Mostrando postagens com marcador facebook. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador facebook. Mostrar todas as postagens

8 de mai. de 2021

O FILHO do PAI






Muita chuva ontem,

forte e persistente.

Chuva pra lavar,

chuva pra limpar,

chuva pra refrescar

Forte e persistente.

Continuaremos a resistir

Temos olhos suficientes

Para mantermos colados

acompanhando a CPI

Tá pensando o que otário?

Sabemos dos esqueletos no seu armário.

Sabemos que essa tragédia foi encomendada

Estratégia pra CPI do seu paizinho dar em nada

A gente sabe pela sua cara de deboche

Que e você que tá governando

Usando esse ex-vice como fantoche

18 de set. de 2020

ANIVERSÁRIO DE SAMBA

 

Nesse mês de setembro aniversaria a minha vida de sambista. Foi por esse mês que fiz minha primeira produção de samba no João Caetano, num dia de segunda-feira completamente chuvosa o dia inteiro mais o final de semana. Eu olhava pela janela e meus olhos choviam junto. Pensava que fracassaríamos. Só que nada dá errado no mês de setembro. Mês de Erê, Ibeji, Bejada, Criança. Mês do meu Colibri Azul de Oxossi (ainda que o dia dele seja em outubro 😏! Colibri a melhor parte de mim. A casa lotou! Ponto. E eu que vinha alegremente blueseira de fim de semana, apaixonada pelo baixo e guitarra, começo a frequentar Madureira, mais precisamente, Cafofo da Tia Surica e quadra da Portela. E deu-se a desgraça! 😆 Talvez devesse dizer Oswaldo Cruz pra evitar polêmicas e implicâncias mas a nomeação das parcelas não alterariam o resultado seria só mesmo pra evitar implicâncias e polêmicas. Estudei no Carmela Dutra e odiava Madureira. Eu vinha do bucolismo e da excentricidade de Jacarepaguá. Fui criada com cheiro de eucalipto, canto de passarinhos. Com sino da igreja tocando 4 vezes por dia pra gente “tomar bença”. Diante disso, Madureira era o inferno e o que inferno era, virou tentação e evoluiu pra pecado. Ninguém passa pela Portela impunemente. Ninguém frequenta o Cafofo da Surica e sai de lá incólume, sendo a mesma pessoa. Não sei onde perdi o meu baixo de 4 cordas afinadas em EADG. Não sei como vivo com os cachês indecentes propostos aos sambistas (eu ganhava dinheiro de verdade com o rock and blues). Mas eu sei que me tornei uma pessoa mais feliz! Tocando nada, fazendo coro na roda, batendo palmas. Todo ser humano no fundo, no fundo, de verdade "mermo", só quer ser aceito. Na minha trajetória de rejeições e perdas, majestades me aceitaram e me deram a chance de virar esse jogo. Com certeza, me amam e lealmente retribuo, com amor agradeço e rezo todos os dias aos meus infinitos Orixás. Deus nos abençoe e que o samba permaneça raiz por mais que a política tente e o capital atente! Mas como se bebe com máscara?????

22 de jul. de 2020

Peregrinação Digital

 

Perambulo por aí de laive em laive como se fosse rua. 
Paro e entro como se fosse bar, não, bar não, porque não tem cerveja.
Como se fosse casa. 
Não, casa, não porque não me vem e se vem não me reconhecem e se reconhecem não dão importância. 
Entro como o gato que entra em qualquer espaço que pareça não caber.

Algumas laives são escolas: gente que sabe muito falando tudo . 
Outras laives são templos, deusas falam, cantam, distribuem beleza e nos fazem um bem danado. 
Não existe laive ruim, só a gente que está no dia errado. 
Tem as laives do dia seguinte que a gente perde a hora sem querer.
O Instagram parece sabe o quê?
Um imenso SAARA, em vez de boxes, quadradinhos com laives rolando. Como vitrine de frango assado e a gente feito cão salivando. Ah, se fosse num palco...
São tanto apelo, sons e cores! Fico zonza e o chato é que nem tem um camarim pra tentar uma foto e se tivesse, não tem abraço , nem beijinho. Tanta gente, todo mundo sozinho.

