30 de mar. de 2017
A minha tristeza às vezes encontra um jeito de ser feliz
... Mas eu quero aquela felicidade
espontânea, desmedida, deseducada
deselegante tipo a de quem gargalha
inocentemente no metrô e deixando a todos
com inveja da felicidade
22 de nov. de 2016
Vamos falar de bobagens?
7 de out. de 2016
CASAL BELEZA E O SEXO A TRÊS
6 de jan. de 2016
PRECE À XANGÔ
"Pai da justiça e da retidão. Orixá que abençoa os injustiçados e castiga os mentirosos e caluniadores. Defenda meu Senhor, minha casa, minha família dos inimigos ocultos, dos ladrões, dos falsos e dos mentirosos.
Oh! Xangô rogo-te as vibrações do amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo".
KAÔ CABECILE!
6 de ago. de 2015
7 de dez. de 2014
Ainda Pitty e Anitta
Machismo é uma pessoa dizer: "A mulher tem que se dar o respeito", quando TODOS, devem se dar ao respeito.
Machismo é uma pessoa achar normal o homem se oferecer para pagar bebida cara com objetivo de conquistar (comer) a mulher e criticar, achar falta de respeito a mulher ficar com um cara que lhe paga bebida cara. Quem nunca aturou um mala se alça, seja mulher ou homem.
Machismo absoluto, porque o que mais tem na nossa sociedade são segundas intenções, de ambas as partes.
2 de dez. de 2014
BENÇÃO DOS DIAS
Não temo a inveja, característica da pobreza de espírito, que eu não tenho porque trabalhei muito para não ter. Se estou proclamando esse momento alegre, é apenas porque muitas vezes declarei minha tristeza.
O mal só tem força porque é proclamado, no que depende de mim, está abafado,embrulhado, amarrado.
23 de nov. de 2013
De amor, poemas e mortes
Como se morre quando começamos a viver?
Como se faz quando aquele velho amor pra nós é tão novo
mas se torna uma velha canção enfadonha ao ouvido do amado?
Como reverter a impaciência em energia nova, feito flores que voltam a cada estação?
Ou buscar o dom de perdoar feito um verdadeiro cristão?
A verdade é que não se foge das rimas baratas, vulgares pois na dor todo peito sangra
Não há como ser poeta diante da tragédia comum.
Eu perdi o dom da poesia quando encontrei o caminho da implosão,
os mais belos poemas explodem em risos de morte
Deboches da sorte, dormências, semências e dor.
Foi só um castelo de areia que que o mar levou…
Poetas não calam, poetas exalam, aquilo que engolimos
fingindo provar.
Nosso amor foi como morrer, daquelas mortes que chegam sem dizer
sem bilhete nem explicação.
Aquela morte que nos acolhe no meio do dia,
que interrompe um sonho na noite
daquelas sem tempo pra se despedir
Daquelas que ao se saber não se entende porque.
Mas ainda assim posso dizer meus melhores momentos
foram com você.
6 de jan. de 2011
Presentes Presentes!
30 de dez. de 2010
20 de dez. de 2010
Próspero
Penso que o velhinho neste ano está uma figura rara e imagino que esteja aproveitando as nevascas em Paris... Por aqui o trânsito vive infernal, o calor de matar e as pessoas estão enlouquecidas.
Não falam nada que não seja sobre presentes, onde passar reveillon.
Mudam de cabelos, e agitam o cartão de crédito como uma navalha...
Não sei se tem expectativas de vida, sei que falam das suas expectativas de compras
E ainda tem aquele amigo que só aparece uma vez por ano pra ganhar presente,
Bem espero que tire alguém não tão ausente...
Esse natal que está aí, sinceramente, preferia não tê-lo
Mas se não o tiver como sabê-lo...
E esta palavra que só aparece no ano novo, Próspero?
Para tê-la mais ao meu lado, será o nome do meu próximo bichinho de estimação,
quem sabe dar-me-á sorte!
Feliz Natal!!
4 de dez. de 2010
Pra Não Dizer Que Não Falei das Armas ou Parabéns Autoridades Continuen Fazendo Por Merecer
23 de nov. de 2010
TENSA
uiva à tarde,
enrola os tapetes,
Ver-te sorrindo para um mundo
NÃO GOSTO
Se eu sumir, desaparecer ou morrer virarei o quê?
Alívio ou alegria para aquees que me odiaram
E todas as discordâncias em desarmonia com o mundo
Me harmonizam deixando-me em paz.
