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24 de mai. de 2020

Adia Enem

 

Todos os parlamentares votaram a favor do #AdiaEnem, menos um. Coisas que não deixam dúvida que essa familia que ocupa o poder executa um projeto criminoso, estruturado e bem pensado de enfraquecimento do povo, de obstrução de oportunidades e do acesso à Educação.

Não é possível que seja só por ignorância, ignorantes podem até ser alguns dos pobres de direita que ainda aprovam esse arremedo de monarquia que busca tornar-se ditadura.
Ninguém vai passar 30 anos exercendo preconceitos, por nada. Ninguém se apega ao poder como forma de defender a família de responder por crimes, se não houvessem os crimes.
A reunião é clara, não é reunião, é um conluio, onde cada qual dá sua sugestão de como acabar com o Brasil da maneira mais cruel possível. Botando na cadeia prefeitos e governadores, botando bombas no bolso do funcionalismo público ao sufocá-lo com 2 anos sem aumento de salário, aproveitando a "distração" da imprensa com o covid19 para derrubar toda a proteção da qual dependem Amazônia e o povo originário que nela ainda habita.
Quando o atual presidente votou pelo impeachment, não fez nenhuma declaração que respaldasse sua ideia ou ideologia mas um discurso de crueldade, exaltando o torturador que na sua visão era o pavor de Dilma Roulssef.
Como esses espécimes conseguiram se reunir em torno de uma mesa onde se repastam com a dignidade e vida do brasileiro?

3 de mar. de 2020

ATRAS DO ESPELHO

Não é o governo que deixa de aplicar os impostos na infra estrutura dos bairros periféricos e favelas, na qualidade de vida dos moradores. Isso só acontece porque eles gostam de morar mal, sob risco. Eles acham legal morar ao lado de valões pra economizar no despejo dos seus detritos. Eles acham bacana conviver com mosquitos, ratos e toda sorte de pragas, só pra não pagar, água e luz. Os moradores da periferia curtem ser ameaçados pela milícia, ter que pagar pedágio pra irem e virem de suas casas. Eles curtem serem pressionados pelo tráfico, viver com a vida da família em risco, agora que crianças podem ser mortas tranquilamente por projéteis de fuzil. E pra melhorar, quando chove, toda cidade alaga, sua casa desaba ou perdem tudo.
O governo não tem culpa, tadinho, pelo contrário, ele faz tanta coisa por você. Não pode ver uma necessidade que corre pra legislar ao seu favor. É o povo que não merece nem faz por onde, não é mesmo?

28 de mar. de 2019

O AÇOUGUEIRO

Depois de um papo rápido, seu Sérgio, me entrega o pequeno embrulho com 250g de carne moída. As têmporas não guardam mais os fios prateados ainda um pouco escuros de cabelo da minha infância, a pele cheia de riscos que eu não tinga visto, mas os olhos, com desenhos novos em volta, são os mesmos, têm o mesmo brilho terno e luz intensade quem quer escarafunchar o pensamento da gente.
Com a cabeça totalmente embranquecida, olhos brilhantes encaixados fixamente nos meus, mãos ligeiramente tremendo, ele suspira ainda segurando o pequeno pacote de um papel que eu julgava não existir mais e me diz:
- Agora eu sei que o mundo está perto do fim. Você concordando com Rodrigo Maia e querendo sair do Rio de Janeiro!
É o fim do mundo.
Não precisa pagar. Venha mais vezes e volte logo, isso não vai durar muito.
- Claro que não, o mundo não vai acabar, ora pois?
E rimos.
A gente não tem noção do quanto é observado.                                     
Sorri.                                                                                                           - Claro que não, o mundo não vai acabar, ora pois?                                  E rimos.                                                                                                       Não temos noção do quanto somos observados.

29 de set. de 2018

FOTO MANIFESTAÇÃO (3)

Marquei com um monte de gente que não consegui encontrar e encontrei com quem nem pensei em marcar.

FOTO NA MANIFESTAÇÃO ELE NÃO

Jandira, Jandirão #elenão não! não! #Presente! #Presentão!

SE É CARIOCA É ÍNDIO TAMBÉM


Minha ascedência. Como carioca da gema tem que ter sangue indígena nessas veias e preto no coração e o sangue azul só com transfusão portelense
#Cinelandia #elenão #elenunca
#Haddad #Manu

8 de abr. de 2018

AQUELES QUE DESEQUILIBRAM O UNIVERSO


Sexta-feira, 06 de abril de 2018, eu vinha de Madureira a bordo de um 99POP, tendo 4 latões mais meia garrafa de 600ml de cerveja correndo pela corrente sanguínea.

Pedi para o motorista dar uma paradinha no posto de gasolina, aquele ali perto da Leroy Merlin porque eu sentia que ia precisar de uma barra de chocolate.

Entro na loja de conveniência, dirijo-me ao caixa no balcão onde já tinha uma pessoa à minha frente.

Tenho a atenção despertada por um grito ao estilo bêbado conversando com o mundo sem megafone vindo da outra extremidade do ambiente:

- Por mim, tudo que é sapatão, tinha que morrer! Viado também! MORRER QUEIMADO! Me dá o fogo que eu queimo esses FDP!!!
Como eu, todos olharam.
Como eu, imediatamente após o final da frase, todos "desolhamos".
Todos que olharam no mesmo momento que eu, voltaram os olhares para o que estavam fazendo antes.

Uma concretização do desprezo absoluto.
Imediatamente pensei que se ele em vez de gritar na asséptica lojinha, postasse no Facebook, receberia curtidas, comentários e quem sabe, com um tanto de sorte, encontraria até quem brigasse com ele com posts tão agressivos quanto a sua fala. Mas era apenas mais um ignorante, sem condições de usar um smart phone.
Peguei, paguei, esqueci.
Lembrei  desse ocorrido agora, domingo, dia 08, dia que Lula foi para a república de Curitiba. Quando li uma postagem que dizia:

-  "um acidente aéreo seria a glória".

Deletei, bloqueei, esqueci. Taí um boçal em condições de usar smart phone.
Não quero que pensem como eu, mas certos pensamentos (como o desejo de morte e pra piorar, sofrida e dolorida para alguém ou ainda que fosse um animal) faço questão de ignorar que possam existir, são miasmas que desequilibram o Universo.



7 de jun. de 2017

O PREÇO DO QUE NÃO SE COMPRA MAS SE ACEITA




A incompetência, acintosamente manda a conta para nós, cidadãos brasileiros, povo do Brasil. Pagamos e muito caro por jamais termos rompido a inércia, por nunca termos promovido a ruptura com o colonialismo, o feudalismo institucional. Pagamos por termos comemorado a Abolição da escravatura, sem termos deixado de ser escravos, libertos sem reconhecimento pelos serviços prestados às riquezas constituídas de roubo, farsa, morte, sangue e hipocrisia.
Pagamos pela ignorância da preguiça ou incapacidade de pensar pela própria cabeça e acatar os desmandos dos políticos que se sentem patrões, agem como reis nababos porque assim o vemos, dessa forma os aceitamos, esse poder conferimos a eles. A insegurança ou o medo de decidir, a incompetência de pensar, lutar ou reagir, nos fez entregar a qualquer um as decisões mais importantes das nossas vidas. Aceitamos como se fosse normal não sermos protagonistas das leis que regem nossa sociedade.
Temos funcionários mal formados, péssimos profissionais, gente que a honestidade só dura o tempo em que falte oportunidade de se praticar o ilícito. Temos bons profissionais, dedicados, idealistas que não nos convencem pela competência porque damos mais valor à marca do tecido, ao corte da roupa e do cabelo, à cor da pele, ao gênero, à elegância externa - "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"...
A gente sabe que no comando estão os corruptos e a gente não faz nada a não ser assistir e ainda acreditar no que dizem na TV. Como se não fosse do nosso lombo que saem os pagamentos disso tudo.
A gente já viu que religiosos no poder misturam as coisas todas, facilitam pro clero, pro bispado mas a gente não se importa. 

