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29 de set. de 2018
FOTO NA MANIFESTAÇÃO ELE NÃO
Jandira, Jandirão #elenão não! não! #Presente! #Presentão!
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1 de jun. de 2018
PARA LEMBRAR DE ESQUECER
Te vejo de cara com o sonho
Com cara de sono
Imersa na preguiça de viver
Uma prece pra um santo
Um sorriso com ares de pranto
E o jeito de saber o que fazer
Um sorriso com ares de pranto
E o jeito de saber o que fazer
Éramos dias repletos de madrugada
Tínhamos a pele dourada
Pelo sol daquele mar
Tínhamos a pele dourada
Pelo sol daquele mar
Tínhamos inocência
Alguma coerência
Mas deixamos estar
Alguma coerência
Mas deixamos estar
Não fui eu, o amor que pretendia
Mas guardei o que sobrou
daquela chama que ardia
Mas guardei o que sobrou
daquela chama que ardia
Não sei o que foi feito da gente
Só sei que depois de um tempo
Tudo o que resta
É andar pra frente
Só sei que depois de um tempo
Tudo o que resta
É andar pra frente
Ninguém planeja a vida
Esse caderno grande
Onde se anota esquecimento
Pra lembrar de esquecer
Esse caderno grande
Onde se anota esquecimento
Pra lembrar de esquecer
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VAMOS FALAR DE AMOR
29 de mai. de 2018
EVOLUIR NÃO É EMBRUTECER
Não sou saudosista, não tenho tanto apego ao passado, eu só queria que as nossas vidas e também o bom e velho samba não perdessem o lirismo. Lirismo que é muito mais que palavras de amor que se vive ou que de nós se despede gerando lindas palavras de sentimentos musicais. Aquele lirismo que era também gentileza, cordialidade na forma de viver, mesmo daquelas pessoas que viviam em condições "ideais" para serem brutas e ainda assim falavam de forma divina - lírica - dos sentimentos que lhes iam na alma. Gente sem faculdade, com empregos pesados, mãos calejadas eram líricas e por isso lúdicas.
Sinceramente, passo alguns minutos, às vezes horas, pensando como fomos capazes de criar umas gerações tão concretas (pesadas) como indiscretas, duras, sem lirismo algum. Trocam gentilezas entre seus pares, gritam por igualdade mas ao mesmo tempo, só fazem ressaltar as diferenças que têm com os demais. Um excesso de superioridade mesmo quando afirmam fragilidade
Eu sei que no mundo sempre teve gente tosca, rude, soberba eu sei que todo mundo tem um pouco disso, mas acho que passamos muito além da conta do permitido e até do suportável.
Quando eu me apaixonei pela Portela foi por causa do lirismo daquelas canções da Velha Guarda com temáticas tão bem desenvolvidas, de forma tão sucinta objetiva, direta, simples e leve como um dente-de-leão que se desfaz no ar sem desaparecer; Que simplesmente se divide em muitas partes e segue a flutuar virando outra coisa. Tal qual as melodias daquela que amei à primeira audição, a mestra maior do meu coração, Dona Ivone Lara
Quem conheceu isso, vai ter sempre alguma resistência às novas melodias, sonoridades e poemas sem poesia que por mais que sejam diferentes são sempre a mesma coisa.
Eu sei que as coisas evoluem mas onde está o capítulo da vida que diz que evoluir é embrutecer?
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27 de mai. de 2018
SERENO
Não temo magia, feitiçaria
Passo longe da patifaria
Briga comigo, não tem escarcéu
Mas ó, quem me guarda tá no céu
Não sou bam-bam-bam
Tenho alma livre,mente sã
Falo sempre:
Com licença, por favor e obrigada
Fui feita de madrugada
Passa o sol, passa a chuva
O calor, o tempo ameno
Mas quem se livra do sereno?
Nota:
Sereno, orvalho ou rocio é um fenômeno físico no qual a água presente no ar se condensa na forma de gotas, ou seja, é o processo inverso da evaporação.
