Mostrando postagens com marcador 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2011. Mostrar todas as postagens

7 de abr. de 2012

O Bulliyng Nosso de Cada Dia, Matou Hoje?


"Há não muitos anos a gente não ouvia falar em buylling no Brasil. Nem existe uma palavra equivalente em portugues. Fico imaginando o que aconteceu. Importamos literalmente esse comportamento ou ele é um efeito colateral do nosso padrão de vida mais elevado nos últimos anos?Será que as crianças e adolescentes estão hipersensíveis às críticas dos colegas ou na infancia dos mais de 30 eles eram obrigados a aguentar? Seriam os filhos da geração que "aguentou" aqueles que hojes disparam as armas nas escolas?"




Pergunta apoplética minha amiga Gil.... Fazendo-me pensar sobre como nós humanos vivemos fechados dentro de nossas roupas e armários, problemas e dilemas, casas e abrigos. De repente uma fato, bate à nossa porta que não imaginamos que está fechada, não lembramos se quer que ali havia uma porta, não sabemos mesmo que porta é essa que agora examinamos entre surpresos e abobalhados. Uma porta de vidro, metal, madeira, tecido, sonhao, imaginação, crença, descrença. Uma porta que num bater violento ou derrubada a pontapé, tiro ou gritos nnão é capaz de nos fazer entender que a vida inteira vivemos como se o mundo fosse nós e os outros apenas paisagens que se tortuosas nos alivia por estarmos dela protegidos e se viçosa e bela nos dá uma pontada de dor no cotovelo e uma inveja - branca, inveja branca e boa porque afinal somos bons...



A gente não entende a dor de quem vive uma vida tão diferente da nossa. Se a gente é rico não entende a dor dos ônibus lotados, trens atrasados e abarrotados. A dor da grana que nunca assite ao fim do mês, a dor de um pé na bunda de um patrão babaca. Se a gente é pobre não entende porque rico toma tarja preta sem ser louco, não entende sofrimento no paraíso da pérgula do Copa, tristeza no camarote sempre superfaturado de carnaval, como será que alguém que vai para Europa, toma vinho de R$6.000 e pode ter vício sem precisar, ser preso ou  roubar, sofrer? 



Nunca entendemos o outro lado. 


Quando a gente cresce deixa de entender a dor de não saber matemática ou português,  de ficar de castigo, de ser alvo de chacota dos meninos diferentes da gente porque os meninos da escola nunca são iguais, tem sempre um montão diferente de nós. Tem sempre mãe na porta da escola puxando um pirralho pela mão antes que um outro qualquer emparelhe e dirija a palavra...

 Pode ser que a palavra não tenha correspondência em português, mas com certeza o ridículo existe aqui como lá, sempre existiu e sempre existirá, porque onde não há amor, não hpa respeito e onde esses dois não estão, estará sempre a diferença que se a proveita justamente da indiferença que todos os demais tem por nossos problemas e vice-e-versa...





Bulliyn sempre houve no mundo todo, só não tinha esse nome. Eu lembro dos tempos de escola que rolava muita sacanagem com os outros. "Caniço", "Casa da Banha", "Bolão do Vasco", "Cheirosa", "Cotó", "Pepé", "Quatro Olho", "Bizarro" "Mudinho"... Muitas "guerras" começavam assim, pelo prazer sádico que alguns tinham  de pegar o defeito que mais envergonhava e ficar fazendo graça, esculachando. Até as meninas que tinham namorado, tinha que fazer a coisa direitinho e ser perfeitinha sob pena de ter de mudar de escola. Algumas pararam de estudar matavam aula até não ter mais jeito...

Por que aguentavam aquilo? Porque buling ou seja lá qual nome, é uma  porrada dada onde mais dói na gente... Porque recebiam uma educação que dizia: "se apanhar e chegar em casa chorando vai apanhar de novo"! Homem não chora e menina não xinga...



Esses não são os "bulidos", não. O bulliyng adestra para a covardia, no máximo um serial killer, travestido de operador de fotocopiadora, gari, atrefinalista ou qualquer operário de serviço repetitivo que prescinda de contato com o outro... Uma figura como a que tem no livro do João daquelas que a única coisa que pode fazer por si em defesa do que sofre por outros é bater no cachorro...



Num antigamente, não muito antigo blulliyng na minha terra tinha o nome de "pilha", brincadeira onde só quem se diverte é quem faz, com objetivo de irritar o pobre coitado, como se ele fosse culpado pelo defeito que só é defeito pra quem o vê...



9 de jan. de 2012

Entre uma Hipocrisia e Outra, Escolhi a Sanidade



Eu sempre critiquei a postura consumista da nossa sociedade que transformou o natal em festa de cartões de plástico, shopping, Papai Noel muito vestido e neve artificial. 
Eu sempre achei bonitas as luzes que enfeitam a cidade no natal e nunca entendi porque elas não iluminam nossos caminhos o ano inteiro.
Hoje, um pouquinho mais velha, aprendo a valorizar isso, com o tempo fui treinando o meu lado inconformado  a participar disso até onde eu não me perdesse da minha consciência, afinal como dizia o poeta "disciplina é liberdade"!

 Há 2 meses recebi um e-mail que falava  sobre o filme 'Corpus Christis' (O Corpo de Cristo) exortando as pessoas a aderirem a um movimento para que o filme não se apresentasse no Brasil, por ser uma  paródia repugnante de Jesus, informando que a versão teatral já acontecera e que   “uma ação concentrada da nossa parte poderia mudar as coisas” que assim “poderíamos evitar a projeção deste filme no Brasil e até em outros países”. gostei muito dessa parte: 
 “uma ação concentrada da nossa parte poderia mudar as coisas 
Segundo o e-mail, neste filme, Cristo e apareceria mantendo relações homossexuais. Vocês lembram do tal "kit gay"? Aquele que consistia em vídeos e cartilhas para educar as crianças...
Pois é, tendo em vista que na época do “kit gay” , para efeito de abaixo-assinado, veicularam comentário de vários trechos que os vídeos não tinham, dei atenção ao texto deste e-mail, que  logo  a seguir, ensinava às pessoas como encaminhar a mensagem, e enviá-la para um  determinado endereço eletrônico quando chegasse a 750 nomes.