A gente vê manifestantes e lutas de classes e ainda que seja a nosso favor, a gente não luta, não apóia, nem se abate e ainda critica. Se condói pela vidraça quebrada do banco, aquele mesmo banco que não deixou você abrir uma conta porque seu salário é ridículo, porque você não tem holerit, porque você tem jeito de pobre e é pobre mesmo, porque você é preto, nem é famoso. Aquele mesmo banco que apita e tranca a porta giratória porque você é mal vestido. E te humilha te fazendo ir e voltar e colocar todos os seus parcos pertences, até aquele
celular ainda não pago pro guarda olhar com cara de tédio e nojinho.
As universidades públicas, as únicas que nossos filhos poderiam estudar, estão um lixo e a gente fica achando que não é problema nosso. Que greve é preguiça de professor. A gente não se importa que o dinheiro da manutenção esteja todo nos bolsos, nas malas, nas contas de políticos vagabundos que nunca trabalharam pra valer. Viraram políticos pra não ter justamente que trabalhar.
A gente está tão egoísta que acha que pode ser bom ter no comando do país um homofóbico, racista, religioso de araque que tem irmão mamando nas tetas públicas; e o filhote dele no governo do estado. A gente nem percebe que eles ganham simpatia porque falam mal de pobre, de preto, de gay e desconsideram a mulher como gente.
A gente não faz e ainda fica puto com os que tentam fazer. A gente aplaude a continuidade da ditadura que nunca se foi e ainda expandiu suas formas de tortura e seus torturados. Ela não precisa mais de quartéis e porões.
A gente só perdeu nessa coisa de só ter transição em detrimento da revolução.
Aplaudimos nosso pacifismo porque não somos violentos como os estrangeiros e não vemos que matamos muito mais, aos poucos, na unha, permitindo que o preconceito retire a cidadania, o status de pessoa de alguém que de vítima, passa a ser simplesmente alguém que merecia a tragédia que sofreu.
A gente virou hiena? Tá rindo de quê?
Por quê, Brasil?

20 de mai. de 2017

POVO SÃO OS OUTROS


O Brasil tem 35 partidos políticos. A JBS comprou 28.
Ah, políticos! Os salários altos, benefícios ótimos, mordomias incríveis, não ajudam nem pressupõem honestidade, pelo contrário.. Pagam qualquer valor pra se manterem no poder, desde que não seja do seu dinheiro, claro.
Botam o país pra sangrar e debocham, riem, escarnecendo do povo do qual querem extorquir os direitos, pois não desejam ser incomodados.
Enquanto isso, o povo ataca a si mesmo. Quer se livrar dos infortúnios. Precisa ganhar na loteria, passar num concurso público, casar com parceirx rico, entrar pra politica...
Pra se eleger tem que ter tempo de TV, aquela que só pobre vê.
O povo nem sabe que é povo, pra ele, povo são os outros.
O povo brasileiro ainda não existe. Só na terceira pessoa. Ele (o povo brasileiro) não tem nada que dê lucro, nem a cultura, pois que passam-na a diante - é melhor pagar caro por um lugar num camarote e os pobres que assistam pela TV.
O Brasil é tão aficionado pelo poder que não sente o cheiro e se sente, não se importa. É melhor ser primo de um irmão que é colega de um amigo da tia de um vizinho de um famoso do que ter juízo e ser decente, porque isso dói e dá trabalho.
Ainda assim, celebridades são melhores que políticos. A celebridade a gente pode encontrar no shopping e aceita fazer selfie - o ano todo, não somente nas eleições.
Alguém encontra político no shopping? Claro que não! Os caras andam de helicóptero, carro oficial e têm esquema de segurança. Ainda que definam as estratégias, regras e percursos dos transportes públicos que só nós (povo inexistente) usa.
 Políticos são iguais às mulheres lindas do carnaval e as frutas da estação: passada a sua época, desaparecem! Deve haver um foguete 🚀 levando e trazendo essa gente, ops, esses seres.

27 de jan. de 2017

Vamos falar do vacilo da Segurança Pública ao permitir a proteção dos bandidos às comunidades, antigas favelas?

Nasci e me criei em Jacarepaguá. Por um bom tempo não me adaptei viver em outro bairro, foi mais fácil acostumar-me com outro país. Eu gostava das longas e intensas sombras ao longo das ruas que nos protegiam. Eu amava acordar ouvindo sons incríveis, sentindo cheiros inacreditáveis. Era bom reconhecer os rostos de quem eu encontrava na rua.
Minha mãe trabalhava no Centro, o que o nativo de Jacarepaguá chama de "cidade", como se ele vivesse em outra cidade, estado, planeta - daí comecei a dizer que Jacarepaguá é capital da província de Nárnia. Minha mãe trabalhava no Centro da cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente no Estácio, então, ela tomava o 241 (antes era o 267 que oferecia uma excursão suburbana) e saltava na Cidade Nova, entrava ali ao lado de onde depois, construíram o Piranhão, antes era só a zona, mesmo.
O ônibus 241 um dia foi uma novidade que ligava, através dessa auto-estrada, Jacarepaguá ao restante do Rio. Ela começa na Freguesia que é um sub-bairro de Jacarepaguá e termina no Grajaú/Vila Isabel, ali pertinho do "Clube da Light".
Ir com a minha mãe ao trabalho foi o primeiro contato consciente que tive com favelas. Porque no alto da auto-estrada vislumbrava-se aquelas moradias que chamavam de barracos. Que eu lembre, de favela no bairro tínhamos à época, Rio das Pedras que logo se mudou para Barra, Gardênia Azul possuía até umas palafitas de madeira, mas como um tio meu morava lá, eu não entendia que era favela, pois que ninguém nomeava assim, eram terras do Linifício Leslie cedidas aos seus funcionários. No Jardim Clarice acontecia o mesmo com os imensos quintais usados pelas famílias dos trabalhadores na fábrica da Antárctica (cervejaria), mas isso eu já conheci depois de crescidinha. Tinha a cidade de Deus também, inclusive, minha explicadora de Matemática ficava lá e como não conhecia barraco na CDD, na minha mente de criança o conceito da época de favela não se formalizava.
Na Praça Seca já havia surgido algumas favelas como a Chacrinha e Bateau Mouche mas elas não eram vistas por quem passava de ônibus pela Cândido Benício que tinha um trecho chamado Mato Alto que ia até o Ipase e onde hoje está a Vila Olímpica local e na parte onde o mato era alto, vem descendo o morro e chegando à rua um apinhado de casinhas que antigamente se chamavam barracos. Aquelas favelas antes não vistas chegam atualmente ao asfalto. 
Ainda assim, na quele tempo nem tão distante, ficávamos sabendo de como o "dono do morro" tinha atirado em mãos e pés de "pivetes" que roubaram relógios dos motoristas em carros parados no sinal, ou aplicado uma coça nos que roubavam bolsa de mulher, botijões de gás nos quintais adjacentes e do justiçamento aplicado naqueles que roubavam mais pesadamente nas imediações.
Então, subindo a Auto estrada Grajaú-Jacarepaguá, víamos um aglomerado de casas, casinhas, casebres, barracos. A uma certa altura, os moradores dessas favelas (era o nome da época que confesso acho muito mais bonito que "comunidade") começaram a entrar pela porta da frente do ônibus, posto que, havia um trocador que ficava na parte de trás do coletivo ao qual devíamos pagar a passagem. Foram delimitados pontos ao longo dessa via onde não se pagava a passagem e as pessoas entravam quase sempre aos grupos, aglomeravam-se na ali na entrada, próximo ao motorista e iam descendo onde tinham que descer. Sobre essa prática comentava-se na época que era um acordo com os bandidos locais a fim de garantir que os ônibus que trafegavam por ali e seus passageiros não fossem assaltados, uma coisa que acontecia muito nesses anos 70/80 e na Grajaú-Jacarepaguá acontece até hoje.
E era assim em vários locais onde havia comunidades, os bandidos "zelavam" pela ordem nos acessos próximos aos seus "domínios", dizia o povo que a fim de evitar investidas da polícia, de modo a não atrapalhar o seu comércio de "entorpecentes" - que era assim que se chamavam as drogas