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MAR DOCE
Amo quem me ama
Trago a fumaça
Bebo a chama
Sou de ferro
Sou de fogo
Sou do vento
Venho no tempo
Vivo no ar
Penso noite
Sou energia
Sou um dia
A batucar
Canto ponto
Sem desconto
Vejo o mal se danar
O mar salgado
Pra mim é doce
Uma canção de ninar
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ORAÇÃO BRASILEIRA
ORAÇÃO BRASILEIRA
Não tenho medo de nada.
Não me pega a armadilha
Trago aqui, Maria Padilha
Não me pega a armadilha
Trago aqui, Maria Padilha
Saí por aí
Não me faltou teto nem mocambo
Amadrinhada por Tata Molambo
Não me faltou teto nem mocambo
Amadrinhada por Tata Molambo
Ando pra lá e pra cá
Não me enfio em antro
Com a proteção do malandro
Não me enfio em antro
Com a proteção do malandro
Meu amargo é doce
Danço tudo, samba e ie-ie-iê
Sou guardada por Erê
Danço tudo, samba e ie-ie-iê
Sou guardada por Erê
Vivi muito. Errei, sim
Não me estrepei ainda
Tenho muita fé em Vovó Cambinda
Não me estrepei ainda
Tenho muita fé em Vovó Cambinda
Tô aí, ano após ano
Na força de Pai Cipriano
Na força de Pai Cipriano
Mal e bem é questão de opinião
Não carrego mal nenhum
Sou protegida por Ogum
Não carrego mal nenhum
Sou protegida por Ogum
Tô aí
Ninguém me pega como posse
Sou filha de Oxósse
Ninguém me pega como posse
Sou filha de Oxósse
Comigo não tem vaia, não tem uuuuu
Tô aqui, guardada por Exu
Tô aqui, guardada por Exu
Não fico dura, tenho sempre algum
Sou amiga de Oxum
Sou amiga de Oxum
Não reclamo, tudo tem um porquê
Tenho meu esquema com Obaluaê
Tenho meu esquema com Obaluaê
Pensa que me engana?
Já me disse tudo a Cigana
Já me disse tudo a Cigana
Minha noite é clara como o dia
Sou fiel à Virgem Maria
Sou fiel à Virgem Maria
A ambição não me seduz
Meu exemplo é Jesus
Meu exemplo é Jesus
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POEMA DO MEU MALANDRO DA CAMISA PRETA
Existe um malandro,
Caminha no meandro
não me bate nem me explora
Cara maneiro, bonito
Me chama de senhora
Caminha no meandro
não me bate nem me explora
Cara maneiro, bonito
Me chama de senhora
Elegante, de boas maneiras
Homem de fino trato
Voz rouca, olhar grave
Temos um contrato
Homem de fino trato
Voz rouca, olhar grave
Temos um contrato
Me deu a pena pra escrever o verso
E esse olho que brilha meio disperso
Me deu olhos de poesia
Vem comigo seja noite, seja dia.
E esse olho que brilha meio disperso
Me deu olhos de poesia
Vem comigo seja noite, seja dia.
Diz que eu mando,
que sou dona da sua vida
Deixa meus dedos amarelos de nicotina
Tá voltando quando tem gente na ida
Me faz feliz como ninguém imagina!
que sou dona da sua vida
Deixa meus dedos amarelos de nicotina
Tá voltando quando tem gente na ida
Me faz feliz como ninguém imagina!
