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30 de ago. de 2015

FAST FOOD EM MADUREIRA

Fast food de Madureira é sopas e caldos. Coisas assim como angu à baiana e mocotó. Na área light da comidaria está o churrasquinho, a sopa de ervilha e talvez a vaca atolada. Tudo fast food encontrável nas calçadas, às portadas das quadras pronto para consumir.
É que lá em Madureira as coisas são do tempo que comida rápida era comer correndo com a mãe bronqueando na orelha da gente: "Tenha modos pra comer menina!" " Pára de esganação garoto!" "Vocês parecem uns esfomeados".
E a gente engolindo a comida porque ainda tinha pipa pra soltar, pique-bandeira ou queimado pra jogar e a gente tinha hora pra tomar banho e ficar "dendicasa", porque "criança não tem nada que estar de noite na rua" "amanhã tem escola"

28 de mai. de 2015

LEMBRANÇA DE BRASÍLIA | O Creme de Abóbora da Roda de Samba

Passei a vida dizendo, acreditando com certeza plena que não gosto de abóbora. Com exceção do doce que evito porque não sou muito fã do açúcar e a abobrinha - aquela verde que tem pescoço comprido, que eu não comia por implicância com a família leguminosa.
Por outro lado, não sou apegada às coisas que considero menos importantes. Como na vida, somos obrigados a conviver e até sorrir para muitos sabores que não gostamos, coloco o paladar na condição do "aceita que dói menos", afinal, o importante é não ter fome. De modo que nunca entro discussão por coisas que no meu entendimento o outro tenha o direito de pensar, gostar ou ser diferente de mim, até porque, eu não sou referência, nem exemplo para servir de régua para a casa, bairro ou para o mundo.
E foi assim que lá em Brasília, durante a roda de samba, travei contato com algo estranho, com anunciado como caldo e que deveria ter o aspecto que eu costumo dispensar - sopa - detesto sopa.
Como era cremoso e estava bem consistente, convenci-me que era apenas um inofensivo creme e não a sopa inimiga de infância e, na pressa, devido o horário restrito para comer, decidi arriscar. Era um creme de abóbora com carne-seca.
Gente muito gostoso! Não sei se aquele era beneficiado por ótima mão nos temperos ou se o "trem" é assim gostoso mesmo. Mas a carinha da moça que servia ao ouvir-me dizer que estava uma delícia mesmo eu não gostando de abóboras, coroou o paladar.
Não comprei nada em Brasília dessa vez, nenhum tipo de lembrancinha, mas meu coração veio recheado com sorrisos e sabores, as melhores lembranças que um ser humano pode trazer de algum lugar!

15 de set. de 2013

COARI

Fiquei então com a impressão que o estado do Amazonas é o que melhor poderia tipificar o nosso país. Grande, rico, belo, exuberante, cheio de extremos, inclua-se aí a pobreza, que não é exclusiva, claro.
O estado tem todos os problemas que os outros estados tem e  mais aqueles que só ele pode ter:
Municípios apenas acessíveis por vias fluviais, abrigando uma população isolada, excluída, completamente off, em que pessoas que chegam à velhice sem certidão de nascimento, carteira de identidade, carteira de trabalho, que  holerite, essas coisas que nas grandes cidades mais do que garantias de existência e direitos, passaram a servir para que avaliassem quem somos, quanto valemos e quanto importante podemos ser, definindo a preocupação tanto do Estado quanto da sociedade e até dos indivíduos para conosco... Enfim, que a idéia desse texto não romancear ou filosofar.

Chegamos ao Porto de Coari após 30 horas de viagem partindo do Rio Negro, passando pelo Amazonas e seguindo pelo Solimões. A viagem prevista para ter 20 horas ganhou mais 10 devido alguns imprevistos como plantas nas hélices do barco e uma pequena falta de luz. Nada grave ou assustador.

Bem que eu pensava que Coari fosse algo parecido com uma aldeia, mas pensei errado, talvez essa lenda que nós cariocas acalentamos que por essas banda o que não é indígena é sílvícola... Lendas as quais todos estamos sujeitos do tipo baiano é preguiçoso e carioca malandro e trabalhador é o paulista... 