Então você está lendo esse texto e deve estar se perguntado: "E o quico"? (E o quico = E o quicotenho com isso)
É que ainda não entendi, nem entrou na minha cabeça que bandidos, ladrões foram esses que assaltaram a quadra do Império Serrano, roubando funcionários que trabalham para o carnaval da escola... Escola de samba, fruto da vivência das pessoas em comunidade, Império Serrano, representatividade de uma comunidade com uma história linda, assaltada! Nem sei o que penso. Quando souber eu volto.

3 de jan. de 2017

Vamos falar de tudo misturado?


Essa frase de Dona Dodô me lembra muito o que diz a Selminha Sorriso da Beija, que ela faz com alegria, não sabe se é a melhor no ofício (de porta bandeira) mas faz o melhor que pode. 
Talvez não haja outro caminho para o sucesso que não seja fazer com amor para que se possa ter dedicação plena e tornar leve todo o processo de trabalho que sempre será exaustivo, principalmente para quem faz com um objetivo qualquer, por exemplo, sucesso pelo sucesso ou apenas dinheiro. 

Pessoas que se dedicam a um ofício por amor, com amor acabam por fazer sucesso, compreendendo bem que sucesso é diferente de fama.  Às vezes eu penso que o exercício de um ofício por amor e a dedicação que acarreta, transcende e tanto que projeta o resultado para um patamar que só poderão ser reconhecidos em plenitude no futuro, exigindo evolução da sensibilidade para que o valorize (o resultado). 
Sim, pensei em Van Gogh ao elaborar esse pensamento existem vários gênios incompreendidos na sua época cujas obras, pensamentos, teorias só foram compreendidas algum tempo depois e valorizadas muito posteriormente.

Certamente no nosso país há pelo menos centenas de artistas dos mais variados segmentos de arte e cultura popular que não recebem o devido reconhecimento porque somos educados dentro dessa coisa de cultura de massa que nem sempre nos representa por ter seu conteúdo destacado e adaptado ao que marqueteiros e indústrias chamam de mercado. Resultando numa divulgação maciça de produtos híbridos onde a essência não é o que encanta mas o que nos cega e ensurdece. 

A sensibilidade é um atributo natural que pode ser desenvolvido e até mesmo adquirido através da educação e cultura. Dificilmente uma pessoa sensível aceitaria determinados "produtos artísticos" impostos goela abaixo da população. A nossa insistência em rotular chamou aqueles que tiveram oportunidade de estudar, muitas vezes aprimorando seu nível de sensibilidade, de intelectuais. 

Pensando que no início do Brasil, para se estudar precisava-se se deslocar para a Europa, podemos entender porque essa oportunidade era exclusiva dos endinheirados (recuso-me a chamar de "elite") e podemos compreender ainda porque nunca foram realizados esforços efetivos para que a população como um todo pudesse se desenvolver intelectualmente através do estudo acadêmico. 

A ditadura da ignorância não pode ser negada, analisando-se que às mulheres foi negado durante séculos o direito de se escolarizar, logo, é fazer "ouvidos de mercador" não se assumir que sempre fomos manipulados para que nos mantivéssemos no nosso local de colonizados, miscigenados, selvagens, pouco mais que animais,  incompetentes para decidirmos nosso presente e futuro seja através de escolhas seja através das leis.

Concordar com essa estrutura e modo sempre praticado no nosso país, para mim é ser de direita.  Direita é a manutenção do estabelecido e para qualquer brasileiro não rico  e vivenciando o dia-a-dia dos que ganham salário mínimo é simplesmente inaceitável. 

- O que é ganhar um salário mínimo? 
É ter dinheiro recebido por muitas horas de trabalho mais algumas de transporte que não é suficiente para o mínimo necessário a um ser humano urbano ou rural. 
É ter a sensação térmica de 56 graus sem direito ao ar condicionado. 
É quando se consegue ir a um médico e ser atendido, não ter como comprar a medicação ou praticar os hábitos de vida indicados pelo médico. 
É não ter moradia adequada em lugar digno. 
É ver os endinheirados (não quero dizer elite), políticos indiferentes ao sofrimento da falta de qualidade de vida, quando não, sorrindo com escárnio e deboche de uma situação que passa bem longe deles. Hábito, aliás, que tem sua raiz na monarquia, um tipo de governo em que pessoas por pertencerem a uma determinada família já nascem prontas para governar, decidir tudo o que será feito com o dinheiro que nunca fizeram nada para ganhar. 

No Brasil, fora os nobres que vieram de Portugal fugindo de Napoleão, tivemos aqueles compraram títulos de nobreza. O Brasil tem esse período tão, digamos "engraçado"... Bastava empoar a cara de um negro para ele ser branco, bastava um qualquer que conseguisse sua fortuna comprar seu título de nobreza e voilá, se tornava nobre...

No o Brasil o que se tem  de mais parecido com democracia, foi o direito de poder escolher quem vai gastar o nosso dinheiro. Mecanismos nobres da Constituição visando  proteger a divergência de idéias aos poucos foram e continuam mais que nunca sendo adaptados como meios de proteger esses que se aboletam no poder descobrindo formas de se apropriarem de cada vez mais, mais, muito mais do nosso dinheiro. 