Me botou no samba, me jogou no carnaval
Me trata bem como ninguém faria igual
Me trata bem como ninguém faria igual
Ele vai quando tudo está bem
Ele vem quando tudo está mal
Me protege no escuro da madrugada
Me diz: Olha bem mas não diga nada
Ele vem quando tudo está mal
Me protege no escuro da madrugada
Me diz: Olha bem mas não diga nada
Ele é sério e educado
Me empresta seu gingado
Diz que não é Zé
Mas posso chamá-lo do que quiser
Me empresta seu gingado
Diz que não é Zé
Mas posso chamá-lo do que quiser
Seu nome não dá rima perfeita
É o Malandro da Camisa Preta
Onde ele está, não tem "treta"
É o Malandro da Camisa Preta
Onde ele está, não tem "treta"
Fala difícil, complicado
Faltou pouco pra ser advogado
Injustiçado, acabou numa cadeia
Por isso desembaraça qualquer teia
Faltou pouco pra ser advogado
Injustiçado, acabou numa cadeia
Por isso desembaraça qualquer teia
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14 de mai. de 2018
SAMBA NO PÉ, MELODIA NAS MÃOS COM CHEIRINHO BOM DE COMIDA NO AR
No
retorno da Feira das Yabás após 6 meses, foi a gota de orvalho na suavidade da
pétala da flor, pela suavidade das homenagens e também o encontro do fogo com a
gasolina, no calor dos sambas e pagodes mais sacudidos, uma poesia bucólica?
Antiga? Suburbana? Sei lá... Uma poesia cheia de poesia! Nas cores de uma tarde
linda.
Marquinhos de Oswaldo Cruz transmite suavidade e uma certa força orientadora nas suas explicações
breves na voz mansa que transmite em gotas bem dosadas o esclarecimento de uma
política cotidiana, a importância da ocupação pelo povo do espaço que é seu (do
povo).
Hoje Marquinhos tinha o público nas mãos, era a saudade de estar ali e,
finalmente, estávamos de volta.
A Feira das Yabás é mais que um evento, é
mágica, fé, calos, cansaço, samba no pé, melodia nas mãos com o cheirinho bom
de comida de mãe no ar. Que Deus proteja esse espaço de alegria, harmonia e
paz! Amém.
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FORA DE MODA
Sei lá, eu só desejo que as coisas funcionem
independentemente de marca, fama, in ou out. Se tenho que vestir roupa, que eu
goste dela, pouco me lixo se está na moda, se é fashion. Nem no tempo da minha
juventude quando surgiu uma moda de usar boné com a etiqueta pro lado de fora
mudei de opinião. E, eu era a rainha dos bonés, tinha mais de 15!
Chapéu panamá (que tinha uns bolivianos ali pela Lapa
fazendo e vendendo) usei muito, porque eu gosto de coisas na cabeça, também porque
trabalhando em shows e eventos, quando tinha que vender CDs no meio do povo, o
artista indicava:
- Aquela moça com chapéu branco...
Até que de
repente eram tantos os chapéus "brancos" que ninguém me achava com
facilidade.
Parei com o
chapéu, mas antes usei os coloridos, só de farra.
Sempre, desde criança quis usar chapéu. Quando moça, logo após
conhecer meu pai, ele me deu um chapéu, bem estilo Zé Pelintra. Era preto,
aveludado e ficava bonitinha com ele,
mas naquela ocasião era estranho uma mulher de chapéu em Jacarepaguá, então, só
usava quando ia pra balada no Centro ou Zona Sul. Um dia fiquei tão aborrecida com o meu pai, que eu só chamo
assim para as pessoas entenderem, mas que ele nunca me deu a mínima como filha,
que joguei o chapéu fora. Aliás, mais que isso: Sapateei em cima e taquei fogo.
Naqueles tempos eu era muito temperamental, explosiva ao extremo. Sempre que
tinha essas atitudes intempestivas, me arrependia depois. Não tivesse tantos
chapéus similares, sentiria falta daquele, queimado feito bruxa na fogueira e
do mesmo jeito que as bruxas, não adiantou nada. O mal não estava no chapéu.
Hoje, de volta ao bairro de origem, nem ligo se as pessoas
se "incomodam" com uma mulher de chapéu. Também não me incomodo com a
admiração das pessoas pela marca das coisas que uso e assim uso qualquer coisa
que eu ache legal.
