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15 de set. de 2016

A LIÇÃO DE VIDA NOSSA DE CADA DIA NOS DAI HOJE

 
A vida é como  o café:
Você pode colocar todo açúcar que for, 
mas se quiser adoçar você deve mexer a colher. 
Parado nada acontece.
Alex Zanardi, foi  duas vezes campeão de Cart em 1997 e 1998, esteve por algumas temporadas na Fórmula 1 entre 1994 e 1999 e também pilotou na Fórmula Indy. Em setembro 2001 sofreu um gravíssimo acidente no autódromo de Lausitzring,  Alemanha e teve as duas pernas amputadas acima dos joelhos.
Em 2003, Zanardi retorna à mesma pista com um carro adaptado para completar simbolicamente as 13 voltas que não havia concluído em 2001 e se fosse uma classificatória estaria na quinta posição no grid de largada.

Entre 2004 e 2009, Zanardi participou do campeonato europeu de turismo e do WTCC obtendo quatro vitórias. Em novembro de 2012, testou um carro da DTM e em 2014 participou do campeonato Blancpain GT Series com um BMW adaptado.
Desde 2007 dedica-se ao handcyling e conquistou  duas medalhas de ouro nas Paraolimpíadas de Londres.
Em março de 1996 Alessandro Zanardi conquistou sua primeira pole position na Fórmula Indy no Autódromo do Rio de Janeiro, onde hoje está o Parque Olímpico e bem próximo, a 15 Km,  Zanardi ganha a medalha de ouro na categoria Contrarrelógio Masculino H5, aos 49 anos, um dia antes de completar 15 anos do acidente no qual perdeu as pernas.

13 de set. de 2016

DESCONFORTO PARAOLÍMPICO

Claro que eu me senti desconfortável pra caramba vendo o rapaz jogando bocha com uma haste na cabeça e pimba, acertou! Medalha de prata.. 
Eu não consigo enfiar uma linha na agulha...
Depois, basquete em cadeira de rodas. Tem noção do tanto de coisas que esses atletas fazem ap mesmo tempo? Impulsionar a cadeira, direciona-la, prever a jogada, conduzir a bola, livrar-se da marcação... Muita informação pra mim que ainda procuro pela aliança quando tem que virar à esquerda.
Gente, realmente ser deficiente físico não é pra qualquer um... :O Tem que respeitar!

9 de ago. de 2016

RAFAELA SILVA NOS SERVIU LIMONADA. MERECEMOS?

Ontem, 08/08/2016 vendo noticiários sobre o feito da Rafaela Silva, percebi uma pergunta recorrente: " como você se sente, agora que é referência para as crianças de comunidade"? 
- Basicamente a pergunta era essa, com pequenas variações. Então, ocorreu-me, como a nossa sociedade, digamos assim, transfere a responsabilidade para aqueles aos quais deveu apoio e não deu, deve apoiar mas não apóia.
A moça de 24 anos nos deu MAIS um exemplo de superação, não só teve que superar todas as dificuldades inerentes à sua condição de mulher nascida em pobreza extrema, negra mas esse exemplo já tinha sido dado desde o momento em que ela não virou número nas estatísticas ruins que vendem jornais e reparte lucro através de cliques e nos municia com toda sorte de preconceito.
Em Londres ( e quantos de nós já fomos a Londres?) ela foi desclassificada, segundo análise dos comentaristas, injustamente, por possível perseguição de um árbitro (ontem ele quase a desclassificou de novo) e ela não recebeu nenhum consolo ou incentivo pelo simples feito de ter se classificado e lutado com honra e garra. Pelo contrário, recebeu comentários racistas que fomentaram ainda mais sua vontade de provar ao mundo seus valores. Teve que provar valores que já estavam expostos....  Nem todos possuem o mesmo "estofo" na personalidade. Para quem nasceu pobre e negra num país que enxerga essas características como suspeitas, críticas que na verdade quase sempre são bullying, podem destruir potenciais vitórias - como destrói vidas e pessoas cotidianamente. No entanto Rafaela fez do limão a limonada e serviu pra nós e eu nem sei se merecemos.
Calma! Não é uma crítica generalizada no sentido de sermos todos racistas, é um pensamento que nos envolve por conta do nosso silêncio e indiferença mediante aos absurdos brasileiros.
E se os repórteres perguntassem para as pessoas da nossa sociedade (nós todos):
Como você sente recusando-se a aceitar ajudar projetos sociais?
Como você se vê ao concordar com quem diz que paga impostos e não tem que sustentar vagabundos através de benefícios sociais?
Como você se sente ao ter medo de ser assaltado ao visualizar um negro ou pobre na rua?
Consciência, solidariedade seriam os maiores legados olímpicos. O verdadeiro orgulho de ser brasileiro. Seguir cantando o hino depois que o CD pára, não é nada.

