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28 de mar. de 2019

O AÇOUGUEIRO

Depois de um papo rápido, seu Sérgio, me entrega o pequeno embrulho com 250g de carne moída. As têmporas não guardam mais os fios prateados ainda um pouco escuros de cabelo da minha infância, a pele cheia de riscos que eu não tinga visto, mas os olhos, com desenhos novos em volta, são os mesmos, têm o mesmo brilho terno e luz intensade quem quer escarafunchar o pensamento da gente.
Com a cabeça totalmente embranquecida, olhos brilhantes encaixados fixamente nos meus, mãos ligeiramente tremendo, ele suspira ainda segurando o pequeno pacote de um papel que eu julgava não existir mais e me diz:
- Agora eu sei que o mundo está perto do fim. Você concordando com Rodrigo Maia e querendo sair do Rio de Janeiro!
É o fim do mundo.
Não precisa pagar. Venha mais vezes e volte logo, isso não vai durar muito.
- Claro que não, o mundo não vai acabar, ora pois?
E rimos.
A gente não tem noção do quanto é observado.                                     
Sorri.                                                                                                           - Claro que não, o mundo não vai acabar, ora pois?                                  E rimos.                                                                                                       Não temos noção do quanto somos observados.

3 de nov. de 2017

PEDIDO QUE SE FAZ

Todos os dias eu peço a vida, que jamais aconteça de eu pensar pequeno, que jamais tenha "crises" de mesquinhez, porque é apenas isso o que não permite que sejamos grandes.
03/11/2017

2 de jul. de 2017

UMA COISA É UMA COISA OUTRA COISA É OUTRA

Dividindo uma coisinha ou outra do samba que se bebe, absorve e vive. A parte da batucada será tão mais importante na medida que o tempo passe. Ao viver, não só estamos cumprindo nossa trajetória, mas escrevendo a história. Viver no samba, viver de samba, ir ao samba, fazer samba, cantar samba, se aproveitar do samba, são coisas muito distintas

21/07/2015

23 de abr. de 2016

SÃO JORGE CANTORIA



"Nesta casa de guerreiro
Vim de longe pra rezar
Rogo a Deus pelos doentes
Na fé de Obatalá
Ogum salve a Casa Santa
Os presentes e os ausentes
Salve nossas esperanças
Salve os velhos e crianças
Nego veio e ensinou
Na cartilha de Aruanda
E Ogum não esqueceu
Como vencer a Quimbanda
A tristeza foi embora
Na espada de um guerreiro
E a luz no romper da aurora
Vai brilhar neste terreiro".

31 de dez. de 2014

Não confunda fim de ano com fim do mundo

Mas é que estamos numa época que é proibido ficar triste. 
Está vedado permanecer desanimado.
Se as coisas não deram certo, não desiste.
É o momento de acreditar que se acertarão.
Não se preocupe, passa rápido, logo te esquecerão. 
Pega essa dor e pinte-a de branco.
Coloque a sua tristeza sentada em algum banco.
Pode ser ali, fazendo companhia ao Drummond.
Ele é calado, volta e meia roubam-lhe os óculos com sorte ele nada verá.

Não é um tempo de alegria, pois que muitos se foram, alguns se perderam
Empregos escassearam, faz um calor infernal, o trânsito permanece umbralino.
O mundo vive como se ainda não tivesse encontrado seu destino
Não confunda fim de ano com fim do mundo.
Mas se confundir, vai fundo!
A preocupação alheia é só uma postagem
Por sua causa ninguém perde a viagem
Não é tempo de alegria,
apenas algumas horas de euforia

2 MILHÕES

Se 2 milhões não fosse um número tão expressivo, assustador, ameaçador, opressivo, apavorante em se tratando de quantidade de pessoas num só local, eu me arriscaria a reviver essa aventura.
‪#‎Copacabana‬ ‪#‎Reveillon2015‬

30 de dez. de 2014

Afinidade

Afinidade não imprescindível a para que o amor exista, mas é para que ele permaneça existindo
Como a humanidade pode querer sonhar com a paz, se o povo não pode ter uma folga e um tantinho de dinheiro que já começa a soltar fogos??