Sempre pensei que se ganhasse na mega sena, compraria um
carro, contrataria um motorista e nunca pensei qual marca teria o veículo,
desde que andasse, maravilha. Igual para celular, queria que ele falasse alto e
claro, hoje quero que ele não trave. As coisas, pra mim, só precisam funcionar,
de preferência, bem! Só isso. Celular uso até pouco. Se estou num lugar que tem
conversa, até esqueço do esmartefone. Quando estou na condução, leio livros.
Há anos ando perdida de amores pelos notebooks da Dell porque
não me decepcionaram, ainda. Enquanto o Sony Vaio ficou no sonho e o Apple
ainda é utopia. Porque entre os meus olhos e a vitrine sempre existe algo
chamado preço.
E fico aqui pensando... Por quê as pessoas gostam tão mais
do status, das marcas das coisas do que das próprias coisas? Isso me fez lembrar uma conhecida que tinha a
estante mais cheia de livros do bairro mas só lia "Capricho", "Julia"
e "Sabrina" ainda que ela achasse que tinha letras demais e fotos de
menos...
Por que as pessoas preferem as coisas em detrimento das
outras pessoas, se a maioria das pessoas funcionam até bem direitinho? Nenhum
celular nunca pagou cerveja pra mim. Nunca que vou dar mais atenção a ele do
que a alguém que esteja conversando comigo.
Devo ser alguém muito fora de moda.
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RETORNO DA FEIRA DAS YABÁS: COUBE TUDO NA PRAÇA, N.Sa., Preto-Velho, Dia das Mães,130 Anos da Abolição
Tem vídeo.
No retorno da Feira das Yabás após 6 meses, foi a gota de orvalho na suavidade da pétala da flor, pela leveza das homenagens; e também o encontro do fogo com a gasolina, no calor dos sambas e pagodes mais sacudidos. Uma poesia bucólica? Antiga? Suburbana? Sei lá... Uma poesia cheia de poesia! Nas cores de uma tarde linda. Marquinhos de Oswaldo Cruz transmite suavidade e uma certa força orientadora nas suas explicações breves na voz mansa que transmite em gotas bem dosadas o esclarecimento de uma política cotidiana, a importância da ocupação pelo povo do espaço que é seu (do povo). Hoje Marquinhos tinha o público nas mãos, era a saudade de estar ali e, finalmente, estávamos de volta. A Feira das Yabás é mais que um evento, é mágica, fé, calos, cansaço, samba no pé, melodia nas mãos com o cheirinho bom de comida de mãe no ar. Que Deus proteja esse espaço de alegria, harmonia e paz! Amém.
No retorno da Feira das Yabás após 6 meses, foi a gota de orvalho na suavidade da pétala da flor, pela leveza das homenagens; e também o encontro do fogo com a gasolina, no calor dos sambas e pagodes mais sacudidos. Uma poesia bucólica? Antiga? Suburbana? Sei lá... Uma poesia cheia de poesia! Nas cores de uma tarde linda. Marquinhos de Oswaldo Cruz transmite suavidade e uma certa força orientadora nas suas explicações breves na voz mansa que transmite em gotas bem dosadas o esclarecimento de uma política cotidiana, a importância da ocupação pelo povo do espaço que é seu (do povo). Hoje Marquinhos tinha o público nas mãos, era a saudade de estar ali e, finalmente, estávamos de volta. A Feira das Yabás é mais que um evento, é mágica, fé, calos, cansaço, samba no pé, melodia nas mãos com o cheirinho bom de comida de mãe no ar. Que Deus proteja esse espaço de alegria, harmonia e paz! Amém.
6 de mai. de 2018
O PRIMEIRO SAMBA A GENTE NÃO ESUECE
![]() |
| Vanderlei Santana, Catia Guimarães, Rozzi Brasil, |
Uma experiência inigualável! Olho pra mim e me vejo satisfeita por ter tido a oportunidade de participar de mais esse trecho de tudo o que compõe o samba do Rio de Janeiro. Vai ter textão, esse é só o primeiro. No momento só posso dizer algumas das muitas coisas que aprendi recentemente:
- Não existe escola pequena.