- Mas não escolhemos nossos políticos?
Parece que sim, mas se pensarmos na forma como esses chegam ao nosso conhecimento, se avaliarmos as dimensões intercontinentais do país, concluiremos que não.

- Ah, mas o assunto não era trabalhar com amor a própria arte?
Verdade! No entanto, da mesma forma que não temos acesso às informações de todos os políticos que se candidatam, não conseguimos ter conhecimento de tantos artistas que fazem bem o seu trabalho. 
Aí entra uma coisa chamada mídia. Mídia é um instrumento composto de vários elementos que têm a capacidade de penetração em grande escala nas populações para disseminar informações. Isso antes de ser propaganda quem é uma informação nem sempre verdadeira que serve para que os donos da mídia angariem dinheiro com ela (a mídia). A mídia no princípio do Brasil era o "boca-a-boca" e os panfletos escritos à mão (lembrem de quem podia aprender e sabia escrever). 

Depois vieram os periódicos confeccionados letra por letra com os clichês. 
Calma! Clichê ainda não era uma coisa vulgarmente dita por qualquer um e repetida por todo mundo. Era uma peça de metal, acho que de chumbo que feito um carimbo imprimia as palavras no jornal que na época deveria ter uma tiragem muito limitada, haja vista o quanto da população podia lê-lo. Assim, podemos também imaginar quem tinha acesso a informação e por conseguinte, tinha direito a ter opinião.
Todo esse furndúncio de palavras alteram o conteúdo sem modificar o rótulo. Jornalista não é mais o profissional que escreve em jornal, e nem todos que escrevem em veículos de informação são jornalistas. Jornalista a princípio tinha o dever de verificar fontes, pesquisar fatos para não passar informações inverídicas. 


Mas o importante é que ainda temos muita gente que exerce o seu ofício ou arte com amor e até por amor, talvez tenhamos até políticos fazendo isso, pena que na política não há tempo de um reconhecimento efetivo tardio. Podemos até reconhecer mas adianta de quê? Fica para história e nem todos sobrevivem a ela.
Parar por aqui que virou textão. Há um tempo eu comentei que gostaria de ter um local que explicasse política de forma que qualquer um pudesse entender e muitos tinham essa mesma necessidade, aproveitei para dar a minha contribuição, uma pena que misturado com talento, sucesso e arte, mas são coisas da inspiração ou quem  sabe do desespero?

17 de set. de 2016

A MALDADE HUMANA NÃO TEM LIMITES MAS MODERNIZOU-SE




(continuação)  Eu gosto daquele quadro "As meninas do Jô", principalmente quando está lá a Lúcia Hippólito, porque quase sempre quando ela lá está o Jô faz perguntas e quando perguntas são feitas nós nos informamos através das respostas ou quando já temos conhecimento do assunto, discordamos da resposta ou não.  Na quarta-feira, ela não estava e além das presenças constantes no programa eu não saberia dizer agora, porque o tempo passou e eu não anotei, os nomes das outras. Mas posso dizer que de tudo o que todos disseram, tiro o meu chapéu para a Lilian Wittefibe, porque, apear de ser  nevrálgica, passional, tendo várias vezes demonstrado irritação e impaciência com o antigo governo, foi a única que demonstrou ponderação quanto a questão "se seria o fim da linha para carreira política de Lula", não dando como favas contadas a aceitação da denúncia pelo juiz, nem como certa sua condenação e levando em conta eleições com voto popular, lembrando que o povo votou no Collor. De certa forma, a reação da Lilian é a de qualquer pessoa que pense viver num país onde o ônus da prova é de quem acusa e que saiba que após tantos governantes, o PMDB nunca teve um eleito pelo povo e que há sim, carência de liderança carismática no cenário político brasileiro.

Para quem não está situado, dia 14 foi o dia da apresentação da denúncia dos procuradores da Operação Lava Jato de Curitiba, contra o Lula ex-presidente, retratado na denúncia como o "comandante maior" da corrupção no país. A pauta do programa seria a cassação do Eduardo Cunha, que mediante o estrondo da denúncia ficou para trás. E o que eu queria dizer sobre o programa, era o meu espanto diante do "debate", entre aspas, porque quando todos concordam não é um debate, correto?


Eu assisti pela TV a denúncia elevada ao status de atração televisiva. E como num programa, aguardei ansiosa, a comprovação de todas aquelas  acusações, a apresentação das provas que em 2 anos após tantas investigações, conduções coercitivas, delações, apreensões e prisões e tantos outros termos policiais e jurídicos que nós vamos aprendendo como num curso intensivo. No entanto, as provas não foram apresentadas e a explicação pelo que eu entendi, é que elas não existem.

Num dado momento foi dito algo como - o que comprova que o tríplex é do Lula é a ausência de documentação da propriedade em seu nome.
"não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário do tríplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, dissimulação da verdadeira propriedade"
Achei curioso. No meu raciocínio bobo, porque sou carioca boboca e adoro fazer piada com as tragédias que preciso digerir, pois com riso é mais palatável do que com choro, cheguei a pensar que posso dizer que alguma cobertura na Delfim Moreira é minha, entrar, morar e em caso de interpelação, respondo que a ausência do meu nome nas escrituras é o que comprova que ela sempre foi minha. 

Poucos minutos depois desse "programa" que não sei se policial, jurídico ou político, as redes sociais explodiam em memes gerados a partir dos slides em power point que ilustrou a apresentação e viralizava-se a frase "não temos provas, mas temos convicção" dos procuradores e aí, no Programa do Jô, vieram as meninas comentar o ocorrido aplaudindo com entusiasmo a correção da acusação. Elas não sentiram falta da apresentação de provas, nem estranharam o power point. Não apresentaram, nem mesmo num nível de debate, o fato de acusarem uma pessoa com base na montagem de um "quebra-cabeça" onde a ausência de provas é considerada prova. Tudo normal para elas que demonstravam reações de alívio por um dever cumprido.
 Faz tempo que nossa imprensa não se preocupa com tantas coisas que são conteúdos de uma caixa de Pandora. Jô Soares que admiro - ora amando, às vezes odiando, elogiava oratória do procurador, orgulhava-se pelos seus (dele) estudos em Harvard e principalmente seu tom "messiânico" - uma das coisas que eu mais estranhei e que imaginei, houvesse prova cabal para sustentar as acusações, talvez ele não usasse aquele tom tão inquisitorial. 

Então é assim que funciona? Lembrei de um professor que tive no Fundamental. 
Ele dizia: 
- "amigo meu não tem defeito, inimigo meu, só tem defeito" e eu o interpelei certa vez: 
- Mas professor, a frase é "inimigo meu, se não tiver defeito, eu boto". Ao que ele me respondeu:
- "Eu não boto, eu encontro. Mesmo que não o tenha".