O carioca que dá 2 beijos perdeu muito mais que qualquer outro brasileiro. Bem feito! Fazia cudoce quando via ídolos no calçadão, agora que fique digitando pra chamar atenção.😛

Ontem eu estava numa laive técnica sobre cinema muito boa, aí o Insta avisou: @conceicaoevaristooficial ao vivo. 
Larguei tudo e fui. Ganhei metade da quarentena quando ela falou meu nome. Gente, ela falou meu nome! Seria muito, ela lembrar de mim mas em tempo de isolamento é uma melodia bem doce esse pensamento...
A outra metade da quarentena ganhei há 3 dias qdo a Cigarra, curtiu meu post. Sim, @simoneoficial curtiu o post do @canalforum.m Fui dormir feliz dando banana pro corno do algoritmo do qual não duvido e se não acredito não importa mais.
Simone nas laives é irretocável, tudo o que eu sonhava na minha juventude e a confusão não deixava acontecer. Conceição é o que eu quero ser quando crescer. Quando eu puder publicar o que sei escrever. Ídalas!
A vida sabe do que a gente precisa. Um dia a entrega chega. A gente só não precisava desses políticos. Muito castigo esses arremedos de satanás.

🐠
#escrevendoprapensar #150dias #textos #rozzibrasil

21 de jul. de 2020

EFEITOS DA PANDEMIA


 Efeito pandemia: Cabelinho cresceu, escureceu. Olho anuviou, óculos aumentou o grau. Perdi 3kg, 1 dente. Escrevi 38 raps, um monte de textões, fiz 25 cursos, participei de umas 8 laives, inventei o nome #pandemonicasnapandemia (sem cola), saí de trás do celular declamei músicas, continuo cheia de pendências. Aquelas coisas que não gosto de fazer, sabe? Fiz as pazes com a vida, continuo de pé atrás com o mundo. Perdi pessoas queridas, sofri por quem morreu sem me querer. 150 dias de isolamento, parecem 150 anos.

Tenho receio de esquecer como era ser feliz antigamente. 
O isolamento me libertou na mente mas me encarcerou numa saudade tão grande que penso que minha vida de antes era uma ilusão, um desejo que me dá sede, me tira o sono e me entrega milhares de sonhos. Quando eu puder sair de verdade eu vou... Até lá eu sigo fazendo o que era impossível e cada dia é um risquinho na agenda e na parede da minha cela imaginária. Imaginária?
#semhastag #escrevendoprapensar #rozzibrasil

24 de mai. de 2020

Adia Enem

 

Todos os parlamentares votaram a favor do #AdiaEnem, menos um. Coisas que não deixam dúvida que essa familia que ocupa o poder executa um projeto criminoso, estruturado e bem pensado de enfraquecimento do povo, de obstrução de oportunidades e do acesso à Educação.

Não é possível que seja só por ignorância, ignorantes podem até ser alguns dos pobres de direita que ainda aprovam esse arremedo de monarquia que busca tornar-se ditadura.
Ninguém vai passar 30 anos exercendo preconceitos, por nada. Ninguém se apega ao poder como forma de defender a família de responder por crimes, se não houvessem os crimes.
A reunião é clara, não é reunião, é um conluio, onde cada qual dá sua sugestão de como acabar com o Brasil da maneira mais cruel possível. Botando na cadeia prefeitos e governadores, botando bombas no bolso do funcionalismo público ao sufocá-lo com 2 anos sem aumento de salário, aproveitando a "distração" da imprensa com o covid19 para derrubar toda a proteção da qual dependem Amazônia e o povo originário que nela ainda habita.
Quando o atual presidente votou pelo impeachment, não fez nenhuma declaração que respaldasse sua ideia ou ideologia mas um discurso de crueldade, exaltando o torturador que na sua visão era o pavor de Dilma Roulssef.
Como esses espécimes conseguiram se reunir em torno de uma mesa onde se repastam com a dignidade e vida do brasileiro?