- Nossa Cultura é grande, grande, muito maior que qualquer competição. Inclusive, ela só une. Se alguém se divide, precisa aprender um pouco mais sobre a cultura do samba carioca
- Um enredo bem escolhido chama, aglutina, dá volume ao trabalho da agremiação. Jeronymo Patrocinioo foi uma excelente escolha, sua trajetória rendeu sambas inspirados e lindos. Botou o GRES Arame de Ricardo diante de muitos que o tinha esquecido ou não o conheciam.
- Uma boa sinopse é fundamental para dar brilho à trajetória do homenageado, colorir a história que se vai contar e transmitir o conhecimento "pra geral".
Parabéns, Samir Trindade você fez isso muitíssimo bem!
- Participamos desse concurso levados pelo respeito às cores azul e branca, pelo reconhecimento ao tema do enredo - Jeronymo Patrocinio, para quem fama e sucesso não são equivalentes e cabem em Madureira, sem precisar de AP nos bairros badalados.
- Nossa parceria é nova em trabalho junto, mas certamente vem de uma amizade de outras vidas, tal a sintonia que desenvolvemos. Não somos os mais ricos e por isso mesmo tentamos preencher com talento, carinho e experiência de vida, amizade, respeito e sentimento de equipe todas as lacunas que a falta de grana produz. Agradeço sinceramente a quem vem com a gente!
- Seja qual for o resultado de hoje, só ter aprendido esses itens acima, já nos faz campeões apaixonados pelo samba e pela vida. Claro que eu quero muito cantar esse samba na final, em Oswaldo Cruz, na Portelinha! Mas os fatos da vida não ensinam só pra mim e felizmente tem gente e coisa boas correndo atrás, como nós. Por isso o coração bate na boca mas ele tá tranquilo porque fizemos com alma e nos dedicamos com todo amor que temos!
SEGURA POVO, QUE O ARAME VAI PASSAR!
O MENINO SONHADOR VAI BRILHAR NA PASSARELA!
E ele sintetiza o sonho e a luta de todos nós!
Salve Jeronymo! Dodô! Patrocínio!
Salve o azul e branco do Arame e da Portela!
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Uma experiência inigualável

Uma experiência inigualável! Olho pra mim e me vejo satisfeita por ter tido a oportunidade de participar de mais esse trecho de tudo o que compõe o samba do Rio de Janeiro. Vai ter textão, esse é só o primeiro. No momento só posso dizer algumas das muitas coisas que aprendi recentemente:
- Não existe escola pequena.
- Nossa Cultura é grande, grande, muito maior que qualquer competição. Inclusive, ela só une. Se alguém se divide, precisa aprender um pouco mais sobre a cultura do samba carioca
- Um enredo bem escolhido chama, aglutina, dá volume ao trabalho da agremiação. Jeronymo Patrocinioo foi uma excelente escolha, sua trajetória rendeu sambas inspirados e lindos. Botou o GRES Arame de Ricardo diante de muitos que o tinha esquecido ou não o conheciam.
- Uma boa sinopse é fundamental para dar brilho à trajetória do homenageado, colorir a história que se vai contar e transmitir o conhecimento "pra geral". Parabéns, Samir Trindade você fez isso muitíssimo bem!
- Participamos desse concurso levados pelo respeito às cores azul e branca, pelo reconhecimento ao tema do enredo - Jeronymo Patrocinio, para quem fama e sucesso não são equivalentes e cabem em Madureira, sem precisar de AP nos bairros badalados.