No twitter, rede do bullying e desvario vi a frase que mais me traduziu:
"Vocês não têm medo de viver num país em que seu nome pode aparecer no Jornal Nacional por que alguém não tem provas, mas tem convicção?"  (rog_marcus)

Fiquei apatetada vendo o programa e lamentei que não tivesse alguma interatividade. As coisas hoje funcionam assim: Se eu gosto ou participo, está certo e se estiver errado, não tem problema, é só ignorar. Se eu não gosto, discordo, não participo e tenho raiva; não importa o feito ou não feito, é preciso que se castigue. Mais: que se elimine, não importa quais os motivos ou intenções. Foi assim com as panelas na Zona Sul do Rio, com as manifestações na orla carioca e Avenida Paulista que se bateram (justa e dignamente) contra a corrupção, com as luzes que piscavam a favor do impeachment mas se apagaram e calaram diante da manutenção de um governo provisório também corrupto e repleto de elementos  indiciados por crimes diversos. 
Daí pra frente estabeleceu-se a insanidade. Quem realmente tinha apenas opinião contra a corrupção passou a ser ofendido e xingado de petista, ainda que não tivesse partido ou convicção política, ainda que a corrupção aprisione o país desde os tempos da Colônia - deu-se de falar que ela começou com o governo do PT - ainda que quase todos os partidos brasileiros estejam envolvidos em algum escândalo de corrupção, ainda que ser contra a corrupção seja uma questão de raciocínio lógico, ombridade, saúde mental, juízo.


Eu sou uma pessoa comum, uma cidadã e vivo como tal e, foi assim que fiquei com a minha cabeça cheia de perguntas como por exemplo: O que aconteceu para que de repente esses procuradores tenham resolvido abrir a denúncia? Teriam desistido de buscar as provas? As denúncias não prescindem de investigação e investigações não correm sob sigilo? 

Foi só mais uma sequencia de perguntas como na ocasião que surgiram os áudios do Sérgio Machado envolvendo o Sarney, o Aécio e mais uns outros que eu como apenas uma cidadã ocupada com a minha vidinha besta não consegui guardar os nomes. Também tive um surto de perguntas quando surgiu não sei de onde uma denúncia contra Fernando Henrique Cardoso, que ele teria uma amante e um apartamento em Paris dentre outras coisas pagas com dinheiro de corrupção ou de falcatrua envolvendo inclusive uma poderosa emissora de TV. Não sei bem, essa notícia ficou pouco tempo em alta e não sou rápida o suficiente para acompanhar tudo - eu tenho muitas coisas para ler e trabalho para fazer, infelizmente não tenho o tempo que gostaria para me dedicar com profundidade a essas coisas. Mas que eu acho estranho, isso eu acho!


Tantas coisas acontecem mostrando porque a Justiça no nosso país nunca funcionou. Porque fomos os últimos a libertar os escravos que uma vez libertos, competentes na lida que sempre exerceram não tiveram chance de empregabilidade. Porque apesar da morte de Tiradentes a "Derrama" continuou e terminado o ouro os impostos jamais baixaram. Porque o filho do milionário atropela, mata e segue em liberdade e o menino que carregava um frasco de "Pinho Sol" está preso até hoje.

Essa coisa brasileira de julgar pela cara, essa justiça que liberta os perfumados. Esse modo brasileiro de ter dois pesos e duas medidas.

Uma coisa que eu percebi e não comentei, mas até hoje me deixa, como dizia minha avó, encafifada:
Sobre as manifestações contra o impeachement, vi nas redes sociais pessoas perguntando, algumas, até me perguntaram quem as financiava. Um dado importante, uma vez que sendo financiadas por uma instituição qualquer que fosse, estariam essas manifestações sem legitimidade popular, deixando de ser espontâneas. A quem me perguntou respondi que não há como se promover qualquer evento mesmo que na rua, com estrutura sem financiamento. Existe um protocolo, existem leis. Alguém precisa conseguir a autorização, alguém precisa informar as autoridades, afinal, a rua é pública e sua função é o trânsito, precisa-se providenciar as estruturas necessárias no que diga respeito à segurança das pessoas, carro de som e tudo aquilo que a gente vê e que chamamos "produção do evento", logo, algum financiamento haveria de ter e voluntários também. Depois da fase perguntativa as redes sociais diziam que eram feitas por militantes que se vendiam pelo preço de um pão com mortadela mais trinta reais. Como se não tivéssemos no Brasil, no Rio de Janeiro, pessoas capazes de atuarem como voluntárias em causas das mais diversas, o que seria quase aceitável não tivéssemos tantos eventos nos quais os voluntários foram a espinha dorsal do sucesso alcançado. No entanto, quando surgiram as manifestações na orla de Copacabana, elas eram  ditas espontâneas e ninguém quis denegrir os voluntários da Paulista com seus pixulecos, patos de borracha e lanchinhos de filé mignon, nem notou-se curiosidade por saber quem financiava aquilo tudo. Sabe o que eu cheguei a pensar? Que se vender por pão e mortadela não podia nem era digno, mas por carne de primeira já era outra história.

Então, essa forma de pensar que a justiça é boa ainda que injusta se ela está procedendo conforme nossos desejos ou caprichos é uma coisa tão complicada que eu fico aqui pensando se sempre fomos assim ou só agora estamos tendo a oportunidade de expor o nosso pior. Se também a nossa justiça não foi mais uma cópia trazida da Europa com o objetivo de emprestar ao nosso paísm silvícola por natureza, uma aparência de justo, civilizado, honesto. 
Vejam a figura abaixo. Peguei da postagem no facebook de uma amiga que compartilhou:

Adicionar legenda




            




A morte do ator Domingos Motagner foi um outro fato que atropelou outros fatos. Repentino, brutal, doloroso, nem por isso capaz de despertar solidariedade em algumas pessoas. É incompreensível atrelar fatos da vida com opção política, o que tem a ver uma coisa com outra? É verdade que depois de ver tantos que julgam pessoas tomando por base sua sexualidade, cor de pele e status econômico, deveria ter-me acostumado. Para piorar tem gente que acha que o posicionamento político das pessoas é o suficiente para torná-las assassinas, ladras, loucas, bandidas e quem alimenta esses pensamentos não consegue perceber o crime que comete. Certamente não sabe qo que é crime, mas percebe  que sendo branco, de direita (de preferência rico)  não existe crime. Acima de tudo, essas pessoas precisam de tratamento e ser denunciadas também.

16 de set. de 2016

PENSANDO NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DO RIO - CARLOS OSÓRIO

Alguns amigos queridos, amados pra valer, sabendo  da minha dificuldade para escolher um  candidato para prefeito, me falaram sobre o Osório. Que o cara é bacana, do bem e ouras coisas. Aí, "guguei" o prefeitável e vi que ele foi secretário de Transportes da atual gestão municipal do Rio. Foi dele a indéia "incrível" de extinguir as vans da Zona Norte e Oeste.e teve participação nesse redesenho ou reengenharia ou renovação ou sei lá que nome tem esse procedimento que culminou nessa coisa de "alimentador" e "troncal". Depois teria saído do PMDB, partido do prefeito por que o indicado a candidato não seria 
ele. 