29 de mar. de 2020

TRECHOS DE QUARENTENA


Desde o dia 12 Não coloco o nariz no portão. Tenho dois vizinhos de porta, idosos. Ele sai toda hora, ela não sei, é tão mosca morta, nunca se percebe se está em casa. Fico receosa  de tocar no portão e em tudo que ele toca😂
Aquela pausa no home office para ao portão espiar o movimento - que essa rua nunca teve, não existe mais, moro numa vila e de repente ficou complexo retornar à casa, a última da vila. Muita função.
Deixa o sapato fora. Desinfeta maçaneta, lava mão cantando pra não errar o tempo, corre pro banho, bota a roupa no sol - não tem sol, coloca num saquinho impermeável, desinfeta as embalagens das compras, cabô alquingel, passa cloro, no biscoito, no miojo, um por um, lava os enlatados, a laranja, lava a batata e a cenoura, lava a cebola. Faço o quê com o alho?

E há quem diga que na quarentena teríamos tempo sobrando... 
Bota luva, tira luva, liga pra tia, mãe e vó pra garantir que não correram pra promoção do Guanabara ou Supermarket que passou na televisão
Não vejo a hora de algo parecido com normalidade. Ir ali comer qualquer coisa e sair mais bebida que comida ou só ir
na pensão da vizinha e comer uma comida mais decente do que sou capaz de fazer e ainda sai mais barato!
:

28 de mar. de 2020

Liberdade



Dei de pensar o quanto de liberdade há 
na minha casa e dentro de mim!
Essa liberdade que é muito mais que fazer 
o que quero quando bem entendo 
é muito maior, vai muito além disso,
Refletida no meu modo passional,   
personalidade visceral  
completamente imparcial     
totalmente inclinado pro lado esquerdo do peito,         
onde moram direitos.

As lutas me fazem livre exatamente porque ainda estão em andamento.        
Há cansaço mas não há sofrimento            
Sofrimento é no fim, não tem pressa.
Eu não defendo o que me interessa, 
eu luto pelo que acredito.                               
Todo dia eu olho o horizonte que eu fito. 
Pagar o preço de tanta liberdade, 
inclusive o percentual de solidão, não me pesa, não                         
se pesasse não seria verdade.

Às vezes tanta liberdade me aflige 
com muita insegurança,                  
eu careço de liderança,                                                    
eu não sei muito bem por onde ir.                                         
É o ônus de estar fora da manada.                                          
É o bônus de ser questionada.                                              
É o tônus de ser interpelada.


Ao telefone minha amiga falava de necessidade.                             
Queria saber se a necessidade inclui se corromper.                        
Eu acho que não, mas vai saber?                                            
Qual a necessidade de burlar e esconder,                                   
se sou livre pra tudo responder?                                                                                                                    
Qual necessidade de ter uma mansão ,                                       
30 quartos e gente precisando de sabão                                     
sem água ora lavar a mão.                                                  
Não deu pra terminar, a ligação caiu.                                      
Mas qual a necessidade de alguns beberem um vinho de 6 mil,                
comer um almoço de 10 mil reais                                            
e acharem que um salário mínimo é demais?

Poucos entendem o meu prazer de viver em meio a pobre estropiado,      
É que eu  não aturo rico entojado,                                         
Nem gente que mente                                                        
pra fugir do que sente.                                                    
Viado encubado,                                                            
assassino dissimulado,                                                     
nariz viciado enrolado em dinheiro                                         
batendo em maconheiro de final de semana,                                  
gente sacana julgando a liberdade de gente bacana.