SÓ A GENTE SABE O QUE FAZ

Jamais começaria meu ano novo fazendo o que detesto. Portanto, tenham certeza que não me verão com roupa de festa, nem salto alto ou cabelo feito.
Depois de durante todo ano, cansar minha beleza respondendo perguntas idiotas, explicando o óbvio, aguardando nas salas de espera, sorrindo pra quem me enrola dizendo que "o projeto é maravilhoso quem sabe", sendo polida, educada por força da profissão, rindo com os lábios e estrangulando com a alma certas figuras, não passaria os últimos minutos do ano agradando só poque vai ficar bonito no álbum da rede social.
Podem ter certeza que 2015 vai me achar muito doida. na simplicidade dos pés no chão. Não sou do tipo que chama Yemanjá pra ver eu dar 3 pulinhos fazer o pedido como num drive thru e sair correndo!
Se é a gente que faz o ano novo, em algum momento temos de começar e sabemos que apenas damos sequencia.

TEMOS O QUE FIZEMOS

Se eu tivesse que enviar uma mensagem de ano novo,não teria nada de novo pra dizer. Quem teria? 
A nossa ânsia de que o relógio vire os seus ponteiros e deixe o que foi desagradável para tras. Arrancar a última folhinha do calendário como se arrancássemos para longe de nós o que não nos traz felicidade.
Mas a gente nem sabe o que é a felicidade. Quando sabemos e a alcançamos já estamos em busca de uma felicidade diferente que está sempre à frente.
Pular 7 ondas, comer lentilha, subir em algum lugar à meia-noite, calcinha nova, cueca vermelha, simpatia com romã, uva e tantas coisas que são apenas manifestações da nossa necessidade incurável de ser feliz ou de nos sentirmos felizes.
Jamais seremos! Construímos uma sociedade onde a felicidade derrubaria as bolsas, acabaria com os lucros, seria um transtorno para a produção. Vivemos numa sociedade que só lamenta a falta de escola, a precariedade do ensino, isso não impacta tanto se as nossas crianças estiverem em bons colégios, para nos dar a ilusão de que vencerão na vida e estarão bem encaminhados.
A sociedade em que vivemos não nos permitirá ser felizes ou iguais, porque nos ensinou a ensinar as diferenças para as nossas crianças e elas acreditarão em nós como nós acreditamos em quem nos ensinou os absurdos que colam etiquetas de absurdos naqueles que acham que podemos ser felizes com pouco,com compreensão, com diálogo.

Construímos uma sociedade mais terrível que qualquer selva, não matamos pra comer, matamos para ter,nos matamos para obter. Temos leis para prender os outros e as brechas das leis para nós.
Caminhamos a passos largos para desconhecer de vez a arte e qualquer selfie tortamente tirada é mais bem vista que uma boa foto, selfies são o nosso olhar sobre nós mesmos imposto aos outros,
Não somos muito mais que uns papagaios a repetir o que outros papagaios dizem. Nâo fomos muito além daquela criança sem criatividade que copia o coleguinha. Criticamos sem ler, julgamos sem ver, nos deixamos levar.
Fico imaginando a cara de Yemanjá que em 30 segundos vai do vozerio a mais completa solidão.
Tem que dar lucro pra dar certo. Não basta ser belo para parecer bonito. A gente não se conhece a gente faz contato. Vivemos em estado bancário. Desconfiando de tudo e todos que não portam cartão de crédito...

De que adianta?

De que adianta tentar adivinhar meus pensamentos, se não se importa em conhecer meus sentimentos.?

DESPREZO

Desprezo é o melhor dos sentimentos que eu consigo ter para certos tipos de pessoas. 
Aqueles que para se defender do que a própria consciência os acusam, atacam.
Aqueles que atacam com palavras vis e sem procedência.
Aqueles que assistem um ataque sem se indignar
Aqueles que discordando permanecem calados
Aqueles que fazem vista-grossa para os erros de alguém que possa um dia ser-lhes útil.
Aqueles que tem amigos gays mas adoram ofender comentando a sexualidade e gostam de rir e comentar quando não estão por perto.
Aqueles gays que sabem que isso acontece, mas fingem que não sabem.
Aqueles que tem amigos negros de alma branca e amigos "pretinhos mas tão legais"
Aqueles que não sabem de nada, mas numa briga revelam o que deduzem
Resumindo, desprezo, é o melhor dos sentimentos que consigo ofertar aos covardes.


24 de dez. de 2014

FELIZ NATAL...