- Nossa parceria é nova em trabalho junto, mas certamente vem de uma amizade de outras vidas, tal a sintonia que desenvolvemos. Não somos os mais ricos e por isso mesmo tentamos preencher com talento, carinho e experiência de vida, amizade, respeito e sentimento de equipe todas as lacunas que a falta de grana produz. Agradeço sinceramente a quem vem com a gente!
- Seja qual for o resultado de hoje, só ter aprendido esses itens acima, já nos faz campeões apaixonados pelo samba e pela vida. Claro que eu quero muito cantar esse samba na final, em Oswaldo Cruz, na Portelinha! Mas os fatos da vida não ensinam só pra mim e felizmente tem gente e coisa boas correndo atrás, como nós. Por isso o coração bate na boca mas ele tá tranquilo porque fizemos com alma e nos dedicamos com todo amor que temos!
SEGURA POVO, QUE O ARAME VAI PASSAR!
O MENINO SONHADOR VAI BRILHAR NA PASSARELA!
E ele sintetiza o sonho e a luta de todos nós!
Salve Jeronymo! Dodô! Patrocínio!
Salve o azul e branco do Arame e da Portela!
O MENINO SONHADOR VAI BRILHAR NA PASSARELA!
E ele sintetiza o sonho e a luta de todos nós!
Salve Jeronymo! Dodô! Patrocínio!
Salve o azul e branco do Arame e da Portela!
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3 de mai. de 2018
DE CÃES E GATOS

Desde menina me dá uns trimiliques assim de ficar de "saco cheio" de um monte de coisas e aí dou uma isolada. Tive a fase ir para o cinema meio que compulsivamente, me enfiar em museus às vezes vários num dia, enfiar a cara num livro daqueles bem volumosos tipo romances da literatura russa. Tive a fase de me matar de trabalhar, produzir, criar, inventar e fazer faxina daquelas que a gente limpa o que está limpo e reordena o que já está arrumado.
Quando eu era bem criança dava de conversar com os cachorros da casa que ficavam lá meio isolados com a tarefa de cuidar da casa latindo para os que se aproximassem do portão.
Naquela época achava os cães mais compreensivos que os gatos, pois esses viviam passeando, soberbos esfregando sua liberdade na cara da gente. Chegavam em casa pra dormir, comer e às vezes pedir um carinho que a gente tinha que dar mas que quando eu queria fazer nunca aceitavam. Tinha que ser tudo na hora que eles queriam Mas nunca consegui ignorá-los. A beleza e o charme felino sempre me atraíram irresistivelmente. Aturava então as manhas e manias, mas sabia que quando a barra pesava era o cachorro que ia me ouvir. Sentava-se ereto, atento. Diante de alguns assuntos dobrava uma orelha, balançava a cabeça e as vezes até "falava".
Muito melhor ser compreendida pelos bichos do que incompreendida pelas pessoas. O cão amarrado tinha tempo pra mim, nem por isso cresci achando que deveria prender as pessoas para ter companhia, até porque, tenho uma natureza muito felina pra prender alguém.
30 de abr. de 2018
A NOSSA HISTÓRIA NÃO VAI COM A GENTE
Breve.
Meu PC ta ferrado,
Todo desmontado
Em cima do armário.
Tenho planos de vendê-lo.
Sei lá como fazê-lo
Minha mãe sempre dizia:
A pior coisa do mundo
É fazer freguesia.
Mas nunca atendia
Vendedor de porta-em-porta
Mensagem decorada
Hoje não sei vender nada.
Estou indo morar na minha antiga casa.
Lá não tem telefone e nem TV.
Imprimi nas coisas, coisas nada a ver.
São quase 3 anos fora de casa
Batendo asa
Tentando fazer o coração dar certo.
Sem família por perto
Tentando ficar ereta,
Tentando a coisa certa,
Tentando fincar o pé,
Catando onde deixei minha fé
Caçando algum chão depois da ventania.
Mania de insistir no que nem se queria
Teimosia
Acabar o que comecei
Não tenho pena de mim,
até acho que é bem feito, sim
Quem mandou eu ser intensa?