Eu sou livre quando pago com gosto o preço do que escolhi                  
e daquilo que sem escolher, vivi.                                          
Não é para os fortes, 
É para o sem sorte                                                         
que mantêm reais.                                                          
Não é nada demais.
Praqueles  que dizem o que a alma pensa,                                   
que olha pro alto e não vê guilhotina suspensa.                            
Que sabem que ser livre e se esvair, viver se despedindo, 
partindo muito mais rápido do que se pensa

#escrevendoprapensar #rap #hiphop

TEMPO PRA TER TEMPO
















Ter tempo de ter tempo.
Tempo para pensar no tempo.
Tempo pra organizar meu tempo.
Tempo de imaginar um novo tempo.

3 de mar. de 2020

ATRAS DO ESPELHO

Não é o governo que deixa de aplicar os impostos na infra estrutura dos bairros periféricos e favelas, na qualidade de vida dos moradores. Isso só acontece porque eles gostam de morar mal, sob risco. Eles acham legal morar ao lado de valões pra economizar no despejo dos seus detritos. Eles acham bacana conviver com mosquitos, ratos e toda sorte de pragas, só pra não pagar, água e luz. Os moradores da periferia curtem ser ameaçados pela milícia, ter que pagar pedágio pra irem e virem de suas casas. Eles curtem serem pressionados pelo tráfico, viver com a vida da família em risco, agora que crianças podem ser mortas tranquilamente por projéteis de fuzil. E pra melhorar, quando chove, toda cidade alaga, sua casa desaba ou perdem tudo.
O governo não tem culpa, tadinho, pelo contrário, ele faz tanta coisa por você. Não pode ver uma necessidade que corre pra legislar ao seu favor. É o povo que não merece nem faz por onde, não é mesmo?

28 de mar. de 2019

O AÇOUGUEIRO

Depois de um papo rápido, seu Sérgio, me entrega o pequeno embrulho com 250g de carne moída. As têmporas não guardam mais os fios prateados ainda um pouco escuros de cabelo da minha infância, a pele cheia de riscos que eu não tinga visto, mas os olhos, com desenhos novos em volta, são os mesmos, têm o mesmo brilho terno e luz intensade quem quer escarafunchar o pensamento da gente.
Com a cabeça totalmente embranquecida, olhos brilhantes encaixados fixamente nos meus, mãos ligeiramente tremendo, ele suspira ainda segurando o pequeno pacote de um papel que eu julgava não existir mais e me diz:
- Agora eu sei que o mundo está perto do fim. Você concordando com Rodrigo Maia e querendo sair do Rio de Janeiro!
É o fim do mundo.
Não precisa pagar. Venha mais vezes e volte logo, isso não vai durar muito.
- Claro que não, o mundo não vai acabar, ora pois?
E rimos.
A gente não tem noção do quanto é observado.                                     
Sorri.                                                                                                           - Claro que não, o mundo não vai acabar, ora pois?                                  E rimos.                                                                                                       Não temos noção do quanto somos observados.

12 de out. de 2018

Tia Surica leva todos nós na sua voz

Nesse momento tosco, cinzento e praticamente infeliz, só ela pra fazer nossa alma sorrir. Foi lindo o show de Tia Surica. Foi tocante a participação de Cristina, a Buarque. Foi de gala a intervenção da Tabajara do Samba. Um show sem gordura, marcado pela simplicidade e ausência de mirabolâncias, exatamente como um show de samba deve ser. Repertório preciso, grupo cirúrgico, flauta beirando à excepcionalidade. Tudo encaixadinho porque todos que ali estavam pareciam felizes, satisfeitos por ali estarem.