Para todo os amigos, aqui do Face, lá do G+, do Twitter, do blog e de todos os espaços que frequentamos para não sermos esquecidos. 
Que fiquemos então com as melhores lembranças, pois são as válidas, no mais, apenas o aprendizado é válido.
 Cuidem bem dos seus sonhos, sonhem direito, porque sonhos quando muito desejados mais cedo ou mais tarde, se realizam! Um 2015 de muitos sonhos e que cada um seja aquele que realiza!
Feliz Natal!

21 de dez. de 2014

PORTELA (2014)

Existe sim, uma mística portelense e ela estava guardada no bolso de torcedores acanhados, intimidados, vivendo uma era de sombras desconfortável, pois que as asas da águia altaneira, não haveria de caber nas mãos de qualquer poder. 

Amor prensado, orgulho represado, gente aflita assim ficamos quando nosso rio não encontram caminho para que encontrem o mar. A Portela é um mapa hidrográfico sulcado de emoção, paixão, realização.

O portelense tem o poder conferido pelo rufar das asas de uma certa águia que circunda e sobrevoa sua cabeça. Ela voa, sobrevoa, plana, flutua na cadência que a Portela tem, ritmo, notas, marcação, gerados de vidas, que vividas construíram toda uma história que entregam de presente à nossa cultura.

Hoje o portelense traz o peito rasgado, sorriso aberto, ouvido esperto, morada de uma águia que liberta cumpre o seu destino de voar, seu coração é seu pouso, dele ela entra e sai deixando pra trás as sombras de um passado recente de incertezas.

Muitos deles trazem um diamante que brilha, iluminando-lhe as olheiras de meses de trabalho, noites de expectativas, dias de ansiedade. O cansaço, quem sabe poderá chegar depois da quarta-feira quando nos intervalos entre cada nota de cada quesito anunciada, ouvir-se-á vindo do peito do portelense ao lado, um surdo de terceira, mas eu duvido muito que haverá qualquer cansaço, "imperiano de fé não cansa", portelense de verdade, muito menos.

Talvez não seja ainda em 2014 que o grito, retido na garganta desde 1984, seja liberado no seu todo, mas estar de volta no dia 08, desfilando como uma das campeãs, é certamente o presente que esse povo está construindo com animação inenarrável, mãos calejadas, incasáveis pernas cansadas por rotinas de dedicação e amor extremos e nisso já estão campeões, todos que dormem e acordam envoltos no azul e branco da águia de Madureira.

A beleza principal da vitória dentro do regulamento alcançada em maio de 2013, uma vitória democrática que mostrou ao Rio (ao Brasil?) com tintas da democracia a verdadeira arma popular, o poder do voto, a atitude de povo não satisfeito que faz acontecer a mudança sem "mimimi", com empenho e correção. Mas tinha que ter oposição, oposição que realmente se opusesse ao passado que encobria as luzes de glória, as cores da história, o amor encantado.

O portelense está feliz, a Portela está feliz e nossa cidade ficou mais feliz e essa felicidade é o principal alimento dessa raça de heróis anônimos ou não, essa brava gente que tem o peito rasgado, morada de Deus e pouso da Águia.
Porque o céu é azul e branco eu não sei, sei que a Portela tem as cores do infinito porque é pra lá que a águia olha e é nessa direção que os regidos por ela vão.
Mais que sorte, que o sacrifício, amor, esperança, dedicação e acima de tudo o trabalho sejam recompensados

15 de dez. de 2014

POR ACASO UM POEMA sobre uma UMA FESTA

Não foi proposital. 
Dia desses buscava entre os meu poetas preferidos algum poema pra colocar  como foto de capa no meu perfil do facebook. Como sempre comecei por Drummond, depois Bandeira, depois Vinícius, Cora Coralina, Cecília, Adélia e por aí vou até encontrar o que preciso.

Achei alguns dos poemas do doce Bandeira um pouco tristes demais para o meu objetivo. Esse principalmente, mas tinha tanto a ver comigo,  que selecionei o trecho mais apropriado, tristeza à parte.