No amor tem gente que sente
E tem gente que só pensa.
Só vai na boa:
Dinheiro, carro e um bom endereço
Gente assim que no amor bota preço
Que se amarra numa sedução
E amar de verdade? Ama. não.
Sou diferente,
Sou igual a quem é igual a mim
Mas na vida a gente
Não encontra só gente assim
A gente que ama,
quase sempre se engana
A vida é muito sacana
Quem mandou não ter segredo?
Se jogar num sentimento sem medo?
O amor que pra uns é fogo
Pra outros é só mais um jogo.
Um dia e a gente se sente perdida.
A genteentende que perdeu
A gente percebe que se perdeu.
Tentou mas não deu.
Já me senti fracassada,
errada,
culpada,
feliz,
irada,
E isso não tem nada de mal
mas estar perdido é perda total.
Não tem seguro que pague
Não tem borracha que apague.
Tenho medo de me achar,
O que preciso fazer não quero,
Queria mesmo era ficar
Preciso ser bem ser sincero:
Não tenho coragem.
Devo ser meio masoquista:
Estou sofrendo e acho que vai passar
Não consigo ir, porque quero ficar
Tenho medo de me arrepender
Fazendo o que não quero fazer
Nunca tenha me arrependi das minhas partidas.
Mas vamos combinar? Odeio despedidas
Fico assim nesse vai, não vai
Tenho alma de criança pobre,
qualquer coisinha me distrai.
É uma ferida que me abriu na cabeça
E dói rasgando o coração.
A boca sorri, de tristeza sou avessa
Minha alma pateta diz não, não, não
Há muitos anos fiz um poema de rimas doídas:
A noite chicoteia e o sol trata com sal as feridas.
De lá pra cá nada mudou. Tudo continua sendo
O sal é sal, o sol continua queimando, tudo segue ardendo
Passamos a vida inteira nos deparando
com os mesmos fatos
Aprendendo a ir com eles lidando
Até que consigamos mudar nossos atos
Se não muda, não "rola"
Nãos saímos da escola
Já comprovei, provei.
A vida é repleta de rituais,
(Tem manual, nada demais)
mesmo para os descrentes,
(principalmente para os valentes)
Preciso criar o meu ritual de dar no pé sem despedida
Porque é assim que é na vida
Não tem olá quando se chegamos
Não tem tchau quando nos vamos
Rituais que marcam de forma solene as trajetórias
de modo que nos lembremos depois, com orgulho ou não,
Sem saber uma vírgula, temos que escrever nossas histórias
Nossa história não vai com a gente,
Ela fica com quem nos guarda na mente.
E a história só é sua porque você a viveu
Mas e o argumento? Quem foi que te deu?
16/11/2007
Amores chegam quando estamos a fim
Às vezes as pessoas entram na sua vida e você não sabe o que dizer.
Desejam ocupar um espaço que você não tem e não sabe o que fazer.
Acho que passamos por coisas que nos ferem o coração deixando-o inchado, o peito fica apertado, não dá para acomodar emoções novas.
É questão de tempo, mas vai saber quanto será necessário...
Pra ajeitar gavetas, arrumar o armário de tudo que guardamos?
Pra ajeitar gavetas, arrumar o armário de tudo que guardamos?
Quem chega fresco na nossa vida, não tem noção do nosso tempo.
Nem adivinha que o talento para sorrir pode ser proporcional
ao tamanho da necessidade de sorrir como se tudo fosse normal,
à tristeza da dureza dos espinhos que se tem a enfrentar.
Nem adivinha que o talento para sorrir pode ser proporcional
ao tamanho da necessidade de sorrir como se tudo fosse normal,
à tristeza da dureza dos espinhos que se tem a enfrentar.
Existem pessoas que chegam como amores e ficam como primavera
Mas tem gente que é sol ardente sem espaço para chuvas,
Como dizer a elas que estamos no inverno?