Discordo do amor eterno dos contos de fadas que começa quando a história termina
Não concordo com as vitória roubadas por erros e desacertos dos juízes de futebol,
Reprovo os roubos comprovados e ainda assim mantidos
que nada tem a dizer
19 de nov. de 2010
Qual é a da Parada?
| Lula firula: em 8 anos nadinha do Projeto de Lei 1151/95 |
- Os empresários,viram nos homossexuais um campo fértil para seus negócios, os camelôs também, assim como os locadores de trios elétricos, a indústria do entretenimento e suas ramificações.
- Os homofóbicos viram a oportunidade de aplicar suas lições absurdas e sem sentido.
- Os homossexuais por sua vez, perceberam a chance de ter um carnaval de apenas um dia de liberdade que, de mãos dadas com a liberalidade deixou-se seduzir pela libertinagem.
- O tom político ficou a cargo dos candidatos políticos que encontraram nessa aglomeração a oportunidade de arrecadar muitos votos com suas promessas mentirosas ou de memória curta, já que as necessidades dos homossexuais acabam exatamente ali, depois das urnas...
- os simpatizantes se dividiram entre aqueles que escondem as crianças, aqueles que tem medo e aqueles que apreciam apenas mais um evento pela orla carioca afinal, pode bem lhes parecer que está bom assim, pois que direito de sexo explícito em público nenhum cidadão ainda possui.
A polícia não protege, parece ter dúvidas quanto a quem deve proteger, parece não constar na sua cartilha de treinamento que o gay é um cidadão e que “pit boys” não são instrumentos de correção. As autoridades criam situações para a mudança do calendário como que para confundir e esvaziar o evento que pretende carregar ainda em si intenções que não lhes interessam (às autoridades).
18 de nov. de 2010
No quintal da Tia
O que mais me impressionou: nenhum flash de câmera fotográfica. ô coisa boa! Um tempo para se viver o momento. Daquelas felicidades tão genuínas que nos envolve inteiros e ficarão guardadas numa prateleira sagrada não profanada por zilhões de olhos atentos às mídias sociais.
Em Madureira a loucura cyber ainda não dominou o povo do samba ! Tudo muito real. A maior resistência nossa é não estar na lista de geeks... Embora muitos divulguem seus trabalhos no Orkut, ele fica ali restrito ao PC. Que delícia viver como antigamente sabendo-nos tão atuais!
Fazia tempo que eu não curtia um quintal, que bom saber que ele está lá intacto!!!
6 de nov. de 2010
A Suprema Felicidade
cheio de verbos, empolgado. Quando leio seus textos, até consigo ouvir sua voz
e ver seu dedo enérgico em riste a cortar os ares. Então, esse excesso de verbos transpassaram para o filme A Suprema Felicidade...

estrangeiro principalmente a sensualidade. Se imediatamente ao sair do cinema, me
perguntassem sobre o que trata o filme, minha
resposta imediata seria... Sobre o fim das coisas! Sobre o que mesmo
considerado correto está errado, ou não deu certo... Sobre os caminhos que a iniciação sexual nos idos 50...
eu o entendesse melhor. A mim pareceu que os argumentos que compõem o filme
seriam suficiente para umas três produções.
pais de Paulo,
tudo ao mesmo tempo, é assim que a vida é.
Como se fossem vários episódios compondo um mesmo filme, as cenas se
vistas isoladamente já depreendem em si um valor, um fato, uma mensagem. Por
isso cheguei a pensar que Sofia (Mariana
Lima) a mãe de Paulo teria enlouquecido, seria a informação de que
mulheres reprimidas e castradas surtam mas voltam logo ao normal, ou simplesmente uma reminiscência do diretor? Ou ainda uma anotação: ‘Olhem, naquele tempo
era assim, as mulheres eram escolhidas pela beleza e carisma e acabavam verdadeiras
trancafiadas em nome da oral e dos bons costumes’...
aceita as recordações de família fala de um comportamento ético que se perdeu
no tempo. O pipoqueiro falastrão, Bené
(João Miguel) que ainda existe em algum subúrbio longínquo dá um tom divertido.
porque assim é na nossa vida. Mas que algumas cenas poderiam não ter existido,
com certeza, como por exemplo, a cena em
que aparece um teco-teco a fazer malabarismos e Sofia feliz e saltitante grita:
”ele faz isso por mim!” E abraça o filho
que nesta cena tem 8 anos embora ela
traga a caracterização de quando
ele tem 19...
aproveitado o filme para uma terapia,
para incendiar seus navios e contar como era bom poder freqüentar bordéis,
pagar pelo sexo e ainda escolher com quem
fazê-lo. Talvez tenha ocorrido algo similar à cena do eclipse e isso
justificaria seios nus fora de hora.
