio modernista, seu "sapo" estava, tanto assim, que veio a fazer amizade com todos aqueles que de um jeito ou de outro são os responsáveis "por qualquer um" 'poder estar escrevendo', se comunicando, dando o seu recado, pois que quebraram a rigidez obrigatória das formas, liberaram as compotas do conteúdo, permitiram que outros estilos literários pudessem ser olhados com respeito, perdoaram pequenos pecados para nós apenas leigos de uma língua altamente complexa e nada disso é uma crítica, muito pelo contrário.
(continua um dia)
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COISAS LÁ DE CASA - Natal
Então tá. Já é natal aqui em casa também. Montei, finalmente a árvore de natal e com muitos tambores, quase uma homenagem à minha incompetência na percussão e a todos os competentes nela. É que acho chato esse negócio de bolinhas e árvores brancas de uma neve que a gente nunca vai ter.
Meio que me deu uma nostalgia, montar a minha árvore, singela, pequena porem honesta.
Eu lembro da minha infância e suas árvores de galhos catados pelos meus irmãos, ora pintados de prateado, ora enrolados em algodão.
Eu lembro da minha infância e suas árvores de galhos catados pelos meus irmãos, ora pintados de prateado, ora enrolados em algodão.
A paciência da minha mãe que embrulhava caixinhas de fósforos em papéis coloridos, laminados, fluorescentes formando pequenos embrulhos em forma de presentes para enfeitar e ,mais um monte de coisinhas que ela fazia e eu não lembro mais. Os pitacos de todos da família que estavam presentes.
As lampadinhas, pisca-pisca, ainda não vinham da China, eram maiores e dava até pra consertar, para somar com as novas porque naquele tempo o lance era somar. Quanto mais luzes piscando, melhor!
As lampadinhas, pisca-pisca, ainda não vinham da China, eram maiores e dava até pra consertar, para somar com as novas porque naquele tempo o lance era somar. Quanto mais luzes piscando, melhor!
Não sei se isso era coisa de gente pobre ou gente rica, naquela idade eu não sabia que isso existia, de tal forma que sigo ignorando. Eu achava que era coisa de gente divertida e cresci acreditando que era assim que começava o natal, no dia primeiro de dezembro com uma filharada fazendo confusão em torno de algo que logo se transformaria numa árvore de natal.
Depois os presentes iam chegando e se acumulando nos pés da "planta". Não, não era coisa de pobre, então... Não tinha como ser. Éramos generosos, pelo menos era assim que minha mãe através do exemplo tentava nos ensinar.
Lembro de alguns anos que os presentes quase cobriram a árvore que não era pequena e, em alguns outros, parecia que a festa se estenderia até o carnaval tal o número de pessoas que chegavam pra curtir a festa e não iam embora até o "ano novo", ou como dizia D.Lina. "ano bom"
Chegavam os barris da Adega do Ramos, porque antes eram garrafões, cujo conteúdo era transposto para as garrafas que cabiam na geladeira. Não sei se era coisa de pobre, mas lá o povo só bebia vinho tinto, doce, suave e gelado. Depois passou a vir tudo no barril mesmo e não lembro bem se a confusão de gelar continuou ou não.
Tinha também a tal da "caixinha" que era aberta e resgatado o seu valor, então, distribuíam-se as listas para a compra da comidarada e, o que chegava de comida às vésperas talvez matasse a fome de metade da África! Hoje não mataria a minha, tenho fome da felicidade daqueles tempos.
Voltando pra hoje, sobre a foto:
Tinha também a tal da "caixinha" que era aberta e resgatado o seu valor, então, distribuíam-se as listas para a compra da comidarada e, o que chegava de comida às vésperas talvez matasse a fome de metade da África! Hoje não mataria a minha, tenho fome da felicidade daqueles tempos.
Voltando pra hoje, sobre a foto:
Ah, maior bagunça na estante. Não arrumo há tempos. Que importa? Importante é que a árvore tá linda, enfeitada com as melhores lembranças e os maiores desejos.
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MEMÓRIAS
14 de dez. de 2014
AS CORES DA GENTE
Quando criança, a exemplo de minha mãe, gostava de amarelo.
Fui crescendo, encantada, alucinada, louca pelo azul
E, de repente me vejo cor-de-rosa
Fui crescendo, encantada, alucinada, louca pelo azul
E, de repente me vejo cor-de-rosa
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