Mas tem gente que é sol ardente sem espaço para chuvas,
Como dizer a elas que estamos no inverno?
E quando o sol se abre e arde,
já é tarde.
Do meu outono, recolho as folhas
Nas minhas mãos, ficaram as bolhas
de um trabalho árduo, pesado
de um coração que se tornou calejado.
Do meu outono, recolho as folhas
Nas minhas mãos, ficaram as bolhas
de um trabalho árduo, pesado
de um coração que se tornou calejado.
Coração mais velho que o corpo de uma alma mais velha do que tudo.
Não me iludo,
Amores chegam quando estamos a fim,
não sendo assim, é somente fim.
Amores chegam quando estamos a fim,
não sendo assim, é somente fim.
28 de abr. de 2018
NATAL
Fico lendo as coisas, ouvindo as pessoas e penso umas coisas meio doidas.
Natal não era professor mas fez do Jeronymo Patrocinio o primeiro bailarino do carnaval. Não era maestro mas fez da Tia Surica a primeira intérprete de samba de enredo campeã na avenida. Acho que não era compositor, tenho certeza que não era musa inspiradora mas proporcionou que Paulinho da Viola compusesse uma das suas pérolas mais lindas.
Natal não era professor mas fez do Jeronymo Patrocinio o primeiro bailarino do carnaval. Não era maestro mas fez da Tia Surica a primeira intérprete de samba de enredo campeã na avenida. Acho que não era compositor, tenho certeza que não era musa inspiradora mas proporcionou que Paulinho da Viola compusesse uma das suas pérolas mais lindas.
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27 de abr. de 2018
FELIZ PORQUE NÃO TEM OUTRO JEITO
Hoje amanheci feliz.
Apesar de não ter o que quis.
Apesar de não chegar onde precisava.
Uma parte de mim me acalentava.
Apesar de não ter o que quis.
Apesar de não chegar onde precisava.
Uma parte de mim me acalentava.
Amanheci feliz apesar da violência,
da tendência,
sofrência,
negligência.
da tendência,
sofrência,
negligência.
Sorri pra tolice,
burrice,
breguice...
burrice,
breguice...
Resignada disse amém,
Tudo isso, quem sabe,
esteja em mim também.
Tudo isso, quem sabe,
esteja em mim também.
Hoje amanheci feliz,
Tão-somente,
sem motivo.
Sem felicidade não vivo.
Ela não é de verdade
( Talvez ansiedade )
Mas não é mentira.
Só um artifício -
sem sacrfício.
Sem isso a cabeça pira.
Tão-somente,
sem motivo.
Sem felicidade não vivo.
Ela não é de verdade
( Talvez ansiedade )
Mas não é mentira.
Só um artifício -
sem sacrfício.
Sem isso a cabeça pira.
A tal da resiliência
que a mente fabrica
no auge da carência.
que a mente fabrica
no auge da carência.
Tem que ser assim,
Pegar esse monte de bosta,
tentar fabricar estrume pra'quele jardim,
que sei resiste, dentro de mim.
Pegar esse monte de bosta,
tentar fabricar estrume pra'quele jardim,
que sei resiste, dentro de mim.
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TEXTÕES DO FACE
21 de abr. de 2018
QUANDO SE ESTÁ POR CIMA
SE A GENTE ESTÁ ACIMA DAS NUVENS, NÃO CONSEGUE VER O MUNDO. Ainda assim, é uma bela visão, esse tapete de leveza. Mas como é que Deus ve a gente? 😲😒
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É tanto tiro no pé...
É de se lamentar que o inicio deste sepultamento venha justamente por intermédio da escola que se diz de Resistência e apontada como "a escola dos enredos bonitos". A cada compositor imperiano, dos baluartes aos que sonham, minha solidariedade.
Lá vem as escolas mais uma vez se descaracterizando, mudando no carnaval o que por ser sua gênese e pilar não deveria ser mudado.
É tanto tiro no pé...
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