O fato é que o município é A segunda maior arrecadação do estado ficando atrás apenas de Manaus, a capital. É aqui que a Petrobrás tem a plataforma Urucu de extração de gás e petróleo e os 
gasodutos que levam gás para Manaus e Porto Velho, possuindo mais de 77.000 habitantes, alguns dos quais  com o pensamento critico bastante desenvolvido, revoltados com a política coronolesca existente, onde autoridades não acolhem denúncias, a maioria delas graves, de crimes de mortes com assassinos à solta, onde o prefeito segundo me contaram, foi reeleito graças ao reforços de 5.000 títulos "importados" de Manaus, inaugurou uma ponte que consta como construída, acabada e em uso, a qual sequer a pedra fundamental da inauguração encontra-se no local  e responde por crime de pedofilia. Bem de tanto que em conversas de rua ouvi, está aí a foto da ponte...Enfim, aqueles problemas que todas as cidades tem, somados a outros que em Brasília também tem, aliás esses problemas que aqueles que deveriam solucionar nossos problemas acabam por criar novos na ânsia de resolverem apenas seus próprios problemas e é essa visão que os políticos estão nos oferecendo sem nem se importarem nem um pouco.

Próximo do porto existe a Feira Municipal, por ser domingo o comércio no "miolo" da cidade estava em sua maior parte fechado, no entanto no entorno do porto e da feira o comércio alternativo bombava.
A cidade é lotada  de motos, certamente mais fáceis de transportar que automóveis. 
Dezenas de mototaxistas, muitas mulheres desempenhando essa função, com uniformes cor de rosa e muita simpatia. Comparando com o serviço oferecido no Rio de Janeiro, perdemos de lavada. Eles comunicam-se bem, tratam com extrema cortesia e sabem negociar de maneira delicada. Achei-os conscientes, prudentes. Conheci e fotografei os principais pontos da cidade assim, de moto.
Passamos pela casa do prefeito que mantinha uma considerável multidão na porta protestando. Motivos a olhos vistos, não faltavam. Ruas com asfalto péssimo, saneamento básico zero, uma pena...
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Tive a impressão que a cidade "nova" começou a ser reconstruída por dentro da cidade antiga, passando por algumas ruas e becos vê-se as casas, algumas palafitas de madeira. Na rua comércios inusitados, interessantes. Pelas construções percebe-se que o desenvolvimento da cidade é recente, poucos prédios históricos, um bem destacado de restauração recente onde funciona o Senai.

BANHO DE CHUVA

 Nem sempre boatos se confirmam. Cheguei aqui preparada para em termos climáticos enfrentar o inferno. Nenhum calçado fechado, apenas uma calça comprida que realmente ainda não usei, mas o calor infernal não se mostrou muito diferente daquele que estou acostumada. 
Talvez eu seja realmente uma pessoa de sorte, pois a chuva que me disseram jamais ocorre nessa época do ano visitou-me por vários dias, algumas vezes transformando meu banho de sol em banho de chuva...
 Mas não é uma chuva aborrecida daquelas insistentes, é uma chuvarada que chega, lava refresca e se vai.
E o céu fica mais bonito, as plantas mais vivas, o dia mais fresco e eu mais feliz!

DE LUAS E RUAS | Notas de Viagem

algumas das luas que me acompanharam
algumas das luas que me acompanharam

Se a chuva quase sempre deu as caras sem incomodar, certamente a lua jamais me abandonou em qualquer uma das minhas noites em Manaus.
Agora quase na reta final, confesso que gostaria de ficar mais uns 6 meses, porque a cidade me surpreendeu e o estado despertou-me a curiosidade.

A chuva frequente e rápida, a energia de uma cidade quase flutuante, cercada de água doce, é tangível. Sim Oxum deve reinar por aqui! A mulher manauara é sensual independentemente da beleza ou circunferência da cintura.
As pessoas que a princípio esbarravam sem-cerimônia, são as mesmas que exigem cumprimentos, donas de uma simpatia muito familiar, ma há que se dar bom dia, boa, tarde ou boa noite pra começo de qualquer conversa.