na eletrônica e informações full time em tempo real, mas em a partir da nossa vivência
poder fazer escolhas de acordo com o nosso afeto e fé. Que ser criado em
colégio de padres não era uma boa contribuição à religiosidade das pessoas, que
freqüentar prostíbulos e bordéis não faz de ninguém um tarado. Que a despeito de tanto glamour importado os
mortos eram carregados em carroça à luz do dia em nome de um atraso científico na capital federal e no
país, mas que não era isso que tornava
as pessoa infelizes. Que Paulo sempre
gostou de meninas complicadas, principalmente por seu amor começar a partir
dele mesmo em sua imaginação, sonhos e fantasias. Que tanto faz catolicismo ou
espiritismo, religião é algo pra envenenar a realidade das pessoas.


foi que este ator foi menos que
maravilhoso? Dan Stulbach é de uma competência emocionante mostrando que
amar não é o suficiente para que se seja feliz ou para fazer alguém feliz. Elke Maravilha no papel de ex-prostituta
casada com o avô de Paulo, bem que
poderia ter um aproveitamento melhor, mas é que me parece que Jabor estava a
fim de falar mesmo do universo masculino....Cabeção, o amigo de Paulo ao se
perceber homossexual, ao demonstrar (para a platéia, porque a anta do Paulo só
pensava em Deise, a maluquete médium Maria
Flor) que amava Paulo some num cenário enfumaçado como se fosse pro tal reino
dos céus chato e carola apregoado pelos padres... Entendo Jabor, você nunca
teve tendência a ser gay e que deixar isso bem claro nesse filme que não é autobio gráfico,mas era assim que se fazia com
os amigos naquela época , jogava o cara na névoa do esquecimento? Não sei , mas
é fato que depois de tudo, o que fica são
impressões que resultam no perfil que criamos de nós mesmos. Não tem como não
ter saudade da nossa infância, não tem como no final de tudo avaliarmos que
fizemos o melhor com o sempre pouco que temos no momento de decidir. Não tem como pensar que neste A Suprema
Felicidade, ninguém era feliz nem alegre... O mais feliz se confessa apenas alegre e conta teve 10 minutos de suprema felicidade.
intenso, curioso com pressa de viver,
fora o avô e as putas não tinha muito com o que se alegrar, saber que a
felicidade não existe, com sorte somos alegres até que não foi tão ruim, chato
foi a decepção que me acompanhou na saída do cinema eu preferia como Paulo acreditar que a felicidade existe se sair procurando por ela. Divertidas as participações cenas com os padres (Ary Fontoura, Jorge Loredo e Raphael Molina) e suas maldições infernais.
Mas sei lá, achei esse Paulo um temendo de um egoísta pelo seu comportamento alheio à família, por representar o jovem de sexo masculino de uma época e as em que as garotas segundo Jabor "não davam" e vagar pelos bordéis sempre a escolher e não comer ninguém e terminar por acabar com a fonte de renda de Marilyn e sua mãe. Aos egoístas, mesmo os poucos 10 minutos de felicidade suprema será negado talvez por isso um filme tão nostálgico onde ninguém consegue realmente estar feliz ou alegre...
5 de nov. de 2010
HORA H
Ontem andando pela rua descobri que já é natal na Lojas Americanas do Passeio (antiga Mesbla) e também já é natal na Casa & Vídeo de Botafogo. O que importa? Ainda não é natal na Leader Magazine...
Meus amigos não param de fazer aniversário e eu não estou tendo energia pra tantas comemorações. esta semana ainda não consegui assistir nenhum capítulo de Passione... Festinhas, sambas e parabéns...
Recebi um convite para viajar para um balneário no fim de semana, mas não estou interessada em trocar o diálogo com o meu travesseiro por conversas com pessoas. Não é antipatia, é cansaço. Chega um dia na vida de um ser humano que ele mais cedo ou mais tarde terá de dormir.