Pela segunda vez na vida, eu senti lágrimas nos olhos enquanto um deles estava ali fixo no visor da câmera. A primeira vez foi na quadra da Portela, filmando Nelson Sargento cantando "Agoniza mas Não Morre" junto com Wilson Moreira e nessa ocasião, um cara teve a cara de pau de chegar pertinho e perguntar (quase afirmando com cumplicidade) no meu ouvido:
- Você é mangueirense, né?
Eu, vestida de portelense até nas peças íntimas, olhei séria e aborrecida pela interrupção do meu "momento-sei-lá-me-deixe", porque não sei até hoje, respondi séria, seca e com olhos molhados:
- Não.
A segunda vez foi ontem ouvindo Cristina Buarque interpretando Portela na Avenida. Porque Cristina sempre me emocionou, desde lá, quando ela era só uma voz no rádio, cantando algo que, naquela idade minha, eu não identificava como samba - era apenas música (sim, pessoal houve um tempo que tocava samba de terreiro nas rádios, samba bom com gente cantando bem). Acontece que eu tive a honra, glória e bênção de entrar no mundo que os sons do rádio daquele tempo, década de 70 me trazia. E aí, as músicas se revestiram da minha própria história.e vivência nuns quintais e quadras e terreiros.

Quando você conheceu uma música como Portela na Avenida na voz vigorosa de Clara Nunes, anos depois passa a vivê-la no vigor e tons de ansiedade e respeito, ali na arena do "esquenta", na própria avenida, ela se transforma, sim, em mais do que uma música ou hino, é "feito uma reza um ritual"; você descobre a historia da música e fica embasbacado com essa história, você ouve repetidamente a música fazendo parte do coro de centenas (milhares) de vozes na quadra, que te faz pular e praticamente entrar em transe. Daí, uma noite, vem aquela voz da infância, delicada, afinada como poucos hoje em dia no samba conseguem ser e é muita historia somada àquelas notas e tantas outras histórias e o nome disso é Cultura, viu?

Normalmente Tia Surica é uma artista emocionante, mediúnica, aquela entidade que com sua roupa de show, se transforma e ressignifica tudo: A cozinha, os temperos, a luta de uma vida inteira. É a voz da vendedora jovem numa banquinha ali, na frente da quadra, da operária, da artesã no barracão torcendo pena de ema, da baiana que arrumava a fantasia pra sair mais bonita nos desfiles, da conselheira. É a voz do colo e ombro amigo, da simpatia paciente, da falta de paciência impaciente, da pessoa com valores de samba antigo, da artista com muito menos espaço que o merecido, da preta mulher baixinha que largou um noivo pra se casar com o samba da sua escola, num momento que era o casamento com um homem que dava respeito de verdade às mulheres.

Tia Surica leva todos nós na sua voz.

A voz de Surica nos conduz a um mundo que era bom viver, ainda que não fosse fácil

A voz que sabe dizer não, a voz que muitas vezes diz sim. A voz que melhor interpreta Candeia, a intérprete que faz questão de citar nome a nome dos autores que canta porque a interpretação vem na forma de homenagem e pedagogia que informa: são autores da minha Portela querida.

Quando Surica vai pro palco, ela deixa de lado tudo de batalha, sofrimento e dor que viveu trazendo unicamente a alegria de estar ali fazendo aquilo que ama fazer: Cantar. Cantar para um público predominantemente de amigos que sabem o quão rara é essa ocasião, que ela não distingue e a ele agradece à medida que lá de cima, agora transformada numa gigante, ela vai reconhecendo os rostos. Acontece que na beleza do figurino de artista e da satisfação de estar no palco, vem na voz a pungência de quem tanto sofreu mas decidiu dar valor ao que tem valor. Surica é mulher de luta que das dores fez um pódio do qual sacode a bandeira do samba.

Ontem, numa cidade ameaçada por si mesma, onde o verdadeiro carioca anda fazendo falta e o Estado Laico é depredado por seitas e ideias falsas do evangelho dos vendilhões do templo e da Constituição, eu pude esquecer dos receios e assombros das nuvens negras da indiferença e me sentir embalada nesse colo gostoso que essa voz de pastora traz pro palco e generosamente nos entrega. E pra ela que o tempo todo agradece a presença de todos e à dela também que eu quero dizer: Obrigada Tia Surica, você me representa, se eu não fosse sua amiga, ainda assim eu continuaria sendo sua maior fã.
BOM DIA!