Pois bem, vivemos num tempo onde verdadeiros talentos dos mais diversos segmentos da arte por mais que batalhem e tenham obras maravilhosas, não conseguem espaço nem remuneração para tomar um cafezinho... Quem se importa?

Vemos a corrupção, o crime, as drogas, doenças, moralismo, erros judiciários, guerras latifundiárias liquidar com os nossos dias de bons cidadãos. Quem se importa?

Vivemos momentos em que muitos vivem diante de suas telas a espionar a vida alheia como se fosse uma janela por onde deixamos fugir nossas vidas e problemas... Quem se importa?

Poucos se importam o natal se tornou mascarado e desvirtuado pelo consumo desenfreado, poucos se importam com a falta de demonstração de carinho e afeto aos filhos desde que eles tenham um bom presente de natal...  Mas pelo que percebi muitos se importam com a reputação de Deus. Como se isso mudasse alguma coisa, para ele ou nós...

Uma obra de arte é a ótica de um artista sobre determinado ponto. Um Cristo gay não mudaria a minha vida, nem a Sua história mas seria “repugnante” apenas na ótica de quem vê a homossexualidade como repugnante. Mudaria talvez a vida (ou a morte) do artista que teria com o filme comprado sua passagem para o Inferno e, de primeira classe!

 As pessoas recebem informações e repassam sem reflexão alguma e quem orquestra essas informações sabe disso, sabe até que uma parcela significativa do seu público alvo, não é lá tão bom  ou íntimo assim da internet, ainda que muitos passem horas ou dias diante do seu monitor, digo isso porque recentemente amigos solicitavam-me no Facebook, que eu configurasse a MINHA página para que ELES  não recebessem notícias MINHAS... Então que diabos eles estão fazendo na rede linkados a mim?!  Ninguém percebeu que isso equivaleria a eu encontrá-los numa festa e dizer:
- "não fale comigo, Você não quer saber de mim”

A idéia do mal se espalha como se fosse um bem. Reger um movimento para privar as pessoas da escolha que só a elas cabe, é o verdadeiro pecado, é uma ditadura e todos as ditaduras são mal vistas e caracterizam pela privação da liberdade do povo e bem estar dos líderes e este mal vista não significa sua erradicação, no máximo uma passagem de cetro...

Ok, agora você podem me perguntar o que o filme com cristo homossexual e ditaduras têm a ver com o Natal?
Porque uma assunto tão inoportuno, indigesto numa época que afinal todos estão tão espiritualizados ou dispostos a, já que 24 horas de amor ao próximo pode não parecer tão ruim assim...

Respondo:

Esse e-mail, ensinou-me a preferir o comércio natalino do que vivenciar aspectos religiosos onde sejamos bons apenas na aparência como os sepulcros caiados que segundo os que professam a Bíblia Cristo combatia...

Onde rezamos com os lábios uma oração que diz “seja a feita a VOSSA vontade” enquanto o nosso iletrado coração corre o risco de confundir na sua torta grafia o V pelo N...

Diante disso tudo, melhor curtir o natal como festa consumista do que celebração daqueles  que se aproveitam da distração, da ignorância para fazer crescer sua lista de proibições. Foi assim que eu consegui entender, porque mesmo no calor tropical, nunca permitiram ao Papai Noel trajar uma bermuda com camiseta... Ahn e porque mesmo debaixo do nosso sol escaldante de país tropical, Papai Noel nunca pegou uma cor...

Feliz Natal e se você se ver obrigado a abraçar aquele parente indigesto não pense que se trata de hipocrisia, mas como a esperança de que um dia tudo melhore, afinal  você está mais atendo, esperto!
ho-ho-ho-ho

S! Revista - Coluna de outubro/2011


Fique de Olho e Vá ao Cinema



Entre os dias 06 e 18 de outubro tivemos 12 dias de festa para os  cinéfilos e apreciadores de cinema. O festival do Rio apresentou mais de 350 filmes de todos os tipos, para todo os gostos. Iniciou com o longa “A pele que habito (Almodóvar) e encerrou com   “Raul”, documentário de Walter Carvalho e  cerimônia de premiação com entrega do Troféu Redentor nas diversas categorias .

Várias personalidades , incluindo atores visitam a cidade o que aumenta o burburinho em torno do evento. E quem gosta de filme nacional deve ficar ligado na  Première Brasil que  funciona como vitrine do cinema brasileiro ao público e ao mercado internacional, oferecendo uma mostra competitiva para ficção e outra para documentários, de curta e longa metragem, apresentando ainda alguns títulos em sessões especiais hors concours. Esse ano, a mostra competitiva teve  9 filmes de ficção e 9 documentários.

Isso é o que todo mundo fica sabendo de um jeito ou de outro, mas, que muito me impressiona neste festival é a paixão! Paixão dos que investem em cinema, dos que vivem de cinema, dos que participam da instituição cinema, sobretudo dos que assistem cinema. Vejo Pessoas comprando cards  para muitos filmes e passam dias a correr atrás das exibições.  O barato de ver um filme que todo mundo só poderá ver alguns dias, meses, semanas depois! A aventura de conseguir uma poltrona, o prazer de falar  e discutir aquilo  que alguns sabem, o orgulho de ser antenado, confere a esse público uma certa  aura de celebridade, diante dos mortais que se conformam com a TV/DVD... Como paixão, não se explica alguns ficam sem entender porque tanta correria, eu mesma diante da dificuldade declinei o Almodóvar, que verei como sempre qundo ele se mostrar para os mortais cariocas... Preferi tentar ver aquilo que não será mostrado pelo menos em tempo suficiente  para a minha rotina. 