O título do poema é "Consoada" que é, segundo o Google, numa versão resumida, "jantar da noite da véspera de Natal, geralmente reunindo toda a família em ambiente de festa e terminando com a distribuição dos presentes; ceia que reunia a família na madrugada da noite de Natal, após a missa-do-galo "
 O poema na íntegra:



Consoada
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

Consoada é o poema dos que sem medo estão prontos ou acham que estão. Não sei se retrata um momento de pensamento fúnebre daqueles que estão solitários por ocasião da consoada, mas imagino que sim.
Poderia ser que ele, o Manuel Bandeira,  estivesse apenas preparando a consoada  para a "Indesejada", a tal "Caetana", por  viver o momento propício, quando já fizemos tantas coisas, que qualquer alegria será tão reconfortante tal qual o seu primo-irmão o  tédio.

Há momentos na vida que realmente as contas estão pagas ou decidimos que não temos

Enfim, Bandeira escreveu muitos livros, tinha grana pra produzi-los e publicá-los, tornou-se professor, crítico de arte, teve seus livros independentes reeditados, aposentou-se como professor, viajou, viajou e viajou!
de pagá-las, os filhos cresceram e nos cobrem de atenção ou esqueceram de onde vieram... As realizações como a desistência dos sonhos trazem a certeza da missão cumprida, um gosto de fim da linha, uma preguiça de lutar pelo que não foi feito, um encantamento entediado sobre o que foi construído.
Viajou a trabalho, para tratamento, por lazer, como membro de comissão julgadora.
Foi reconhecido, laureado, homenageado, recebeu muitas flores em vida, felizmente.

Principalmente, teve Bandeira,  tuberculose aos 18 anos, eu mesma antes de estudar um tiquinho sobre ele, achava que tinha morrido disso, o sucesso/repercussão de "pneumotórax" nos faz esquecer a foto do velhinho e nos confunde com a informação dos seus 80 e tantos anos. No entanto, ele viu morrerem mãe, irmã (a enfermeira e anjo da guarda nos tempos da doença), pai, irmão. Por que não, não poderia por um momento achar que já estava de bom tamanho?
E que diferença poderia fazer?
Sendo apenas um pensamento, por um momento suficiente para mais um poema.

A simplicidade de Manuel Bandeira me toca profundamente.  Ele transforma a decepção a desilusão, as mazelas de uma sociedade em desenvolvimento, que desdenha o auto-conhecimento, em lirismo, aliás, não abre mão dele, o lirismo e pulverizado por um bom humor tão da nossa gente!

Manuel Bandeira, foi o primeiro poeta que me fez pensar na forma de comunicação através da escrita - Sim eu sei que a gente estuda isso na escola, mas não necessariamente nos faz pensar...

Enquanto o Parnasiano é capaz de sacrificar a comunicação em prol da métrica, da rima, da valorização da forma, da palavra em si, Bandeira usa quase sempre palavras simples e quando, não é simples é direto seu modo de se dirigir ao leitor.
Claro que estamos falando sobre os anos 20 30, 40, uma época que dentre os consumidores de poesia estava também o grupo dos que faziam poesia.
Época na qual  os que adentravam no universo literário chegando a publicar livros, falavam no mínimo duas línguas. Faculdade não era nenhuma "molezinha" nem existiam em profusão.
As classes ricas eram realmente ricas, sem essa de crediário, cartão de crédito, financiamento.
Assim, os poetas que gostavam de complicar, despejando conhecimento e pedantismo para uma classe de consumidores afins ficavam restrito, mantiveram-se prisioneiros dos livros didáticos que o jovem bufa quando tem de ler...

Daí seja importante comentar pra quem não lembra ou não teve "saco" de aprender na escola,  a importância do Modernismo (Semana de Arte Moderna de 1922, copiou?) Bandeira não estava lá, mas já era o próprio modernista, seu "sapo" estava,  tanto assim, que veio a fazer amizade com todos aqueles que de um  jeito ou de outro são os responsáveis "por qualquer um" 'poder estar escrevendo', se comunicando, dando o seu recado, pois que quebraram a rigidez obrigatória das formas, liberaram as compotas do conteúdo, permitiram que outros estilos literários pudessem ser olhados com respeito, perdoaram pequenos pecados para nós apenas leigos de uma língua altamente complexa e nada disso é uma crítica, muito pelo contrário.