29 de set. de 2018

FOTO MANIFESTAÇÃO (3)

Marquei com um monte de gente que não consegui encontrar e encontrei com quem nem pensei em marcar.

FOTO NA MANIFESTAÇÃO ELE NÃO

Jandira, Jandirão #elenão não! não! #Presente! #Presentão!

1 de jun. de 2018

PARA LEMBRAR DE ESQUECER


Te vejo de cara com o sonho
Com cara de sono
Imersa na preguiça de viver
Uma prece pra um santo
Um sorriso com ares de pranto
E o jeito de saber o que fazer

Éramos dias repletos de madrugada
Tínhamos a pele dourada
Pelo sol daquele mar
Tínhamos inocência
Alguma coerência
Mas deixamos estar

Não fui eu, o amor que pretendia
Mas guardei o que sobrou
daquela chama que ardia

Não sei o que foi feito da gente
Só sei que depois de um tempo
Tudo o que resta
É andar pra frente

Ninguém planeja a vida
Esse caderno grande
Onde se anota esquecimento
Pra lembrar de esquecer

27 de mai. de 2018

MAR DOCE
















Amo quem me ama
Trago a fumaça
Bebo a chama
Sou de ferro
Sou de fogo
Sou do vento
Venho no tempo
Vivo no ar
Penso noite
Sou energia
Sou um dia
A batucar
Canto ponto
Sem desconto
Vejo o mal se danar
O mar salgado
Pra mim é doce
Uma canção de ninar

14 de mai. de 2018

FORA DE MODA



Sei lá, eu só desejo que as coisas funcionem independentemente de marca, fama, in ou out. Se tenho que vestir roupa, que eu goste dela, pouco me lixo se está na moda, se é fashion. Nem no tempo da minha juventude quando surgiu uma moda de usar boné com a etiqueta pro lado de fora mudei de opinião. E, eu era a rainha dos bonés, tinha mais de 15!
Chapéu panamá (que tinha uns bolivianos ali pela Lapa fazendo e vendendo) usei muito, porque eu gosto de coisas na cabeça, também porque trabalhando em shows e eventos, quando tinha que vender CDs no meio do povo, o artista indicava:
- Aquela moça com chapéu branco...
Até que de repente eram tantos os chapéus "brancos" que ninguém me achava com facilidade.
Parei com o chapéu, mas antes usei os coloridos, só de farra.

Sempre, desde criança quis usar chapéu. Quando moça, logo após conhecer meu pai, ele me deu um chapéu, bem estilo Zé Pelintra. Era preto, aveludado e  ficava bonitinha com ele, mas naquela ocasião era estranho uma mulher de chapéu em Jacarepaguá, então, só usava quando ia pra balada no Centro ou Zona Sul. Um dia fiquei tão aborrecida com o meu pai, que eu só chamo assim para as pessoas entenderem, mas que ele nunca me deu a mínima como filha, que joguei o chapéu fora. Aliás, mais que isso: Sapateei em cima e taquei fogo. Naqueles tempos eu era muito temperamental, explosiva ao extremo. Sempre que tinha essas atitudes intempestivas, me arrependia depois. Não tivesse tantos chapéus similares, sentiria falta daquele, queimado feito bruxa na fogueira e do mesmo jeito que as bruxas, não adiantou nada. O mal não estava no chapéu.

