Estava vendo um vídeo do programa do Porchat com o Belo, cantor, que é feio e sua esposa super-hiper-mega-ultra-malhada. Não sei quando foi ao ar, não olhei a data, mas pareceu bem recente. Passo longe dos valores tradicionalistas, todos tão baseados, ecoados, "trabalhados" na hipocrisia. Portanto, a minha reflexão não tem a ver com a coisa em si, mas com hora, local e porque não - motivos.
Na "entrevista" em dado momento a moça contou que convidou o marido para uma experiência sexual a três ao que ele comentou que recusou " porque sexo é uma coisa muito íntima". Jura? Mas olha que nem me pareceu.
Nada contra nenhum tipo de experiência sexual principalmente quando os experimentadores são os outros. Já acho complicado tomar conta do meu sexo, imagina se eu iria julgar os desejos alheios. Inclusive acho que o mundo seria bem melhor se cada um cuidasse dos seus periquitos e quiquitas sem se meter no tipo de ração que os bichinhos dos outros decidem comer.
Mas que achei esquisito esse papo num canal de TV aberta, achei, e achei isso porque não entendi qual a necessidade. Qual a necessidade disso? Como se não bastasse aquele sequestro, que se virasse inquérito teria o nome de "o caso da prisão de ventre bombada"
Sempre nessas épocas que as quadras começam a bombar, que as alegorias se levantam, que os desfiles começam a tomar forma, surgem esses tipos que não devem ter uma pauta mais interessante - não que o tema não seja interessante hihihihi, mas minha Santa Rita de Cássia! Tem tanta coisa de carnaval para se falar, o samba é tão rico de fatos, histórias, letras, melodias e tal, inclusive o cantor-marido participa de um projeto onde ele é dito um dos "Gigantes do Samba".(sic). Não poderiam estudar alguma coisa que por ventura não saibam e criar algo mais pertinente?
Como diria meu sobrinho:
Ah, pára!
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7 de out. de 2016
8 de ago. de 2016
VAMOS FALAR DE AMOR (6) E SEXO (1)
Amor e sexo para mim sempre foram coisas distintas. De
amor eu ouvia falar desde cedo nas novelas e histórias infantis, de sexo
demorou muito para eu poder ouvir ou falar. Na casa da minha infância casa não
habitavam as pessoas mais românticas do planeta, nem eram as mais delicadas, de
modo que a palavra amor não era recorrente, era rara e isso era muito comum no
universo em que cresci, onde a palavra de ordem era educação no sentido de
comportamento e fazia parte da boa educação (bom comportamento) não falar de
sexo, de modo que para entender sexo como parte do conjunto biológico natural normal do ser
humano , incluindo saúde, demorou muito.
Quando se falava em sexo, os
adultos lá da casa sabiam do que se tratava, eu aprendi na escola com "aquela
aula da Tia Leila" que explicava como eram gerados os bebês , só fui saber como
eles eram feitos, muito tempo depois. É que as informações de uma bolinha com
um rabinho, virando criança dentro de uma mulher, foi algo tão espetacular que
não me ocorreu perguntar como ela conseguiu entrar lá dentro. Na turma havia
42 alunos e ninguém fez essa pergunta.
Hoje fico pensando que sexo durante
tanto tempo para mim teve a conotação de vida, enquanto para os mais velhos lá
de casa, era relação sexual mesmo. Já amor entrou em contato comigo fantasiosamente,
através das histórias ridículas de príncipes e princesas, dragões, bruxas e maçãs, torres gigantescas, jardins de
espinhos intransponíveis, feitiços que faziam dormir por 15 anos.
A minha
história predileta era a Bela e a Fera, mas hoje sou obrigada a reconhecer que
fui a Bela Adormecida, aquela que acordou tendo que estar pronta para um amor
que na verdade seria “apenas” uma trepada
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