Então, lembram daquela postagem em que eu queria saber se havia um local  que tivesse tudo o que o eleitor deveria/gostaria de saber mas tem vergonha de perguntar? Pois é, ainda não encontrei, mas achei melhor não votar nesses candidatos que se filmam nas ruas, tem escritório na rua e quando tem uma oportunidade, fazem coisas que demonstram que nem andam nas ruas.
O que queremos saber sobre política e temos vergonha de perguntar, vamos descobrir assim, xeretando pra saber e olhando o que fizeram efetivamente esses candidatos e se foi bom pra gente para escolher.
Dos zilhões de candidatos que aparecem na TV rápido ou devagar raros são os que se apresentam como sendo autores de alguma lei "decente" Esse, por exemplo não falou que foi autor do projeto que tirou as vans tão necessárias em bairros imensos, onde os ônibus desaparecem em certas horas do dia porque parece até que existe uma lei que exige que os coletivos só podem andar superlotados. 

Não sei se foi ele o gênio, que bolou as  o percurso das linhas alimentadoras que não 
circulam em todos os locais onde antes haviam as vans e até Kombis. Sobre isso até, tenho a dizer que conheço muitas pessoas que gastaram o que tinham e o que não tinham trocando suas Kombis velhas por vans ou comprando Kombis novas, legalizando, adesivando para trabalharem por exigência (justa, justíssima) da prefeitura, mas que logo após as eleições foram surpreendidos pela supressão das linhas e proibição de circularem.

Não sei quem foi o genial que por ter BRT da casa do KCT até a PQP, desculpem, vou melhorar: BRT ligando áreas longínquas da cidade, ignorou as adjacências e permitiu que se pegue até 3 conduções para um trajeto de menos de 20 minutos, onde nem sempre tem "Alimentador" para tornar uma ou duas passagens gratuitas. Ok, está parecendo "mimimi" mas entendam que esse novo traçado da maneira como foi elaborado gerou verdadeiras ruas fantasmas, e tivemos uma explosão de assaltos, roubos, furtos porque a segurança não acompanhou a "evolução", aumentando as áreas de riscos para transeuntes, sem contar as várias lojas de bairro que ficaram com acesso mais complicado com os "cercadinhos do Paes" (como gosta de uma grade!) e passarelas desertas e sem policiamento.

Também não sei se ele soube que por conta disso tem um coletivo intermunicipal que para algumas áreas é a melhor opção sendo que ele que custa de R$6,05 a R$7,40 para ir-se da Freguesia à Madureira sem passar pelo transtorno de pegar vários ônibus e ainda não poder colocar no Riocard o valor que achamos necessário. 

Enfim, sem chover no molhado, Jacarepaguá é um bairro penou por décadas sem condução e quando finalmente tinha, ficou sem. (E daí? Vários outros bairros, inclusive da ZS também, eu sei, eu sei). Pelo período em que esse "desmonte" aconteceu aqui em Jacarepaguá, Valqueire, Rio das Pedras e etc coloco esse meu drama (que sei não é só meu) na conta do PMDB, do prefeito atual e dele também. Essa propaganda de escritório na rua e nem sabe que ficou um monte de gente a pé na rua? Me poupe!
Meus amigos que me desculpem, mas Osório? Não!

PS.: Sem contar que não posso votar no PSDB por uma questão de vergonha na cara. Mas isso se alguém quiser detalhes, eu explico depois.

9 de ago. de 2016

RAFAELA SILVA NOS SERVIU LIMONADA. MERECEMOS?

Ontem, 08/08/2016 vendo noticiários sobre o feito da Rafaela Silva, percebi uma pergunta recorrente: " como você se sente, agora que é referência para as crianças de comunidade"? 
- Basicamente a pergunta era essa, com pequenas variações. Então, ocorreu-me, como a nossa sociedade, digamos assim, transfere a responsabilidade para aqueles aos quais deveu apoio e não deu, deve apoiar mas não apóia.
A moça de 24 anos nos deu MAIS um exemplo de superação, não só teve que superar todas as dificuldades inerentes à sua condição de mulher nascida em pobreza extrema, negra mas esse exemplo já tinha sido dado desde o momento em que ela não virou número nas estatísticas ruins que vendem jornais e reparte lucro através de cliques e nos municia com toda sorte de preconceito.
Em Londres ( e quantos de nós já fomos a Londres?) ela foi desclassificada, segundo análise dos comentaristas, injustamente, por possível perseguição de um árbitro (ontem ele quase a desclassificou de novo) e ela não recebeu nenhum consolo ou incentivo pelo simples feito de ter se classificado e lutado com honra e garra. Pelo contrário, recebeu comentários racistas que fomentaram ainda mais sua vontade de provar ao mundo seus valores. Teve que provar valores que já estavam expostos....  Nem todos possuem o mesmo "estofo" na personalidade. Para quem nasceu pobre e negra num país que enxerga essas características como suspeitas, críticas que na verdade quase sempre são bullying, podem destruir potenciais vitórias - como destrói vidas e pessoas cotidianamente. No entanto Rafaela fez do limão a limonada e serviu pra nós e eu nem sei se merecemos.
Calma! Não é uma crítica generalizada no sentido de sermos todos racistas, é um pensamento que nos envolve por conta do nosso silêncio e indiferença mediante aos absurdos brasileiros.
E se os repórteres perguntassem para as pessoas da nossa sociedade (nós todos):
Como você sente recusando-se a aceitar ajudar projetos sociais?
Como você se vê ao concordar com quem diz que paga impostos e não tem que sustentar vagabundos através de benefícios sociais?
Como você se sente ao ter medo de ser assaltado ao visualizar um negro ou pobre na rua?
Consciência, solidariedade seriam os maiores legados olímpicos. O verdadeiro orgulho de ser brasileiro. Seguir cantando o hino depois que o CD pára, não é nada.

6 de ago. de 2016

COMO UMA BRASILEIRA DECENTE

Sim, assisti à abertura olímpica impactada pelas coisas legais que eu via, tinha deposto o meu espírito crítico por aquelas horas, a minha ansiedade era pela vaia.
Não assisti à abertura olímpica como o falso nobre que torce para que tudo dê errado, nem como o espírito de porco que assiste às corridas desejando ver um acidente. Assisti como uma brasileira decente, torcendo para a maior vaia do mundo. E quando aconteceu, fiquei de pé e vaiei com alegria pra ter mais energia.
Os vizinhos não sabem a diferença entre um vereador e um senador, acharam estranho mas na dúvida vaiaram também.

12 de jul. de 2016

SEIS PONTOS SENSÍVEIS


Não sou de aceitar provocação, consigo dar o desprezo como resposta para quase tudo menos:
1- orientação sexual - que cada um dê para ou coma quem ou que preferir.
2- carnaval - que eu nem gosto mas não me incomoda a alegria ou folia alheia 
3- Império Serrano - minha paixão;
4- Portela - meu grande amor; 
5- Botafogo - a única opinião que depois que tive não mudei mais;
6- e Chico Buarque - meu futuro marido. Casaremos na primeira próxima reencarnação possível;
Os seis itens não necessariamente nessa ordem. 
De modo que hoje me vi respondendo num bate-papo do facebook a seguinte frase:
- Se eu fosse incompetente, ignorante, burra, invejosa e sem talento eu também acharia o Chico Buarque um merda, plagiador e comprador de músicas. Simples assim.

Perdi os três "amigos" que tentavam provar com montagens em vídeos, fotos e textos babacas os defeitos do Chico Buarque.