Mas houve um tempo em que eu não transitava tanto pelo mundo – eu morava longe e tinha aquela postura do “tenho mais o que fazer”. Surpreso? Quem de nós em algum momento não foi assim? Dessa época  guardo a lembrança de ver alguns cinemas com filas sem saber o que acontecia, do mesmo jeito que algumas pessoas se surpreendem com engarrafamentos no caminho de um estádio de futebol e se satisfazem em saber qual o time joga.  Com isso quero dizer que não é vergonha estar “por fora” de coisas tão badaladas, mas que é interessante e compensador ficar por dentro, principalmente porque de certa forma o cinema e o gay sempre namoraram no escurinho, muito embora seja  grande o número de filmes onde personagens assumidos são condenados à decandência. Mesmo no Cinema, com sua capacidade de abrangência do  reino de fantasia e ficção, a homossexualidade sempre representou um mal estar... Tanto que,  entre 1961 e 1976, “em 32 filmes que abordaram o tema, 13 personagens homossexuais matavam-se, 18 eram mortos por seus amantes e um era castrado”!
Em 1972, Lamont Johnson realizava  “That certain summer” primeiro filme a contar uma história de amor entre dois homens  recebendo a seguinte :  os amantes “não deveriam jamais se tocar e seus olhos jamais se cruzar”.  Não é de se espantar que durante muitos anos os que se propunham quebrar esse tabu, precisavam lançar mão do recurso do ridículo, criando personagens afetados, caricatos e exagerados, o que veio a se tornar uma escola, afinal como toda forma de arte,depende-se de financiadores e os de Hollywood,  durante muito tempo recusaram-se a viabilizar filmes que tivesse a Aids como tema. “Meu querido companheiro” (1990) de Norman René, primeiro filme de grande orçamento sobre a Aids teve 6 anos  de respostas negativas dos produtores, além de  inúmeras recusas  de atores  que temiam comprometer suas carreiras. Foi com Filadélfia, de Jonathan  Demme, 1993 que este panorama começou a mudar, trazendo algo de simpatia ainda que por piedade, ainda que as cenas homoeróticas ficassem para depois... Gay no cinema, ainda  tinha que ter uma história infeliz!
Talvez por isso eu tenha ficado tão positivamente surpresa quando vi Bubble (Eytan Fox, 2006), uma surpresa israelense.
 Pra finalizar, segundo os meus amigos que viram quase tudo do Festival do Rio 2011, o melhor filme do festival é “Inquietos” (Restless, Gus Van Sant) e ainda segundo eles, embora esteja classificado como filme gay, garantem que não é!  Por falar em filme gay, Almodóvar  quando rotulado como diretor Gaye incisivo:  “Ninguém diz ‘um filme de gordo por Orson Welles’. Você nunca diz ‘a monarquia heterossexual do Reino Unido’. Algo que eu absolutamente odeio é ‘o diretor gay assumido Pedro Almodóvar’. Não sou nada assumido! Assumo  a chateação com isso e  fúria com isso.  As pessoas pensam que é algo atraente. Não. Não sou gay abertamente e é claro que não sou um diretor gay. Sou um diretor do sexo masculino. Essa é a mais homófoba das expressões. Acho que é muito norte-americana. Estou certo de que eles gostariam de colocar isso em seu passaporte – sua orientação sexual.”
Errado ou certo, os diretores evitam o rótulo que lhes restringe a bilheteria, Gus Van Sant  também  foge ao perfil do “cineasta gay”.  Constantine  Giannaris não se importa em ser rotulado de “cineasta gay” , tenta escapar do gueto e ser reconhecido num mercado mais amplo , a mesma posição de  Gregg Araki, ex-militante dos direitos homossexuais, que deseja  ser visto como apenas  cineasta: “Não gostaria de ser etiquetado como um cineasta gay. Se eu aceitasse isso, estaria condenado ao gueto. Quero ser considerado um cineasta e ponto. Talvez um bom cineasta, um grande cineasta: são os adjetivos que me interessam.”

Os festivais hoje aceitam as temáticas homossexuais, que deixam de ser vistas como subcultura, na década de 90  surge a Strand Releasing, produção e distribuição de filmes homoeróticos e a produção de filmes do tema vem aumentando, certamente por haver público. Portanto fique de olho e vá ao cinema!

8 de jan. de 2012

Mídias Sociais:

·         in“Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no skype, tão ocupado como no MSN e nem  tão romântico como no Tumblr”.
 ·         “Não publique a sua felicidade pois a inveja tem facebook”... 
Especialistas tem estudado, uma boa parcela da população vem lidando com dificuldades em utilizar plenamente os seus recursos, alguns vem se esbaldando de usar e muitos vem priorizando em detrimento da sua própria vida real. Começa a surgir um novo segmento de filosofia, aparentemente muito parecida com aquele  que nos tempos antigos adornavam os para-choques de caminhões ou enfeitavam para-brisas de veículos. 

Tem também os recadinhos coloridos, piscantes, com musiquinhas infernais capazes de botar o escritório inteiro de olho na gente ou até acordar a família na madrugada. A página de scraps do moribundo Orkut jamais deve ser aberta sem antes se dar uma boa abaixada no volume do som... O fato é que as mídias sociais vieram pra ficar, e às vezes a vovó que baixa em mim me faz temer que somente elas fiquem.


Hoje são grandes questões da humanidade saber se relação virtual é relacionamento, se sexo virtual configura traição. Quantas horas um filho pode ficar  on line, com quantos amigos se faz um perfil  “show de bola”...  Não adianta telefonar sem mandar um e-mail em seguida, mas um e-mail sem um telefonema confirmatório depois,  pode simplesmente não existir.


A “peble rude” começa a invadir o facebook, espantando alguns que lá se entrincheiravam a vociferar que Orkut era coisa de brasileiro. Em contrapartida o MSN anda apanhando feio, do bate papo do Face.  Se as fotos impressas perderam a razão de ser diante das digitais, as fotos digitais não existem se não estiverem on line. E muitos sucumbem se a internet não funciona, ainda que o usuário não entenda pitrufas de hardware, software, linguagem virtual e afins.


 Grupos, comunidades, notas, mensagens, álbuns de fotos, álbuns de vídeos, brincadeiras, jogos piadas, disputas, pensamentos, idpeias, sugestões, barracos, romances,  e muita confusão, as redes sociais agregam produtos e vão centralizando  muito da nossa vida, às vezes até o próprio viver. Se antes conhecia pessoas que não tinham tempo para  administrar seus afazeres, por um lado os encontro, agora  on line, por outro,  perco as esperanças de encontrá-los  “ao vivo”  para tomar um chope...