8 de ago. de 2016

RAFAELA SILVA - OPORTUNIDADE

Não tem como ser complacente com quem fala mal do povo brasileiro quando a gente olha a expressão da Rafa Silva no pódio. Primeira medalha de ouro brasileira no Rio.
Carioca, da CDD, de projeto social, de cabelo sarará. Gente que só precisa de uma oportunidade pra vencer.

CATAPULTAS DO ESPORTES

Vibrando com os resultados positivo dos nossos atletas. 
Há tempos deixei de acompanhar muita coisa, inclusive a dificuldade deles de conseguirem patrocínio, verba, apoio, grana, recursos para poderem viajar, participar das competições e conquistarem o direito de representar o país em eventos como estes que ora aporta no nosso litoral. Imagino que as coisas tenham melhorado muito, mas penso que devam permanecer difíceis. Nada nesse país é fácil.

Sem nenhuma pesquisa, percebo que os projetos sociais, sejam por iniciativas pessoais de ex-atletas com suas fundações, sejam por ações de Ongs dedicadas à melhoria da qualidade de vida de jovens através de práticas esportivas, trouxeram resultados e garantem alguns "brotos" para uma safra de futuros competidores. Também as forças armadas voltaram a embasar e estimular o bom desempenho de atletas que vimos conquistar medalhas - desde a primeira medalha de ouro na Antuérpia em 1920, passando por João do Pulo (anos 70) até a linda porta bandeira da Rio 2016 muitos atletas são militares.


O que ainda não consigo entender é o desacerto no futebol masculino. As meninas que não conseguiram times para jogar no exterior, já que aqui futebol definitivamente é esporte para homem, treinam na estrutura da CBF e a iniciativa mostra ter sido uma coisa boa. Poderiam fazer uma peneira com os "lekes" (meninos, piás, garotos, moleques)  que são dispensados aos montes pelos clubes, proporcionar que fossem  tão bem como se tratam os cavalos competidores (e talvez nem vai ser preciso tanto luxo) tendo assim,  em casa, uma seleção olímpica masculina. Por que não?


Agora, impressionante mesmo é essa tal de Formiga! Lembro dela no Radar do século passado - para ela em sentido figurado porque o tempo parece não ter passado pra ela, para mim no exato sentido da expressão porque me acabei com a passagem do século....

7 de ago. de 2016

A ESTROFE DO HINO QUE ESTÁ FAZENDO FALTA

E se...
Cantasse o Hino Nacional Brasileiro todinho pra esses garotos explicando o significado das palavras?
Contasse pra eles como viviam -> quanto ganhavam os jogadores da época do antes do Pelé?
Brasil 0 X Iraque 0 | ‪#‎dia2‬ ‪#‎Rio2016‬ |

6 de ago. de 2016

COMO UMA BRASILEIRA DECENTE

Sim, assisti à abertura olímpica impactada pelas coisas legais que eu via, tinha deposto o meu espírito crítico por aquelas horas, a minha ansiedade era pela vaia.
Não assisti à abertura olímpica como o falso nobre que torce para que tudo dê errado, nem como o espírito de porco que assiste às corridas desejando ver um acidente. Assisti como uma brasileira decente, torcendo para a maior vaia do mundo. E quando aconteceu, fiquei de pé e vaiei com alegria pra ter mais energia.
Os vizinhos não sabem a diferença entre um vereador e um senador, acharam estranho mas na dúvida vaiaram também.

A PIRA DO POVO


O povo tem pira!
O povo pira
Pira, povo

5 de ago. de 2016

Rio de Janeiro e Brasil são família da gente. 
A gente reclama mas ama e só a gente pode reclamar. Ponto. 
Dão orgulho sim.