"‎Nãoprovoqueaminhapessoa‬ Sou legal mas nada boazinha. Boazinha é puta que aceita cartão de crédito, cheque e fiado

8 de jul. de 2016

ESSA ESQUINA É NOSSA

Essa foto foi tirada ontem (07/07/2016) com celular da Juju. Como podem ver recebemos o nosso público rotineiro e mais alguns incluindo músicos e amigos que passaram para nos visitar. Venho batalhando com o Samba Independente dos Bons Costumes, há um pouco mais de ano. 

Estamos ali, na calçada do Araponga, precisamente na rua Luis de Camões esquina com Gonçalves Ledo - Praça Tiradentes - RJ, todas as quintas, passando o chapéu para arrecadar o cachê dos músicos. Mas realmente trabalhar com juventude é outro papo nos dois sentidos, porque o jovem transmite sua esperança e seu entusiasmo quando ele os tem juntamente com a sinceridade e fé no trabalho. 

O SIBC é um movimento espontâneo nascido do desejo de apenas fazer samba, oferecer música e alegria para os transeuntes, um modo de mostrar nossa cultura às pessoas expostas a uma sonoridade massacrante e de pouca qualidade difundida à exaustão pelas grandes mídias. Uma proposta idealizada pelo Pedro Manhães para as pessoas que tomam trem, andam de ônibus, fazem seu supermercado sem que sobre "algum" para o lazer. Surgiu numa época em que a bipolaridade política dividiu nossa cidade entre coxinhas e mortadelas o que tirou de muitos a vontade de falar e se posicionar, trazendo uma cafonice sombria para os nossos dias.

Sim, acontecem muitos eventos a céu aberto na nossa cidade, mas esse menino foi parar ali com o grupo de músicos, levado pela popularidade dos cardápios e seus preços, por isso tornou-se também, uma opção democrática de bom almoço possível com musica nos primeiros sábados de cada mês. 

O entorno estava tão bonito mas ainda deserto, talvez pela fama arraigada por muitos anos, é que as pessoas demoram um pouco (ou muito) para descobrir as mudanças dos locais. 

Os empresários preferem os tiros certos, os investimentos mais seguros e nada nos fala mais sobre isso do que a Lei Rouanet quase sempre na mão dos mesmos, onde o mecenato é investidor e logicamente, sempre escolhe as figuras consagradas capazes de levar grande público com poder aquisitivo alto o suficiente consumir seus produtos caros, gente bonita (que vamos combinar, seria melhor chamar de gente bem tratada e trajada) para engrandecer suas logomarcas e a Lapa que não tem muitos locais com preços sugestivos. 

Não temos entre nós no grupo ninguém que tenha a estrada coroada com a gravação de CDs e fama nacional, talvez por isso, tenhamos construído o nosso público a partir do próprio público, passantes, trabalhadores a caminho de casa, galera curiosa das redes sociais, estudantes que saem das faculdades ali no entorno, alguns jovens vizinhos dos músicos - o que faz com que gente jovem seja a predominância nas 500 cabeças em média que se reúnem a cada semana para ouvir nosso som que oferece releituras do samba dito antigo, de raiz e mais ijexá e outras sonoridades da nossa matriz africana. 
Já recebemos umas visitas que nos orgulham por exemplo, Marquinhos DinizSambista, Marquinho Sathan, Renato Máspero e Ana Quintas que nos incentivaram, apoiaram e creiam, gostaram do nosso trabalho.

Chamei à parceria alguns amigos da área cultural, mas as coisas são do jeito que tem que ser e elas estão sendo e a gente vai tocando feliz e depois de ler o agradecimento do Moacyr Luz que teve o Samba do Trabalhador agraciado com o Prêmio da Música e de ontem, certamente seguirão melhores.
Moacyr Luz, um ícone pra mim, por pessoa admirável que é, aquelas suas palavras foram um estímulo e um pouco mais. 

Ontem aconteceu o evento que reuniu grande quantidade de rodas de samba, ali na Praça onde estamos todas as semanas, convidados que não fomos, permanecemos no nosso canto e o canto-espaço-geográfico virou verbo e muitos além dos muitos que estão conosco, cantaram entre nós!

A vida a despeito dos pesos, é leve e vamos assim, leves, cantando e que Deus permita que esses meninos do Samba Independente dos Bons Costumes permaneçam por muito tempo com essa generosidade de dividir com a rua o seus imensos talentos e nobreza! Todas as semanas para todas as gentes na mídia da qualidade e da gentileza, Amém!

28 de mai. de 2016

CULTURA DO ESTUPRO - sim ou não ?


Quando a capa de uma revista semanal brasileira, trouxe a matéria com o título "Bela, recatada e do lar", já foi um mau sinal. Um mau agouro. A mulher em questão chegou a posar nua para uma famosa revista masculina a tempo de as fotos serem embargadas pelo namorado mais velho, político famoso, agora em exercício. No entanto, a matéria da revista não informava isso - descobri quando "dei um google" no nome da moça como sempre fazemos com as celebridades recentes ou eternamente obscuras.

É preciso "abafar" o "passado" de uma mulher caso ela figure na lista das respeitáveis. Esse tipo de "passado" se feminino apaga-se, mas se masculino, apregoa-se.
Bela, recatada e do lar para mim, não estudiosa, não especialista,  equivale a "se estivesse em casa lavando louça, isso não teria acontecido"- frase encontrada em diversos comentários de vários casos de estupros, incluindo esse mais recente e de maior visibilidade midiática dado ao impacto referente à  quantidade de criminosos envolvidos em torno de uma única vítima, pois não vou avaliar pelo aspecto do "tamanho" da barbarie, quando penso que todo estupro é uma barbarie, uma selvageria sem tamanho, havendo casos que "apenas" um estuprador destrói fisicamente a vítima, inúmeras vezes levando-a à morte, quase sempre mantendo-a desperta para "reagir"como parte do ritual maligno, patológico que inclui sevícias e espancamentos que a levam a óbito, sem contar os casos em que após servir de repasto ao animal da espécie humana, a vítima é eliminada para não o incriminar. 

No vídeo do estupro acontecido recentemente no Rio de Janeiro, há umas falas mais ou menos assim:
- Essa é a come rato da Barão!
Onde Barão é referência ao nome de uma rua bem conhecida no bairro.
E outro diz assim:
- Olha o buracão dela!
O vídeo, então, passa a mostrar as partes íntimas da menina completamente machucadas. Eles abrem seu genital, como os feitores arreganhavam a boca dos escravos e cavalos a fim de atestar- lhes a boa saúde e idade a fim de justificar o alto preço da mercadoria.
Exibindo a vagina e o ânus da menina, ouve-se:
- Mais de 30 engravidou. Entendeu ou não entendeu? Diz um
- O trem bala passou de marreta. Diz outro
Gargalhada geral.
Então, penso que quando se usa a expressão  "cultura do estupro" não é para magoar a grande maioria dos homens que mesmo trazendo algum traço da nossa cultura patriarcal, é gente boa. Acredito que seja a busca de uma resposta e uma ruptura com o segmento, não só de homens, que avaliam as mulheres por sua quilometragem sexual, para os quais atributos como castidade e pureza fazem essa mercadoria valer mais quando o uso e abuso aumentam o valor das suas machezas proporcionalmente à desvalorização da mulheres abusadas.