Ontem fui ao evento de aniversário dos 113 anos do Vasco (o time de futebol), hoje  anes de meio-dia, eu já recebi 4 ligações cobrando a publicação das fotos em qualquer dessas redes, sim, as pessoas estão numa infinidade de redes, algumas,  em cada uma delas tem vários perfis, me adicionam em todos,  não me falam em nenhum e reclamam se eu não “posto” algo, o que significa que mesmo os que não me falam, estão de olho, me seguem e ainda se dispõem a brigar comigo!
É a ilha da fantasia! Muitos estão milionários com suas mini fazendas e cidades imensas! Colhem felizes sua colheitas, num mundo onde pode-se  se ser gordo, pois tem photoshop. Pode –se ser gay sem receio, ainda que sob um nick name, um fake. Também se pode ter muita personalidade e ser autêntico à beça, sem o menor pudor. Como na vida real, continua prevalecendo aparências e tendências. A tecnologia continua sendo faca de dois gumes e embora exista muita coisa do bem,  vem prevalecendo o incômodo. Se a educação não vem de berço, com certeza não será on line que ela se fará existir. Se o respeito e o bom senso não estiverem na alma, não será a internet que a produzirá. Léo Jaime que o diga. Aliás, artistas venerados pessoalmente tem tido lá os seus dissabores, quando o público decide se expressar em 140 caracteres. Internet é um belíssimo instrumento, pena que tem gente usando como se fosse arma. Vamos pensar nisso?
Mídia

7 de jan. de 2012

ABC DA LIBERDADE QUANTAS SIGLAS PARA A FELICIDADE?


Marcelo, Marmelo, Martelo é o nome de um conto para crianças, recheado de inocência , porém nada infantil e, por isso muito recomendado para  nós adultos  de todos os tipos, principalmente os que querem mudar o mundo e fundamentalmente para os que querem que o mundo permaneça o mesmo.

Nesta historinha que dá nome ao livro de Ruth Rocha, Marcelo é um menino curioso, e interessado no mundo que o cerca que, num belo dia, percebe que as coisas não tem os nomes apropriados às suas funções. Perguntador, deixa os pais muitas vezes sem respostas para as suas perguntas que de tão simples são complexas e “irrespondíveis”. Descobrindo que as palavras têm origem no latim e que latim não é o nome de uma idioma dos cães ele decide renomear tudo! Promove uma revolução  no seu vocabulário, deixando seus pais preocupados com o que os outros vão pensar e dizer.

De posse das informações dessa histórinha, é inevitável não se transportar para  caldeirão da sopa de letrinhas que se tornaram as siglas que designam no mundo, os que tem  orientação sexual diferente do que foi convencionado, não sei quando nem porque, muito menos por quem.

No programa Amor & Sexo em que participaram Rogéria, Juliana Paes, Nélson Freitas, Jorge Luiz Fernando houve uma boa mexida nesse caldeirão, onde a até maravilhosa Rogéria se confundiu na sua autodesignação. Não é para menos, afinal vive-se o que se é, mas os nomes nos são atribuídos sempre por terceiros, nós apenas gostamos ou não, assimilamos ou não e nem por isso, temos muitas vezes a prerrogativa de mudar... Charmosa e didadicamente Fernanda Lima esclareceu, a sigla mais completa e atual usada pelos movimentos sexuais, onde:
L – LÉSBICA: “Meninas que gostam de meninas”
G – GAY: meninos que gostam de meninos
B – BISSEXUAIS: “Meninos que gostam de meninos e meninas e meninas que gostam de meninas e meninos,“ou  seja,  pessoas que gostam de pessoas” ou seja o arcaico termo “gilete” como lembrou Jorge Luis Fernando
T – TRANSEXUAIS: “quando o corpo e a mente não possuem o mesmo sexo. Um homem que nasce num corpo de mulher uma mulher que nasce num corpo de homem”
T - TRAVESTI: “Homens que se vestem de mulhers ou mulheres que se vestem de homens. Eles até podem fazer mudanças estéticas mas não sentem desconforto  co o sexo anatômico”.
I – INTERESSEXUAIS: “A sigla moderninha para chamar os hermafroditas que possuem as características dos dois sexos”.

Juntando tudo:  LGBTTIS! Fácil, não?

Na platéia havia duas pessoas apresentadas como transsexuais, ou seja, não foi possível saber seus nomes,  que contribuíram valorosamente na divertida “aula”, principalmente trazendo o termo, quase trava-língua: REDESIGNAÇÃO SEXUAL, ou seja a readequação pela qual passam as transexuais no processo de unificação da mente com o corpo, logo, READEQUAÇÃO do corpo à mente.
Mais: Transexual e travesti são identidades de gêneros e não orientação sexual. Por exemplo, um travesti pode se relacionar com homens, com outro travesti ou  com uma mulher, diferentemente do que defendem os conservadores que na verdade desejam que a diversidade sexual não exista e não se relacione...

Os gêneros de identidade sexual cresceram e multiplicaram ressaltando a necessidade de  liberdade para diversas orientações, ou apenas saíram do armário e cobram seus direitos de existir e viver plenamente.  Há os que não acham muito bom ter para si uma sigla, mas é pior não constar no cadastro de seres humanos vivos e participantes da sociedade. O ideal seria que todos fossem conhecidos e respeitados apenas pela única referência que une: humanos, todos exatamente iguais, perante a lei e integrantes do reino animal. Mas o que fazer se a sociedade optou justamente pelo que separa em vez de viver  o que  torna todos iguais?

Marcelo, Marmelo, Martelo depois de um acidente, quase uma catástrofe,  tem um final feliz que não podemos deixar de transcrever aqui:
“E agora naquela família, todo mundo se entende muito bem. O pai e a mãe de Marcelo não aprenderam a falar como ele, mas fazem força para entender o que ele fala. E nem estão se incomodando com o que as visitas pensam”...