Como Esquecer (2010)
Um filme bem feito, muito delicado, bela fotografia com ponto forte na atuação do elenco. Num ambiente onde 3 amigos precisam cada um a seu modo sobreviver às suas perdas. A partir da idéia de Hugo (Murilo Rosa) de dividirem uma casa num bairro distante, próxima do mar, eles viverão a aventura da superação juntos: Lisa (Natália Lage) abandonada grávida pelo namorado; Hugo há um ano tentando retomar sua vida após a morte do namorado e Júlia (Ana Paula Arósio) onde a dor da perda terá seu mostruário mais complexo. Professora de
Literatura Inglesa, ela é refratária a qualquer tentativa de aproximação, sua grande questão é: qual é o contrário do amor? De temperamento forte ela sorve seu cálice de dor e espanto e assim planeja seguir, até que não haja mais nenhuma gota, passando por fases sombrias de autoflagelação e pensamentos suicidas. Personagem encucada, que nos coloca questões sutis de abordagens raras. Recheado de citações de Virgínia Woolf, o filme ainda traz uma pitada da discussão sobre os autores terem a liberdade literária de escrever sem se pautarem em suas vivências pessoais. Júlia nunca planejou ter uma casa ou sonhou com uma. Casa, para ela, é apenas o cenário onde sua vida conjugal se desenvolve, por isso não lhe era fácil dividir espaço, partilhar intimidades com pessoas não de todo íntimas. Júlia a princípio é azeda, ranzinza mas nas seduções que vão se desenhando ao longo da história, não é que ela se torna extremamente interessante?! Tive a impressão de ser Júlia aquela pessoa que só permite intimidade ao ser amado com o qual se divide a vida, o tempo, a pele... Há uma menção rápida de que ela seria daquelas que se fecham num relacionamento, no estilo “mais de 2 é reunião” e como sabemos, reunião precisa de agendamento...
Se Liza diz que Júlia é egoísta e só pensa em si, antes Hugo deixa claro para nós espectadores que ela havia “abandonado” sua vida para cuidar dele quando ele precisou, motivo pelo qual, no início do filme ele decide tornar-se o home care da moça. Uma personagem tão densa quanto tensa, com valores próprios levados às últimas conseqüências. Não, o egoísmo não é o pecado de Júlia, como todos nós ela é egoísta em maior ou menor intensidade, por por um tempo maior ou menor, seu sentimento de superioridade e orgulho são muito maiores que o egoísmo propriamente dito. Fechada em sua dor, ela olha com a superioridade dos intelectuais para a humanidade implicando, sem contudo, desprezar, como um grande escritor olharia para as garatujas da criança que sonhasse ser romancista.
Tanto amor elevado à potência do abandono não descarta seus desejos físicos. Ela é consciente do seu corpo, parece entender que o esquecimento tem um ciclo que passa por toda teia de nervos, sangue, pensamentos e sentimentos. A dor antes de ser diluída, consumida esquecida, terá de passar por todos os estágios da mente e do coração e da carne também.
Um filme sensível que aborda o sentimento das pessoas mediante perdas, alegrias, esperanças a despeito da orientação sexual. Neste aspecto o filme me lembrou muito a visão de Eytan Fox em seus filmes onde o gay é apenas uma pessoa com problemas e soluções tal e qual qualquer heterossexual. Um filme numa ambientação onde o gay não causa estranhamento, nem está angustiado ou culpado nem orgulhoso ou arrogante-desafiador-vitorioso. Está simplesmente inserido vivendo uma realidade onde é aceito, se preocupa com contas a pagar e realização profissional. Ainda assim o roteiro, não deixa de pontuar a falta de segurança financeira ou civil das relações homossexuais estáveis, duráveis, longas: Julia e Antonia viveram juntas por 10 anos e Antonia se vai, deixando atrás de si um rastro de pendências práticas e também uma senhoria na porta cobrando de Julia o aluguel não pago e desejando regularizar o contrato ainda em nome da outra. Hugo teve mais sorte, pois seu par antes de falecer havia deixado um testamento.
Para esquecer, é preciso primeiro sobreviver e para sobreviver Julia pensou até em morrer, o que se coaduna com menções de Cassandra Rios e Virginia Woolf . Para a ranzinza Julia, esquecer não significa aproveitar-se das oportunidades de romance e sexo que surgem, ela é quase indiferente às facilidades da vida que em seus movimentos põe ao nosso alcance novas pessoas e novidades. Numa determinada cena ela não se vê capaz de reconhecer na rua entre passantes a sua ex, o que para ela não significa esquecimento. Ela segue o caminho de um esquecimento mais profundo, talvez, esquecer para Júlia, seja estar capaz de se deixar preencher inteira por outra pessoa, estar disponível e não apenas mais uma vez morar num novo cenário. Talvez esquecer seja estar pronto para com propriedade amar de novo...
Como Esquecer; Brasil; Drama; 98 minutos; 2010; Europa Filmes Direção:Malu de Martino, Elenco: Ana Paula Arósio, Murilo Rosa, Natália Lage, Arieta Corrêa, Bianca Comparato, Pierre Baitelli