(continua um dia) 

COISAS LÁ DE CASA - Natal


Então tá. Já é natal aqui em casa também. Montei, finalmente a árvore de natal e com  muitos tambores, quase uma homenagem à minha incompetência na percussão e a todos os competentes nela. É que acho chato esse negócio de bolinhas e árvores brancas de uma neve que a gente nunca vai ter.
Meio que me deu uma nostalgia, montar a minha árvore, singela, pequena porem honesta.
Eu lembro da minha infância e suas árvores de galhos catados pelos meus irmãos, ora pintados de prateado, ora enrolados em algodão.
A paciência da minha mãe que embrulhava caixinhas de fósforos em papéis coloridos, laminados, fluorescentes formando pequenos embrulhos em forma de presentes para enfeitar e ,mais um monte de coisinhas que ela fazia e eu não lembro mais. Os pitacos de todos da família que estavam presentes.
As lampadinhas, pisca-pisca,  ainda não vinham da China, eram maiores e dava até pra consertar, para somar com as novas porque naquele tempo o lance era somar. Quanto mais luzes piscando, melhor!
Não sei se isso era coisa de gente pobre ou gente rica, naquela idade eu não sabia que isso existia, de tal forma que sigo ignorando. Eu achava que era coisa de gente divertida e cresci acreditando que era assim que começava o natal, no dia primeiro de dezembro com uma filharada fazendo confusão em torno de algo que logo se transformaria numa árvore de natal.
Depois os presentes iam chegando e se acumulando nos pés da "planta". Não, não era coisa de pobre, então... Não tinha como ser. Éramos generosos, pelo menos era assim que minha mãe através do exemplo tentava nos ensinar.
Lembro de alguns anos que os presentes quase cobriram a árvore que não era pequena e, em alguns outros, parecia que a festa se estenderia até o carnaval tal o número de pessoas que chegavam pra curtir a festa e não iam embora até o "ano novo", ou como dizia D.Lina. "ano bom"
Chegavam os barris da Adega do Ramos, porque antes eram garrafões, cujo conteúdo era transposto para as garrafas que cabiam na geladeira. Não sei se era coisa de pobre, mas lá o povo só bebia vinho tinto, doce, suave e gelado. Depois passou a vir tudo no barril mesmo e não lembro bem se a confusão de gelar continuou ou não.

Tinha também a tal da  "caixinha" que era aberta e resgatado o seu valor, então, distribuíam-se as listas para a compra da comidarada e, o que chegava de comida às vésperas talvez matasse a fome de metade da África! Hoje não mataria a minha, tenho fome da felicidade daqueles tempos.

Voltando pra hoje, sobre a foto:
Ah, maior bagunça na estante. Não arrumo há tempos. Que importa? Importante é que a árvore tá linda, enfeitada com as melhores lembranças e os maiores desejos.

14 de dez. de 2014

AS CORES DA GENTE

Quando criança, a exemplo de minha mãe, gostava de amarelo.
Fui crescendo, encantada, alucinada, louca pelo azul
E, de repente me vejo cor-de-rosa

CORAÇÃO











Coração assim de gelatina, 
Começa e não termina.
De tão leve se esgarça no ar.
De tão intenso não vive sem se dar.
De tanto que bate deu agora de me espancar.

12 de dez. de 2014

AS COISAS PRÁTICA E BOAS DESEJAMOS PRA NÓS

De repente cai a ficha que realmente o carnaval vem antes do natal.
A tal história de priorizarmos o que valorizamos, talvez...
Eu queria receber um cartão de natal verdadeiro que me desejasse muitos presentes, muita grana muito trabalho com pagamento regular e em dia, muitas paqueras, e birita, carne de primeira, sucesso pra caramba, muitas, selfies, que eu aprenda a curtir shoppings e essas coisas todas que andam movendo o nosso mundo, mas que quando chega no natal, é um pacote de coisas convencionais que talvez poucos saibam o que estão desejando. As coisas práticas nos autodesejamos
O sentido do natal não mudou, só foi subvertido mas ainda assim acredito que haja muita verdade na história e a sinceridade é inatacável e "imorrível".

11 de dez. de 2014

SEMPRE ACHO CEDO PARA O NATAL

O meu cartão de Natal tá pronto. Mas sempre acho que ainda é cedo pra falar tão diretamente sobre esse assunto... 
As encomendas para os cartões personalizados começam a chegar em outubro. Haja criatividade para criar um natal com a carinha de cada pessoa.
Talvez seja por isso que eu
Sempre acho que o Natal chega rápido demais, cedo demais como um parente abelhudo que não avisa, um convidado exigente, trapalhão e sem noção. 
Lá pelo dia 20 acho que será mais natal do que hoje.