Esse é o final desejado para aqueles que ora são chamados também de “diferenciados”. Levante a mão quem não quer esse desfecho para a sua história. Inocente, claro que sim, infantil jamais!

Referências:
Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias
Rocha, Ruth / Salamandra (Infantis)

Programa Amor & Sexo , Apresentação Fernanda Lima; Direção Paulo Silvestrini, Daniela Gleiser, Gisela Matta; Roteiro final: Rafael Dragaud; Escrito por: Alexandre Rossi, Arnaldo Bloch, Claudia Gomes, Leandro Muniz, Tati Bernardi. TV Globo

20 de dez. de 2011

Alguém que pensa como eu.
Deve ter cara de mal
Talvez assuste as pessoas
Dor de cabeça dos hipócritas.
Eu amo Tico Santacruz!
Por seus pensamentos manifestos
serem sempre manifestos
Tico é um doce que assuste
Melhor assustar que enjoar
Tico é um doce que apenas assusta!

18 de dez. de 2011

TERCEIRA PESOA

Estranho ligeiramente quem apregoa humildade falando  de si mesmo na  terceira pessoa..

12 de dez. de 2011

ADRENALINA

Se eu fosse um animal desses que se comem, mataria o predador por overdose de adrenalina...

27 de nov. de 2011

10/11/2011

É certo que devemos ter líderes governamentais que tenham interesses comuns conosco, população. 
Não é certo que alguns desses interesses sejam mais interessantes e comuns que outros, principalmente para eles...

11/11/2011

Às vezes eu penso...
Vivemos numa cidade onde há pouco um bonde de uso público descarrilou, ferindo e matando pessoas.
Tivemos várias vítimas de balas perdidas, algumas mortas outras com sequelas gravíssimas.
Vivemos numa cidade onde faz umtempinho um menino de 5 anos foi arrastado por um carro por causa de roubo, ladrões. Que eu me lembre uma ponte já caiu e um viaduto também.
Parlamentares aumentam seus salários na razão de 60% no apagar das luzes de anos que findam.
Eles tem auxílio para se vestir, auxílio médico e dentário, gasolina paga, carros à disposição, passagens aéreas à disposição. Caronas aéreas que só descobrimos porque um acidente aconteceu e mais alguns morreram...
Gravações de pagamentos de propina, flagrantes de corrupção na polícia...
 Estou falando de memória e como uma pessoa com tendência ao alzheimer, é claro que muita coisa fugirá da minha lembrança.
Mas recorro a vocês:
 Quando foi que tivemos condução gratuita para algum evento seja de entretenimento ou protesto?
 Eu não acho que o movimento tenha que ser boicotado, eu acho que tem que ser feito! Da mesma forma e alegria que se planeja ir, devemos nós, povo, população, populacho nos preparamos para exigir transparência nos projetos que gastarão essa verba que ora, nós população, estamos sendo incentivados a conclamar, exigir, brigar por ela.

Memórias

Meu pai me dizia:"Eu não sou preto, preto é o lápis. Eu sou negro!!
"Mas pai, eu sou negra?
-"Não filha você é mulata. Filho de preto com branco é mulato"
- Mas pai esse nome é muito feio. Eu não quer ser mulata. Eu quero ser preta ou então branca. Eu não quero ser uma coisa com um nome feio assim!!
-"Você pode dizer que é cafusa, sua avó era índia"...
-Cruz credo, pior ainda!!! Cafuzo parece confuso!
- "Filha, então seja gente. Você gosta deste nome"?
-aham. G-E-N-T-E. GEEEEENNNNTIIIIII!!! Gosto, sim!
-"Então entenda: gente você já é. Negro, não é cor, é raça. No nosso país ninguém tem raça, todo mundo só tem  é cor de pele. Ser gente é ser mais do que a aparência mostra. Gente todo mundo é, portanto seja gente, mas BOA GENTE!
- E o lápis?
-"Hã"?- O lápis preto que você falou
- ahhhh tá... O lápis... Ah, filha o lápis só serve pra escrever!
- E o negro?
Meu pai respira... Suspira... Franze a testa, pensa um pouco
- "Negro...  é o orgulho das coisas que podemos mudar e a força pra ter força de mudar. Mas vamos fazer uma coisa, vamos deixar de ter orgulho de ser negro e nos orgulhar de sermos gente, vai ficar melhor assim. Vamos nos orgulhar de ser gente boa, boa gente... Pensando bem o orgulho do branco por ser branco não serviu para nada de bom mesmo, porque seria diferente com a gente que é negro, né??
- Não entendi direito, mas acho que é sim...  Que que é orgulho?
- "Filhinha, olha que lindo, o seu gatinho tá tomando banho... Vai lá brincar com ele, vai"...
- Ebaaaaaaaaaa


(Memórias- 1973)

20 de nov. de 2011

Eu sempre duvidei dos males que vem para o bem.
Mal é mal e bem é bem.
Ou Talvez:
mal é mau e bem é bom...

em: 11/11/2011

10 de nov. de 2011

09/11

Eu peço sempre,que no meu samba vão sempre as melhores pessoas, com as melhores energias e que a música dos meus artistas + mais o meu trabalho possam ser canais que conduzam a estas pessoas bons fluídos, alegrias, levezas e paz. Que cada um saia dali, exatamente com o que foi buscar: momentos felizes e de encontro. O meu trabalho é minha forma de oração e tento exercê-lo como um sacerdócio. Cada um tem a religião que pode, a minha é o samba!

30 de out. de 2011

TEXTO INACABADO

 Essa coisa de as pessoa dizerem que antigamente a vida era melhor... O carnaval era melhor, as músicas eram melhores. Algumas deveriam ser mesmo, tocam até hoje, são como discos que nunca mais saíram da vitrola. Outras jamais se ouviu de novo mesmo sendo boas. Música erudita é boa e não toca à toa por aí. No metrô ela é uma chatice sem tamanho que acompanha aquela sineta metida à besta,  tenho saudade quando só tínhamos que ouvir o aviso "cuidado com o vão entre o trem e a plataforma"). 