Das vezes que que me perdi pela cidade, consegui perceber que o cidadão é perdido da mesma forma, como se nem mesmo ele conseguisse entender os sistemas que a cidade vem adotando.
Nas ruas os trabalhadores, tipo camelôs e cobradores de ônibus são extremamente mais simpáticos que as mulheres. Não encontrei uma cobradora de ônibus que não tive esse uma expressão de tédio e um ar de mau humor, não sabem onde fica nada, nem mesmo o ponto final. Em contrapartida qualquer cidadão sentado no ônibus explica em detalhes a informação recusada por ela(s).

As camelôs conversam mais que vendem, não tem os divertidos bordões masculinos e percebi  mais de uma vez que sendo evangélicas, miram de alto abaixo antes de vender e, por uma vez fiquei sem os créditos que planejava inserir no meu chip local... Será que ela me achou com cara de macumbeira? Bem, pelo menos a roupa  e a bijus pareciam, sim :)

São poucos os ônibus que nos levam de um bairro para o outro, pelo menos não tive o prazer de conhecer nenhum. Nas minhas andanças em transporte público, porque na minha crença ninguém conhece nada direito de carro, a menos que tenha a seu serviço um motorista paciente e no meu caso, extremamente paciente (sou fotógrafa, não esqueçam disso). O sistema é pegar um busão e se ele não passar pelo destino pretendido, salta-se num terminal, onde pega-se um outro ônibus gratuitamente. E fiquei eu com cara de tacho, com R$2,75 na mão olhando pra cara da cobradora  que nada me dizia. Por força do hábito, não percebi que dessa vez tinha sido aberta aporta de trás. Tem muitos ônibus acoplados tipo o 261 das antigas e o espaço é nitidamente para se viajar de pé.

Os terminais são trechos de ruas de mão dupla gradeados, cobertos por marquises metálica com fileiras de quiosques onde se vende um pouco de tudo, em sua maioria biscoito, chiclete, água, refri, carregadores para celulares e chips. Alipas o babado aqui é chip, qualquer birosca parece que vende, vendeu ou venderá chips de telefone algum dia. Até o pastor, após  sua pregação no busão dizia que tinha com ele chips da Vivo, que não eram para vender, apenas para presentar ao fiel em troca de um valor blá-blá-blá... Pena faltou o 0800 do céu
:(

Aqui não teve jeito, tive que aderir aos shoppings! Conheci pelo menos uns três. O custo de vida pareceu-me alto e se voltar vou traficar alguns artigos, no melhor estilo presídio.

Garis são predominantemente mulheres e são extremamente alegres e simpáticas. Teve uma que ao me ver fotografando numa praça, no horário de seu almoço, disse para a amiga que a foto deveria ser paga, mas antes perguntou porque eu fotografava. Quando expliquei que era turista carioca e fotografava porque gostava e queria levar as fotos como lembranças, ela fez simplesmente, as poses mais inacreditáveis, de marmita em punho, barriga à mostra. Essas pessoas que encontrei no Centro não diferem em nada dos meus amigos de Madureira. Explicado porque senti-me em casa?

Na mesma praça uma moça que vendia lago que não lembro, alertou-me que deveria cuidar da minha câmera. "Põ, olha aí, uma máquina dessa, é bom tomar cuidado, guarda isso!"

8 de set. de 2013

PROCURANDO SAMBA | Manaus

Táxis em Manaus são brancos, são grandes e saem caro... Bandeira 2 já no sábado. A bandeirada é mais barata que no Rio: R$3,50 mas o Km rodado é mais caro: R$2,20.

O Bodega da Vila é um lugar lindo, cheio de espaço interno e externo, mas apesar de estar anunciado uma apresentação de samba para hoje, chegando lá o show era de rock, o que não seria problema, mas o horário era bem mais tarde que o anunciado. Atendidas com extrema simpatia, descobrimos que foi um dia em que tudo de errado. Casa decorada com objetos antigos, que lembram os estabelecimentos da Lavradio, só que sem tijolos aparentes, mais clean e madeira aparelhada, lisinha, tudo no brilho.