Compreendo aqueles que se sentem ofendidos sendo trancafiados num pacote selado com hastag  #culturadoestupro  junto com milhares de maus feitores, abusadores, estupradores. No entanto é preciso falar sobre isso. É preciso aproveitar um momento em que a sociedade machista em parte olha pro feminino ainda com alguma piedade, talvez a mesma que concede à mulher a oportunidade de trabalhar ainda que ganhando menos; de frequentar eventos ainda que com a dúvida se ela não teria uma roupa pra lavar; Permite-lhe usar roupa curta onde o homem não pode tirar a camisa;  paga à mulher um cachê alto pra que ela tire a roupa mas não exibe um traseiro de homem na TV. Essa sociedade que diz proteger as "puras", venera as mães sem valorizar a mulher como igual (talvez coubesse aqui a pergunta a quem realmente esses costumes protege ou visa proteger ? )
Essa visão das mulheres e o tratamento delas  como "coisas", formam o pensamento de um alto número de rebotalho de gente que não se encontra apenas nas periferias e favelas. Não é exclusividade dos frequentadores dos bailes funk ou de qualquer outro movimento cultural do populacho, onde se encontra quem pense que depois de um estupro ou mesmo uma transa a mulher está desvalorizada e outras formas de estupro social e psicológico.
Eu sei que é constrangedor ser citado injustamente. Ninguém melhor do que uma mulher como eu, para saber o que é ser olhada como puta, porque riu alto, anda sozinha, entrou num bar pra comprar cigarros e tem atitudes pouco convencionais porque as convenções resistem em se desfazer. As ferramentas da "cultura do estupro" são variadas e possuem o requinte de crueldade de ter objetivos definidos como o "estupro corretivo" para as lésbicas e o crime de espancamento e assassinato para os gays onde não costuma ser violado sexualmente a menos que com objetos contundentes. Mas isso já é uma outra questão.

Eu  não tenho a menor ligação com nenhum movimento organizado militante dessa causa, mas por ser mulher solteira, solta, sozinha penso que precisamos falar sobre essa parcela de gente que acha normal "fuder" - em todos os sentidos - sem consentimento é normal e acredita que alguém possa fazer por merecer tamanha humilhação.
São várias formas de estupro e abusos que como o papanicolau não é nada demais é para o bem, mas se faz piada com ele bem como com o exame de próstata. É que no final o drama do outro torna-se piada, as tragédias serão utilizadas como exemplos a ilustrar oque deve ou não fazer uma mulher, onde ela deve ir ou não.

Se esses cabras coniventes com a "cultura do estupro" não existissem, Bolsonaro não teria mandato nem seria chamado de mito.
Precisamos urgente, como sociedade, de ajuda. 
Esse texto é originalmente um comentário numa postagem tópico do meu amigo João de Oliveira Jr no Facebook.

Ele como muitas outras pessoas acham demasiado abrangente e agressiva a expressão "cultura do estupro" por envolver TODOS como potenciais praticantes do hediondo crime, servindo como munição para aqueles que sentem prazer em alimentar uma guerra dos sexos objetivando a falar mal dos homens sem parênteses ou exceção. Cometo o abuso de colocar aqui um posicionamento muito bem aceito por ele que expressou melhor o que gostaria de dizer:
"Acredito eu que vivemos muito mais a cultura da impunidade, que do estupro, basta ver as estatísticas.O crime está generalizado em todas as áreas da sociedade. Me preocupo sim, em generalizar, em rotular homens dignos, de bem e penaliza-los pelo simples fato de serem homens" (S.A.S)
Abaixo,  o meu texto original
Quando a capa de uma revista semanal brasileira, trouxe a matéria com o título "bela, recatada e do lar", já foi um mau sinal. Um mau agouro. A mulher em questão chegou a posar nua para uma famosa revista masculina a tempo de as fotos serem embargadas pelo namorado mais velho, político famoso, agora em exercício. No entanto, a matéria não informava isso.
É preciso "abafar" o "passado" de uma mulher caso ela figure na lista das respeitáveis. Esse tipo de passado feminino apaga-se, mas sendo masculino, apregoa-se.
Bela, recatada e do lar para mim equivale a "se estivesse em casa lavando louça, isso não teria acontecido".

No vídeo do estupro tem umas falas mais ou menos assim:
- essa é a come rato da Barão!
Onde Barão é referência ao nome de uma rua bem conhecida no bairro.
Aí, outro diz assim:
- Olha o buracão dela!
O vídeo, então, passa a mostrar as partes íntimas da menina completamente machucadas. Eles abrem seu genital, como os feitores arreganhavam a boca dos escravos e cavalos a fim de atestar- lhes a saúde e idade apta para o uso de justificar o alto preço da mercadoria.

Exibindo a vagina e o anus da menina, ouve-se:
- Mais de 30 engravidou. Entendeu ou não entendeu?
- O trem bala passou de marreta.
Gargalhada geral.
Então, Quando se fala de "cultura do estupro" não é para magoar a grande maioria dos homens que mesmo trazendo algum traço da nossa cultura patriarcal, é gente boa. Acho que é uma resposta e uma ruptura com o segmento, não só de homens, que avaliam as mulheres por sua quilometragem sexual, para os quais atributos como castidade e pureza fazem essa mercadoria valer mais e o uso e abuso aumentam o valor das suas machezas proporcionalmente à desvalorização da das mulheres abusadas.

João, compreendo você se sentir ofendido ao se sentir trancafiado num pacote selado com hastag junto com milhares de maus feitores, abusadores, estupradores, mas é preciso falar sobre isso. É preciso aproveitar um momento em que a sociedade machista em parte olha pro feminino ainda com alguma piedade, talvez a mesma que concede à mulher a oportunidade de trabalhar ainda que ganhando menos; de frequentar eventos ainda que com a dúvida se ela não teria uma roupa pra lavar. Permite que use roupa curta onde o homem não pode tirar a camisa, paga um cachê alto pra que ela tire a roupa mas não exibe um traseiro de homem na TV. Essa sociedade que protege as "puras", venera as mães sem valorizar a mulher como igual.
Sendo vistas como coisas, forma a visão de um alto número de rebotalho de gente.
Eu sei que é constrangedor ser citado injustamente. Ninguém melhor do que uma mulher pra saber o que é ser olhada como puta, porque riu alto, anda sozinha, entrou num bar pra comprar cigarros.

Eu que não tenho a menor ligação com nenhum movimento, mas por ser mulher solteira, solta, sozinha penso que precisamos falar sobre essa parcela de gente que acha normal fuder sem consentimento em todos os sentidos é normal e acredita que alguém possa fazer por merecer tantas humilhações. São varias formas de estupro e abusos que como o papanicolau não é nada demais é para o bem mas que faz piada com ele e com o exame de próstata.
Se esses cabras não existissem, Bolsonaro não teria mandato nem seria chamado de mito. Precisamos urgente como sociedade, de ajuda. Noves fora, exclua os maus radicais.
Ah e continue, sim aseus posts!
Eles mostram que a binaridade não está com nada.