A vida era melhor, dizem mas quase ninguém tinha telefone, quase ninguém tinha carro, quase ninguém fazia faculdade. Os médicos me parece, examinavam mais os pacientes e só tinham  uns 3 ou 4 exames que poderiam nos pedir para fazer, imagino que as pessoas morriam mais e mais cedo. Vendia-se sangue e só existiam 2 ou 3 canais de TV que era em preto e branco. Como poderia ser feliz com uma TV branco e preto?

Não tinha rádio FM.

A mulher de 40 já era avó e fazia crochê, existia cadeira de balanço. Hoje a mulher de 50 namora, existe uma infinidade de exames que podemos fazer, cada um mais sofisticado que o outro. Câncer não é mais "aquela doença". Homem de 70 anos tem fillho. Todo mundo tem celular, todo mundo tem telefone, todo mundo tem TV e de plasma e de muitas polegadas.  Tem TV a cabo e Tv a gato, tem videogame e a gente não precisa mais de costureira... 

Aos 40 estávamos velhos. Pra transar tinha-se que casar, pra casar tinha que namorar e noivar e a família tinha que aprovar. 
Não se ia aniversário sem presente e as festas comemorativas dessa data custavam uma fortuna. Pra casar tinha que ter padre, vestido, dama de honra e os padrinhos tinham que ter dinheiro pra dar um excepcional presente. 
A gente morria de calor, ventilador era caro, ar condicionado era sonho e não se casar até os 30 para a mulher era quase uma desonra. Como que esse tempo de antigamente poderia ser melhor que hoje, com as pessoas usando cabelos armados, laquê e costeletas?
Hoje tem metrô. Promoção de companhia aérea e máquina de lavar! Adulto usa aparelho nos dentes e as dentaduras postiças sumiram do mercado. Como alguém poderia ser feliz arrancando todos os dentes e colocando uma dentadura?


Desfile de escola de samba durava uma eternidade, só existiam 4 grandes escolas. Eu lembro que ia dormir vendo a Mangueira e almoçava vendo a Portela. O que era um desfile de escola de samba numa TV preto e branco? 

É ELA

Essa coisa de as pessoa dizerem que antigamente a vida era melhor... O carnaval era melhor, as músicas eram melhores. Algumas deveriam ser mesmo, tocam até hoje, são como discos que nunca mais saíram da vitrola. Outras jamais se ouviu de novo mesmo sendo boas. Música erudita é boa e não toca à toa por aí. No metrô ela é uma chatice sem tamanho que acompanha aquela sineta metida à besta,  tenho saudade quando só tínhamos que ouvir o aviso "cuidado com o vão entre o trem e a plataforma"

A vida era melhor, dizem mas quase ninguém tinha telefone, quase ninguém tinha carro, quase ninguém fazia faculdade. Os médicos, creio, examinavam mais os pacientes e só tinham  uns 3 ou 4 exames que poderiam nos pedir para fazer e todos sabemos que as pessoas morriam mais e mais cedo.
Vendia-se sangue e só existiam 2 ou 3 canais de TV que era em preto e branco... Como ser feliz com uma TV branco e preto?!


Não tinha rádio FM.

A mulher de 40 já era avó e fazia crochê, existia cadeira de balanço. Hoje a mulher de 50 namora, existe uma infinidade de exames que podemos fazer, cada um mais sofisticado que o outro. Câncer não é mais "aquela doença". Homem de 70 anos tem fillho. Todo mundo tem celular, todo mundo tem telefone, todo mundo tem TV e de plasma e de muitas polegadas.  Tem TV a cabo e TV a gato, tem videogame e a gente não precisa mais de costureira... 

Aos 40 estávamos velhos. Pra transar tinha-se que casar, pra casar tinha que namorar e noivar e a família tinha que aprovar. 
Não sei íamos à festa de aniversário sem presente,mas as festas comemorativas dessa data custavam uma fortuna!
Pra casar tinha que ter padre, vestido, dama de honra e os padrinhos tinham que ter dinheiro pra dar um  presente excepcional. 


A gente morria de calor, ventilador era caro, ar condicionado era sonho e não casar até os 30 para a mulher era quase uma desonra. Como que esse tempo de antigamente poderia ser melhor que hoje, com as pessoas usando cabelos armados, laquê e costeletas?!

Hoje tem metrô. Promoção de companhia aérea e máquina de lavar! 
Adulto usa aparelho nos dentes e as dentaduras postiças sumiram do mercado. Como alguém podia ser feliz arrancando todos os dentes e colocando uma dentadura?

Desfile de escola de samba durava uma eternidade, só existiam 4 grandes escolas. Eu lembro que ia dormir vendo a Mangueira e almoçava vendo a Portela, lanchava vendo a Portela, jantava vendo a Portela, dormia e a Portela seguia o desfile.... O que era um desfile de escola de samba numa TV preto e branco?  Passistas de meias... Mas Portela, sempre ela, já naquele tempo fazia a gente feliz!

14 de out. de 2011

FESTIVAL DO RIO 1

Festival de Cinema do Rio:

Eu vi um filme que me emocionou muito: "Contra o tempo". Dei de pensar nas escolhas, nas pessoas que recebem ordem e simplesmente cumpre; nas pessoas que questionam a ordem recebida.Pessoas que nasceram para o heroísmo. Estou com preguiça de falar sobre o filme, talvez um trauma de quem um da ousou escrever sobre filmes... Mas numa cena fui arremessada para o famoso Avatar. De novo me questionei sobre a grandiosidade da inteligência, diante do egoísmo de uma grande descoberta. Achi um filme cheio de lições e gostei!

"Triângulo Amoroso" é a abordagem cinematográfica mais moderna que já vi sobre sexualidade. Ah se todos fossem iguais aqueles três!

"Mãe e filha" me deprimiu. A princípio achei que era uma versão sertaneja da "Casa de Areia", talvez seja, mas casa de areia não me entristeceu...

"Quinze pontos na alma" um filme de grande sensibilidade, definido nos detalhes. Diálogos maravilhosos, artista belíssimos! Mas será que estou certa quando penso que o sofrimento pode fazer falta para um ser? A mulher tinha uma vida perfeita, um marido lindo, um bom emprego e um dia descobriu que precisava de um pouco de sofrimento...Já vi esse filme, mas era vida real.