A feijoada é honesta, vem servida diferente em porções individuais, parece pouca coisa mas é suficiente e não tinha torresmos.

Bem, de cara a gente percebe que os serviços não são bons, não exatamente por tédio como em Brasília, não pela displicência como no Rio, mas por pura falta de treinamento. Somos sempre bem atendidos, com sorriso simpatia, porém tudo demora muito, nem sempre bem feito e as desculpas são tão espontâneas que deixamos por menos, porem gorjeta, não!!

Eu estava curiosa pra saber como era "praticumbum" por aqui. E como não encontramos o samba aqui, fomos procurá-lo!



A LOUÇA | MANAUS

Quem pensa que a minha vida é um mar de rosas, repense... Olhe o tanto de louça que lavei em pleno domingo.
Lavei cada pratinho lembrando que hoje é dia da Feira das Yabás aí em Madureira e pra me dar uma dor lancinante, tem o Jongo da Serra. Como eu sofro!!! ;)


7 de set. de 2013

MINHA PRIMEIRA VEZ EM MANAUS

Eu achava que Manaus era muito, muito longe e assim seria muito, muito diferente. Mas a princípio estou encontrando mais semelhanças que diferenças.

Tem shoppings. Não gosto de shoppings...
As pessoas ouvem bastante "tecnobrega" principalmente aos domingos. Cheguei aqui num sábado e percebi o som altésimo durante todo o domingo...

É a primeira vez que venho aqui, de certa forma realizando um anseio. Quem não gostaria de estar mais perto dessa terra que aprendemos a "enxergar" como exuberante e exótica?

Culturalmente a surpresa  foi positiva. Manaus é uma caldeira de ritmos. Eu como habitante do "sul maravilha", completamente centrada na idéia que o umbigo do mundo passa por aqui, surpreendi-me, mas fiquei feliz com a mistura de ritmos e sons.

Viram o filme "Turista acindental"? Pois é, ele não me representa, não viajo procurando o meu ninho em outros lugares, muito pelo contrário. O bom é viver como as "minhocas da terra" vivem, ser a mesma "minhoca" numa terra diferente!

DIA 10/08
Soube de uma feijoada que ia rolar sei lá onde por aqui. Aqui temos uma hora a menos em relação ao horário de Brasília.  
Não bastando isso, o povo aqui acorda cedo! Tudo por aqui acontece cedo, por exemplo,  a feijoda de sábado, sim, sábado o dia  seguinte à esbórnia de sexta, começa, tipo às 11 da manhã. 
Essa diferença não  precisava, né?
Taí uma grande diferença!

Geral gosta de tomar café na rua. Ah, isso eu também gosto. Era o que me fazia acordar relativamente cedo quando eu ainda morava em Santa Teresa e ia aos domingos tomar café na padaria ou,  de preferência ,lá na Casa de Laurinda.

Caminhando pelas ruas aconteceu várias vezes de ser trombada e às vezes quase atropelada por pessoas. Lição numero 1:
Caminhe rapidamente pelas calçadas de Manaus, as pessoas dão trombadas, mas não aproveitam o evento pra sorrir pedir desculpas e trocar tealefones. Pena...

Parecido aconteceu no shopping, quando um senhor no exato sentido do pronome de tratamento, passou entre mim e minha amiga que caminhava ao meu lado. Esbarrou na metade do meu corpo e colocouse olimpicamente na minha frente caminhando lentamente. Não pediu desculpas, não sorriu, acho que não queria fazer amizade.
Aproveitei pra sair logo do shopping. 

No Rio, NI, Sampa ou Manaus u sempre detestei e continuarei detestando shoppings!

Logo mais tem samba!

30 de ago. de 2013

NO BARCO | MANAUS

Água, balanço, árvores, mais água, escuridão.
Muita, tanta, em tal proporção, que a mente não pense mais nada.
Invadida que está de água, escuro e estrelas.
Estrelas num volume impensável.
Tão próximas que poderia tocar com as mãos.
O facho de luz do barco  parece iluminar  a mesma paisagem que se repetirá sem nunca ser a mesma e em dado momento deciframos toda a sua sutil diferença.