Hoje, de volta ao bairro de origem, nem ligo se as pessoas se "incomodam" com uma mulher de chapéu. Também não me incomodo com a admiração das pessoas pela marca das coisas que uso e assim uso qualquer coisa que eu ache legal.
Sempre pensei que se ganhasse na mega sena, compraria um carro, contrataria um motorista e nunca pensei qual marca teria o veículo, desde que andasse, maravilha. Igual para celular, queria que ele falasse alto e claro, hoje quero que ele não trave. As coisas, pra mim, só precisam funcionar, de preferência, bem! Só isso. Celular uso até pouco. Se estou num lugar que tem conversa, até esqueço do esmartefone. Quando estou na condução, leio livros.
Há anos ando perdida de amores pelos notebooks da Dell porque não me decepcionaram, ainda. Enquanto o Sony Vaio ficou no sonho e o Apple ainda é utopia. Porque entre os meus olhos e a vitrine sempre existe algo chamado preço.

E fico aqui pensando... Por quê as pessoas gostam tão mais do status, das marcas das coisas do que das próprias coisas?  Isso me fez lembrar uma conhecida que tinha a estante mais cheia de livros do bairro mas só lia "Capricho", "Julia" e "Sabrina" ainda que ela achasse que tinha letras demais e fotos de menos...

Por que as pessoas preferem as coisas em detrimento das outras pessoas, se a maioria das pessoas funcionam até bem direitinho? Nenhum celular nunca pagou cerveja pra mim. Nunca que vou dar mais atenção a ele do que a alguém que esteja conversando comigo.
Devo ser alguém muito fora de moda.

RETORNO DA FEIRA DAS YABÁS: COUBE TUDO NA PRAÇA, N.Sa., Preto-Velho, Dia das Mães,130 Anos da Abolição

Tem vídeo.
No retorno da Feira das Yabás após 6 meses, foi a gota de orvalho na suavidade da pétala da flor, pela leveza das homenagens; e também o encontro do fogo com a gasolina, no calor dos sambas e pagodes mais sacudidos. Uma poesia bucólica? Antiga? Suburbana? Sei lá... Uma poesia cheia de poesia! Nas cores de uma tarde linda. Marquinhos de Oswaldo Cruz transmite suavidade e uma certa força orientadora nas suas explicações breves na voz mansa que transmite em gotas bem dosadas o esclarecimento de uma política cotidiana, a importância da ocupação pelo povo do espaço que é seu (do povo). Hoje Marquinhos tinha o público nas mãos, era a saudade de estar ali e, finalmente, estávamos de volta. A Feira das Yabás é mais que um evento, é mágica, fé, calos, cansaço, samba no pé, melodia nas mãos com o cheirinho bom de comida de mãe no ar. Que Deus proteja esse espaço de alegria, harmonia e paz! Amém.