Bem só pra eu não esquecer de falar sobre isso tudo, individualmente...

Na sessão de quinze pontos na alma, os produtores estavam presentes.No final o diretor respondeu às perguntas da platéia. Todas as perguntas eram técnicas. De repente a fila fora da sala de projeção deu de vociferar...

Quem compra 30 ingressos, assiste mais de 5 filmes  num dia só, assiste mesmo ao filme ou observa a criação?

14 de ago. de 2011

APRENDI COM O MEU AMOR

Drummond ensinou-me muitas coisas boas:
Viajar através de um quadro na parede;
manter a casa arrumada;
que iambos e hiatos medem, sim uma paixão!
Foi ele quem me guiou pelas impurezas do branco sem que me perdesse;
Usei a bolsa amarela sem constrangimento.

Ah, os poemas de Drummond!
Meu verdadeiro mas não único amor...
Jamais se enciumou das vezes que provei o doce Bandeira,
Nunca se aborreceu quando bebi Vinícius feito aguardente
Nem mesmo quando o abandonei para longas prosas com Clarice.

Por tanto me permitir dividir, ficou aqui em mim inexorável.
Em nenhum tempo, os poemas do meu grande amor Drummond,
Enciumaram-se com as cantadas de Buarque!
Até fazia dele nossa trilha musical.
Vivemos felizes todos na casa que ele ensinou-me arrumar
De modo a vivermos todos assim,
                                                         repletos de melodias nos ouvidos,

                                                          emoções nos coração e muitos poemas na cabeça.

20 de jul. de 2011

VIDA URBANA

LEIS NÃO DIMINUEM O PRECONCEITO

... mas podem mudar comportamentos.  Podem inibir o mau comportamento e garantir a segurança de quem precisa manifestá-lo.  Isso é direito, promove a legalidade. Uma coisa é regra social outra, crime e desrespeito contra o cidadão.  Quando uma lei não protege a todos poderá fabricar novos infratores e potencializar a delinquencia, pode até permitir que alguém muito certinho se torne um burlador da lei.
  •  Quando vivi no exterior, muitos amigos optaram por um casamento de direito que não ia às vias de fato para garantir a cidadania americana – em Nova Yorque onde vivi, o casamento entre iguais só foi aprovado no dia 25/06/2011. Aqui no Brasil, muitos homossexuais se casaram legalmente como se héteros fossem, para ter um dependente assegurando abatimento no IR.  Também aqui na Cidade Maravilhosa, perdi uma grande amiga e vejo a sua companheira após o seu falecimento, de mudança para lugar nenhum, pois a família diz não saber sobre o relacionamento das duas. Tenho uma amiga no sul que depois de anos de vida e trabalho em comum, viu todo o patrimônio construído a 4 mãos, ir inteiro para a família que expulsou sua companheira  devido ao seu “desonroso comportamento lésbico”. Isso não é Direito, nem certo, nem justo.
E a doença virou ditadura:
  • Depois de ser retirada do CID (Classificação Internacional de Doenças), a homossexualidade parece aterrorizar ainda mais os conservadores e aqueles que de certa forma tem a lucrar com a segregação e com a ignorância da população. Se antigamente o homossexual além de “doente”, tinha a fama de promíscuo, “sexólatra”, transmissor de doenças, corruptor de menores (como se nenhum heterossexual pudesse ter essas características) hoje os termos vão de “pedofilia”, “ditadura gay”, “mordaça gay”, “heterofobia” a “casamento gay”.  A lei 122 passou a ser vista como crime e ditadura às avessas, assim simplesmente,  sem  gerar reflexões a respeito da ditadura vivida por tantos até aqui... Durante anos gays pagaram impostos, taxas, tributos (ônus da cidadania) ainda que tivessem excluídos os  direitos mais simples como por exemplo, acompanhar o parceiro num leito de hospital. 

Cuidado com o que diz. Cuidando do que lê:
  • Pesquise no Google por “crimes de homofobia” e não encontrará crimes. De repente vários juristas, advogados, pensadores e escritores se põem a esclarecer on line sobre aspectos inconstitucionais do PL 122 de criminalização da homofobia ,  transformando o Projeto de Lei num dispositivo déspota e “heterofóbico”. O Juiz, Titular da 4ª Vara Federal de Niterói e professor, dr. William Douglas em brilhante artigo comenta  que  “querer mudar à força o conceito milenar de casamento, é exagero do ativismo homossexual” e ainda questiona  se “algum discriminado vale mais do que os outros? Incendiar índios e pobres não é algo a ser coibido? O racismo escondido desse país não deveria ser lembrado também”?
Todos os que atacam o PL 122 alegam que é uma lei específica para defender um segmento, quando já existe um código civil para punir criminosos e proteger vítimas, exortam sobre outras minorias sem se dar conta que as “minorias”  citadas buscam obter proteção nas formas da lei e já a possuem. Por que só aos gays isso deveria ser vedado? A grande preocupação  da “maioria” parece ser a perda do poder de exercer a tirania, quando pessoas querem apenas exercer com integralidade a sua cidadania...  

A grande pergunta seria porque nossas leis vigentes se tornaram tão vigorosas e eficientes para a proteção de um segmento somente agora? Antes, para outros foram necessários dispositivos legais como  Lei 11.340/ 06; Lei 1.390/51 e decreto de lei nº 1.171/94; LEI Nº 7.437/85;  Lei 8069/90;
Permitir o apelido de “casamento gay” à lei da União Estável, distorce o foco do direito para o religioso, casais heterossexuais sempre tiveram essa opção, ainda que mantendo o estado civil de solteiros. Os vídeos educativo contra homofobia, foram assunto de petição on line que citava trechos inexistentes, deixando de lado qualquer avaliação da qualidade e validade sócio-educativa do material, por que atribuir cenas que não existiam antes mesmo que pudessem ser vistos?  Como entender, num país recheado de escândalos graves, um título como este: “Abaixo-assinado Somos contra o maior escândalo deste País, o KIT GAY” assinado por  “Os signatários”. É dessa forma que a sociedade e lideranças políticas pretendem estabelecer algum tipo de diálogo com a comunidade gay? 