Saímos do Rio Negro, pegamos um trecho do Amazonas, passamos pelo Bastio (ou seria Baxio?) e passaremos uma eternidade navegando no Solimões. Já me disseram que o Solimões não tem fim, não se sabe onde se chega navegando por ele. Deve ser muito próxximo da realidade essa crença. Rio abusado, vertiginoso, fosse azul e seria o mar!
E eu notívaga, pela primeira vez desejei que não houvesse noite, a minha curiosidade necessita de luz, Meus olhos estão ávidos por essa luz e minha câmera tem fome dessas cores.
No entanto, a calma que invadiu minha mente sugeriu-me tranquilidade, que eu me acalmasse e deixasse simplesmente as coisas acontecerem, permitir a  noite expirar em paz até que tivesse direito a um novo dia.
NO BARCO 2 | MANAUS
31/08/2013

Estamos com mais ou menos umas 14 ou 15 horas de viagem e ainda faltam umas 6 Pra chegar num destino, conhecido por todos,menos por mim, marinheira de primeira viagem. Penso que seja exatamente assim a vida: A experiência faz de uns sabedores de seus destinos, enquanto outros navegam, boiam, caminham sem saber exatamente para onde serão levados. Nesse mundo quem não planeja, se dirige, e se conduz,  é conduzido
Tantos sabem onde os caminhos darão menos nós...

Tudo o que sei é que estou indo pra uma cidade, que fica teoricamente há umas 24 horas de navegação partindo

 do Rio Negro. Um pequeno fim de mundo, mas nada nessa área comete o sacrilégio de ser pequeno...
Já vi trechos sem menor vestígio humano. Mostraram-me árvores com caules escuros da raiz até um pouco acima da metade e na parte superior completamente brancos, marcas da altura que as águas chegaram na última cheia do rio. Passei por partes mais movimentadas, literalmente com trânsito de embarcações...
Imagina em vez de ter no endereço nome de rua, ter nome de rio!!!

Cidadezinhas, lugarejos ribeirinhos não sei exatamente que nome tem aquelas fileiras de casas 
 empoleiradas em palafitas, ainda que plantadas em terra firme. Ficam ali no alto como crianças em cima de árvores, como aves em cima de poleiros  aguardarem a época em que as águas subirão. Casas, casinhas, casebres à moda de vilas antigas de pioneiros e sempre com uma igreja  qualquer em evidência.
Algumas dessas casinhas são lindas, parecendo casinhas de bonecas com cores vivas e  avarandadas.

Às 3 da manhã errei a porta e fui parar no convés, dei de cara com uma lua daquelas que se escolhe a forma pra fazer tatoo. Fazia tempo que não via uma lua amarela. A melhor foto de lua da minha vida, ficou gravada nas minhas retinas, essa foto, só eu vi.

Eu tinha idéia de acordar pra ver o sol nascer, mas independente como um gato, não pedi a alguém que me acordasse, tenho sono leve e fui pra cama cedo, antes das duas. O que eu não sabia é que talvez meu sono tenha esperado a vida inteira pelo balanço das águas para ser ninado, porque acordei tarde e na base do vocativo!

A INTERNET
De repente alguém chega com a notícia que tem internet e geral cata seus celulares e tablets menos eu, que sequer trouxe o meu... Mas diante do gosto em tirarem fotos, tirei algumas e consegui postar algumas no meu facebook.
Sei lá em que altura estou do Solimões, mas tem internet!!!
Tão admirada com isso que nem me estresso se a internet é intermitente. e acaba por cair antes da postagem de todas as fotos.
Crime é viver no Centro de uma  grande capital e não ter serviço que funcione, mas estar a caminho do nada, em plena coisa nenhuma e ter internet é luxo!! Penso o mesmo quando o vejo o barco onde caminhamos de pé com cabeça erguida, com ar condicionado e TV.

Esse projeto que estou "participando" é uma das coisas mais bonitas que já vi. Pelas poucas horas de convivência, percebo que tem as pessoas as mais comprometidas que já pude ver em situação de trabalho mas isso é outra conversa.