6 de mai. de 2018

O PRIMEIRO SAMBA A GENTE NÃO ESUECE

Vanderlei Santana, Catia Guimarães, Rozzi Brasil, 

Uma experiência inigualável! Olho pra mim e me vejo satisfeita por ter tido a oportunidade de participar de mais esse trecho de tudo o que compõe o samba do Rio de Janeiro. Vai ter textão, esse é só o primeiro. No momento só posso dizer algumas das muitas coisas que aprendi recentemente:
- Não existe escola pequena.
- Nossa Cultura é grande, grande, muito maior que qualquer competição. Inclusive, ela só une. Se alguém se divide, precisa aprender um pouco mais sobre a cultura do samba carioca
- Um enredo bem escolhido chama, aglutina, dá volume ao trabalho da agremiação. Jeronymo Patrocinioo foi uma excelente escolha, sua trajetória rendeu sambas inspirados e lindos. Botou o GRES Arame de Ricardo diante de muitos que o tinha esquecido ou não o conheciam.
- Uma boa sinopse é fundamental para dar brilho à trajetória do homenageado, colorir a história que se vai contar e transmitir o conhecimento "pra geral".
Parabéns, Samir Trindade você fez isso muitíssimo bem!
- Participamos desse concurso levados pelo respeito às cores azul e branca, pelo reconhecimento ao tema do enredo - Jeronymo Patrocinio, para quem fama e sucesso não são equivalentes e cabem em Madureira, sem precisar de AP nos bairros badalados.
- Nossa parceria é nova em trabalho junto, mas certamente vem de uma amizade de outras vidas, tal a sintonia que desenvolvemos. Não somos os mais ricos e por isso mesmo tentamos preencher com talento, carinho e experiência de vida, amizade, respeito e sentimento de equipe todas as lacunas que a falta de grana produz. Agradeço sinceramente a quem vem com a gente!
- Seja qual for o resultado de hoje, só ter aprendido esses itens acima, já nos faz campeões apaixonados pelo samba e pela vida. Claro que eu quero muito cantar esse samba na final, em Oswaldo Cruz, na Portelinha! Mas os fatos da vida não ensinam só pra mim e felizmente tem gente e coisa boas correndo atrás, como nós. Por isso o coração bate na boca mas ele tá tranquilo porque fizemos com alma e nos dedicamos com todo amor que temos!
SEGURA POVO, QUE O ARAME VAI PASSAR!
O MENINO SONHADOR VAI BRILHAR NA PASSARELA!
E ele sintetiza o sonho e a luta de todos nós!
Salve Jeronymo! Dodô! Patrocínio!
Salve o azul e branco do Arame e da Portela!


Uma experiência inigualável

A imagem pode conter: 6 pessoas, incluindo Rozzi Brasil e Vanderlei Santanna, pessoas sorrindo, pessoas em pé


Uma experiência inigualável! Olho pra mim e me vejo satisfeita por ter tido a oportunidade de participar de mais esse trecho de tudo o que compõe o samba do Rio de Janeiro. Vai ter textão, esse é só o primeiro. No momento só posso dizer algumas das muitas coisas que aprendi recentemente:
- Não existe escola pequena.
- Nossa Cultura é grande, grande, muito maior que qualquer competição. Inclusive, ela só une. Se alguém se divide, precisa aprender um pouco mais sobre a cultura do samba carioca
- Um enredo bem escolhido chama, aglutina, dá volume ao trabalho da agremiação. Jeronymo Patrocinioo foi uma excelente escolha, sua trajetória rendeu sambas inspirados e lindos. Botou o GRES Arame de Ricardo diante de muitos que o tinha esquecido ou não o conheciam.
- Uma boa sinopse é fundamental para dar brilho à trajetória do homenageado, colorir a história que se vai contar e transmitir o conhecimento "pra geral".  Parabéns, Samir Trindade você fez isso muitíssimo bem!
- Participamos desse concurso levados pelo respeito às cores azul e branca, pelo reconhecimento ao tema do enredo - Jeronymo Patrocinio, para quem fama e sucesso não são equivalentes e cabem em Madureira, sem precisar de AP nos bairros badalados.
- Nossa parceria é nova em trabalho junto, mas certamente vem de uma amizade de outras vidas, tal a sintonia que desenvolvemos. Não somos os mais ricos e por isso mesmo tentamos preencher com talento, carinho e experiência de vida, amizade, respeito e sentimento de equipe todas as lacunas que a falta de grana produz. Agradeço sinceramente a quem vem com a gente!
- Seja qual for o resultado de hoje, só ter aprendido esses itens acima, já nos faz campeões apaixonados pelo samba e pela vida. Claro que eu quero muito cantar esse samba na final, em Oswaldo Cruz, na Portelinha! Mas os fatos da vida não ensinam só pra mim e felizmente tem gente e coisa boas correndo atrás, como nós. Por isso o coração bate na boca mas ele tá tranquilo porque fizemos com alma e nos dedicamos com todo amor que temos!
SEGURA POVO, QUE O ARAME VAI PASSAR!
O MENINO SONHADOR VAI BRILHAR NA PASSARELA!
E ele sintetiza o sonho e a luta de todos nós!
Salve Jeronymo! Dodô! Patrocínio!
Salve o azul e branco do Arame e da Portela!