Nossa lei é nosso crime ? 
  • A criação de cotas para vagas obrigatórias para minorias no mercado de trabalho não significam em plenitude inclusão, se não houver oportunidade de crescimento funcional. Ainda que o PL 122 seja sancionado como lei, faltará a certeza de um tratamento respeitoso e eficiente, tanto dos patrões e colegas de trabalho quanto das autoridades nas queixas de assédio moral ou crimes de violência e ódio. As leis acabam funcionando como um dispositivo educativo, que nos remete à tolerância no sentido, obrigatório, de tolerar aquilo ou aqueles que não se suporta  ou não se entende. Nossa cultura ainda é aquela que responsabiliza as vítimas pelos ataques sofridos quando se trata de minorias, ainda que essas minorias tenham crescido tanto quanto suas vozes reivindicando igualdade direitos. Homossexuais muitas vezes não denunciam crimes e abusos sofridos por medo da exposição, do ridículo, do escárnio para si e sua família.  As estatísticas divulgadas em 04/03/2010 pelo GGB (Grupo Gay da Bahia) são questionadas e minimizadas como se homossexuais, lésbicas, bissexuais e travestis buscassem sua própria morte por ser o que são e suas mortes não são apuradas como se não fossem cidadãos...  Uma face do que se tornou na prática a máxima constituinte de que “todos são iguais aos olhos da lei” e que os gays desejam apenas ser mais iguais que os outros. Quem não sai do armário corre o risco de jamais viver...

Coluna |"REVISTA S!"| de junho/2011

Li certa vez um livro cujo autor dizia que os homens por instinto, buscam mulheres jovens, belas e saudáveis por estas estarem aptas a engravidar perpetuando a espécie Um amigo meu, quando visita uma empresa com muitos homens bonitos sempre comenta que “o processo seletivo só pode ter sido feito por algum gay, porque mulher não tem esse gosto todo, não!”   Uma amiga por sua vez, me garante que toda a vaidade da mulher tem como objetivo conquistar os homens. Coisas assim são combustíveis para a fogueira da minha imaginação: Homens estão sempre dispostos a transar ou procriar. Mulheres estão sempre dispostas a se exibirem para serem conquistadas e gays vivem para apreciar a beleza alheia em todo e qualquer canto?


Diante das estatísticas que informam nascer sempre um número muito maior de mulheres do que de homens, aceito a tese do autor e imagino que o ”raciocínio” da mother nature vá em direção à reprodução.  Afinal, hipoteticamente, se um homem transa  com uma mulher por dia, poderá produzir 365 filhos ao ano e uma mulher não terá mais que um, ainda que transe alucinadamente com vários homens por dia sem nenhum método contraceptivo... Mas o que vejo me faz  discordar da minha amiga, mulheres se arrumam para encantar e seduzir os homens? Creio que é justamente o contrário, mulher se arruma, penteia e perfuma numa tentativa quase insana de abalar a concorrência feminina!
Um homem quando vê uma mulher gostosa, admira e se torna predador, caçador, perseguidor. Sim, ele parte para o ataque na missão de gerar um novo exemplar da espécie ainda que “destruindo” o espécime que lhe atraiu. O seu ímpeto é o de colecionar e talvez, não lhe passe pela cabeça a idéia que aquele belo exemplar logo será uma lembrança a mais, como a cabeça de um alce pendurada acima da  lareira de um caçador. Uma foto a mais para se guardar ou para se excluir do perfil do site de relacionamento. Ainda assim, ele admira.

Uma mulher ao ver a outra linda e gostosa, tem olhos especializados em encontrar algo que não seja digno de admiração. Um pneu, um peito caído ou pequeno demais, uma estria, um cabelo falso, uma nádega de silicone. Como se essas coisas pudessem realmente denegrir. Mesmo assim ela corre para tentar clonar em si tudo o que puder daquela bela que aos olhos delas “nem é grande coisa”. Quase um ritual de antropofagia...

Neste ponto do meu raciocínio comecei a ter admiração pela ternura que muitas lésbicas nutrem pelas mulheres femininas. As lésbicas, ditas “caminhoneiras” percebem mesmo nas menos belas, um encanto que as próprias não conseguem ver e põem-se a reproduzir os gestos que os homens não  estão mais tão dispostos a ter: gentilezas simples ou complexas como enviar flores ou  acreditar no que suas musas lhe dizem.

O conceito de ativa e passiva que hoje se encontra em estado de história da carochinha ainda é parte dessas mulheres que penduram em suas lembranças os orgasmos proporcionados àquelas que ousadamente, desistiram de esperar que em cima do cavalo branco venha montado um príncipe encantado e do sexo masculino. Na teoria tudo isso funciona super bem, o diabo é que mulheres não pensam em “abater suas vítimas” num dia, nem planejam perpetuar a espécie entre elas! Não lhes, basta a sensação de vitória de uma conquista. Uma transadinha, pra mulher não é o fim, mas um começo...

A mulher quer levar pra cama, quer ir pra cama, sim, mas também pro shopping, cinema, boate. Não quer domingos livres pra sair com as amigas. Elas querem levar pra casa, querem companhia que possa  ser acintosamente desfilados na cara das suas “concorrentes”. Mulher deseja companhia que a faça  feliz de um jeito que possa ser exibido mundo a fora, afinal, de que adianta ser feliz se as amigas, inimigas e ex não  ficarem sabendo de tanta felicidade?

Se os grandes pensadores filosofaram a respeito do ter e do ser, foi a mulher que abriu a terceira via, criando o verbo parecer. Parecer jovem, parecer bela, parecer rica, parecer feliz. Não há festa, bar, boate ou encontro suficientemente bons se não oferecerem oportunidade de parecerem  lindas, arrojadas e disponíveis. Uma balada para ser boa tem que ao menos se parecer com uma grande oportunidade  na qual  encontrarão  finalmente, “a pessoa” da sua vida! E, como  se trata de mulher, pessoa  para levar para casa, apresentar às amigas e exibir  é claro, nas rede sociais para que  a ex de alguma forma fique sabendo.